quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Aos 74 anos, os nordestinos perdem o jornalista potiguar Gildson Oliveira, ganhador do Prêmio Esso

 


Quando decidi começar a estudar a vida e a obra do maior cantor e compositor nordestino, Gonzagão, o primeiro livro que eu li foi “Luiz Gonzaga, o matuto que conquistou o mundo”, de Gildson de Oliveira. A narrativa do jornalista potiguar, radicado no Recife, foi o ponto de partida para que eu buscasse todas as informações disponíveis sobre o Nordestino do Século XX, o Velho Lua

Euriques Carneiro


Na última terça-feira (11), o nordeste deu adeus a Gildson Oliveira, de 74 anos, que na cidade que escolheu para fincar raízes, o Recife. Gildson foi o vencedor do Prêmio Esso Regional (a mais prestigiosa premiação do jornalismo nacional), em 1990, com o especial Luiz Gonzaga, o matuto que conquistou o mundo, publicado no Diário de Pernambuco e no ano seguinte, transformado em livro.

Dedicou toda uma vida profissional ao periódico pernambucano, onde laborou por mais de 30 anos, chegando ao cargo de editor regional. Ainda jovem, iniciou sua carreira no Jornal do Commercio, na década de 60, tendo atuado ainda na Folha de Pernambuco. Suas obras literárias foram os livros ‘Câmara Cascudo, um homem chamado Brasil’, e ‘Frei Damião, o santo das missões’

Mensagem de adeus a Gonzagão

No velório de Luiz Gonzaga, das centenas de coroas de flores que estavam espalhadas na Matriz do Exu, oferecidas por fãs do filho da terra, estava uma do jornalista Gildson Oliveira que deixou a seguinte mensagem: 

“Amado Lula: o silêncio acende a alma… O País canta sua voz… Os pássaros se entristecem com a partida da Asa Branca, mas fica em nossos corações a sua história. E a nossa festa é esta. Quem crê em Cristo, mesmo que esteja morto viverá.”

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