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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Vitória da cultura: o “maracatu” é Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil



O título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil recebido pelo maracatu amplia a visibilidade pública e assegura maior apoio para a manifestação cultural que engloba outras duas manifestações culturais pernambucanas: cavalo marinho e maracatu rural, ou de baque solto

A partir do carnaval de 2015, o maracatu estará em outro paramar: o de patrimônio cultural imaterial do Brasil. O título foi concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), por unanimidade, em reunião na última quarta-feira (3).

Posteriormente, os conselheiros irão analisar outras duas manifestações culturais pernambucanas: cavalo marinho e maracatu rural, ou de baque solto. Por sua vez, o frevo continua como a única expressão artística pernambucana a ser patrimônio cultural imaterial da humanidade.

O título foi concedido em votação unânime do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. O reconhecimento amplia a visibilidade pública sobre o bem imaterial e assegura maior apoio.

Vertentes do maracatu

O maracatu “nação” é uma forma de expressão que apresenta um conjunto musical percussivo e um cortejo real que sai às ruas para desfiles e apresentações durante o carnaval. Os grupos são compostos majoritariamente por negros e negras e se apresentam na periferia da região metropolitana do Recife. É entendido como uma forma de expressão que congrega relações comunitárias, compartilhamento de práticas, memória e vínculos com o sagrado.

Já o maracatu
“baque solto” ocorre durante as comemorações do carnaval e da Páscoa. É composto por dança, música, poesia e está associado ao ciclo canavieiro da Zona da Mata (faixa litorânea da Região Nordeste que se estende do Rio Grande do Norte até a Bahia, passando pelos estados da Paraíba, de Pernambuco, de Alagoas e de Sergipe) e também tem apresentações no Recife.

Diferente do maracatu nação, o baque solto é um resultado da fusão de manifestações populares, como cambindas, bumba-meu-boi, cavalo marinho e coroação dos reis negros.

O “cavalo marinho” é uma brincadeira popular envolvendo performances dramáticas, musicais e coreográficas e é apresentado durante o ciclo natalino. Os brincadores são, em geral, trabalhadores da Zona da Mata e atinge ainda a região metropolitana do Recife e de João Pessoa. No passado, era feito nos engenhos de cana-de-açúcar e seu conhecimento é transmitido de forma oral. Durante a apresentação são representadas as cenas do cotidiano e do mundo do trabalho rural, com variado repertório musical, poesia, rituais e danças com personagens mascarados e animais, como o cavalo.

Referência: EBC

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