quinta-feira, 31 de julho de 2014

Marcando a trajetória impagável de Millôr Fernandes, foi lançada uma coletânea de frases e pensamentos




Tudo a ver: uma autocaricatura de Millôr Fernandes trajado de índio, enterrando uma lança vermelha na areia, chamava a matéria de capa: "Pela demarcação das terras de Ipanema; Millôr Fernandes refaz os caminhos do bairro que escolheu para viver"

Um buraco aberto no asfalto da rua Visconde de Pirajá, deixando à mostra sinais dos trilhos por onde passavam antigos bondes, remeteu Millôr Fernandes a uma Ipanema que não existe mais. Antes da exposição bem-humorada dos motivos necessários e suficientes para a demarcação do novo território Ipanemense, Millôr esclarece:

A vantagem de ter vivido depois dele (nasci dois anos depois de sua morte), tê-lo lido exaustivamente (mentira, ele não cansa), ter lido também algum Freud e, sobretudo, chegado ao computador, é que meu metapensamento se tornou instantâneo. Penso no que penso, e como penso e porque penso, o tempo todo, sei logo se a informação me foi dada pelo olfato, pela vista, pelo gosto, pelo ouvido, ou pelo tato (o mais amplo dos sentidos e o único ativo).

Dentre tantas pérolas de Millôr, selecionamos abaixo uma coletânea. Confira:

“Ditadura é quando eu mando em você, democracia é quando você manda em mim.”

“De todas as taras sexuais, não existe nenhuma mais estranha do que a abstinência.”

“Não devemos resistir às tentações: elas podem não voltar.”

“Chato…Indivíduo que tem mais interesse em nós do que nós temos nele.”

“As pessoas que falam muito, mentem sempre, porque acabam esgotando seu estoque de verdades.”

“Esta é a verdade: a vida começa quando a gente compreende que ela não dura muito.”

“O cara só é sinceramente ateu quando está muito bem de saúde.”

“O dinheiro não dá felicidade. Mas paga tudo o que ela gasta.”

“Com muita sabedoria, estudando muito, pensando muito, procurando compreender tudo e todos, um homem consegue, depois de mais ou menos quarenta anos de vida, aprender a ficar calado.”

“Anatomia é uma coisa que os homens também têm, mas que, nas mulheres, fica muito melhor.”

“Metade da vida é estragada pelos pais. A outra metade, pelos filhos.”


Com a pretensão de levar ao ar o século 21, a produtora Oca Filmes comprou os direitos para adaptar o personagem do cartunista Ziraldo para a TV




Uma primeira temporada de 26 episódios, baseados no primeiro livro do personagem, de 1980, está em produção e em negociação com os canais pagos infantis 

“Livro eu sei fazer, mas agora tenho que fazer desenho animado. Eu estava esperando essa aliança minha com a modernidade”, afirma Ziraldo.

Ele deve palpitar na nova produção e ceder enredos completos. Segundo ele, além do Menino Maluquinho, o Bichinho da Maçã e o Bebê Maluquinho, outros personagens criados pelo cartunista, terão filmes curtos, de cerca de um minuto. “Vai ser parecido com aquelas coisas bonitinhas que todo mundo gosta de ver no YouTube. Um bebezinho fazendo gracinha é a coisa mais gostosa do mundo”, diz.

Para o Bichinho da Maçã, Ziraldo afirma ter 2.500 anedotas. Como são mais curtas, as animações dos dois personagens devem ser finalizadas antes mesmo da série do Menino Maluquinho e disponibilizadas na internet. Já o Menino Maluquinho, rodeado apenas pela família nos livros feitos por Ziraldo, ganhará uma turma de dez amigos nesse trabalho.

Estética

O curioso é que o formato escolhido pela equipe desenvolvedora foi a animação em 2D, na contramão dos grandes estúdios internacionais, como Dreamworks (‘Shrek’) e Pixar (‘Toy Story’).

De acordo com Guilherme Alvernaz, sócio fundador da produtora que está à frente do projeto, o formato faz sentido para seu público-alvo, crianças de 7 a 12 anos. “Essa faixa etária não gosta de 3D em série de TV. Para eles, 3D só é legal no cinema”.

A lógica, para ele, é que no cinema as produções recebem mais tempo e dinheiro e portanto ficam com uma qualidade superior ao que é feito no formato para a televisão. “O principal motivo de fazer em 2D é manter o traço. É uma escolha estética”, diz.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Há 45 anos, a tripulação da Apollo 11 voltava sã e salva à Terra

Em 24 de julho de 1969, há exatos 45 anos, os astronautas Neil Armstrong, Edwin ‘Buzz’ Aldrin e Michael Collins, da Apollo 11, primeira missão espacial tripulada a pousar na lua, retornavam sãos e salvos à Terra

Composta pelo Módulo de Comando Columbia, o módulo lunar Eagle e o módulo de serviço, a Apollo 11 foi lançada de Cabo Canaveral, na Flórida, às 13h32min do dia 16 de julho, na ponta de um foguete Saturno.

A missão durou oito dias e teve seu ápice nas duas horas e quarenta e cinco minutos de caminhada dos astronautas Armstrong e Aldrin na lua. A Apollo 11 foi a quinta missão tripulada do Programa Apollo, e realizou a alunagem no dia 20 de julho de 1969. Após 4 dias no espaço, os astronautas retornaram à Terra a bordo do Módulo de Comando Columbia, que foi resgatado no Oceano Pacífico.

Em comemoração aos 45 anos da chegada do homem à Lua, em 20 de julho de 1969, a Nasa divulgou uma versão restaurada da transmissão da chegada da missão Apollo 11 ao satélite. De acordo com a agência americana, os primeiros minutos do vídeo têm imagem melhor, pois vieram de transmissões da Austrália e Nova Zelândia, que obtiveram melhor qualidade. Além disso, o áudio possui comentários do setor de relações públicas da Nasa e a comunicação real entre o controle da missão, em Houston, e os astronautas.

A gravação mostra quase duas horas e meia de operações em solo lunar, incluindo a fixação da bandeira norte-americana. Nesse período, sem se afastar por mais de 100 metros da nave, eles coletaram cerca de 20 quilos de amostras e realizaram quatro experimentos científicos.

Botas dos astronautas


Ainda relembrando os 45 anos da missão lunar Apollo 11, a GE lançou nesta semana uma campanha para demonstrar como alguns dos materiais avançados produzidos pela companhia, em sua maioria utilizados na indústria, podem contar também com aplicações científicas importantes para a humanidade. O objetivo foi destacar como uma dessas experiências ajudou o homem a caminhar na lua pela primeira vez em 20 de julho de 1969.

