segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O especial Música Negra Brasileira vai ao ar na TV Brasil em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra


Com a maioria dos cantores adotando a indumentária clássica, incluindo os cabelos no estilo “Black Power”, a música foi um importante veículo de valorização da herança afro-brasileira no Brasil.

Nos anos 70, artistas como Jorge Ben, Tim Maia, Gilberto Gil e Wilson Simonal cantavam o orgulho de ser negro em canções célebres como "Zumbi", "Negro é Lindo", "Rodésia", "Que bloco é esse", "Tributo a Martin Luther King" e muitas outras. A temática e o estilo musical traziam elementos do movimento Black Power americano, assim como de gêneros musicais como o soul, o funk e o reggae.

O especial Música Negra Brasileira vai ao ar na TV Brasil em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, e resgata o universo dos bailes black dos anos 1970. Participam nomes da época como Sandra de Sá, Toni Tornado, Hyldon e de talentos da nova geração que atualizam este universo cultural, como B Negão e Ellen Oléria.

Nos vídeos abaixo confira histórias da carreira dos artistas e a opinião deles sobre racismo e a importância da música na construção da identidade negra.

Sandra de Sá

Sandra de Sá, anfitriã do especial Música Negra Brasileira, fala sobre racismo e a mudança da sociedade brasileira em relação ao tema. Ela ainda reflete sobre a influência africana na cultura brasileira. Segundo ela, o povo brasileiro está mais consciente e questões relativas ao preconceito são mais criticadas.

Giba Giba, o representante gaúcho

Num dos estados brasileiros que mais recebeu imigrantes europeus, Giba Giba elevou a batucada dos tambores e nos anos 60 fundou a Praiana – primeira escola de samba de Porto Alegre. Natural de Pelotas, Rio Grande do Sul, Giba Giba é percussionista, pesquisador e ativista da cultura negra reconhecido nacionalmente. É considerado pela crítica especializada um dos maiores expoentes no uso do tambor sopapo, instrumento que representa a identidade musical do Rio Grande do Sul.

1990 foi o ano de Giba Giba. Como que prevendo que mais uma vez o Musicanto pegaria o rumo do inesperado, diferente de tudo que acontecia ao seu redor, Giba Giba, papa da música afro-gaúcha, arrebatou o prêmio maior com um candomblé: “Beirando o Rio”. 

Um ano depois, o candomblé começaria a tomar conta de shows de alguns artistas em Porto Alegre e figurar com maior intensidade nos festivais. “Beirando o Rio” descreve a paisagem litorânea de Porto Alegre que se desenha pelas curvas do Rio Guaíba.

Suas músicas já foram gravadas por artistas como Vitor Ramil, Kleiton e Kledir. Mestre Giba Giba faleceu no início de 2014.

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