quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

A virada do Ano Novo é chamada no Brasil de "Réveillon" - Tradições em outros países





Apesar de, na maioria dos países, as festividades da virada de cada ano guardarem semelhanças na sua formatação, a tradição de cada localidade têm nuances especiais e características próprias dos costumes locais


No calendário atual, isto ocorre em meados de março (mais precisamente em 19 de março, data que os espiritualistas comemoram o ano-novo esotérico).A primeira comemoração, chamada de "Festival de ano-novo" ocorreu na Mesopotâmia por volta de 2.000 a. C. Na Babilônia, a festa começava na ocasião da lua nova indicando o equinócio da primavera, ou seja, um dos momentos em que o Sol se aproxima da linha do Equador onde os dias e noites tem a mesma duração.

Os assírios, persas, fenícios e egípcios comemoravam o ano-novo no mês de setembro (dia 23). Já os gregos, celebravam o início de um novo ciclo entre os dias 21 ou 22 do mês de dezembro.

Os romanos foram os primeiros a estabelecerem um dia no calendário para a comemoração desta grande festa (753 a.C. - 476 d.C.) O ano começava em 1º de março, mas foi trocado em 153 a. C. para 1º de janeiro e mantido no calendário juliano, adotado em 46 a. C. Em 1582 a Igreja consolidou a comemoração, quando adotou o calendário gregoriano.

Alguns povos e países comemoram em datas diferentes. Ainda hoje, na China, a festa da passagem do ano começa em fins de janeiro ou princípio de fevereiro. Durante os festejos, os chineses realizam desfiles e shows pirotécnicos. No Japão, o ano-novo é comemorado do dia 1º de janeiro ao dia 3 de janeiro.

A comunidade judaica tem um calendário próprio e sua festa de ano-novo ou Rosh Hashaná, - "A festa das trombetas" -, dura dois dias do mês Tishrê, que ocorre em meados de setembro ao início de outubro do calendário gregoriano. Para os islâmicos, o ano-novo é celebrado em meados de maio, marcando um novo início. A contagem corresponde ao aniversário da Hégira (em árabe, emigração), cujo Ano Zero corresponde ao nosso ano de 622, pois nesta ocasião, o profeta Maomé, deixou a cidade de Meca estabelecendo-se em Medina.

Contagem decrescente os últimos minutos do dia 31 de Dezembro seja: 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1. A passagem de Ano Novo é o fim de um ciclo, início de outro. É um momento sempre cheio de promessas. E os rituais alimentam os nossos sonhos e dão vida às nossas celebrações. Na passagem de Ano Novo, não podemos deixar de aproveitar a oportunidade para enchermos o coração de esperança e começar tudo de novo. E para que a festa corra muito bem, há algumas tradições e rituais que não podemos esquecer...

- Fogos e barulho. No mundo inteiro o Ano Novo começa entre fogos de artifício, buzinadas, apitos e gritos de alegria. A tradição é muito antiga e, dizem, serve para espantar os maus espíritos. As pessoas reúnem-se para celebrar a festa com muitos abraços.
- Roupa nova. Vestir uma peça de roupa que nunca tenha sido usada combina com o espírito de renovação do Ano Novo. O costume é universal e aparece em várias versões, como trocar os lençóis da cama e usar uma roupa de baixo nova.

O nosso calendário é originário dos romanos com a contagem dos dias, meses e anos. Desde o começo do século XVI, o Ano Novo era festejado em 25 de Março, data que marcava a chegada da primavera.

As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1º de Abril. O Papa Gregório XIII instituiu o 1º de Janeiro como o primeiro dia do ano, mas alguns franceses resistiram à mudança e quiseram manter a tradição. Só que as pessoas passaram a pregar partidas e ridicularizar os conservadores, enviando presentes estranhos e convites para festas que não existiam. Assim, nasceu o Dia da Mentira, que é a falsa comemoração do Ano Novo.

Tradições de Ano Novo no mundo
Itália: O ano novo é a mais pagã das festas, sendo recebido com Fogos de artifícios, que deixam todas as pessoas acordadas. Dizem que os que dormem na virada do ano dormirão todo o ano e na noite de São Silvestre, santo cuja festa coincide com o último dia do ano. Em várias partes do país, dois pratos são considerados essenciais. O pé de porco e as lentilhas. Os italianos se reúnem na Piazza Navona, Fontana di Trevi, Trinitá dei Monit e Piazza del Popolo.

Estados Unidos: A mais famosa passagem de Ano Novo nos EUA é em Nova Iorque, na Time Square, onde o povo se encontra para beber, dançar, correr e gritar. Há pessoas de todas as idades e níveis sociais. Durante a contagem regressiva, uma grande maçã vai descendo no meio da praça e explode exatamente à meia-noite, jogando balas e bombons para todos os lados.

Austrália: Em Sydney, uma das mais importantes cidades australianas, três horas antes da meia-noite, há uma queima de fogos na frente da Opera House e da Golden Bridge, o principal cartão postal da cidade. Para assistir ao espetáculo, os australianos se juntam no porto. Depois, recolhem-se a suas casas para passar a virada do ano com a família e só retornam às ruas na madrugada, quando os principais destinos são os “pubs” e as praias.

França: O principal ponto é a avenida Champs-Elysées, em Paris, próximo ao Arco do Triunfo. Os franceses assistem à queima de fogos, cada um com sua garrafa de champanhe (para as crianças sumos e refrigerantes). Outros vão ver a saída do Paris-Dacar, no Trocadéro, que é marcada para a meia-noite. Outros costumam ir às festas em hotéis.

Brasil: No Rio de Janeiro, precisamente na praia de Copacabana, onde a passagem do Ano Novo reúne milhares de pessoas para verem os fogos de artifício. As tradições consistem em usar branco e jogar flores para “Yemanjá”, rainha do mar para os brasileiros.

Inglaterra: Grande parte dos londrinos passa a meia-noite em suas casas, com a família e amigos. Outros vão à Trafalgar Square, umas das praças mais belas da cidade, à frente do National Gallery. Lá, assistem à queima de fogos. Depois, há festas em várias sítios da cidade.

Alemanha: As pessoas reúnem-se no Portal de Brandemburgo, no centro, perto de onde ficava o Muro de Berlim. Tradicionalmente, não há fogos de artifício.

Curiosidade: Em Macau, e para todos os chineses do mundo, o maior festival do ano é o Novo Ano Chinês. Ele é comemorado entre 15 de Janeiro e 15 de Fevereiro de acordo com a primeira lua nova depois do início do Inverno. Lá é habitual limparem as casas e fazerem muita comida (Bolinhos Chineses de Ano Novo - Yau Gwok, símbolo de prosperidade). Há muitos fogos de artifício e as ruas ficam cobertas de pequenos pedaços de papel vermelho.

Cada cultura comemora seu Ano Novo. Os muçulmanos têm seu próprio calendário que se chama “Hégira”, que começou no ano 632 d.C. do nosso calendário. A passagem do Ano Novo também tem data diferente – 6 de Junho, foi quando o mensageiro Mohammad fez a sua peregrinação de despedida a Meca.

As comemorações do Ano Novo judaico, chamado “Rosh Hashanah”. É uma festa móvel no mês de Setembro (este ano foi 6 de Setembro). As festividades são para a chegada do ano 5763 e são a oportunidade para se deliciar com as tradicionais receitas judaicas: o “Chalah”, uma espécie de pão e além do pão, é costume sempre se comer peixe porque ele nada sempre para frente.

O primeiro dia do ano é dedicado à confraternização. É o Dia da Fraternidade Universal. É hora de pagar as dívidas e devolver tudo que se pediu emprestado ao longo do ano. Esse gesto reflete a nossa necessidade de fazer um balanço da vida e de começar o ano com as contas acertadas.

Tradições Portuguesas

As pessoas valorizam muito a festa de Ano Novo, porque sentem o desejo de se renovar. Uma das nossas tradições é sair às janelas de casas batendo panelas para festejar a chegada do novo ano. Nos dias 25 de Dezembro e 1º de Janeiro, costumamos comer uma mistura feita com as sobras das ceias, que são levadas ao forno. O ingrediente principal da chamada “Roupa Velha” é o bacalhau cozido, com ovos, cebola e batatas, regados a azeite.

