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sábado, 10 de janeiro de 2015

O maior site de buscas do planeta, o Google, vai financiar edição histórica do Charlie Hebdo





"A estupidez não pode vencer": jornal satírico planeja tiragem de 1 milhão de exemplares contando com o suporte do Google, o que levará o jornal satírico Charlie Hebdo a lançar sua maior tiragem da história

O gesto de desafio e luto deve lembrar os oito membros da equipe do Charlie Hebdo que foram assassinados durante o tiroteio, assim como as outras quatro vítimas. A publicação solicitou a contribuição de jornalistas e cartunistas de toda a Europa para preencher suas páginas dessa edição especial. Após o trágico ataque à redação da publicação na última quarta-feira (7), os sobreviventes da publicação francesa pretendem lançar uma edição com 1 milhão de cópias - normalmente, o jornal não atinge mais que 30 mil cópias.

A gigante das buscas deve ajudar a financiar a iniciativa. O Google doou cerca de US$ 300 mil para um fundo de inovação de imprensa, enquanto os jornais franceses prometem colaborar com um valor igual. Alguns dos fornecedores e distribuidores do Charlie Hebdo também concordaram em trabalhar de graça. Um dos autores do jornal, Patrick Pelloux descreveu a situação na televisão francesa.

— É muito difícil. Nós todos estamos sofrendo, com tristeza, com medo, mas nós vamos fazer de qualquer forma porque a estupidez não pode vencer.

Histórico

O atentado desta quarta-feira foi o mais violento, mas não é o primeiro ataque contra a sede da revista satírica francesa Charlie Hebdo, em Paris. Com cerca de três décadas de história, a Charlie Hebdo sempre incomodou alguns grupos ao desafiar tabus e usar o escárnio e a sátira escrachada para expressar seu ponto de vista.

Em 2011, a sede da revista foi atacada com uma bomba incendiária depois de ter publicado na capa uma charge de Maomé com a manchete “Charia Hebdo” – em referência à lei islâmica.

Em 2006, muitos muçulmanos se irritaram com o fato de a publicação ter reimpresso as charges do profeta originalmente publicadas no jornal dinamarquês Jyllands-Posten. Na época, a polícia teve de ser mobilizada para proteger a redação.

O editor-chefe da publicação, Stephane Charbonnier, morto no ataque, já havia recebido ameaças de morte e andava com guarda-costas há três anos.

Visibilidade

Apesar de nunca ter tido uma grande tiragem, o Charlie Hebdo se tornou um incômodo pela visibilidade: com grandes charges coloridas e manchetes incendiárias, a revista chama a atenção em bancas de jornal e livrarias.

As charges provocativas são a marca registrada e, entre as publicadas pela revista nos últimos anos há desde policiais segurando cabeças decepadas de imigrantes até freiras se masturbando e papas usando preservativos.

A Charlie Hebdo é constantemente comparada com sua rival, mais popular, a Le Canard Enchaine. As duas publicações procuram desafiar o status quo.

Mas enquanto a Le Canard Enchaine aposta nos furos de reportagem e na revelação de segredos guardados a sete chaves, a Charlie Hebdo lança mão do escárnio e de um humor muitas vezes polêmico.

Em algumas ocasiões as polêmicas também dividiram a equipe de jornalistas da revista. Em um caso que teve alguma repercussão, um editor de longa data chegou a se demitir depois de uma divergência com outros editores sobre anti-semitismo.

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