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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Mart'nália lança CD de samba dirigido pelo pai, em um trabalho no qual ela volta ao berço do samba



No seu novo trabalho Mart’nália homenageia artistas pelos quais demonstra ter grande admiração — de Dona Ivone Lara a Monarco, passando por Noel Rosa, Geraldo Pereira, Adoniran Barbosa e, claro, o pai Martinho. “São mestres que venho, há algum tempo, reverenciando em minhas apresentações”

“Até tentei escapar do samba, mas nasci em família de sambistas, aí ferrou...”, diverte-se Mart’nália. “Cantar samba é muito mais cansativo do que cantar rock. É som de preto, não dá para ficar parado, dá vontade de tocar junto.” Em seu CD ‘Não Tente Compreender’, lançado em 2012, Mart’nália surpreendeu a todos por revelar um lado roqueiro pouco conhecido, com direito a música inédita de Nando Reis. Dois anos depois, ela volta ao ritmo que a consagrou e que está em seu DNA no novo CD e DVD ‘Em Samba!’, registro de apresentação em maio deste ano no Imperator, no Méier, dirigida por seu pai, Martinho da Vila.

No roteiro costurado por Martinho, o batuque só abre espaço para o rap, na participação de Emicida, que coloca suas rimas no clássico ‘Chiclete Com Banana’ e na sua ‘Quero Ver Quarta-feira’. “Pô, quando vi uma plaquinha escrito ‘Convidados especiais: Martinho da Vila e Emicida’, nem acreditei, me senti importante mesmo”, emociona-se o rapper. “Até levei minha mãe no show, pra mostrar que tô trabalhando mesmo!”

Martinho garante que o rap é parente do samba, muito próximo. “Moreira da Silva fazia os sambas de breque, que eram quase rap”, exemplifica o bamba, e Mart’nália emenda: “Eu não poderia ser rapper nunca... tem muita letra pra decorar! Mas o Jair Rodrigues já fazia algo parecido com rap lá atrás.”
‘Em Samba!’, inclusive, é dedicado a ele, Jair Rodrigues, e aos também saudosos Emílio Santiago e a Nélia, tia de Mart’nália e irmã de Martinho.

“Este foi um ano de perdas, já dá uma saudade imensa”, lamenta. “Minha tia fazia vocal com meu pai antigamente, e o Emílio é um dos maiores cantores do Brasil. Mangueirense safado, mas estava sempre com a gente na Vila Isabel”, brinca.

Auxílio luxuoso do pai

Além de co-assinar a direção (com a própria Mart’nália e a empresária Marcia Alvarez), Martinho também entra no palco, discretamente, devagar, devagarinho, na última parte do show, para enfileirar um verdadeiro ‘the best of’ autoral. “A função do diretor é funcionar como um cara da plateia. Tenho que me imaginar lá, vendo e gostando do show”, explica ele.

A escolha por gravar no Méier, na Zona Norte, foi especialmente significativa para Mart’nália. “Minha mãe morava no Lins, que é do lado, daí eu estudei lá, fiz Aliança Francesa, estudei inglês, tudo no Méier. Ia a pé, meu pai morava no Grajaú, que é perto também. E vi geral se apresentando no Imperator, nos anos 80, Emílio, Nana Caymmi, Dionne Warwick, muitos shows maravilhosos”, lista ela.

A ideia inicial não era fazer este ‘Em Samba!’. Mart’nália e o pai, que já havia dirigido a filha anteriormente, iniciaram uma série de ensaios abertos para testar músicas novas, que entrariam em um próximo lançamento de estúdio dela. “Mas aí este ano teve Copa do Mundo, eu queria ver os jogos, não queria pensar em nada de muito novo”, detalha a cantora. “Acabou que fomos fazendo o repertório, começaram a entrar vários sambas e acabou virando esse projeto.”

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