Para as superstições, comer 12 passas durante as 12 badaladas na virada do ano traz muita sorte, assim como subir numa cadeira com uma nota (dinheiro) em uma das mãos. Em várias zonas do litoral, há pessoas que mesmo no frio do Inverno conseguem entrar na água e saudar o Ano Novo.
Mensagem do Artecultural:

A virada do Ano Novo é chamada no Brasil de "Réveillon" - Origem





A festa de virada do ano é relativamente recente, já que se consolidou na maioria dos países há cerca de 500 anos e não tinha uma data fixa como é na contemporaneidade. Desde os calendários babilônicos (2.800 a.C.) até o calendário gregoriano, o réveillon mudou muitas vezes de data


A noite que antecede o Ano Novo é chamada no Brasil de "Réveillon", palavra de origem francesa que deriva do verbo réveiller, que, assim como seu sinônimo "éveiller", significa "despertar". Esse termo originalmente designava o jantar da noite de Natal; posteriormente, passou a referir-se à ceia da véspera do Ano Novo e, por fim, à própria virada do ano.

Réveiller e éveiller (assim como seus cognatos italianos risvegliare e svegliare) remontam ao latim vigilare, "estar atento, acordado, estar em vigília", derivado de vigil, "acorado, desperto". Como substantivo, vigil também significa "sentinela", aquele que fica acordado montando guarda.

O verbo vigilare deu em português o hereditário "velar" (e daí, por derivação e metonimia, o substantivo "vela", cuja etimologia é de conhecimento público, o semiculto "vigiar" e o adjetivo/substantivo culto "vigilante" (do latim vigilans). Do latim também nos veio "vigília", estado de quem não dorme.

O curioso é que vigil é da mesma raiz do verbo vigere, "estar vivo, vigoroso" e do substantivo vigor, "vigor, robustez, saúde", que geraram em português "vigor", "vigorar", "vigência", etc.

Portanto, sob as palavras "vigor", "vigília" e "Réveillon" está o sentido geral de "vida, energia vital". Isso quer dizer que, embora o Réveillon seja, em princípio, a vigília que fazemos à espera de um novo ano, seu significado profundo está ancorado em nossos desejos, renovados a cada início de ano, de saúde, energia, vigor - numa palavra, de vida.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O curta-documentário Superquadras retrata a saga da construção de Brasília




O filme Superquadras (2014) deriva d O longa-metragem “Parece que existe” (2010), de Mário Salimon concebeu um filhote: o curta-documentário Superquadras e, para compor a narrativa, o diretor inseriu imagens de alguns lugares de Brasília. Durante a edição, as imagens da cidade trouxeram de volta o encantamento pelos desenhos dos conjuntos habitacionais que fazem do Plano Piloto um lugar único

Está pronta a montagem do documentário Superquadras, dirigido por Mário Salimon e Marcelo Feijó, projeto contemplado pelo FAC – fundo de Apoio à Cultura do DF. O filme esmiúça e discute o conceito de Superquadra, nos termos apresentados por Lúcio Costa, a partir do embate direto com a realidade de Brasília em 2014. Aponta e problematiza a incompletude do projeto sonhado para as Superquadras, ao demonstrar que o projeto ficou pela metade, sem a formação fundamental das Unidades de Vizinhança, e assim desenvolver a ideia de que preservar Brasília.

O projeto prevê ainda, envolver a preservação do que foi implantado e defender a conclusão do projeto íntegro do Plano Piloto de Brasília, até para que este projeto possa ser renovado e revigorado com novas intervenções e revitalizações, tais como um novo conceito de mobilidade urbana (mais pública e menos individual), bem como as reconfigurações dos espaços transformados pelo uso, tais como a avenida W3.

A única Unidade de Vizinhança integralmente construída na cidade, exatamente como no relatório de Brasília, está situada no complexo de quadras 107, 108, 307 e 308 da Asa Sul, e sendo assim, estas quadras serão objeto de documentação e análise no filme. Em contraposição, serão apresentadas as Superquadras incompletas até os dias de hoje, por motivos de especulação imobiliária, tais como as Superquadras 205 e 207 da Asa Norte. Destaque especial também será dedicado aos desvios nas características fundadoras do conceito de Superquadra, tais como a interdição da passagem de pedestres nos Pilotis de diversos blocos com grades e/ou cercas vivas e os “puxadinhos” abusivos nas áreas comerciais.

Algumas Superquadras serão mais detidamente enfocadas por suas particularidades históricas, dentre estas, por exemplo, a SQN 312, no passado conhecida como “Vietnam”, onde a utopia encontrou suas formas próprias, e a partir da qual se construiu grande parte da cultura de resistência na capital da República durante o regime militar.

O filme pretende ser também, e sobretudo, um grande “elogio” à ideia de Superquadra com imagens e sons típicos dos seus interiores, de suas formas de vida e convivência, encarnação da ideia de Cidade-Parque, com crianças brincando nos parquinhos, passeando de bicicleta e jogando futebol. Uma demonstração da força desta ideia que é também a marca de Brasília e sua contribuição para a humanidade tanto quanto os Palácios maravilhosos nascidos das linhas de Oscar Niemayer.

Brasília figura no imaginário popular como cidade planejada e moderna. Associa-se a um movimento de interiorização do Brasil e acolhimento de massa migratória capaz de homogeneização cultural e quebra de paradigmas históricos de segregação. Entretanto, o desenvolvimento urbano do distrito Federal se mostrou caótico, muito pouco planejado e segregatório.

As virtudes do arquétipo inicial de unidade de adensamento, a Superquadra, perderam-se no tempo, dando lugar à favelização, à verticalização e ao acastelamento da população, sobretudo, de classe média. São exemplos eloquentes dessa desvirtuação Águas Claras e os condomínios, em sua maioria irregulares, que pulularam no último quarto de século.

Contrastando-se a Superquadra com praticamente qualquer solução ulterior, vê-se que houve uma enorme decadência tanto estética como de qualidade de vida. O filme colocaria em discussão a tese de que a Superquadra seria o tipo ideal de organização para situações de grande adensamento urbano, explorando visões tanto concordantes como discordantes da afirmação.

O urbanismo de Brasília, e sobretudo a ideia de Superquadra, com Unidades de Vizinhança, favorecendo a uma vida de “cidade do interior” em uma grande cidade, com acesso fácil a todos benéficos da vida urbana, tais como farmácias, padarias, mercados, restaurantes etc, nas Entrequadras, é a grande marca de Brasília, que pode servir de exemplo para outros centros urbanos, e, paradoxalmente, para a própria cidade, cuja expansão vem desconsiderando estas ideias fundadoras. Neste sentido, o filme também será, inevitavelmente, um instrumento de divulgação de Brasília como destino do turismo cultural.

domingo, 28 de dezembro de 2014

Convento de Salvador (BA) mantém tradição do presépio e atrai inúmeros visitantes





É tradição na Bahia, herança da nossa história cristã e católica, principalmente nas cidades do interior do estado, o hábito de montar presépios como forma de celebrar o nascimento Jesus e o Convento Santa Clara do Desterro tem mostra que apresenta imagens que retratam um dos maiores mistérios do Cristianismo


Arquivos apontam para o ano de 1223, a montagem do primeiro presépio por São Francisco de Assis, que tinha como propósito explicar melhor o Natal para as pessoas comuns, camponeses que não conseguiam entender a história do nascimento de Jesus. Mandando transportar as imagens do Menino Jesus, de Maria e de José, uma manjedoura, um boi e um burro para a floresta de Greccio, onde a noite de Natal foi celebrada pela primeira vez fora do reduto da Igreja.
Em Salvador essa prática também permanece mesmo que timidamente. O Convento Santa Clara do Desterro no bairro de Nazaré mantém viva essa tradição milenar, abrindo ao público para visitação diariamente, de segunda a sábado, das 8h às 18hs, gratuitamente.

Este novo costume espalhou-se por entre as principais Catedrais, Igrejas e Mosteiros da Europa durante a Idade Média, começando a ser montado também nas casas de Reis e Nobres já durante o Renascimento. Ao longo dos anos novas imagens e elementos contemporâneos foram introduzidos na montagem do presépio, sempre aproximando a história do nascimento de Jesus à realidade dos povos de acordo com a época e o local. Foi já no século XVIII que o costume de montar o presépio nas casas comuns se disseminou pela Europa e depois pelo mundo.

Assim como ocorreu na história, este ano o Projeto Social por um Mundo Melhor, juntamente com Convento Santa Clara do Desterro, teve a iniciativa de montar pela primeira vez o presépio fora da Igreja, logo no acesso do Convento, de modo a possibilitar que públicos diversos possam contemplar a representação do nascimento do menino Jesus.

