quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Inovação em exposição nos EUA: os visitantes se sentem em pleno front da Segunda Guerra Mundial




A Segunda Guerra Mundial foi a maior batalha que o mundo já viu. Em seus seis anos de duração (1939 a 1945), envolveu 72 países e mais de 100 milhões de soldados, destruindo muitas cidades e causando a morte de milhões de pessoas


Muitos dizem que o culpado pela guerra foi o alemão Adolf Hitler. Tido como louco por uns, como monstro por outros, Hitler era líder do partido nazista, que dizia que só o povo alemão era bom e considerava todos os outros povos inferiores. Mas achar que só Hitler foi responsável por tudo que ocorreu é simplificar a história.

Na verdade, a guerra foi resultado de uma crise que vários países do mundo enfrentavam desde 1930. Para superar a pobreza e o desemprego, alguns desses países — a Alemanha, o Japão e a Itália — procuraram conquistar riquezas e terras de povos vizinhos. Assim, começaram a invadir e atacar diversas regiões, até que, no dia 1o de setembro de 1939, quando a Alemanha ocupou a Polônia, estourou a guerra. Durante o conflito, esses três países se aliaram, formando o grupo conhecido como Eixo.

Exposição detalhista

Para colocar o público em contato com esta parte sangrenta da história, 'A estrada para Berlim', que será aberta em dezembro em Nova Orleans, busca mostrar o significado da guerra às novas gerações. Com foco especial no público jovem, a missão do Museu Nacional da Segunda Guerra Mundial, sediado em Nova Orleans, é ilustrar o propósito, a execução e o significado duradouro da guerra global encerrada em 1945.

A mostra é a primeira de duas exposições planejadas para o amplo complexo do pavilhão “Campanhas da Coragem”. O evento “A Estrada para Tóquio” deve estrear em 2015.

O início da exibição é marcado por um cômodo montado para se parecer com uma cabana do norte da África e explica por que os Estados Unidos, depois de serem atacados pelo Japão na base de Pearl Harbor, no Havaí, começaram seu esforço de guerra não no oceano Pacífico, mas combatendo os nazistas no norte africano, uma campanha bem mais fácil de ser vencida.

A mostra disponibiliza ainda oito salas repletas de filmagens imitando o noticiário da época. Em outro setor, objetos do período, como uma peça de artilharia Howitzer e vestuários de inverno dos soldados alemães e norte-americanos, e plataformas interativas que permitem aos visitantes acompanhar a história de um soldado ou civil em particular de múltiplos pontos de vista durante a guerra.

Finalizando no que foi concebido para ser um retrato fiel de uma cidade alemã devastada por bombardeios, a intenção dos idealizadores não é de satanizar ou minimizar a vasta escala da destruição que a guerra causou, mas mostrar ao mundo que um novo evento da espécie pode significar o fim da raça humana no planeta.

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