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domingo, 14 de dezembro de 2014

A arte do grafite se firma na Bahia, ganha espaço no Museu de 'street art' de Salvador, no Solar do Unhão e elege o bairro de Castelo Branco como o point do segmento


 

Para ilustrar a importância da arte em grafite basta pegar o exemplo de dois grupos de grafiteiros que começaram a pintar painéis gigantes pelo Centro Antigo de Salvador e acabaram convidados pelo Governo do Estado para fazer uma exposição a céu aberto que transformaram locais antes abandonados que ganharam a admiração da população

Livro publicado por antropóloga e jornalista mostra a história de 28 artistas de Salvador e o trabalho do grupo desenvolvido na capital baiana, notadamente no Bairro de Castelo Branco, paraíso dos grafiteiros. No belo trabalho desenvolvido, os artistas expressam as suas convicções e o protesto com contra a intolerância religiosa, o apartheid social e a falta de oportunidades para os jovens do bairro que querem adentrar o mercado de trabalho em Salvador.
Museu de Arte Moderna (MAM)
Quem frequenta o Museu de Arte Moderna (MAM), na Av. Contorno, provavelmente já reparou nas casinhas à beira-mar que compõem a paisagem do local. São aquelas casas que formam a comunidade do Solar do Unhão. Lá, está instalado um museu a céu aberto que reúne esculturas, fotografias e grafites. Idealizado por grafiteiros.

A ideia inicial do projeto surgiu ainda em janeiro de 2012, quando o coletivo Nova 10 Ordem resolveu fazer uma pintura na comunidade em homenagem à “Revolta dos Malês”. “Quando chegamos lá ficamos encantados. A arquitetura era muito bonita, mas estava tudo meio estragado”, conta Júlio Costa. Com as idas constantes à comunidade, os artistas pediram autorização aos moradores para pintar algumas vielas e muros. Estava feita a primeira ação de integração criativa do coletivo. Uma coisa levou a outra e então acabaram alugando uma casa na região

O grafite e a comunidade

Quando o MUSAS foi inaugurado, não estava entre os objetivos ajudar a comunidade. “A gente veio pela vista maravilhosa da Baía de Todos os Santos e pelo preço do aluguel. Em momento algum a ideia foi dizer que estamos fazendo o bem através do grafite”, garante Julio. Porém o grafiteiro reconhece que mesmo “sem querer”, através de visitas, interesse da mídia e divulgação via redes sociais, o MUSAS acabou gerando benefícios para a comunidade. “Acho que acabamos contribuindo na quebra do paradigma de que a comunidade Solar do Unhão não é um lugar para socializar. Queremos que aqui seja um lugar que as pessoas queiram visitar e possam expressar sua criatividade com liberdade”.

Maurício Galvão, idealizador do Salvador Meu Amor, campanha que reúne diversos grupos e coletivos, entre eles o MUSAS, acredita que o museu está transformando a comunidade do Solar do Unhão na primeira “favela visitável” de Salvador. “Um projeto como o MUSAS resgata a autoestima de um local da cidade que antes não recebia tanta atenção e mostra que a comunidade pode oferecer muito mais que violência ou problema com drogas”, afirma Maurício. Dona Maria da Costa, moradora do Solar do Unhão há 20 anos, aprova o projeto. “Antes era tudo feio. Nossas casas estavam com os muros largados e sem pintura. Os meninos estão deixando nossa comunidade muito mais bonita e agora todo tipo de gente aparece aqui para nos visitar”, conta.

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