· Onde: Convento Santa Clara do Desterro

· Informações: 71 3328-0006

· Quando: Até 6/1/2015, segunda a sábado, das 8h às 18h

· Quanto: Grátis

· Que: Projeto Social Por Um Mundo Melhor/ Convento Santa Clara do Desterro

Brasileiros estão indo para Angola em busca das oportunidades profissionais e a proximidade cultural





Angola é um país pluriétnico e multicultural ("uma Nação de várias nações", como a definiu o poeta Agostinho Neto, primeiro presidente da República independente), cuja identidade se foi forjando ao longo de séculos de uma história conflituosa, feita de trocas socioeconômicas, biológicas, culturais e linguísticas 


“Hoje a gente tem pessoas em todas as áreas. Desde cabeleireiros, manicures a engenheiros, pessoal de música. Tudo. Fora a mão de obra mais específica para a construção civil, para a área do petróleo”, conta o fotógrafo Sérgio Guerra, que vive há 17 anos no país. “Inicialmente foi o trabalho que me atraiu. Aqui, a gente consegue entender a sociedade [angolana], as demandas da população.” Sérgio viajou por todo o país e conheceu pessoas e realidades diferentes durante o período de guerra civil. “E isso foi me aproximando do país, da cultura, das pessoas. Eu que já vinha da Bahia, com uma referência de África muito forte, só foi se confirmando essa estreiteza de afinidades.”Nada obstante as dificuldades, muitos brasileiros vêem Angola como um país acolhedor e que oferece boas oportunidades. Hoje, aproximadamente 30 mil brasileiros vivem no país africano, segundo a embaixada do Brasil em Luanda, capital angolana. O fator que mais atrai brasileiros é o trabalho.

A cultura, as belas praias e a alegria do povo são pontos de destaque com relação às semelhanças entre Brasil e Angola.
Por ser um país em reconstrução, as oportunidades surgem a todo o momento. Vale lembrar que, com o acordo de paz de 2002, o país passou a ter que construir tudo que havia sido destruído pela guerra.

A área de construção é uma das que mais chamam atenção. Apesar das oportunidades, as dificuldades ainda são muitas. Segundo brasileiros que vivem no país, é possível perceber a melhora na estrutura de Angola, mas ainda há muito a ser feito.

Custo de vida alto, falta de lazer, engarrafamentos e problemas sociais decorrentes da guerra também são constantes na vida dos angolanos. Para os brasileiros, o país ainda tem muito a crescer.

Arte e cultura angolanas

Tudo isto conformou uma sociedade “sui generis”, mesmo no contexto dos outros países africanos colonizados por Portugal, em que coexistem povos de diferentes características e em diferente nível de desenvolvimento, mais abertos uns, sobretudo os de cultura urbana, a todas as inovações e influências vindas do exterior (aí incluída a língua portuguesa) e outros, mais confinados ao mundo rural, conservando praticamente intactas as suas tradições e formas de vida, com línguas próprias (ainda que de comum raiz bantu) e com comportamentos e práticas sociais perfeitamente diferenciáveis no quadro nacional.

É assim inevitável que as manifestações expressivas de uns e de outros se situem muitas vezes em extremos quase opostos, errando apenas quem pretenda estabelecer entre elas hierarquizações ou quaisquer outras escalas valorativas, em vez de reconhecer que nessa diversidade está a verdadeira riqueza cultural do país.

Literatura e as Artes

Num quadro de grande diversidade cultural, a literatura e as artes foram-se afirmando em Angola de forma particularmente inovadora.

A literatura angolana, cuja origem remonta a meados do século XIX, inscreve-se numa tradição intervencionista e mesmo panfletária de uma imprensa feita por naturais da terra e demarcou-se rapidamente das suas congêneres em língua portuguesa, granjeando projeção mesmo fora das fronteiras do país. Ela conheceu a maioridade em 1935, com a publicação do primeiro romance escrito por um angolano, António Assis Júnior: O segredo da morta. Algo mais tarde, Castro Soromenho - embora nativo de Moçambique - havia de fazer com Terra morta e Viragem notáveis análises das relações entre as várias etnias angolanas e os europeus.

A geração dos anos 50, em volta da revista Mensagem, fará realçar nomes como Agostinho Neto, Viriato da Cruz e António Jacinto, que deram continuidade a essa tradição de luta, pois os seus poemas foram decisivos para ajudar a conformar a consciência de gerações inteiras para a necessidade de resistência contra a dominação colonial e pela afirmação nacional.

Nos anos seguintes, autores como Óscar Ribas, Luandino Vieira, Arnaldo Santos, Uanhenga Xitu e Mário António, entre alguns outros, vão recriando uma linguagem que tornava reconhecíveis na palavra escrita modos de ser, pensar e agir que só aos angolanos diziam respeito, contribuindo para a difusão e consolidação de uma identidade própria.

Algo tem estado a mudar nos últimos anos, com o surgimento e uma maior visibilidade de diferentes grupos, sobretudo na capital do país, mas em Angola continua a não existir teatro profissional nem condições para o materializar. Os únicos grupos, todos eles amadores, que conseguiram manter uma mínima capacidade produtiva e sobreviver para além dos dez anos de vida foram o Grupo Experimental de Teatro do Ministério da Cultura, o Oásis, o Horizonte Njinga Mbande, o Julú, o Etu-Lene e o Elinga-Teatro, quase todos eles já com uma mínima presença em festivais no exterior.

sábado, 27 de dezembro de 2014

20 anos após sua morte, Tom Jobim ganha estátua em bronze no Rio de Janeiro e faz companhia a Drummond






Antonio Carlos Brasileiro Jobim, ou simplesmente,Tom Jobim
, um dos mais importantes nomes de todos os tempos da música brasileira e mundial, ganhou uma estátua em bronze idealizada pela escultora Christina Motta e instalada na orla da praia de Ipanema, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro (RJ)
 


O local fica no início da Avenida Vieira Souto, próximo ao Arpoador. Os primeiros admiradores viram a escultura ao som do sexteto Terra Brasilis (chamado especialmente para a ocasião pela família do cantor e compositor), durante cerimônia na qual o maestro recebeu a homenagem há exatos vinte anos após morrer em Nova York, nos Estados Unidos, vítima de infarto em consequência do combate a um câncer.
Garota de Ipanema

A praia escolhida para colocação da obra não poderia ser mais emblemática, já que é o cenário de uma das músicas mais consagradas de Tom Jobim, Garota de Ipanema. “Escolhi fazer o Tom bonito, quando ele estava no auge, nos anos 1960. A foto que usei como base é bem significativa, pois ele e Vinícius de Moraes tinham acabado de fazer uma apresentação sinfônica em Brasília”, declarou Christina Motta. 

 O filho Paulo Jobim comentou que o pai “era um menino do Arpoador”, onde “adorava vir pescar e pegar ‘jacaré'”, emendou Paulo. “Achei lindo, muito simpática essa figura carregando o violão”. Ana Jobim também aprovou a representação do ex-marido.“Retrata bem ele nos anos 1960 e a inauguração nesse dia lindo é perfeita”, observou. “Também gostei do violão, que era uma marca dele, como o piano”.

Grammy de 1964

Além de Garota de Ipanema, com a qual faturou o Grammy de 1964 de Música do Ano, derrotando The Beatles, Rolling Stones e Elvis Presley, Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, nascido carioca em 25 de janeiro de 1927 compôs entre outros sucessos Samba do Avião, Águas de Março, Chega de Saudade, Waves, Caminhos Cruzados, Passarim, e Eu sei que vou te amar. Garota de Ipanema e Samba do Avião são consideradas até hoje símbolos do Rio de Janeiro. 

Tom também se destacava como exímio arranjador e juntou-se a João Gilberto e a Vinícius de Moraes para criar a Bossa Nova. “Ele ficou conhecido internacionalmente pela bossa nova, mas Tom passa por modinha, choro, baião”, opinou o jornalista Antônio Carlos Miguel . “Ele foi um grande retratista do Rio, enfim o gênio que a gente sabe”, completou Miguel.

Drummond


A estátua de tom Jobim fará companhia e de outro monstro sagrado da arte brasileira, Carlos Drummond de Andrade. A estátua do poeta mineiro foi uma homenagem da cidade do Rio de Janeiro ao Centenário a um dos maiores nomes da cultura nacional. Obra em bronze mais famosa do artista, instalada no calçadão de Copacabana, nas imediações do Posto, exerce um verdadeiro fascínio e,quem passa por ali, já se acostumou com a silhueta de um velhinho que desde que ali chegou, em de 30 de outubro de 2002, nunca mais abandonou a postura circunspecta e contemplativa.

Carlos Drummond de Andrade, ali imortalizado pelas mãos do mineiro Leo Santana, foi lavrado com tal maestria que hoje é um verdadeiro chamariz de turistas, sendo o segundo monumento público mais visitado da cidade, perdendo apenas para o Cristo Redentor.