A GE deixou a sua marca nesse feito histórico ao fornecer materiais que estavam nas botas e capacetes dos astronautas Buzz Aldrin, Neil Armstrong e Michael Collins. No último dia 20, exatamente 45 anos depois, a companhia ofereceu a entusiastas e aficionados uma edição limitada de pares de tênis que remetem às botas utilizadas na missão. Os 100 pares desenvolvidos foram colocados à venda no dia e horário exatos em que a Apollo 11 pousou na lua (4:18 PM EST, 17h18 no horário de Brasília). A procura foi grande – todos os pares esgotaram em apenas seis minutos. Cada um foi vendido ao preço de US$ 196,90, em referência ao ano da missão.

Google Open Gallery é o aplicativo oficial do Museu Histórico Nacional, onde qualquer pessoa pode conhecer um pouco da história e do seu acervo



O Museu Histórico Nacional, criado em 1922, é um dos mais importantes museus do Brasil, reunindo um acervo de mais de 348.515 itens, entre os quais a maior coleção de numismática da América Latina

O aplicativo funciona em qualquer aparelho celular ou tablet Android e uma boa conexão de internet só é necessária na primeira vez em que o aplicativo é aberto. O conjunto arquitetônico que abriga o Museu desenvolveu-se a partir do Forte de Santiago, na Ponta do Calabouço, um dos pontos estratégicos para a defesa da cidade do Rio de Janeiro.

O museu, inaugurado em 1922 foi criado em 1922 e é um dos mais importantes museus do Brasil, reunindo um acervo de mais de 348.515 itens, entre os quais a maior coleção de numismática da América Latina. 
Contudo, sobrevivem pontos como o edifício da Casa do Trem, onde foi esquartejado o corpo de Tiradentes logo após sua execução, o do Arsenal da Guerra e o pavilhão de exposições que atualmente abriga a biblioteca, com mais de 57 mil títulos relativos à história do país.

Em 2010, o circuito de exposições permanentes foi revitalizado. Entre as novas mostras estão Do Móvel ao Automóvel (foto), que reúne desde os meios de locomoção mais antigos a um dos primeiros automóveis a circularem pela capital carioca no século 20, e Construção da Nação e Cidadania em Construção, que contam fatos históricos em dois períodos: de 1822 a 1889 e de 1889 até os dias de hoje, respectivamente.

Anote o endereço eletrônico criado com o Google Open Gallery
: www.google.com/opengallery



terça-feira, 29 de julho de 2014

Fazendo jus à denominação, Bonito MS é dotado de encantamentos mil, mas como tantas outras atrações naturais, c sérios riscos ambientais





Bonito tem suas origens na história da formação do município de Miranda, ligada à expansão espanhola do século XVI no vale do Paraguai, como ponto de apoio às expedições que pretendiam alcançar as minas do Peru. Em 1580 Ruy Dias Melgarejo funda a primeira cidade de Santiago de Xerez às margens do rio Mbotetei (rio Miranda)


Atualmente é um dos destinos mais importantes do centro oeste do Brasil e seus principais símbolos são o 'Parque das Cachoeiras', o 'Parque Ecológico Baía Bonita' e a famosa 'Gruta do Lago Azul', declarada Monumento Nacional, considerada uma das melhores áreas naturais do Brasil e frequentada pelos amantes do mergulho e dos esportes radicais.

O município de Bonito localiza-se na Região Sudoeste do Estado do Mato Grosso do Sul, ao sul do Pantanal na Serra da Bodoquena, considerada uma das regiões mais belas do Mundo. É um verdadeiro paraíso do ecoturismo conhecido pelos amantes da natureza e de todo o tipo de esportes de aventura, que são atraídos por suas numerosas belezas naturais, montanhas, vales, grutas pré-histórias, sítios arqueológicos, rios, lagunas, baías e belas cascatas com piscinas naturais.

História

No início estas terras estiveram ocupadas pelas tribos indígenas, principalmente de Guaianás, Tapetim, Chamacocos e Nelique, grandes conhecedores da arte da pesca e da caça, principais recursos para subsistir no decorrer da sua história.

Somente no século XVI foi quando toda a zona foi descoberta pelos colonizadores espanhóis que se depararam com uma grande fazenda de extrema beleza natural, rodeada por amplas zonas naturais repletas de rios, lagunas e maravilhosas cascatas com piscinas naturais.

No ano de 1797 se construiu o 'Presídio de Miranda', nas terras da Fazenda Bonito, a partir da qual surgiu a população. Graças a suas terras férteis e seus numerosos rios e riachos, se dedicavam principalmente a agricultura e a pesca. No ano de 1869 a zona foi adquirida pelo Capitão Luiz da Costa Leite Falcão, que foi quem expulsou os índios da região.

No século XX, no ano de 1915, se criou o Distrito de Paz de Bonito que pertencia ao município de Miranda e anos mais tarde, no ano de 1927, se fundou a Cidade de Bonito. A partir deste momento a população começou a crescer em boa medida.

Riscos ecológico e ambiental
Metade da bacia do rio Paraguai, que abriga o Pantanal, está sob alto ou médio risco ambiental, mostra estudo recentemente divulgado. Realizado ao longo de três anos pelo WWF, The Nature Conservancy e Centro de Pesquisas do Pantanal, ele coloca hidrelétricas e atividades humanas entre as maiores ameaças.

Planaltos e chapadões que circundam o Pantanal, onde nascem os principais rios da bacia, seriam as áreas que enfrentam os maiores riscos. A pesquisa avaliou regiões no Brasil, Bolívia, Paraguai e Argentina e tem como objetivo subsidiar os governos dos quatro países no desenvolvimento de uma agenda de adaptação do Pantanal às alterações do clima.

As barragens e hidrelétricas, apontadas como fatores de risco, devem aumentar no Pantanal nos próximos anos. De acordo com o relatório, existem 115 barramentos previstos para a década, 75% de pequenas centrais hidrelétricas, o que deve elevar os riscos ambientais. “A bacia do rio Paraguai apresenta alto risco ecológico potencial, requerendo ações urgentes e prioritárias de proteção das cabeceiras”, afirma o estudo.

Entre as atividades humanas, as maiores ameaças seriam a pecuária e a agricultura. Desmatamento, hidrovias, rodovias e mineração também são apontados no estudo como fatores de risco.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Desde Sócrates, já se afirmava que “Questionar é tarefa do pensamento”; então porque algumas pessoas executam algumas tarefas simplesmente ‘por fazer’?


Em meados da década de 90, a escritora Judith Bardwick lançou uma obra que logo virou livro de cabeceira dos CEOs e gestores menos graduados de empresas de todo o mundo, “Perigo na Zona de Conforto”, onde ela convidava os leitores a uma reflexão, justamente nos momentos em que se acredita não precisar fazer muito esforço para obter sucesso

Eu também li o livro da Bardwick e, apesar de não acha-lo digno de tanto furor literário, absorvi alguns fundamentos e procurei utilizá-los na minha função de gestor e até mesmo na vida pessoal. À época, eu dava início a um ciclo de palestras com o tema “Empregabilidade no Século XXI” e muitos conceitos do livro eu incorporei também a esse trabalho.

