domingo, 30 de novembro de 2014

O rei da ‘congada’, Tião Oleiro, chega aos 100 anos mantendo a tradição



Uma das mais tradicionais manifestações folclóricas do país, a “congada”, tem no centenário Tião Oleiro o seu expoente máximo 

Com cem anos de vida, 80 deles dedicados à Congada, o Mestre Tião Oleiro vem sendo alvo de homenagens desde maio, mês de nascimento do maior divulgador da congada. Uma das principais honrarias foi prestada na Teia Nacional da Diversidade 2014 – 5º Encontro Nacional dos Pontos de Cultura, que foi realizado em Natal.

Tião nasceu em 14 de maio de 1914 e é o criador do Congo de Guerra - manifestação da cultura popular do município de Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte. Ele aprendeu a dançar e cantar o congo ainda menino. Escondido, assistia aos ensaios do Congo de Saia, do qual seu pai, Mestre João José da Rocha, fazia parte.

Com o tempo, foi crescendo o desejo de ter seu próprio grupo e, como já sabia todas as cantorias e danças, resolveu, aos 20 anos, juntar alguns amigos. O nome foi inspirado na Revolução Constitucionalista, também conhecida como a Guerra de São Paulo, que ocorreu na década de 1930.

Na época, a revolução levou muitas pessoas do Nordeste para São Paulo, inclusive alguns amigos de Tião, cuja obra é conhecida no Brasil e em vários países através do programa Toda Beleza, exibido pelo Canal Futura.

Tião também é Patrimônio Vivo do RN, fruto de um projeto que selecionou sete mestres e três grupos folclóricos do estado. Ceará-Mirim foi contemplado com a seleção do Grupo Cabocolinhos e com o Mestre do Congo de Guerra. O grupo resistiu durante esses 80 anos pela perseverança de seus integrantes, que para manter a tradição faziam cotinhas para arcar com os custos das roupas e outros gastos.

Mesmo com 100 anos, ainda conduz gerações por meio da cultura genuinamente popular. Trabalhou a vida inteira no Engenho Guanabara e, para ele, todo o conhecimento de hoje veio de lá. Aprendeu a tocar fole de oito baixos sozinho. Bom de memória e de ouvido incorporou à dramatização do congo, músicas de sua própria autoria. “Da terra e do céu”, conta. O mestre Tião Oleiro acaba de receber do Ministério da Cultura a medalha Ordem do Mérito Cultural em 2014.

Na Broadway, estreia 'A Delicate Balance ", com Glenn Close e John Lithgow



A temporada 2014-15 na Broadway prepara-se para ser tão estrelada como a atual, com Glenn Close agora confirmada para atuar na revival de Rialto "A Delicate Balance", que também vai estrelar John Lithgow, Lindsay Duncan e Martha Plimpton

Aos 67 anos, Close vive a matriarca Agnes ao lado de John Lithgow, de 69 anos, também vencedor do Tony e que interpreta seu marido na peça que estreou na Broadway em 1966 e voltou aos palcos na noite de quinta-feira para uma curta temporada no teatro John Golden.
Após duas décadas de ausência, a atriz Glenn Close, vencedora de três prêmios Tony, o mais importante do teatro norte-americano, voltou à Broadway em uma remontagem de “A Delicate Balance”, peça que rendeu um prêmio Pulitzer ao autor Edward Albee e cuja nova produção despertou reações variadas dos críticos, que a consideraram tanto impactante quanto tediosa.
A produção será a segunda desde Scott Rudin ("A Raisin in the Sun", "O Livro de Mórmon"), que também tem "This Is Our Youth" no elenco, estrelado por Michael Cera e Kieran Culkin. 
Outros grandes nomes durante a temporada Broadway que está vindo incluem Hugh Jackman em "The River", Bradley Cooper em "O Homem Elefante" e Ewan McGregor em "The Real Thing", entre outros títulos.

sábado, 29 de novembro de 2014

Exposição na Biblioteca Universitária da UFMG comemora centenário de Érico Veríssimo


 
No ano em que se relembra os 100 anos de nascimento e 39 da morte de Érico Veríssimo, documentos que registram a trajetória do escritor gaúcho podem ser conferidos em exposição na Biblioteca Universitária da UFMG, no campus Pampulha

Comemorando o centenário do escritor, a exposição reproduz parte do Acervo Literário Érico Veríssimo do Centro de Pesquisas Literárias da PUC-RS. A documentação traz manuscritos, correspondências, publicações e esboços que mostram um pouco da criação de Érico, e sua trajetória.

