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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Com uma vida dedicada ao próximo, é iniciado o processo de beatificação de Zilda Arns





Milhares de pessoas participaram no último sábado, 10, em Curitiba, de uma homenagem a Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança e que morreu, em 2010, durante o terremoto no Haiti, em evento que marcou a abertura do processo de beatificação de Zilda Arns


Um total de 40 mil ingressos foram distribuídos para a cerimônia. Uma missa foi celebrada por D. Raimundo Damasceno, arcebispo de Aparecida.O primeiro passo para a beatificação da médica sanitarista Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, morta em um terremoto no Haiti, em 2010, foi dado neste sábado (10) em Curitiba.

Pelo menos 200 mil assinaturas coletadas em todo país foram entregues ao bispo auxiliar Dom Rafael Bienarski, que responde interinamente pela Arquidiocese de Curitiba, no evento realizado no estádio Arena da Baixada. A contagem não está finalizada e a pastoral estima que esse número possa dobrar.

VIDA DEDICADA AO PRÓXIMO

Zilda Arns Neumann, médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e da Pastoral da Pessoa Idosa, morreu em 12 de janeiro de 2010, em uma missão humanitária no Haiti.

A médica fazia uma palestra à comunidade religiosa haitiana sobre o combate à desnutrição infantil, a fim de motivar líderes e voluntários haitianos a implementar uma pastoral no país para combater a desnutrição infantil, quando irrompeu um forte terremoto em Porto Príncipe. Pouco antes de terminar seu discurso, a igreja desabou.

O último parágrafo de sua palestra, que ela não chegou a terminar, dizia: “Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe dos predadores, das ameaças e dos perigos e mais perto de Deus, devemos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los".

A VIDA DE ZILDA ARNS NEUMANN

O casal Helena e Gabriel Steiner Arns tiveram 13 filhos. Zilda Arns, a 12ª filha, nasceu no dia 25 de agosto de 1934, no sul do Brasil, em Forquilhinha, no estado de Santa Catarina. Tendo dos nove irmãos, cinco dedicados à religião, o mais famoso deles foi Dom Paulo Evaristo Arns, que foi cardeal de São Paulo e um dos mais influentes integrantes do clero nacional.

VOCAÇÃO

Zilda Arns decidiu fazer medicina para se tornar missionária, contrariando o pai: “meu pai queria que eu fosse freira e continuasse a fazer catequese. Quando me perguntavam porque não quis ser freira, como minhas irmãs, eu respondia que não gostava de obedecer, que precisava ser livre...” Ela sempre se lembrava de uma freira que dizia assim: Deixa a Zilda voar, que ela vai longe, não pode proibir isso ou aquilo.

Diplomou-se em 1959 e fez vários cursos de especialização, como Pediatria Social e Educação Física e de 1955 a 1964 trabalhou como Médica Pediatra do Hospital de Crianças Cezar Pernetta, em Curitiba, PR.

Em 1980, quando Albert Sabin esteve em Curitiba, ficou tão admirado com seu trabalho que a convidou para coordenar a campanha de vacinação Sabin, com o objetivo de combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória, no Paraná, criando um método próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde.

Em 1982, numa reunião da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a paz mundial, o Sr. James Grant, na época, diretor executivo do Unicef, convenceu Dom Paulo Evaristo Arns, que era o cardeal arcebispo de São Paulo, de que a Igreja poderia ajudar a salvar a vida de milhares de crianças que morriam de desidratação.

Dom Paulo volta ao Brasil e, apoiado por Dom Geraldo Majella Agnelo, Arcebispo de Londrina, telefona para a Dra. Zilda Arns, perguntando se a irmã aceitaria pensar no assunto e se seria possível transformar aquela ideia em realidade. Ela, então, sugeriu que se ensinasse às mães a preparar o soro caseiro para a prevenção da diarreia.

Em seu livro ela conta que, naquela noite, depois do telefonema: “Estava sentada na mesa da copa e rezei para o Espírito Santo me inspirar. Pensava em como começar um trabalho para atender tanta gente. Esse trabalho feito pela Igreja deveria ser altamente replicável, barato, atraente e impulsionado pelo amor fraterno”.

SORO CASEIRO

A desidratação pode levar à morte devido à perda de água, sais minerais e potássio. Quando cuidadas adequadamente, a maior parte das crianças com diarreia evolui sem desidratação e, dentre aquelas que desidratam, 95% podem ser reidratadas por via oral.

Em 1983, deu-se o início do trabalho, no estado do Paraná, na Paróquia de São João Batista, município de Florestópolis, por apresentar uma alta taxa de mortalidade infantil (127 crianças em cada mil nascidas). Após um ano de atividades, a mortalidade infantil foi reduzida para 28 crianças em cada mil nascidas.

Em 1980, o soro foi declarado o maior avanço do século na Medicina, mas não chegava às mães. Ela já havia recebido em pacote um produto oral, que era distribuído pela Organização Pan-Americana da Saúde, para ser testado no Paraná.

No Sul a Pastoral da Criança recebia o soro, mas os governos de alguns estados como Maranhão, Alagoas e outros não repassavam o produto para a Pastoral.

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