Anos mais tarde, ouvi duas narrativas que têm tudo a ver com os preceitos da ‘zona de conforto’, as quais eu citei para os meus alunos de Administração da Faculdade Santo Antônio e as relato em conversas informais com amigos. Faço isso por julgá-las pertinentes e carregadas de um certo simbolismo inerente ao fato de algumas pessoas cumprirem determinadas tarefas sem questionar o porquê daquele trabalho. Vamos às histórias:

Os freios do trem

“Um funcionário trabalhou por 35 anos ema ferrovia e, alguns dias antes de se aposentar, foi-lhe apresentado um jovem recém-contratado que iria substituí-lo na função. O irrequieto empregado foi logo querendo saber detalhes da sua função e obteve a seguintes explicação: ‘olha meu filho, a minha função aqui é, bater com essa marretinha nas sapatas de freio do trem e liberá-lo para seguir viagem. Deve ser um coisa importante porque o maquinista só dá partida quando eu autorizo’. E o jovem: ‘sim, mas porque você bate nas sapatas de freio? deve ter algum propósito, porque o trem só parte com o seu OK...’ Então procuraram o engenheiro responsável e ele esclareceu: você bate nas sapatas para examinar se estão rachadas, pois se assim estiverem, emitem um som característico com o contato da marreta. Caso positivo, você retém os vagões até que os equipamentos danificados sejam substituídos.
(Esta passagem foi narrada pelo professor de uma das matérias do MBA em Administração de Negócios que fiz em 1997, na Universidade Federal da Bahia -Ufba).


A frigideira pequena

“Dois jovens se casaram e, conforme a tradição, a mulher cuidava dos afazeres domésticos aí incluídas as tarefas da cozinha. Certo dia, ao chegar em casa mais cedo para o almoço, o marido percebeu que, antes de fritar os peixes, sua esposa cortava a cabeça o rabo de cada um deles. Indagada porque mutilava o pescado ela respondeu: ‘aprendi com a minha mãe; ela sempre fez isso, desde que eu era uma criancinha...’. Insatisfeito com a resposta, ele foi procurar sua sogra e obteve a mesmíssima resposta: era uma tradição herdada da mãe dela. Ainda em busca de uma explicação plausível, dirigiu-se até a avó da sua esposa, quando tudo foi esclarecido: ‘é o seguinte, meu filho, quando eu casei, nós utensílios domésticos eram parcos e eu tinha que fritar os peixes em uma frigideira pequena, na qual não cabia os peixes. Assim, eu cortava a cabeça e o rabo para que fosse possível prepara-los em um recipiente tão pequeno. Nada mais que isso.”
(Ouvi essa pérola de narrativa do Pastor Eli Lourenço, que conduz com infinita sabedoria a Igreja Batista Betel, em Santo Antônio de Jesus – BA, uma das figuras mais iluminadas que tive a felicidade de conhecer e pela qual devoto a mais pura admiração.)
Euriques Carneiro

Rolling Stones poderão se apresentar no Brasil em 2015, com shows em cinco capitais




Alguns sites noticiam a possibilidade, já outros afirmam que está confirmado, mas há fortes indícios de que a lendária banda de rock Rolling Stones incluirá o Brasil na sua turnê pela América do Sul, com apresentações em várias capitais

Segundo noticiado por uma revista semanal que publica caderno especial para São Paulo, o Brasil receberá cinco shows, divididos em três estados, inclusive Bahia e Pernambuco. Aproveitando as mega estruturas das arenas que foram construídas para a Copa do Mundo, os shows acontecerão nesses espaços, todos capazes de receber público superiores a 50 mil espectadores, com conforto e segurança compatíveis com a magnitude dos eventos.

No Rio de Janeiro, o show será no Maracanã, em São Paulo na Arena Corinthians (Itaquerão) e Belo Horizonte no Estádio Governador Magalhães Pinto (Mineirão), em Salvador na Arena Fonte Nova e em Recife na Arena Pernambuco. A banda se apresentará na América Latina com a turnê “14 on fire”, sendo que a última passagem do grupo por aqui foi em 2006, em um show gratuito na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

América do Sul

A página Rolling Stones Latinoamerica no Facebook informa que a parte sul-americana da turnê deve começar em Montevidéu, Uruguai, em fevereiro e se estenderá até março. Informações do site indicam que os britânicos passarão também pela Argentina (com três shows na cidade de La Plata), pelas capitais chilena e peruana, antes de chegar ao Brasil. Do Brasil, os Stones partem para a Bolívia, Costa Rica e fecham a parte latina da turnê com dois shows no México.

Paradise Sorouri revela-se para o mundo como a jovem que canta em rap as dificuldades das mulheres afegãs

A inspiração vem de grandes personagens do mundo pop, mas as letras das canções de Paradise Sorouri falam de algo muito sério como as agressões às mulheres no Afeganistão, onde elas podem ser ofendidas, açoitadas, espancadas, apedrejadas e até estupradas

Ela afirma que as letras das suas canções são inspirados em artistas como Rihanna, Jennifer Lopez, Marcelo D2 e Eminem e o sonho de criar uma banda e cantar hip-hop poderia ser completamente natural, caso estivesse no Ocidente. O problema é que Paradise Sorouri, que acabou se tornando a primeira mulher a cantar rap no Afeganistão, vive em um país que foi comandado por sete anos pelo Talibã, um regime que proibiu a produção de música, cinema e televisão.

Não satisfeito, o regime, impôs uma realidade triste para as mulheres que, entre outros problemas, não podem trabalhar fora de casa, precisam usar a burca e, caso sejam vistas nas ruas desacompanhadas de um homem, podem ser ofendidas, açoitadas, espancadas, apedrejadas e até estupradas, sem que qualquer punição seja imputada aos autores que, em muitos casos, ainda revertem a situação e fazem conseguem posar de vítimas, ao invés de algozes.

São poucas as afegãs que ousam sequer levantar a voz para o marido, mas Paradise Sorouri troca o véu islâmico por um moletom com capuz e canta, no ritmo do rap, as agruras da vida no Afeganistão, um dos piores países do mundo para ser uma representante do sexo feminino. Ela canta em farsi e, especialmente, em dari, o dialeto falado no Afeganistão, para onde voltou este ano, depois de longos períodos de refúgio em países vizinhos.

“Minha música desta vez é sobre a história de uma mulher, uma mulher afegã em sua terra natal. Eu quero ser a voz de uma mulher, nem mais nem menos. Eu exijo meu direito, até quando eu devo ser uma escrava da tirania? Não existem direitos humanos para todos? Por que eles querem que eu seja menor que os homens?”, diz a letra da música Faryade Zan, ou O Grito de Uma Mulher.