"A Entrevista" arrecada cerca de US$ 1 milhão na estreia com exibição em menos de 300 salas


Cenas do filme
Cenas do filme
Cenas do filme
Cenas do filme
James Franco e Seth Rogen são protagonistas do filme 'A Entrevista'. Eles interpretam dois repórteres que são enviados à Coréia do Norte para matar o ditador Kim Jong-un. Foto: Divulgação
James Franco e Seth Rogen são protagonistas do filme 'A Entrevista'. Eles interpretam dois repórteres que são enviados à Coréia do Norte para matar o ditador Kim Jong-un. Foto: Divulgação
James Franco e Seth Rogen são protagonistas do filme 'A Entrevista'. Eles interpretam dois repórteres que são enviados à Coréia do Norte para matar o ditador Kim Jong-un. Foto: Divulgação
James Franco e Seth Rogen são protagonistas do filme 'A Entrevista'. Eles interpretam dois repórteres que são enviados à Coréia do Norte para matar o ditador Kim Jong-un. Foto: Divulgação
Cercada de polêmicas e controvérsias, o filme "A Entrevista" arrecada algo em torno de US$ 1 milhão em seu dia de estreia, 25 de dezembro, nos EUA, mesmo sendo exibido em menos de10% das salas de projeção inicialmente previstas

"A Entrevista" finalmente estreou nos cinemas na última quinta-feira, 25 de dezembro, nos EUA. O filme foi disponibilizado em apenas 300 salas, mas surpreendentemente arrecadou cerca de US$ 1 milhão no primeiro dia em cartaz.

O longa também foi disponibilizado em serviços de streaming para aluguel ou compra no site.

"A estreia limitada (do filme), em menos de 10% dos cinemas onde originalmente seria exibido, conseguiu esgotar os ingressos (em várias salas) e arrecadar cerca de um milhão de dólares", disse, em um comunicado, o presidente da distribuição internacional da companhia, Rory Bruer.

Menos de 300 salas colocaram o longa em cartaz, contra as 2.000 e 3.000 inicialmente previstas. "O público reagiu de forma fantástica", acrescentou Bruer.

A Sony não informou quanto o filme arrecadou no YouTube, Google Play, no console Xbox e no site www.seetheinterview.com, que a disponibilizaram para locação ou compra um dia antes da estreia oficial.

Estas cifras serão "as mais interessantes", antecipou o especialista da Exhibitor Relations. Os serviços online do console PlayStation, da Sony, e do Xbox, da Microsoft, pararam de funcionar devido a um ataque reivindicado por hackers, embora por enquanto não haja informações que possam vincular a falha à estreia de "A Entrevista".

Um grupo de "hackers" pirateou a base de dados da Sony Pictures no fim de novembro e reivindicou aos estúdios Sony Pictures que cancelasse a exibição da paródia.

Furnas investirá R$ 1,3 milhão em projetos culturais em 2015





Poderão concorrer para os financiamentos culturais projetos de todo o Brasil. O prazo é até 20 de janeiro. Os interessados deverão acessar a página da empresa na internet para verificar quais são os documentos necessários

A gerente de Responsabilidade Sociocultural de Furnas, Ana Claudia Gesteira, disse que nos últimos anos o Espaço Furnas Cultural se destaca entre as opções à disposição do público no Rio. “Entendemos que incentivar a cultura nacional e disponibilizá-la gratuitamente para a população é nossa obrigação como empresa pública e cidadã”, avaliou.

Projetos culturais de música erudita ou popular, teatro, dança e exposições receberão, em 2015, R$ 1,3 milhão para apresentações no Espaço Furnas Cultural, na sede da empresa em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. O investimento de Furnas foi divulgado com o lançamento do edital de ocupação do local. Todas as apresentações serão gratuitas.

O Espaço Furnas Cultural tem teatro com 192 lugares, praça de convivência e duas galerias para mostras de fotografias, pinturas e esculturas. As instalações possuem acessibilidade para pessoas com dificuldade de locomoção.

Neste ano houve apresentação de espetáculos de teatro adulto e infantil, exposições e atrações musicais que incluíram artistas como Elba Ramalho, João Donato, Paulinho Moska, Danilo Caymmi, Tunai e Wagner Tiso, em um tributo à Elis Regina.
Fonte: EBC

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Dinamarca. País belo e cheio de história!




Muita gente adora os destinos tradicionais como os Estados Unidos e o Velho Continente, mas um outro grupo prefere destinos pouco convencionais e, dentre estes, um dos mais atraentes é a Dinamarca com a sua riqueza histórica e o charme de ostentar uma dos melhores IDHs do planeta


A Dinamarca é vista como destino chique pela maioria das pessoas. E com certeza, essas pessoas têm razão, principalmente pela riqueza histórica do lugar. As paisagens, o clima, têm tudo para ser a viagem perfeita pra quem gosta de conhecer novos lugares. Vejam abaixo, alguns dos destinos mais incríveis daquele belo país.

Copenhague e suas atrações

Cheia de calçadões, ciclovias e prédios antigos e coloridos, Copenhague, a capital dinamarquesa, é acolhedora e animada, principalmente no verão. A atração mais conhecida é o Tivoli, parque de diversões construído no século XIX, que hoje tem até restaurantes e shows.

Tivoli: Um dos mais antigos parques de diversões do mundo existe desde 1834. Além das atrações comuns em parques de diversão, como roda gigante e outros brinquedos modernos, o Tivoli conserva antigos pavilhões em estilo árabe ou chinês que dão um colorido especial ao lugar. O Tivoli serve também como local de exposições e eventos e é uma atração turística imperdível em Copenhague.

Museu Nacional: O Museu Nacional, perto do parque, reúne um rico acervo arqueológico, não só dinamarquês (inclusive de relíquias vikings!), mas também greco-romano. Copenhague tem ainda castelos: o Amalienborg, residência da família real, possui alas abertas ao público e uma riquíssima coleção de obras de arte.

Radhuset: O antigo prédio da prefeitura de Copenhagen construído no começo do século XX possui estilo barroco. Do alto de sua torre onde fica um enorme sino, têm-se uma vista privilegiada da cidade.

Palácio Christiansborg: Antiga sede da monarquia dinamarquesa abriga hoje o Parlamento e possui áreas abertas à visitação, como alguns salões e a sala das carruagens. O antigo teatro real que funcionava no edifício foi transformado em museu.

Borsen: O prédio, um belo imóvel construído na primeira metade do século XVII, abrigou um mercado no século XIX e posteriormente a bolsa de valores de Copenhage.

Ny Carlsberg Glyptotek: O museu de arte de Copenhage, inaugurado no final do século XIX abriga um importante acervo de pinturas européias e uma coleção de peças e objetos do período romano e etrusco.

Outras atrações

Apesar de parecer, a Legoland não é um passeio apenas para as crianças. Como já diz o nome, é um parque temático de 10 hectares construído com 42 milhões de peças de lego. Têm várias reconstruções miniaturizadas, a mais impressionante é a do Porto de Copenhagen, com três milhões de peças, com barcos e trens controlados eletronicamente.

Lindhom é uma cidade do ano 100 d.C., soterrada pela areia, com cemitério intocado e campos prontos para serem semeados, de acordo como foi abandonado na época, que merece uma visita, pela carga história do local.

E claro Ribe. A cidade mais antiga da Escandinávia possuía um centro de comércio ativo já em 700 d.C. Na época medieval, após incessantes batalhas com a Suécia, o declínio da cidade fez com que o tempo parasse. A catedral do século XIV é um dos exemplos. O Museu Ribes Vikinger possui um enorme material da época medieval e da época dos vikings. Vale muito a visita!

Livro sobre escravo africano e a sua trajetória no Brasil será traduzido e lançado em 2015



Livro que narra a trajetória de Mahommah Gardo Baquaqua personagem que virou símbolo da luta abolicionista no mundo e que foi publicado originalmente em inglês no ano de 1854, será lançada no Brasil em 2015. A narrativa desmente a história de que os africanos se adaptavam facilmente à escravidão por já conhecerem esse tipo de servidão no continente de origem  

“Baquaqua sempre foi um personagem que me intrigou. Ele escreveu a única autobiografia de um africano escravizado em terras brasileiras. Apesar disso, ele não é conhecido em nossa História nem em nossos livros didáticos”, contou Bruno Verás.Do norte da África, passando por Recife, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, até se libertar da escravidão em Nova Iorque no ano de 1847. 
Assim foi uma parte da jornada de Mahommah Gardo Baquaqua, único escravo que passou pelo Brasil a ter escrito uma autobiografia. “Uma interessante narrativa: biografia de Mahommah G Baquaqua”, em tradução livre, foi escrita em inglês e lançada pelo próprio Baquaqua em 1854 na cidade estadunidense de Detroit para arrecadar fundos para a campanha abolicionista. O historiador Bruno Véras, com o apoio do Ministério da Cultura e do Consulado do Canadá, onde estão os originais da obra, estudou a publicação que deve ser traduzida para o português até o final de 2015.

