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sábado, 10 de janeiro de 2015

Os fãs da Legião Urbana relembram os 30 anos do primeiro disco da banda





O primeiro disco da Legião Urbana é um dos marcos do rock brasileiro em qualquer tempo. Das bandas da chamada “turma” de Brasília, foi a primeira a ter um trabalho gravado por uma das grandes do mercado fonográfico


Por isso, o lançamento do primeiro disco de uma das mais importantes bandas do Brasil nos últimos 30 anos passou um tanto quanto despercebido. Na verdade, foram vendidas apenas 1,2 mil cópias nos primeiros três meses daquele ano de 1985, que marcava também a despedida da ditadura militar. A fúria do punk rock foi à mola-mestra de um trabalho que o tempo se encarregou de colocar no patamar das melhores estreias de grupos brasileiros na história da música em português.Lançado no dia 02 de janeiro de 1985, não foi um disco capaz de convencer ninguém da Artplan, organizadora do primeiro Rock In Rio, que valeria a pena incluir o grupo no OLP de um grande festival – que deu espaço a grupos consideravelmente novos, feito o Para lamas, o Barão Vermelho, Kit Abelha e etc.

A Legião nasceu com o fim do Aborto Elétrico, decretado quando Fê Lemos, revoltado porque Renato Russo errara a letra de “Veraneio Vascaína” numa das apresentações do grupo, jogou uma baqueta no vocalista, que abandonou o palco e a banda. Renato virou o Trovador Solitário, mas o desejo de ter um grupo era mais forte e com Marcelo Bonfá, que era d’Os Metralhas, formou a Legião Urbana em 1982. A banda tinha um baixista e um baterista. E nada mais. Isso não foi empecilho para que Renato rascunhasse as primeiras composições do repertório do primeiro disco.

A Legião seguiu como trio em 1983 e foi assim que fez os primeiros shows no eixo Rio-SP. Mas Renato, que enfrentava seguidas crises depressivas e a rejeição de muitos da turma de Brasília por ser homossexual, tentou o suicídio cortando os pulsos. Os cortes profundos afetaram os nervos e Renato não pôde mais tocar baixo. Aí entrou Renato Rocha, compondo assim a histórica formação legionária, com baixo, bateria, guitarra e Renato Russo nos vocais.

Antes de gravar o primeiro álbum do grupo, aliás, Renato trabalhava numa rádio e tinha um programa de Beatles em Brasília. Pelos corredores, alardeava que não era punk, embora na emissora todos tivessem certeza disso, e dizia a muitos que um dia iria ser famoso e ter uma banda do mainstream. Nisso, chegou às mãos de gente da EMI-Odeon uma fita cassete com uma gravação de Renato se acompanhando com violões, à la Bob Seger. Jorge Davidson, o diretor artístico da EMI, gostou do que ouviu, especialmente “Química” – já gravada pelo Paralamas do Sucesso e “Geração Coca-Cola”. E rapidamente contratou os garotos, antes que alguém chegasse primeiro.

A gestação do primeiro disco da Legião não foi das mais fáceis. A primeira proposta era, de fato, colocar os violões em destaque, meio que emulando o Trovador Solitário dos tempos pós-Aborto. Mas Renato, Dado e Bonfá mostraram personalidade. Exigiram mudanças e conseguiram. Bateram de frente com Rick Ferreira, lendário guitarrista de estúdio que acompanhou várias sessões com Raul Seixas, logo quando gravaram a primeira demo. Lutaram pelos melhores timbres com o técnico de som Amaro Moço. E só se entenderam com José Emílio Rondeau, crítico musical travestido de produtor que foi chamado às pressas para salvar um trabalho que se avizinhava perdido pela própria gravadora e também pelos rapazes da Legião.

Mas as músicas, de letras fortes, contundentes e pegada mais internacional que brasileira, entusiasmavam Rondeau e Davidson à medida que eram gravadas. Gonzaguinha, o recordista de músicas censuradas na época da ditadura e um dos principais artistas da EMI-Odeon, quis dar uma olhada nas letras e se impressionou particularmente com “Geração Coca-Cola”.

A Legião ainda faria história no rock brasileiro por muito tempo e, ainda hoje, cresce o número de fãs da maior banda da história do rock brasileiro.


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