A canção foi escrita depois de Paradise ser agredida por cinco homens no Afeganistão. O clip da música, visualizado mais de 8 000 vezes no Youtube mostra a cantora de 28 anos de tênis e calça estilo militar, com os cabelos bagunçados e sangue na boca.

Retrocesso

E a luta de Sorouri e de outras mulheres, afegãs ou não, terá que ser ainda mais árdua. É que uma alteração em lei no Afeganistão vai proibir que mulheres denunciem homens por abusos sexuais. A mudança no Código Penal vai impedir que qualquer mulher deponha contra um parente que tenha abusado sexualmente dela. Ativistas consideram que a lei é um retrocesso na luta contra a violência de gênero no Afeganistão.

A mudança do Código Penal já foi aprovada pelo parlamento e aguarda a assinatura do presidente, Hamid Karzai. Em entrevista ao The Guardian, a ativista Manizha Naderi, do grupo Women for Afghan Women, declarou que a nova lei fará “com que seja impossível julgar casos de violência contra as mulheres, as pessoas mais vulneráveis não vão conseguir”.

“Pai” da Turma da Monica, Maurício de Sousa cria imagem onde presta homenagem a Ariano Suassuna


 (Maurício de Souza/Divulgação)

Abrindo a temporada de homenagens que, por certo, terão Ariano Suassuna como alvo, o autor de história em quadrinhos Mauricio de Sousa criou desenho onde Ariano é representado junto à Nossa Senhora Aparecida e Anjinho, um dos personagens do desenhista

O cartunista Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica, divulgou na última sexta-feira (25/7) um desenho em homenagem ao escritor, dramaturgo e poeta paraibano Ariano Suassuna, morto na quarta-feira (23), no Recife.

Na arte, Ariano é representado junto à Nossa Senhora Aparecida, - retratada exatamente como o dramaturgo e escritor a idealizou, - tendo ainda um dos personagens de Maurício de Sousa, Anjinho, que lê uma das famosas frases que compõem a obra mais conhecida e divulgada do paraibano, “Auto da compadecida”.

O escritor e dramaturgo paraibano Ariano Suassuna tinha 87 anos e muitas de suas obras serviram de inspiração e foram adaptadas para o cinema e a TV, a exemplo de Uma Mulher Vestida de Sol (1994),Auto da Compadecida (1999), Farsa da Boa Preguiça (1995), O Santo e a Porca(2000), A Pedra do Reino (2007).

Entre as inúmeras mostras do seu espírito às vezes satíricos, em outras, histriônico, mas sempre franco e direto, Suassuna foi convidado do Programa do Jô, na época em que completava 80 anos. "Estão fazendo um chamego tão grande que eu estou começando a ficar preocupado, porque, quando eu completar 160, como vai ser?", brincou o dramaturgo bem-humorado.

domingo, 27 de julho de 2014

Paulínia Film Festival 2014 tem como destaque a apresentação de Fernanda Montenegro para filme de Domingos Oliveira


Para celebrar o retorno de um festival em grande estilo, nada melhor que a presença da diva do teatro brasileiro, Fernanda Montenegro. A atriz esteve no 6º Paulínia Film Festival para apresentar ‘Infância’, último longa exibido pela mostra competitiva
Aplaudir e tecer comentários elogiosos à performance de Fernanda Montenegro é como chover no molhado, como se diz. Entretanto, há muito ela não fazia um papel de tanto destaque no cinema, como neste Infância, de Domingos Oliveira – sempre muito requisitada, a veterana atriz tem feitos pequenas, porém marcantes, participações, como em Boa Sorte (de Carolina Jabor), que também concorre ao prêmio máximo no 6º Paulínia Film Festival.

Embora o menino, - escolhido entre cerca de 250 crianças – seja o protagonista oficial da “crônica”, é a matriarca de pulso filme e humor involuntário quem carrega a trama. Mérito, sobretudo, do trabalho da atriz, que soube aproveitar os bons diálogos do roteiro. “Quando aboliram a escravidão, nenhum escravo foi embora, de tanto que amavam papai”, diz Dona Mocinha, em determinado momento.

Ela é um “touro”, declarou Domingos (77 anos) sobre a vitalidade de Fernanda (84). “Ela tem uma dignidade de rainha, embora seja uma menina do subúrbio”, ele a definiu.

A despeito da fraca interpretação das crianças, o filme é um belo trabalho do diretor. A trama é muito bem ambientada no espaço (se passa toda dentro de um casarão) e tempo (de um dia, na década de 1950).

Apesar da dificuldade na fala e mesmo no caminhar, Domingos, com mais de 15 filmes nas costas, adiantou seu próximo projeto no cinema, que será uma crônica da boemia “dantesca” da Zona Sul carioca em 1963. “Mas não será um filme de lembranças, é uma fantasia”, revelou, para completar “até porque eu não me lembro de nada da época, porque estava bêbado”.

Estúdios Disney adaptam 'Shakespeare Apaixonado' para teatro e tem boa recepção da crítica londrina




O jovem astro do teatro londrino William Shakespeare (Joseph Fiennes) sofre de bloqueio criativo e não consegue escrever sua peça. Um dia, ele conhece Viola De Lesseps (Gwyneth Paltrow), uma jovem que sonha em atuar, algo proibitivo no final do século XVI. Para burlar o preconceito e ter sua chance, Viola se disfarça de homem e começa a ensaiar o texto de Will, que começou a fluir e passou a dar vazão ao amor entre os dois 


O enredo conquistou o público no filme 'Shakespeare Apaixonado' que fez grande sucesso em 1998 e,ais de 15 anos depois, Disney realizou uma adaptação para teatro ganhou elogios de quase toda a crítica em Londres, o que tirou uma carga dos ombros dos seus criadores que estão bastante satisfeitos por ver que a sua grande aposta parece destinada a ser um sucesso. A peça, inspirada no filme de Hollywood estrelado por Gwyneth Paltrow e Joseph Fiennes, foi aplaudida de pé pela plateia na noite de abertura na estreia no teatro Noel Coward no West End, o distrito dos teatros em Londres e que mostra o que de melhor está acontecendo em termos de dramaturgia na capital inglesa.

Com o apoio da organização Disney, que está por trás de sucessos de bilheteria como o "O Rei Leão", e coprodução da conceituada produtora britânica Sonia Friedman, a adaptação estreou direto em um teatro comercial em vez de aproveitar as vantagens de entrar em cartaz primeiro em um local subsidiado pelo governo, como é comum nos palcos britânicos.