A história de Baquaqua começa onde hoje é o norte de Benin. Filho de um comerciante, ele estudou em uma escola islâmica e aprendeu a ler e adquiriu conhecimentos em matemática. Foi escravizado pelo Império Ashanti, pois trabalhava em uma rota comercial onde vendia especiarias. Tempos depois seu irmão o comprou, mas ele foi pego novamente e enviado para o Brasil.

Sua obra conta com detalhes como era o tratamento dos escravos desde a entrada nos navios negreiros até como os escravos os tratavam em terras brasileiras. "Meus companheiros não eram tão constantes quanto eu, sendo muito dados à bebida e, por isso, eram menos rentáveis para o senhor. Aproveitei disso para procurar elevar-me em sua opinião, sendo muito prestativo e obediente, mas tudo em vão; fizesse o que fizesse, descobri que servia a um tirano e nada parecia satisfazê-lo. Então comecei a beber como os outros e, assim, éramos todos da mesma laia, mau senhor, maus escravos", conta em uma passagem.

Quando saiu do Recife e foi para o Rio de Janeiro, seus conhecimentos em matemática e literatura fizeram com que ele atuasse dentro de um navio de comércio de charque entre a capital e o Rio Grande do Sul.

Em uma encomenda de café que tinha como destino Nova Iorque, Baquaqua conta que um inglês ensinou a palavra “liberdade” a ele e dois companheiros a bordo, já que os Estados Unidos já haviam abolido a escravidão. Ele tentou fugir do navio e acabou preso, mas com a ajuda de abolicionistas locais, conseguiu escapar da prisão e ir rumo ao Haiti.

O último local que se teve notícias dele foi na cidade inglesa de Liverpool, em 1857, provavelmente por conta de seu engajamento na luta abolicionista.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Criador de Game of Thrones George R. R. Martin,critica postura covarde da Sony em proibir da exibição de “A Entrevista”





Em seu blog, George R. R. Martin expressou sua desaprovação no que se refere à “covardia corporativa” na decisão da Sony de cancelar a estreia do filme “A Entrevista”, devido às ameaças de ataques terroristas coreanos
 

Além disso, ele ofereceu seu próprio teatro para a exibição do filme. Martin foi claro em dizer que não viu o filme, e nem sabe se é hilário ou ruim, mas diz que se sente envergonhado por corporações como a Sony e os cinemas em si se sentirem ameaçados pela Coréia do Norte.

“O nível de covardia corporativa aqui me deixa abismado. É bom que esses caras não estavam por perto quando Charlie Chaplin fez O GRANDE DITADOR. Se Kim Jong-un os assusta, Adolf Hitler teria os feito cagar em suas cuecas.”

O escritor foi mais além, dizendo que cinemas pequenos e independentes devem ficar mais que felizes com a estreia do filme. Na verdade, ele convida o ator Seth Rogen para que possa exibir o filme no cinema Jean Cocteau, em Santa Fé, do qual é dono.

“O filme, estrelado por James Franco e Seth Rogen, causou polêmicas por sua premissa: basicamente, o personagem de Franco arma um plano para matar o ditador coreano, Kim Jong-un. Acredita-se que foi por causa do filme que hackers coreanos invadiram e vazaram milhares de dados da Sony. Após isso e uma ameaça terrorista, a Sony se viu forçada a cancelar a estreia do filme.

Crítica de Barack Obama

Na semana passada, foi a vez do presidente Barack Obama criticar o estúdio Sony e afirmar que a corporação “cometeu um erro” ao suspender a estreia do filme A Entrevista após hackers da Coreia do Norte realizarem ciberataques contra a empresa e ameaçarem atacar os cinemas que exibissem a comédia, que satiriza o regime do país comunista.

“A Sony é uma corporação que sofreu grandes perdas e seus empregados sofreram ameaças. Sou solidário. Dito isso, eu acho que eles cometeram um erro. (...) Gostaria que eles tivessem falado comigo antes. Eu teria dito a eles a não assumirem um padrão no qual você se intimida por esse tipo de ataque criminoso”, disse Obama durante entrevista coletiva de fim de ano.

Meca do entretenimento, a Broadway anuncia para 2015 o musical “Escola do Rock”


 

A produção será assinada pelo lendário Andrew Lloyd Webber, ancorado na fábula de mais de US$ 131 milhões arrecado pelo longa no ano em que foi lançado nos cinemas. O espetáculo deve contar com as músicas do próprio filme e texto de Julian Fellowe

Uma adaptação musical do filme Escola do Rock, estrelado por Jack Black, chegará à Broadway em 2015. As pré-estreias terão início em 2 de novembro, sendo que a estreia para o público acontece no dia 6 do mês seguinte, de acordo com o site da revista The Hollywood Reporter.

Assim como o filme de Richard Linklater, o musical contará a história de Dewey Finn, um roqueiro em baixa que, dando um golpe, consegue o emprego de professor substituto em uma escola particular de elite, onde ele ensinará rock para crianças engomadinhas e acostumadas com música clássica.

Conforme já havia sido anunciado, as canções de School of Rock – The Musical serão compostas pela lenda do teatro Andrew Lloyd Webber (de Cats e O Fantasma da Ópera). Ele criará coisas novas, mas também aproveitará faixas do filme.
A direção é de Laurence Connor, que está por trás da nova versão de Os Miseráveis. O programa do musical conta com a assinatura do criador de Downton Abbey, Julian Fellowes. As letras têm composição do indicado ao Tony Glenn Slater. O renomado produtor Rob Cavallo, que trabalhou em álbuns de artistas como Goo Goo Dolls, My Chemical Romance, Dave Matthews Band e Green Day, também integra o time.

"É um prazer retornar às minhas raízes de Jesus Cristo Superstar", disse Lloyd Webber em um comunicado, comentando a veia mais roqueira da produção.

Segundo foi anunciado em agosto, Escola de Rock também está prestes a ser transformado em uma série de TV, exibida pelo canal Nickelodeon a partir do início do ano que vem. Serão 13 episódios com produção executiva de Linklater e Scott Rudin, produtor do filme original, que foi lançado em 2003 e arrecadou mais de U$ 130 milhões em todo o mundo.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Mart'nália lança CD de samba dirigido pelo pai, em um trabalho no qual ela volta ao berço do samba



No seu novo trabalho Mart’nália homenageia artistas pelos quais demonstra ter grande admiração — de Dona Ivone Lara a Monarco, passando por Noel Rosa, Geraldo Pereira, Adoniran Barbosa e, claro, o pai Martinho. “São mestres que venho, há algum tempo, reverenciando em minhas apresentações”

“Até tentei escapar do samba, mas nasci em família de sambistas, aí ferrou...”, diverte-se Mart’nália. “Cantar samba é muito mais cansativo do que cantar rock. É som de preto, não dá para ficar parado, dá vontade de tocar junto.” Em seu CD ‘Não Tente Compreender’, lançado em 2012, Mart’nália surpreendeu a todos por revelar um lado roqueiro pouco conhecido, com direito a música inédita de Nando Reis. Dois anos depois, ela volta ao ritmo que a consagrou e que está em seu DNA no novo CD e DVD ‘Em Samba!’, registro de apresentação em maio deste ano no Imperator, no Méier, dirigida por seu pai, Martinho da Vila.

No roteiro costurado por Martinho, o batuque só abre espaço para o rap, na participação de Emicida, que coloca suas rimas no clássico ‘Chiclete Com Banana’ e na sua ‘Quero Ver Quarta-feira’. “Pô, quando vi uma plaquinha escrito ‘Convidados especiais: Martinho da Vila e Emicida’, nem acreditei, me senti importante mesmo”, emociona-se o rapper. “Até levei minha mãe no show, pra mostrar que tô trabalhando mesmo!”

Martinho garante que o rap é parente do samba, muito próximo. “Moreira da Silva fazia os sambas de breque, que eram quase rap”, exemplifica o bamba, e Mart’nália emenda: “Eu não poderia ser rapper nunca... tem muita letra pra decorar! Mas o Jair Rodrigues já fazia algo parecido com rap lá atrás.”
‘Em Samba!’, inclusive, é dedicado a ele, Jair Rodrigues, e aos também saudosos Emílio Santiago e a Nélia, tia de Mart’nália e irmã de Martinho.

“Este foi um ano de perdas, já dá uma saudade imensa”, lamenta. “Minha tia fazia vocal com meu pai antigamente, e o Emílio é um dos maiores cantores do Brasil. Mangueirense safado, mas estava sempre com a gente na Vila Isabel”, brinca.

