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sábado, 3 de janeiro de 2015

Em entrevista concedida em 2014, Ferreira Gullar, aos 83 anos, revela que nunca imaginou que se tornaria escritor




Na entrevista, além de explicar de onde veio a inspiração para escrever “Traduzir-se”, que virou música na voz de Fagner, Ferreira Gullar também fala sobre o “Poema Sujo”, que escreveu quando estava exilado, em 1976

Sábado, noite do dia 03.01.2015, revejo no canal fechado Globo News, à reprise da entrevista que o poeta Ferreira Gullar concedeu a Roberto D`Ávila. Nessa imensidão de mesmices e canalhices tão comuns na televisão brasileira, o jornalista Roberto D`Ávila é um ponto fora da curva com suas perguntas e colocações inteligentes e perspicazes, deixando o convidado à vontade, ao tempo em que extrai o melhor do entrevistado, a ponto do telespectador nem sentir o tempo passar.

Euriques Carneiro

Poeta fala de sua desilusão com o comunismo, do exílio, de Deus e a sua filosofia de vida

O programa Conexão Roberto D' Avila reprisado neste sábado (3) fez uma homenagem ao grande poeta Ferreira Gullar que, no dia 10 de setembro, completou 83 anos de vida. Na entrevista, ele fala de sua desilusão com o comunismo, do exílio, de Deus e a sua filosofia de vida.

Desde os 13 anos, o maranhense Ferreira Gullar gostava de se trancar no seu quarto para escrever poemas.

Aos 18, publicou seu 1º livro de poesias. Trabalhou também como locutor de rádio, mas foi demitido, dois anos depois por ter se recusado a ler uma nota que atribuía o assassinato de um operário pela polícia aos "baderneiros" comunistas.

Em 1950, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como jornalista e participou dos principais movimentos literários da época.

No início dos anos 60, Ferreira Gullar fez parte do Centro Popular de Cultura, da UNE. Nessa época, a sua poesia assumiu engajamento político e social. Em 64, entrou para o partido Comunista Brasileiro e fundou com grandes nomes da nossa cultura o grupo Opinião, importante foco de resistência cultural nos primeiros anos do regime militar.

Com o AI-5, em 68, foi obrigado a viver na clandestinidade e durante o exílio esteve na URSS, Chile e Argentina. Ao retornar para o Brasil, em 77, foi preso e interrogado no Departamento de Polícia Política e Social ainda sob ameaça de violência contra a sua família. Graças à mobilização dos amigos, foi libertado e retornou suas atividades de jornalista e poeta.

Polêmico e dono de uma das mais ricas obras políticas brasileiras editadas em vários países, Ferreira Gullar é um atento e importante observador da sociedade brasileira e do comportamento humano.

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