Os críticos elogiaram com ênfase Tom Bateman e Lucy Briggs-Owen nos papéis do jovem Will Shakespeare e da herdeira Viola De Lesseps, que está apaixonada por ele e se disfarça de homem para conseguir o papel do protagonista masculino em sua produção de "Romeu e Julieta", em Londres, em 1593. "A senhorita Briggs-Owen está encantadora", escreveu o crítico Quentin Letts, no Daily Mail, embora tenha feito reparos à gestualização dela. Já Michael Billington, em artigo no The Guardian, definiu a adaptação feita por Hall do roteiro como "uma carta de amor ao teatro em si e que celebra o modo como a magia e o mistério nascem do caos e confusão".

Ao ser questionada sobre como foi interpretar um papel com o qual Gwyneth Paltrow ganhou um Oscar, Lucy Briggs-Owen disse: "É como fazer qualquer grande papel de Shakespeare. Na verdade, você tem que esquecer toda a bagagem de todos os grandes nomes que o interpretaram, e isto não é uma exceção." 

A trajetória de horrores de Joseph Mengele rende mais um filme, dessa vez uma produção argentina da jovem cineasta Lucía Puenzo


Patagônia, 1960. Um médico alemão conhece uma família argentina e os segue pela estrada deserta que leva à Bariloche, cidade onde Eva, Enzo e seus três filhos vão abrir uma hospedaria. A família modelo reacende sua obsessão pela pureza e perfeição, em particular Lilith, uma menina de 12 anos que aparenta ser menor que a sua idade. Após todos se renderem ao carismático homem eles descobrem que estão vivendo com um dos maiores criminosos de todos os tempos

Não restam dúvidas de que, depois do próprio Hitler, Josef Mengele a figura mais emblemática não por ter sido parte integrante do nazismo como pelas suas experiências tresloucadas e a forma como submeteu seres humanos à sua sanha assassina. No ano passado, a história do médico nazista ganhou uma nova versão, dessa vez pelas mãos da jovem cineasta argentina Lucía Puenzo. A diretora filma em seu país, local onde um tal de Josef Mengele se refugiou sem nunca deixar de testar seus monstruosos experimentos.

Dentro do cinema argentino tão em voga vem uma história verídica não contada, aspirada pela memória de tempos de fuga, já que o país recebeu diversos refugiados do regime nazista. Para isso, anseios se fundem na Bariloche dos anos 60: o sonho de uma pousada ativa prestes a ser conquistado por uma simples família camponesa aliado a ambição de crescimento de uma das filhas. A menina tem 12 anos, mas tem um atraso de desenvolvimento físico de pelo menos 4 anos que intriga a família e rende-lhe constrangedores deboches.

O roteiro se baseia em ideais de perfeição, ou pelo menos em paradigmas de sucesso. Não à toa, é notória a aspiração da cineasta pelo corpo humano, já que seu primeiro trabalho residiu nesse tema, o bom e questionável XXY (XXY, 2007). Na aventura de um tema aplicado pela distinção de lógicas dos personagens, dois se destacam: um motivado pelo apreço à ciência sem limites, à medicina propriamente; e outra pela possibilidade de rejeição futura tanto no âmbito escolar quanto no social. Acentua-se dois limites que coincidem na trama em benefício de novas conquistas, do melhor humano, o conceito de raça ariana ascendeu sobre um viés de superioridade. Seus resultados estão estampados nos livros de história.

O roteiro costura um núcleo de relações nesse contexto bucólico. Um estranho médico alemão chamado Helmut Gregor está passando algum tempo por ali, justificando sua estadia graças as suas experiências com animais. Ele vê na adolescente Lilith um alvo para suas pretensões, pois percebe seu desenvolvimento e que pode fazer algo pela menina. Outra questão o atrai: a gravidez da mãe da garota, Eva, que aguarda gêmeos. Buscando uma forma de ficar sempre por perto, torna-se o primeiro hóspede da bela pousada e cativa o interesse da família por seus feitos, dando a eles a promessa de ventura. Há uma abstenção do arco da história que quase prejudica a narrativa, a seu favor está a interação da menina por aquele que pode lhe garantir um sonho o qual os pais não tem condição de propiciar.

A história em volta de O Médico Alemão se constrói sobre dúvidas de intenções, o que garante nossa atenção a respeito das finalidades por trás dos testes que assistimos. Espanta ver, em alguns instantes, o distanciamento desse médico protagonista sobre todos em sua volta. A indiferença marca um ponto do roteiro que se choca pelo estranho apresso a Lilith, deixando o espectador antenado diante um suspense morno, porém intrigante, dos possíveis resultados daquela relação. Esse caráter de suspense se acentua pelo recurso da iluminação e fotografia que exprime imensa frieza quando algumas decisões fogem ao controle. Imparcialmente a sua constatação, a princípio, Puenzo elabora um filme gélido e imprevisível tal como seu protagonista.

A verdade sobrepõe a fuga e a obra se transforma através de nuances, quase se convertendo em um thriller. Ainda que não seja um grande filme, é abarrotado de inspirados momentos com uma trama coerente a sua proposta histórica. Lucía Puenzo coordena bem seu próprio roteiro. Os bons atores contribuem com a impressão assombrosa da obra. Destaca-se o ator espanhol Alex Brendemühl que vive Helmut Gregor, codinome de Josef Mengele, conhecido no campo de concentração como Todesengel, o anjo da morte que inspira sonhos e entrega infortúnios.

O filme estreou no Brasil há algum tempo, mas comentários de cinéfilos nas redes sociais, bem como o acesso via web, vem fazendo dele uma das mais vistas películas já produzidas na Argentina. Vale a pena ver o trabalho de Lucía Puenzo.

Nelson Sargento: 90 anos de um sambista de alta patente





A experiência, a visão crítica, a alta patente no samba e muito talento incumbiram a Nelson Sargento a autoria da música “Agoniza, mas não morre”, considerada hino dos sambistas

A trajetória na música, na literatura e nas artes é suficiente para vários carnavais. O bamba da Mangueira completa suas nove décadas no dia 25 de julho. Para celebrar a data, a Rádio Nacional do Rio de Janeiro (AM 1.130 kHz) transmite na sexta-feira (25) um programa especial às 13h30 e 22h. Pela MEC AM Rio (AM 800 kHz), a edição vai ao ar às 15h e 20h.

Poderia ser uma roda de samba, mas são tantas curiosidades e atividades, que as Rádios EBC decidiram fazer um bate-papo entre Sargento e os apresentadores Adelzon Alves, do programa Adelzon, o amigo da madrugada; Rubem Confete, do Ponto do Samba; Amaury Santos, que comanda o microfone no Sintonia Rio; e Tiago Alves, do programa Armazém Cultural, da Rádio MEC AM Rio. Todos eles, intimamente ligados ao mundo do samba, conduziram uma conversa cheia de histórias, críticas e curiosidades com Nelson Sargento.