Auxílio luxuoso do pai

Além de co-assinar a direção (com a própria Mart’nália e a empresária Marcia Alvarez), Martinho também entra no palco, discretamente, devagar, devagarinho, na última parte do show, para enfileirar um verdadeiro ‘the best of’ autoral. “A função do diretor é funcionar como um cara da plateia. Tenho que me imaginar lá, vendo e gostando do show”, explica ele.

A escolha por gravar no Méier, na Zona Norte, foi especialmente significativa para Mart’nália. “Minha mãe morava no Lins, que é do lado, daí eu estudei lá, fiz Aliança Francesa, estudei inglês, tudo no Méier. Ia a pé, meu pai morava no Grajaú, que é perto também. E vi geral se apresentando no Imperator, nos anos 80, Emílio, Nana Caymmi, Dionne Warwick, muitos shows maravilhosos”, lista ela.

A ideia inicial não era fazer este ‘Em Samba!’. Mart’nália e o pai, que já havia dirigido a filha anteriormente, iniciaram uma série de ensaios abertos para testar músicas novas, que entrariam em um próximo lançamento de estúdio dela. “Mas aí este ano teve Copa do Mundo, eu queria ver os jogos, não queria pensar em nada de muito novo”, detalha a cantora. “Acabou que fomos fazendo o repertório, começaram a entrar vários sambas e acabou virando esse projeto.”

A literatura brasileira relembra a partida de Rubem Braga, um dos maiores cronistas de todos os tempos



Considerado o maior cronista brasileiro desde Machado de Assis, Rubem Braga partiu para a sua missão no campo espiritual no dia 19 de dezembro de 1990, deixando como um dos seus legados a característica singular de ser o único autor nacional de primeira linha a se tornar célebre exclusivamente através da crônica, um gênero que não é recomendável a quem almeja a posteridade

Rubem Braga, capixaba de Cachoeiro de Itapemirim, nasceu no dia 12 de janeiro de 1913. As lembranças da infância em seu torrão natal são cercadas de lirismo que está presente nas crônicas do “velho Braga”. Em textos como “Praga de menino”, “Lembrança de Zig” ou “O Cajueiro”, narrados na primeira pessoa, a infância na cidade natal é recontada de forma explícita e amorosa. Em outros, como “Tuim criado no dedo” e “Negócio de Menino”, sua memória de caçador de passarinhos ecoa nas personagens infantis.

Iniciou-se cedo no mundo das e, já em 1928 começa a escrever, já como cronista, no jornal Correio do Sul, fundado, em sua cidade natal, por seus irmãos Jerônimo e Armando. No mesmo ano, muda-se para Niterói, e lá conclui o curso secundário. No ano seguinte, matricula-se na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, em que cursa os dois primeiros anos. 

Em 1931, transfere-se para Belo Horizonte, Minas Gerais, onde conclui, em 1932, o curso de Direito. No início desse ano, publica sua primeira reportagem no Diário da Tarde. Passa a escrever crônicas e cobre a revolução constitucionalista para os Diários Associados. Como os Diários eram favoráveis à revolução, seus artigos eram censurados e Rubem Braga acaba sendo preso, ainda aos 19 anos, sob a acusação de espionagem.

A Importância de Rubem Braga

Em 1989, cerca de um ano antes de sua morte, Rubem Braga escreveu, em sua coluna da Revista Nacional, uma das mais ácidas descrições do ofício a que dedicou toda a vida, o de cronista: Respondo que a crônica não é literatura, e sim subproduto da literatura, e que a crônica está fora do propósito do jornal. A crônica é subliteratura que o cronista usa para desabafar perante os leitores. 

O cronista é um desajustado emocional que desabafa com os leitores, sem dar a eles oportunidade para que rebatam qualquer afirmativa publicada. A única informação que a crônica transmite é a de que o respectivo autor sofre de neurose profunda e precisa desoprimir-se. Tal informação, de cunho puramente pessoal, não interessa ao público, e, portanto deve ser suprimida. 

O que a auto-ironia corrosiva do "velho Braga" não deixa transparecer é a elevação de status que a sua própria obra propiciou à crônica no Brasil durante os últimos 60 anos. De subliteratura, passou a ser considerado um gênero literário respeitável e digno de estudo. E já era tempo. Afinal, a crônica vem sendo praticada assiduamente, no Brasil, por muitos dos nossos maiores escritores, desde que os jornais passaram a ser centros importantes da vida cultural e intelectual no país.

Conferiu ele tanta nobreza ao gênero que este passou a ser tratado em condições quase iguais ao seu "irmão mais elevado", o conto. E foi além. Como o colocou Jorge de Sá, diluindo as fronteiras entre os gêneros crônica, conto e poema em prosa, Rubem Braga consagrou a crônica como um gênero literário ficcional que muitas vezes se confunde com o conto, diferenciando-se apenas na densidade do tratamento temático e na construção de personagens: se o conto se concentra na complexidade das relações e em jogos de linguagem mais elaborados, a crônica mantém sua aparência de conversa fiada estabelecida entre o cronista (ele mesmo narrador) e o leitor virtual.

A acidez do seu “Conto de Natal”

"Despedidos da fazenda em que trabalhavam, um casal de colonos com filho de seis anos caminha em direção à Fazenda Boa Vista, a duas léguas e meia do lugar em que se encontram. A mulher está grávida de oito meses. Começa a chover, ela não pode mais andar. Conseguem carona num carro de bois e chegam à noite na fazenda, que está fechada. Alojam-se junto a um burro e a uma vaca num lugar coberto. Durante a noite, o menino nasce. O carreiro chega e lembra que é Natal. O marido, Faustino, sugere à mulher que chamem o recém-nascido de Jesus Cristo. A mulher não acha graça. O menino de seis anos chama o pai para ver o irmão, embrulhado em trapos em cima do capim. O pai olha. A criança está morta."

Parque Memorial Quilombo dos Palmares (AL): primeiro e único parque temático de inspiração africana do Brasil


Com seu belíssimo litoral e cidades históricas, Alagoas tem um atrações em especial, que a diferencia do circuito praia & sol, entre elas o Parque Memorial Quilombo dos Palmares, construído em 2007 e que ostenta até hoje, o título de primeiro e único parque temático de inspiração africana do Brasil

Com a implantação, no final do século XVI, do Quilombo dos Palmares, na lendária Serra da Barriga, Alagoas tornou-se o berço da resistência negra no Brasil. Embora seja a segunda menor unidade da Federação, reúne 60 comunidades remanescentes de quilombos, 53 das quais certificadas pela Fundação Cultural Palmares. A população afrodescendente do estado perfaz 2/3 do total, como a relembrar as origens de Zumbi dos Palmares, o herói inesquecido.

O passado com o seu histórico de trabalho escravo, deixou forte influência da cultura negra, presente no artesanato, na culinária, nos ritmos e danças. Vasto e peculiar, este patrimônio imaterial inclui as Caboclinhas, as Taieiras, as Negras da costa, as Baianas e o Samba-de-matuto – todos inspirados em antigas tradições e mitos africanos.

Quilombo do Palmares


Foi para as matas fechadas de Serra da Barriga, Alagoas, que alcança até 500 metros de altitude, que milhares de escravos negros rebelados fugiram durante o período de dominação holandesa, lá fundando a República Livre de Palmares - o maior, mais duradouro e mais organizado quilombo das Américas, onde viveram mais de 20 mil pessoas, entre 1597 a 1695.

Tendo sobrevivido por quase um século, o Quilombo dos Palmares foi dizimado, e seu maior líder, Zumbi, assassinado, em 20 de novembro de 1695.

Neste cenário original da luta, em 2007, foi construído o Parque Memorial Quilombo dos Palmares - uma espécie de maquete viva, em tamanho natural, instalada em um platô, no alto da Serra, para onde milhares de pessoas acorrem, principalmente, em 20 novembro, quando se comemora o Dia Nacional da Consciência Negra.

Lá foram reconstituídas algumas das mais significativas edificações do Quilombo dos Palmares. Com paredes de pau-a-pique, cobertura vegetal e inscrições em banto e yorubá, avista-se o Onjó de farinha (Casa de farinha), Onjó Cruzambê (Casa do Campo Santo), Oxile das ervas (Terreiro das ervas), Ocas indígenas e Muxima de Palmares (Coração de Palmares).

Além das construções que referenciam o modo de vida daquela comunidade quilombola, o Memorial dispõe de pontos de áudio com música e textos em quatro idiomas (Português, Inglês, Espanhol e Italiano) que narram aspectos do cotidiano do Quilombo e da cultura negra. São os espaços Acotirene, Quilombo, Ganga-Zumba, Caá-Puêra, Zumbi e Aqualtune.

