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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Jornalista, produtor musical e compositor Nelson Motta é a enciclopédia da música popular brasileira





O multifacetado Nelson Motta é um arquivo vivo da MPB. Militando no mundo da música há mais de meio século, ele não só discorre sobre qualquer nuance da música brasileira como conhece pessoalmente os personagens que fazem ou que fizeram parte da história musical do país 
Ele sempre foi extremamente bem relacionado: é amigo de João Gilberto, lançou Marisa Monte, batizou o Tropicalismo de Caetano Veloso, Gilberto Gil e companhia, teve um caso com Elis Regina, já tirou o violão da mão de Chico Buarque e conviveu intimamente com a maior parte dos personagens que fizeram a história da música brasileira nos últimos 50 anos.

Do alto dos 70 anos completados no ano passado, o jornalista, produtor cultural, letrista e inventor de modismos Nelson Motta pode se orgulhar de ter participado efetivamente do surgimento da bossa nova, na década de 60, do estouro da Música Popular Brasileira nos idos de 70 e do nascimento do rock nacional nos anos 80, entre outras loucuras. Interessado em escrever um livro sobre Tim Maia após a morte do amigo, em 1998, o jornalista mudou de idéia devido à falta de entendimento com os herdeiros do cantor.

Nelsinho decidiu transformar seu projeto inicial num livro sobre a experiência nos bastidores da música nacional entre os anos de 1958 e 1992, quando decidiu deixar o País para morar em Nova York. O que seria uma biografia de Tim Maia virou Noites Tropicais, o livro que conta amiudemente as últimas décadas da MPB.

Setentão

Nelson Motta festejou seus 70 anos no dia 29 de outubro de 2014. Jornalista, produtor musical e compositor, ele mantém aceso o espírito rock’n roll: seguir rolando para não criar limo. Para comemorar o aniversário, ele lançou um novo livro, As Sete Vidas de Nelson Motta, em que comenta crônicas suas publicadas desde os anos 1960. Está com disco novo na praça, Nelson 70, releituras de sucessos que ajudou a compor por um timaço de artistas. Também toca no Canal Brasil (quartas-feiras, 20h30min) uma série com os bastidores da gravação do álbum. E tem mais novidades a caminho, avisa Nelson.

Depoimentos

“A primeira coisa que vem à cabeça é o privilégio de estar vivo aos 70 anos, bem de saúde, de cabeça e produzindo. Já é maravilhoso em si. A coisa biológica, fisiológica, foi guiando meu trabalho. Vivi na noite e da noite durante 20 anos, dos meus 20 aos 40 anos. Fui dono de boate e discotecas, frequentava a noite todos os dias. Mas a minha atividade foi mudando. Virei escritor profissional com 50 anos. E a vida do escritor é o oposto. Passei a ser uma pessoa do dia, mudei meu estilo de vida e escrevi 10 livros. Não tenho saudade de nada. Vivi intensamente esses anos todos, mas não tenho saudade do passado. Tenho horror de nostalgia. A coisa que mais envelhece é nostalgia. Adoro trabalhar e só faço o que quero. Conquistei isso. É um grande prêmio. E faço em ótimas condições, na minha casa confortável, viajando por um lugar bacana. Trabalhei com um monte de gente e gosto agora de trabalhar sozinho. Foi uma trajetória natural.”

A carta de Vinicius:

Paris, 24 de janeiro de 1969.
Nelsinho, meu querido, estamos com uma saudade gordíssima, obesa. Como é, tudo barra limpa? Quem está aqui no hotel é o nosso Chico com sua Marieta. (...) Elis havia dito que chegaria ontem, mas até agora não deu sinal. (...) o nosso Tom ligou para mim de Los Angeles e batemos um longo papo. Ele vai para a Colômbia (...) fazer a música de um filme e só no fim de fevereiro vai gravar o disco com "God" Sinatra. O Chico e a Marieta vão ficar morando em Roma (...) O negócio da representação do Orfeu da Conceição na Broadway está superquente (...) Se tudo sair certo e a peça porventura pegar, pode estar certo que o seu "titio" aqui dará uma mesada gorda para você e nossos amigos. (...). Um grande abraço a todos os nossos amigos, especialmente Ronaldo (Bôscoli), Mièle e Rubem (Braga) (...) E se vir minha filharada por aí, peça que me escreva. Vinicius.

O que ouço 

“Passo alguma coisa pro meu iPod quando vou caminhar de manhã na praia. É a forma de me atualizar. Das últimas coisas que ouvi, tem o disco novo do Jorge Drexler, Bailar em la Cueva, que é fenomenal. E gostei muito do disco do Moreno Veloso, Coisa Boa. Sertanejo na minha seleção? Nem pensar: Música sertaneja é zero em tudo”. 

Ele não foge da polêmica!

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