História e influência

Nascido na Praça XV do Rio de Janeiro, em 1924, e registrado como Nelson Mattos, “com dois tês”, como gosta de frisar, Sargento morou no Morro do Salgueiro até os 12 anos, quando se mudou com a mãe para a Mangueira. Lá, ele foi levado para o samba por seu padastro, Alfredo Português. Ao lado de Alfredo e Jamelão, Nelson compôs o clássico “Cântico a Natureza” - seu primeiro sucesso e samba-enredo mangueirense de 1955. Pintor por profissão, Português ensinou o ofício a Sargento, mas as paredes para pintar não atraíam o jovem Nelson, que procurou o Exército para ter uma ocupação e garantir respeito na família. Atuou como militar de 1945 a 1949, e levou o apelido para o resto da vida.

Em resumo, Nelson Sargento milita pelo samba desde os anos 1950, quando o gênero era marginalizado. “O rádio tocava samba. Mas era o cara do rádio que ia até o morro pegar o samba. Tinha vários locais do Rio que o pessoal do rádio ia para pegar a matéria prima”, lembra o comunicador Adelzon Alves.

Rubem Confete também recorda o início de Nelson, de quem é amigo desde os anos 1960. “Foi uma trajetória muito difícil. O samba não era o que é hoje, era complicado. O Nelson foi persistente. Foi aquela formiguinha trabalhando dia a dia, e hoje é o presidente de honra da Mangueira - e com muita honra”, destaca Rubem, também verde-e-rosa.

Os dias de luta renderam músicas, cerca de 30 discos, reconhecimento até no Japão – onde gravou álbuns e tem uma legião de fãs – e shows antológicos, além de parceiros ilustres como Cartola, Carlos Marreta, Carlos Cachaça, Zé Keti, Paulinho da Viola e tantos outros. Junto de Viola, Keti e grandes músicos integrou os grupos “A Voz do Morro” e “Os Cinco Crioulos”. Também apresentou musicais ao lado de Clementina de Jesus, Nora Ney e Cyro Monteiro. Elizeth Cardoso e Beth Carvalho estão entre os muitos intérpretes das músicas de Nelson Sargento.

Mais que um sambista

O sambista foi além da música e chegou às artes plásticas e à literatura. Com seus quadros realizou exposições pelo Brasil e também conquistou colecionadores. Enquanto escritor, lançou livros de poemas, de contos e de pensamentos. Até atuar em filmes, Nelson o fez com maestria. “Depois que filmei um curta metragem do Estevão Ciavatta, a Fernanda Montenegro me perguntou: ‘Você sabia que era ator?’ Imagina só!”, lembra Nelson.

"Agoniza mas não morre"


Sobre "Agoniza mas não morre", há diversas interpretações para os versos da canção, que Adelzon e Confete classificam como de protesto e com uma filosofia em defesa do samba e da cultura negra.

“Eu pensei o seguinte, desde que o samba se tornou profissional mesmo, você tem shows de samba rock, samba pop que empregam grande dinheiro, mas o samba em si não recebe dinheiro suficiente para fazer um grande espetáculo. Agora eu tenho medo de que quando o samba receber um dinheiro muito grande, ele suma. Então deixa como ele está”, explicou Sargento.

Constam também nos versos “mudaram toda a sua estrutura, te impuseram outra cultura, e você nem percebeu” uma crítica ao tempo limitado nos desfiles das escolas de samba. “A escola tem que passar cinco mil pessoas em uma hora. Então o samba ficou rápido para botar todo mundo para andar”, disse o sambista, refletindo que o seu clássico “Cântico à natureza” teria que ter outra melodia para sair na avenida.

“O progresso é destruidor. Tem uma coisa: ou você despreza o progresso ou se adapta para poder viver. Aconteceu muita mudança, A feijoada no samba foi banida. A caipirinha foi banida. É uma mudança de estrutura. Felizmente, a feijoada e a caipirinha voltaram para as escolas”, reflete, bem-humorado.

Fonte: EBC

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Mudança de vida fazendo desenhos do cachorro é a grata realidade do londrino John Dolan


Para dar a volta por cima e se transformar de um pedinte a um bem sucedido artista, John Dolan começou a desenhar o cachorro e as cenas ao seu redor enquanto mendigava nas ruas chamando à atenção dos transeuntes que logo passaram a comprar os seus rascunhos

Se antes John Dolan, de 43 anos, costumava vender seus desenhos por trocados, agora fatura entre 3.000 e 4.000 libras com os esboços. Ele afirmou que mergulhou em um mundo de pobreza, crime e falta de moradia até que uma senhora que morava na mesma rua conseguiu o cão George, então um filhote, em troca do valor de uma lata de cerveja, fazendo com que Dolan criasse uma relação de amizade com o animal.

“Os desenhos que faço dele são bem simples, mas fiz um que apareceu na maioria do jornais, é bastante detalhado, é um desenho e tanto”, disse Dolan. Mesmo podendo pagar por sua própria moradia, ele ainda prefere desenhar ao ar livre, perto das pessoas. Sobre os seus desenhos, ele disse: “Eu o exibi magnificamente naquele, mas nestes menorzinhos que faço basicamente tento captar sua personalidade, quando consigo”, afirmou.

Seu sucesso se deve em parte a um encontro casual com Richard Howard-Griffin, que realiza turnês de arte de rua no leste londrino, tem uma galeria e montou a primeira exibição do trabalho de Dolan.

“A ascensão de John no mundo da arte foi realmente meteórica, é como ver a carreira de um artista acelerando o vídeo – é o que muitos artistas dizem, por isso sua primeira exibição vendeu tudo, e ele tem mais uma a caminho, o que é realmente incrível”, afirmou Howard-Griffin, que espera ver o seu ‘afilhado’ alçando voos ainda mais altos.

Festival de Toronto 2014, acontece de 4 a 14 de setembro e se firma com um dos principais eventos do mundo do cinema





 O Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF) acontece anualmente na cidade canadense e se tornou um dos eventos mais importantes do mundo do cinema, ao reunir em duas semanas alguns dos principais filmes que serão lançados no fim do ano e vão concorrer aos principais prêmios do Oscar

Entre os filmes que estrearão , no Festival Internacional de Cinema de Toronto, estão While We're Young, de Noah Baumbach, e Pawn Sacrifice, de Ed Zwick, que buscarão projeção internacional em um dos maiores palcos do cinema, que se iguala em importância com Cannes, Sundance, Veneza e Berlim.

A organização do festival anunciou cerca de 60 títulos, incluindo muitas das exibições de gala de grandes produções que serão vistas na 39ª versão do evento entre 4 e 14 de setembro. Quebrando um hábito de anos, os organizadores do festival não anunciaram o filme de abertura e afirmaram que isso será decidido mais perto do evento, criando assim uma atmosfera de expectativa.