No primeiro e único parque temático sobre a cultura negra do País, destacam-se, ainda, os mirantes, de onde se avistam paisagens magníficas da Serra da Barriga. São as atalaias de Acaiene, Acaiuba, e Toculo. Completando o ciclo das edificações simbólicas, o restaurante Kúuku-Wáana (Banquete familiar), que oferece pratos da culinária afro-brasileira, e o Batucajé (palco de manifestações artístico-culturais).

Referência: Parque Memorial Quilombo dos Palmares

domingo, 21 de dezembro de 2014

Exposição ‘Caricaturas do Salão do Humor’ é mais uma atração cultural à disposição dos paulistanos

São Paulo, cidade que reúne o maior número de atrações culturais do país, recebe a exposição ‘Caricaturas do Salão do Humor’ com um atrativo a mais: o acesso ao museu tem preço simbólico nos dias úteis e é gratuito aos sábados

O Museu da Língua Portuguesa, na região da Luz, na capital paulista sedia exposição com mais de 200 charges, caricaturas e histórias em quadrinhos selecionadas do 41º Salão Internacional de Humor de Piracicaba. A mostra ficará em cartaz até 1º de março de 2015 e a curadoria da mostra é de Raphael Ramos da Costa Fioranelli Vieira, que definiu como linha central da exposição o tema da indignação.

“A partir desta temática, várias situações que afligem a sociedade são apresentados, permitindo uma reflexão sobre nossas relações humanas e a própria condição da humanidade nos dias de hoje. O interessante da linguagem é que a reflexão sobre assuntos difíceis nos é permitida por meio de uma visão crítica e bem-humorada, tornando os temas não menos sérios, mas mais palatáveis”, disse Antônio Carlos Sartini, diretor do museu.

A exposição tem uma área especial dedicada ao golpe militar de 1964, com uma reflexão sobre a importância da democracia. “O Salão de Humor de Piracicaba nasceu como ato de resistência em plena ditadura militar e, hoje, é considerado o evento mais importante do gênero em todo o mundo”, acrescentou Sartini.

Outros destaques da exposição são uma retrospectiva do artista belga O-SEKOER, pseudônimo de Luc Descheemaeker, e a seção “Micro Contos de Humor“, que apresenta textos humorísticos com no máximo 140 caracteres.

A entrada no Museu da Língua Portuguesa tem preço bastante convidativo: apenas R$ 6 em dias úteis e aos sábados, o acesso ao museu é gratuito. 

Mais uma exposição em SP: Mafalda

Há 50 anos, o cartunista argentino Joaquín Salvador Lavado Tejón, o Quino, inventou aquela que seria sua mais célebre personagem: Mafalda. Uma criança crítica, porém delicada. Ácida, mas ao mesmo tempo sutil. Cheia de sonhos, esperanças, incertezas e questionamentos. Esse universo paralelo criado pela garota já está sendo conferido na exposição comemorativa ao seu meio século de existência, "O Mundo Segundo Mafalda", que desembarca na Praça das Artes de 17 de dezembro a 28 de fevereiro de 2015, com entrada livre.

Referência: EBC

Mistério da Encarnação é venerado numa gruta escavada na rocha que guarda a mais enigmática frase do cristianismo: "Verbum caro hic factum est"

Na cidade da Galileia, o Mistério da Encarnação é venerado numa gruta escavada na rocha e se transformou em um lugar santo, objeto de veneração já desde os primeiros séculos do Cristianismo, um dos lugares santos de mais antiga e segura tradição. Hoje, ao redor dessa que foi reconhecida como casa de Maria, e onde se faz memória de seu sim, surge a grande Basílica da Anunciação, cada dia meta da devoção de muitíssimos peregrinos de todas as partes do mundo

Todos ao anos, no dia 25 de março, peregrinos, vindos das mais diversas e remotas partes da terra, chegaram para a festa da Anunciação do Senhor, unindo-se à comunidade dos cristãos do lugar na Santa Missa, que foi presidida pelo Patriarca Latino de Jerusalém.

«Não temos medo, o Espírito Santo desce sobre nós». Essas foram as palavras, pronunciadas por Sua Beatitude o Patriarca Fouad Twal, durante a homilia na solenidade da Anunciação, na Basílica de Nazaré. Nessa igreja, desde os primeiros tempos do cristianismo, se homenageia Aquela que disse «Sim». Os cristãos da Galileia, mas também os de Jerusalém reuniram-se ao Patriarca, que não deixou de afirmar sua alegria, agradecendo a «todos os que participaram da preparação dessa celebração e o acompanharam em seu ingresso solene».

Na vigília da festa, o Guardião do santuário, presentes os sacerdotes da Paróquia franciscana, acolheu o Patriarca para as vésperas, seguidas pela vigília de oração na gruta. Sua Beatitude, depois, presidiu a solene celebração da Anunciação, deixando mensagem decididamente positiva: «Tudo iniciou na paz e acabará na paz». 

Em sua homilia, o Patriarca mencionou várias vezes o sofrimento dos cristãos da Terra Santa por causa de seus irmãos «na Síria, no Iraque, mas também no Egito e Nigéria, ou ainda na África central e alhures, esmagados por guerras e divisões. E divisões são acrescidas aos dilaceramentos aqui em Nazaré e na Palestina». 

Depois, neste ano dedicado ao tema da família, convidou à determinação, único bastião contra o ceticismo e o medo. Recebendo a força «daquele que venceu o mal com sua cruz e sua Ressurreição», o Patriarca confiou à Virgem Maria e à sua luz todos os cristãos do mundo, em particular, os da Terra Santa.

Nazaré – Basílica da Anunciação

Esse lugar santo que faz todo peregrino perder a fala, devido à emoção, é uma das maiores relíquias do cristianismo. No subsolo, a casa de pedra que pertenceu a Maria. No local exato onde o arcanjo Gabriel apareceu a Ela está escrito: "Verbum caro hic factum est" - aqui o Verbo se fez carne.

A Igreja celebra a Anunciação no dia 25 de março. Quem olha a cúpula da basílica de baixo para cima, tem a impressão de que o "sim" de Maria se projeta dali para todos os cantos da terra. Nas paredes da basílica, o retrato de Fátima, Lourdes, Guadalupe, Czestochova, Japão, Aparecida... A poucos passos da basílica, a Igreja da Carpintaria de São José. E mais adiante, a única fonte de água de Nazaré, da qual beberam Maria, José e Jesus; todo peregrino bebe naquela fonte.

Escavações feitas antes desta grandiosa construção puseram a descoberto, e podem ver-se ainda hoje, os majestosos pilares de uma Catedral levantada em 1099 pelo príncipe cruzado Tancredo, bem como o pavimento em mosaico de uma igreja bizantina, que pode ser datada do ano 450. Mas, descendo mais fundo, até às entranhas da atual Basílica, acede-se à Gruta da Anunciação e outros lugares de culto antigos, talvez já do século II. Numa grafite antiga foi encontrada a gravação XE MAPIA, abreviação de Chaîre Maria, a primeira Ave-Maria da história.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Orquestra Violões do Forte de Copacabana (RJ) fará concerto neste domingo (21)



O Forte de Copacabana, localizado na zona sul do Rio de Janeiro encerrará as comemorações dos 100 anos com um concerto gratuito, no próximo domingo (21). Aproveitando a oportunidade, a entidade celebrará antecipadamente os festejos natalinos

Em cada apresentação, a orquestra traz um convidado especial que, nesse dia, será a banda Samba do Gnaisse, especializada em música popular brasileira e formada por ex-estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). 

O concerto começará às 18h e será ao ar livre. Caso chova, o espetáculo será transferido para o Auditório Santa Bárbara, dentro do forte. Formada por 25 crianças e jovens, oriundos de projetos sociais de diversas comunidades do estado, a Orquestra de Violões do Forte de Copacabana fará sua última apresentação do ano. Eles prepararam para o concerto três músicas natalinas. Depois tocam baião e forró, mas, do programa, constam ainda samba de raiz e chorinho.

Orquestra de violões: história
A Orquestra Violões do Forte de Copacabana nasceu em 2011, em uma iniciativa do Instituto Rudá e do Comando do Forte de Copacabana, com apoio cultural da ACRJ e do Rio Ônibus, dentro do Programa Nacional de Apoio à Cultura. É um projeto de inclusão social e cultural desenvolvido dentro do Forte de Copacabana.

Na época quando foi criado, foram selecionados 35 jovens, de 10 a 21 anos, de comunidades (Pavão-Pavãozinho, Cantagalo, Chapeu Mangueira, Babilônia e Santa Marta) que se destacaram na seleção pelo seu grau de amadurecimento musical, ao lado da frequência regular ao ensino formal.

