sábado, 29 de novembro de 2014

Eliminatória do Concurso Internacional de Piano reabre Sala Cecília Meireles





Há quatro anos e meio fechada para obras de reforma que custaram R$ 47,5 milhões, a Sala Cecilia Meireles, tradicional espaço dedicado à música de concerto no Rio de Janeiro, reabriu as portas na tarde de ontem (28), em uma espécie de pré-inauguração


A segunda eliminatória será também na Sala Cecília Meireles, amanhã (29), às 15h, assim como as semifinais na segunda-feira (1º) e na terça (2), no mesmo horário. O concurso foi aberto na noite de quinta-feira (27), no Theatro Municipal, com um concerto da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), regida pelo maestro Roberto Tibiriçá, tendo como solista o pianista Nelson Freire.O retorno da sala ao circuito musical da cidade se deu com a primeira das provas eliminatórias da quarta edição do Concurso Internacional BNDES de Piano do Rio de Janeiro, reunindo 27 competidores de 11 países, todos entre 20 e 29 anos de idade.

O encerramento será no próximo dia 7, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, com um recital dos vencedores. Todos os eventos do concurso são com entrada franca e os ingressos distribuídos ao público duas horas antes de cada espetáculo.

“A edição 2014 comprova a visibilidade internacional do concurso, o único do Brasil certificado pela World Federation of International Music Competitions”, destaca a diretora Lilian Barretto. Também pianista, ela foi a criadora do concurso que conta com o patrocínio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e distribui R$ 223 mil em prêmios.

A reabertura oficial da Sala Cecilia Meireles, vinculada à Secretaria Estadual de Cultura, será no dia 11 de dezembro, marcando o início das comemorações do cinquentenário do espaço cultural. Inaugurada em dezembro de 1965, ano em que a cidade do Rio de Janeiro comemorava seu quarto centenário, a sala funciona em um prédio no Largo da Lapa construído para ser um hotel e que depois abrigou um cinema.

O concerto inaugural teve textos da poeta Cecília Meireles, que deu nome à casa de espetáculos, declamados por sua filha, a atriz Maria Fernanda, e um concerto da Orquestra do Theatro Municipal, tendo no programa as Bachianas Brasileiras nº 5, de Heitor Villa-Lobos.

De acordo com o diretor da casa, João Guilherme Ripper, depois da longa reforma “a sala está pronta para mais 50 anos”. Ripper reconhece que as obras se estenderam por um prazo maior do que o inicialmente previsto. “Percebemos a necessidade de uma intervenção mais profunda. A estrutura toda teve que ser refeita. Não há nenhuma viga que não foi reforçada”, disse.

Segundo ele, a agenda de concertos para 2015 já está praticamente fechada e a casa tem agora com um conselho consultivo de programação, que contempla todas as vertentes que encontram espaço na sala, da “música medieval à contemporânea, passando pela música de câmara e pelojazz”.

Uma outra novidade trazida pela reforma é o café da sala, que vai funcionar independentemente dos horários dos espetáculos. “ Eu quero que o nosso público venha conhecer a nova versão da Sala Cecilia Meireles, agora um lugar para ficar antes, durante e depois dos concertos”, destacou João Guilherme Ripper.

Editor Aécio Amado

Fonte: EBC

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