While We're Young, do diretor Baumbach, admirado no circuito alternativo, mostra Ben Stiller e Naomi Watts como um casal de meia idade cujas vidas são sacudidas quando um casal mais jovem e liberal entra em cena.

Pawn Sacrifice é estrelado por Tobey Maguire no papel de Bobby Fischer, lenda norte-americana do xadrez, em uma partida do campeonato mundial de 1972 com o rival soviético Boris Spassky, interpretado por Liev Schreiber.

Critérios de exibição mais rígidos

Quanto aos critérios de exibição, o festival está sendo mais rígido neste ano e decidiram só incluir legítimas estreias mundiais em seus primeiros quatro dias, quando a atenção da mídia e da indústria é mais intensa, embora os organizadores tenham afirmado que esse não foi o fator determinante para o atraso na divulgação do filme que fará a abertura do evento.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O mundo celestial recebeu Ariano Suassuna do jeito que ele sempre quis e mereceu


Ariano acabou de chegar ao céu e foi festivamente recebido por hóspedes novatos, como João Ubaldo Ribeiro e Rubem Alves, assim como por moradores mais antigos como seu conterrâneo Augusto dos Anjos, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Patativa do Assaré e outros notáveis que para lá se mudaram há algum tempo

Para celebrar a sua chegada, foi montada uma nova versão celestial para o seu “Auto da Compadecida” e, tendo em vista que o tempo de lá é diferente do tempo de cá, não tem uma duração previamente determinada como no filme exibido aqui na terra.

Os produtores e agitadores culturais de plantão ao lado do Criador, também já estão montando a estrutura para que os habitantes daquela dimensão possam ser brindados com quantas aulas-espetáculo sejam necessárias. Como lá existem habitantes de várias localidades, ele foi chegando e avisando: “não troco meu oxente pelo OK de ninguém, fui claro meus amigos?”

No portal celestial e nos corredores foram colocados quadros com as inúmeras frases criadas pelo maior defensor da cultura nordestina de todos os tempos.

Euriques Carneiro

“Depois que eu vi num hotel em São Paulo um show de rock pela televisão, nunca mais eu critiquei os cantores medíocres brasileiros. Qualquer porcaria como a Banda Calypso ainda é melhor que qualquer banda de rock.”

“Não tenho medo de andar de avião como muitos dizem. O que eu tenho é tédio. Não aguento mais olhar aquelas aeromoças fazendo um teatro mímico para mostrar aos passageiros como usar às máscaras de oxigênio em caso de despressurização, e a porta de emergência.”

“Na pré-história, os cavalos comiam só mato e os homens começaram a comer carne. A evolução trouxe a raça humana até aqui e os cavalos continuam sendo vegetarianos até hoje. É por isso que nunca parei de comer carne.”

Ainda participando de festivas, trompetista de jazz Lionel Ferbos morre aos 103 anos


Mesmo quem conhece muito pouco de jazz, certamente já ouviu falar de Lionel Ferbos, uma lenda na sua especialidade. O trompetista de Nova Orleans morreu em casa, no último sábado aos 103 anos

Ferbos atuou durante décadas na sua cidade e arredores, e só recentemente deixara de tocar, porque já não tinha força nos braços para segurar o instrumento.

O músico tinha comemorado na quinta-feira o seu 103.º aniversário, e pela primeira vez já não conseguira tocar para os seus amigos e familiares. Até ao ano passado, continuara a participar em todas as edições do New Orleans Jazz and Heritage Festival, sendo considerado o mais velho músico de jazz em atividade.

Ao longo da sua extensa carreira, Ferbos colaborou com alguns dos nomes míticos do jazz tradicional, como o saxofonista Captain John Handy ou a cantora Mammie Smith. Muito requisitado pela sua capacidade de ler e escrever música, competência pouco habitual nos instrumentistas de jazz da Nova Orleans da sua juventude, Lionel Ferbos começou a tocar profissionalmente no início dos anos 1930, em grupos como os Starlight Serenaders ou os Moonlight Serenaders, que atuavam nos clubes de jazz locais.

Em 1932, juntou-se aos Louisiana Shakers de Captain John Handy e fez algumas digressões, mas viveu sempre em Nova Orleans, que nunca quis abandonar. No entanto, teve mesmo de deixar a cidade, por algum tempo, na sequência do furacão Katrina, em 2005. Foi acolhido por familiares na Louisiana, mas assim que teve condições para fazê-lo, regressou à sua cidade natal.

terça-feira, 22 de julho de 2014

6º Paulínia Film Festival tem início com NÃO PARE NA PISTA: A MELHOR HISTÓRIA DE PAULO COELHO



Nesta terça dia 22 de julho, às 19h, terá início o 6º Paulínia Film Festival com a exibição do longa-metragem NÃO PARE NA PISTA: A MELHOR HISTÓRIA DE PAULO COELHO, de Daniel Augusto.Uma ficção sobre a vida do escritor Paulo Coelho, autor de “O Alquimista” e “Veronika Decide Morrer”, o filme é inspirado em sua obra e em seus depoimentos, seguindo sua trajetória desde seus dias como jovem parceiro de Raul Seixas
A sessão especial para convidados no Theatro Municipal Paulo Gracindo será apresentada pelos mestres de cerimonias Vera Holtz (O Rebu, Avenida Brasil) e Marcos Caruso (Avenida Brasil, Joia Rara), contando com a presença do diretor Daniel Augusto (Fordlândia, Amazônia Desconhecida) e os atores Júlio Andrade (O Rebu, Passione) e Ravel Andrade (Sessão de Terapia).

Antes do filme, o Paulínia Film Festival presta uma homenagem aos 25 anos da distribuidora Imovision, criada pelo empresário Jean Thomas Bernardini, que já lançou mais de 300 filmes no mercado nacional.

CERIMÔNIA DE ABERTURA – 6º Paulínia Film Festival

Sessão para convidados

Terça, dia 22 de julho

19h: Homenagem aos 25 anos da IMOVISION

20h30: NÃO PARE NA PISTA: A MELHOR HISTÓRIA DE PAULO COELHO, de Daniel Augusto (presenças confirmadas do diretor e elenco)

Local: Theatro Municipal Paulo Gracindo

Atores de Holywoood

Dois grandes astros de Hollywood vão encontrar o público de Paulínia para um bate-papo aberto e gratuito sobre os seus trabalhos no cinema.
Danny Glover e Michael Madsen deixarão a marca de suas mãos na Calçada da Fama do Polo de Paulínia, junto com o produtor e cineasta Frederico Lapenda. A cerimônia acontece nesta quarta, dia 23 de julho, às 12h30, em frente à Escola Magia do Cinema.