Além dos violões, a orquestra reúne outros instrumentos, como clarineta, flauta transversa, piano, violoncelo e violino.

Hoje, os componentes da Orquestra Violões do Forte possuem de 11 a 21 anos e todos integram a rede de ensino. Os componentes ensaiam duas vezes por semana no Forte de Copacabana. O talento e a aptidão musical são os fatores que fazem a diferença para a escolha dos integrantes da Orquestra.

Para esses jovens, o mais importante é o reconhecimento e a valorização do talento que já possuíam, mas que agora eles têm a oportunidade e condição de desenvolver suas habilidades.

Já com várias apresentações, a Orquestra Violões do Forte vem cumprindo o papel de incentivar novos talentos e difundir a cultura musical, fazendo dessa arte um instrumento de inclusão social e formação profissional.

O projeto conta com a direção executiva de Márcia Melchior, com a coordenação do músico Antônio Carlos, da dupla Antônio Carlos e Jocafi, e arranjos de Flávio Goulart de Andrade.

Pesquisador é primeiro índio a receber título de doutor em linguística pela UnB

Nascido no município acriano de Tarauacá, na Terra Indígena Praia do Carapanã, Joaquim Paulo de Lima Kaxinawá se tornou o primeiro índio no Brasil a receber o título de doutor em linguística pela Universidade de Brasília (UnB)

Mais conhecido como Joaquim Maná, ele defendeu hoje (19) a tese “Para uma gramática da Língua Hãtxa Kuin”. Alfabetizado na língua portuguesa aos 20 anos em um programa alternativo coordenado pela Comissão Pró-Índio do Acre, ele fez o magistério indígena no estado e a graduação em um curso intercultural indígena na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul. O mestrado e o doutorado foram feitos na UnB.

Para ele, um dos maiores desafios durante o doutorado foi a indisponibilidade de pesquisas sobre a língua de seu povo, sobretudo em português. “Muitas pesquisas foram escritas em inglês, alemão, francês, espanhol e não foram apresentadas ao povo, ficaram guardadas”, ressalta.

Agora “doutor”, Joaquim Kaxinawá acredita que a tese não deve provocar muitas mudanças, mas espera que sirva de exemplo para a formulação de um programa de ensino da língua nativa aos diferentes povos do país.

“Das doze terras que nós temos, seis já estão com problemas. Os mais velhos falam na nossa língua e os jovens já não falam mais. Falam em português. Agora é preciso se aliar às secretarias municipais, estaduais, ONGs [organizações não governamentais], que trabalham com os povos indígenas para criar um programa e manter um curso de ensino de língua oral, língua escrita e produção de material didático”, defende Kaxinawá.

Recentemente, a Agência Brasil publicou a reportagem especial Ixé Anhe'eng destacando que, nos próximos 15 anos, o Brasil corre o risco de perder até 60 diferentes línguas indígenas – o que representa 30% dos idiomas falados pelas etnias do país.

A coordenadora do Laboratório de Literatura e Línguas Indígenas da UnB, Ana Suelly Cabral, destaca a importância do estudo sobre os povos originais. “Se eu sou professora, ou fui, do Joaquim, ele foi meu professor também. Trabalhar com eles é uma grande aprendizagem. Ao mesmo tempo em que eu passo esse conhecimento, eu estou aprendendo com eles, a língua deles, e também, mais importante, eu aprendo uma riqueza cultural incrível que eles me passam”, declara.

A professora adianta que outros dois pesquisadores indígenas devem conquistar o título de doutorado pela UnB nos meses de fevereiro e maio de 2015. Ela espera que os estudantes se espelhem em Joaquim, que pretende voltar à Terra Indígena Praia do Carapãnã, no Acre, para reforçar o ensino da língua Hãtxa Kuin, do povo Huni Kuín, entre crianças e adultos.

Editor Lílian Beraldo (EBC)

Jorge Portugal: um nome técnico para ser titular da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia





Na última sexta-feira (19), o professor, letrista, compositor e poeta Jorge Portugal, foi oficialmente confirmado para o cargo Secretário de Cultura. Durante o discurso, o governador Rui Costa afirmou que o escolhido era “alguém do recôncavo que representa a cultura baiana”. “Ta aprovado e é massa!”

Jorge Portugal é conterrâneo de Caetano Veloso, nascido em Santo Amaro da Purificação, no dia 5/8/1956, onde viveu até os 17 anos. Em Salvador, se destacou como professor da língua portuguesa e redação, tendo ensinado em vários colégios e cursos pré-vestibulares.

Na condição de poeta- letrista, compositor, cantor, tem sua carreira artística dedicada à tradução das mais genuínas manifestações da cultura brasileira. sem perder a sintonia com o que vai pelo mundo. nem com as influências contemporâneas, o seu trabalho musical tem-se afirmado ao longo desses anos pela singularidade do seu estilo e pela aceitação popular que o mesmo consegue. 

Hoje suas composições são executadas em várias partes do mundo, ganhando dimensão nas vozes de interpretes consagrados como Maria Betânia, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Daniela Mercury, Margareth Menezes, Tânia Alves, Raimundo Sodré, Roberto Mendes, Fafá de Belém, Sandra de Sá, dentre outros artistas que já o gravaram.

Agitador cultural

Participou de vários Festivais de MPB com destaque para o MPB/80 da Rede Globo de Televisão, quando recebeu a consagração nacional com a musica a "MASSA", e em 1985 defendendo, ao lado de Roberto Mendes, a musica "Caribe, Calibre: Amor", na mesma emissora de TV. Lançou em 1994 o disco "PALAVRA", no qual cristaliza as suas principais influencias e invenções, tendo nas suas letras o seu ponto alto.

Jorge Portugal sempre trabalhou como idealizador e coordenador de Projetos Culturais reconhecidos e consagrados pelo publico baiano, como o "CIRCULADOR CULTURAL" - Projeto que leva palestras, teatros shows, nas escolas públicas da Bahia e o "UNIVERSIDADE LIVRE DA BAHIA" (UNILIVRE), um fórum de debates destinados ao público em geral que visa discutir as questões importantes da nossa contemporaneidade cultural.

Mensagem do Artecultural

É com toda essa bagagem cultural que Jorge Portugal encara o novo desafio de ser o titular da pasta da cultura na Bahia, algo que ele sempre respirou e difundiu ao longo da sua carreira. A Bahia e os baianos esperam muito de você Professor Jorge Portugal. O Artecultural está na torcida por um trabalho que resgate os maiores e melhores valores culturais da Boa Terra!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Quadrienal de Praga de 2015 já tem comissários mas necessita de financiamento





A mais importante mostra mundial de cenografia funciona como uma imensa feira na qual se pode realizar oficinas, fazer contatos profissionais, exibir trabalhos e planejar toda uma formação na área da economia criativa que envolve a cenografia


O convite feito pela Direcção-Geral das Artes (DGArtes) à Associação Portuguesa de Cenografia (Apcen) foi publicado esta quinta-feira em Diário da República, oficializando um trabalho que há meses envolve a sua direção, presidida por Castanheira, Marta Carreiras e Rui Francisco, os três responsáveis pelo comissariado do projeto expositivo.No próximo ano a cidade de Praga, na República Checa, pode esperar uma “panorâmica da cenografia portuguesa”. 

É a intenção de José Manuel Castanheira, cenógrafo e um dos três comissários responsáveis pela seleção do projeto que representará Portugal de 18 a 28 de Junho na 13.ª Quadrienal de Praga, a mais importante mostra mundial de cenografia e arquitetura teatral que existe desde 1967.

Produções brasileiras

O espaço destinado ao Brasil terá ainda uma mostra de Cenógrafos Nacionais e uma de Arquitetura Teatral. Cada exposição tem um cocurador que trabalha em sintonia com o curador-geral, Ronaldo Teixeira, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A intenção é, a partir dessas exposições, realizar uma seleção de trabalhos para levar a Praga. Sônia Paiva recebeu mais de 90 projetos de 120 alunos de 20 escolas de cenografia espalhadas por universidades e instituições educacionais de todo o país.

As metas do financiamento coletivo são de R$ 30 mil e R$ 50 mil e as doações podem ser feitas a partir de R$ 30 no site www.benfeitoria.com/mepq15. Caso atinja os valores estipulados, o crowfounding financiará a exposição seletiva em Brasília e o dinheiro será usado para pagar as pessoas que trabalharam no projeto durante o ano. Os colaboradores também receberão prêmios, como catálogos, pôsteres, livros e vagas em oficinas, de acordo com o valor da doação.