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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

“Pititiu”: mais um baiano que trilha o caminho da boa música

Pititiu e Asa Filho, no Palco do Cidade da Cultura

Nascido Ademicio Portela de Miranda, ele é conhecido no meio musical e por seu público apenas como PITITIU, esse filho de Oliveira dos Brejinhos é radicado em Feira de Santana desde o início dos anos 90. Chegado a um forró pé de serra, ele mostra a sua arte em Feira de Santana e região, sempre focado na música regional e de raiz

Intérprete de voz marcante, compositor e instrumentista, versado no violão, iniciou sua carreira em 1986 em bandas com objetivo de fazer bailes, pois sempre teve uma influência bastante aberta sobre a música. Pititiu afirma que teve uma formação bastante eclética e que sofreu influência musical de várias vertentes, até por ter vivido sua adolescência em uma época de muita efervescência criativa na música brasileira.

Quando jovem, tocava nos meios de comunicação, do rock, ao iê iê, iê, a bossa nova, a música regional, a tropicália, tudo isso somado a influência internacional da época. Pititiu, decidiu trilhar o próprio caminho após participar de várias bandas famosas do interior da Bahia como "Flor de Cactos", "Mach Five", Export Press", entre outras. Atualmente, canta acompanhado da Banda que realiza um trabalho harmônico com o seu e que ganhou o nome "Tropa de Xote", fazendo um trocadilho com o famoso batalhão da polícia, mas deixando claro a vocação do grupo e o seu apego à música do Nordeste;

No palco da “Cidade da Cultura”

Pititiu é presença constante no palco de um dos melhores espaços artísticos de Feira de Santana, o “Cidade da Cultura”, casa de shows brilhantemente pilotada por Asa Filho, também grande músico, agitador cultural e contador de ‘causos’. Numa das apresentações de Pititiu na "Cidade da Cultura", Asa Filho o anunciou de forma poética: "O pássaro que canta, Pititiu, volta ao nosso palco neste sábado, cantando e declamando lamentos sertanejos e de sua vivência em Oliveira dos Brejinhos."

Pititiu já gravou alguns Cds e, como todos os artistas, busca o reconhecimento do seu trabalho, mas sempre respeitando as suas origens e sem fazer concessões a estilos de gosto duvidoso que busca apenas estar na mídia, mas sem agregar valor à cultura. O “pássaro que canta” busca o seu lugar ao sol a partir de um trabalho autêntico, como é identificado pelos seus pares. Participou de vários festivais, sempre ficando entre os finalistas, em dois festivais "Vozes da Terra" e no Festival de MPB de Ibotirama, foi agraciado como melhor intérprete.

Voltando ao palco da Cidade da Cultura no último sábado, 22, ele se fez acompanhar da sua banda, - destaque para o excelente sanfoneiro, Kikito, - onde dedilhou o melhor de Luiz Gonzaga, Petrúcio Amorim e Flávio José. Durante a sua apresentação, ele arrancou aplausos dos presentes ao interpretar de forma magistral uma das mais belas canções de Jurandy da Feira, “Terra, Vida e Esperança”, que fez enorme sucesso na voz de Gonzagão.

Esse é o Pititiu: uma figura simples, afável, sem estrelismos e bem típica do povo ‘camaradeiro’ do Nordeste. Sucesso, Pititiu!
Fotos e texto: Euriques Carneiro

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