Danny Glover

Ator, produtor e militante humanitário, Danny Glover tem sido uma presença marcante no cinema, teatro e televisão por mais de 25 anos. Como ator, ele atuou em blockbusters como a franquia “Máquina Mortífera”, um dos maiores sucessos da história do cinema mundial, e em filmes como “A Cor Púrpura” e “Os Excêntricos Tenenbaums”, alguns dos quais também produziu. Entre alguns de seus mais recentes sucessos está “Dreamgirls”, de Bill Condon; “Rebobine , Por Favor”, de Michel Gondry; e “Ensaio sobre a Cegueira”, do brasileiro Fernando Meirelles. Ele também atua em “Rage”, filme a ser lançado no Brasil em novembro, produzido pelo cineasta brasileiro Frederico Lapenda.

Glover também ganhou respeito por seu grande trabalho em ativismo comunitário e esforços filantrópicos, com especial destaque para a defesa da justiça econômica, e acesso a programas de saúde e educação nos Estados Unidos e na África. Para esses esforços, Glover recebeu um DGA Honor 2006. Internacionalmente, Glover atuou como embaixadora da boa vontade do Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento, de 1998-2004, com foco nas questões da pobreza, da doença e do desenvolvimento econômico em África, América Latina e Caribe, e atualmente atua como embaixador da UNICEF.

Michael Madsen

Nascido em Chicago, Michael Madsen é ator, poeta e fotógrafo. Como ator, ele participou de alguns dos mais importantes filmes de Hollywood dos anos 80 até hoje: “Thelma & Louise”, “Cães de Aluguel”, “Free Willy”, “007 – Um Novo Dia para Morrer”, “Kill Bill – Volume 1 e 2”, “Sin City”, “Todo Mundo em Pânico 4”. Também participou das séries “CSI: Miami”, “24 Horas” e “Havaí Cinco-0”.

Encontro aberto com Danny Glover
Quarta-feira, dia 23/07, às 11h
Paulínia Stop Motion – Auditório

Encontro aberto com Michael Madsen
Quarta-feira, dia 23/07, às 14h
Paulínia Stop Motion – Auditório

Cerimônia da Calçada da Fama – Danny Glover, Michael Madsen e Frederico Lapenda
Quarta-feira, dia 23/07, às 12h30
Em frente à Escola Magia do Cinema

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O laureado diretor britânico Ridley Scott será produtor de filme sobre Rei Davi





Ridley Scott, que estreará em dezembro 'Êxodo: Deuses e Reis', sobre a trajetória do personagem Moisés, voltará ao cinema bíblico para narrar a vida de outro personagem do Antigo Testamento, o rei David


Diversos informes também afirmam que Jonathan Stokes (El Gringo) foi escolhido para escrever o roteiro para o filme ainda sem título. Apesar de Davi ser mais conhecido por ter derrotado o gigante Golias, a história provavelmente focará no seu reinado mais tarde como rei de Israel. 
O título provisório do projeto é “Davi”.Publicações dão conta de que o diretor Ridley Scott produzirá outro filme bíblico após “Exôdo: Deuses e Reis”. O novo filme seria focado no Rei Davi, do Antigo Testamento.

Ridley Scott produziria o filme pela sua companhia de produção, a Scott Free, em parceria com a Chernin Entertainment. Apesar disso, ainda não está claro se Scott também dirigirá o filme, já que ele tem diversos possíveis projetos agendados, como uma sequência de “Prometheus” e “The Martian”, estrelado por Matt Damon.

Hollywood tem mostrado interesse em adaptações de histórias bíblicas, incluindo o recente lançamento “Noé”, que arrecadou 359 milhões de dólares em todo o mundo.

Filas enormes marcam a reabertura do Cine Belas Artes, em São Paulo



Cine Belas Artes abriu as portas, às 17h do último sábado (19), com direito a enorme fila na porta e show da banda Mustache e Os Apaches, na Rua da Consolação com Avenida Paulista, no coração da capital de São Paulo
O Cine Belas Artes reabriu suas portas no último sábado (19) e atraiu uma grande multidão no cinema de rua próximo à Avenida Paulista, em São Paulo. Após 3 anos fechado, o cinema tinha filas que começaram a se acumular às 13h, para a primeira sessão às 16h.

A reabertura contou com exibições de clássicos do cinema, e teve lotação em suas salas. O espaço contará com uma programação diversificada e de qualidade, com ingressos em média 20% mais baratos do que os praticados na região e meia-entrada para todos os trabalhadores às segundas-feiras.

A retomada do espaço era um desejo da população desde 2011, quando encerrou suas atividades. Na parceria com patrocinador, proprietário e exibidor, a Prefeitura atuou para estabelecer contrapartidas para garantir a ampliação do acesso ao cinema e o fortalecimento de política de exibição que amplie a diversidade e a presença do cinema nacional.

A reativação do cinema também devolve aos paulistanos um ponto de encontro e de circulação de pessoas de toda a cidade, indo ao encontro da defesa do interesse público e da valorização do cinema de rua como bem cultural, também num contexto de valorização urbanística da região.

domingo, 20 de julho de 2014

Filme sobre o Papa Francisco será dirigido pelo italiano Daniele Luchetti




Depois de Christian Peschken, produtor e diretor de programas para a TV alemã, é chagada a vez de o diretor italiano Daniele Luchetti anunciar projeto de filme sobre o Papa Francisco, que contará a vida dele antes de se tornar Papa
Daniele Luchetti, diretor de cinema italiano anunciou em uma recente entrevista ao canal RAI2 que começará a rodar em outubro, na Argentina, um filme sobre a vida do Papa Francisco.

Apesar do anúncio de outros cineastas feitos anteriormente, este será o primeiro filme sobre o primeiro Papa latino-americano da história e que vem conquistando fiéis ao redor do mundo.

O cineasta Luchetti, de 54 anos, diretor de filmes como Meu irmão é filho único, exibido em 2007 no Festival de Cannes, é conhecido por longas-metragens que tentam despertar a simpatia do público, mas já dirigiu filmes de teor político como Portaborse, sobre a corrupção.

"Quero contar a vida de (Jorge) Bergoglio antes de virar Papa", disse o cineasta, que se considera um laico seduzido pelas posições abertas do pontífice.

Ator cotado

Ao falar sobre o ator que poderia dar vida no cinema ao primeiro jesuíta que chegou ao trono de Pedro, Luchetti citou Rodrigo de Serna, um conterrâneo de Francisco. "Eu entrei em contato com ele, é um ator muito bom, fez Diários de Motocicleta", comentou.


Aos 39 anos, o ator, ganhou notoriedade internacional em 2004 por sua magnífica interpretação de Alberto Granado no filme 'Diários de Motocicleta', dirigido pelo brasileiro Walter Salles. O filme mostra a vida do revolucionário Ernesto Che Guevara, interpretado pelo mexicano Gael García Bernal, antes de virar Che. Luchetti contou que, além do filme, está nos planos a elaboração de uma versão em capítulos para ser exibida na televisão.