Nascido em 17 de dezembro de 1905, Érico Veríssimo completaria cem anos. Sua morte ocorreu no dia 28 de novembro de 1975, há 30 anos, portanto. A exposição pode ser vista no terceiro andar da Biblioteca Central até o dia 12 de janeiro.

Vida e obra


Érico Veríssimo nasceu em Cruz Alta, interior do Rio Grande do Sul, e deixou uma significativa produção literária. Foram 39 obras, entre elas livros infantis romances históricos, urbanos e políticos, contos, narrativas de viagem, ensaios e memórias. Entre suas obras mais conhecidas estão a trilogia o Tempo e o Vento - escrita entre 1949 e 1962 - cuja primeira parte, Um certo capitão Rodrigo, é um dos livros do Vestibular da UFMG. A obra recria a fundação do Rio Grande do Sul e seus primórdios.

Em Incidente em Antares, romance transformado em minissérie na TV, com adaptação de Charles Peixoto e Nelson Nadotti, denúncia a fanatização ideológica e defende os direitos humanos. Em 28 de novembro de 1975, não sobrevive a mais um infarto e deixa inacabado Solo de Clarineta, livro de memória que faria parte de mais uma trilogia.

A exposição sobre o centenário de Érico Veríssimo pode ser visitada diariamente, de segunda a sexta-feira, de 8h às 18h, até dia 12 de janeiro de 2015. Mais informações sobre o centenário de Érico Veríssimo na Internet.

Fonte: UFMG

Eliminatória do Concurso Internacional de Piano reabre Sala Cecília Meireles





Há quatro anos e meio fechada para obras de reforma que custaram R$ 47,5 milhões, a Sala Cecilia Meireles, tradicional espaço dedicado à música de concerto no Rio de Janeiro, reabriu as portas na tarde de ontem (28), em uma espécie de pré-inauguração


A segunda eliminatória será também na Sala Cecília Meireles, amanhã (29), às 15h, assim como as semifinais na segunda-feira (1º) e na terça (2), no mesmo horário. O concurso foi aberto na noite de quinta-feira (27), no Theatro Municipal, com um concerto da Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), regida pelo maestro Roberto Tibiriçá, tendo como solista o pianista Nelson Freire.O retorno da sala ao circuito musical da cidade se deu com a primeira das provas eliminatórias da quarta edição do Concurso Internacional BNDES de Piano do Rio de Janeiro, reunindo 27 competidores de 11 países, todos entre 20 e 29 anos de idade.

O encerramento será no próximo dia 7, na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, com um recital dos vencedores. Todos os eventos do concurso são com entrada franca e os ingressos distribuídos ao público duas horas antes de cada espetáculo.

“A edição 2014 comprova a visibilidade internacional do concurso, o único do Brasil certificado pela World Federation of International Music Competitions”, destaca a diretora Lilian Barretto. Também pianista, ela foi a criadora do concurso que conta com o patrocínio do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e distribui R$ 223 mil em prêmios.

A reabertura oficial da Sala Cecilia Meireles, vinculada à Secretaria Estadual de Cultura, será no dia 11 de dezembro, marcando o início das comemorações do cinquentenário do espaço cultural. Inaugurada em dezembro de 1965, ano em que a cidade do Rio de Janeiro comemorava seu quarto centenário, a sala funciona em um prédio no Largo da Lapa construído para ser um hotel e que depois abrigou um cinema.

O concerto inaugural teve textos da poeta Cecília Meireles, que deu nome à casa de espetáculos, declamados por sua filha, a atriz Maria Fernanda, e um concerto da Orquestra do Theatro Municipal, tendo no programa as Bachianas Brasileiras nº 5, de Heitor Villa-Lobos.

De acordo com o diretor da casa, João Guilherme Ripper, depois da longa reforma “a sala está pronta para mais 50 anos”. Ripper reconhece que as obras se estenderam por um prazo maior do que o inicialmente previsto. “Percebemos a necessidade de uma intervenção mais profunda. A estrutura toda teve que ser refeita. Não há nenhuma viga que não foi reforçada”, disse.

Segundo ele, a agenda de concertos para 2015 já está praticamente fechada e a casa tem agora com um conselho consultivo de programação, que contempla todas as vertentes que encontram espaço na sala, da “música medieval à contemporânea, passando pela música de câmara e pelojazz”.

Uma outra novidade trazida pela reforma é o café da sala, que vai funcionar independentemente dos horários dos espetáculos. “ Eu quero que o nosso público venha conhecer a nova versão da Sala Cecilia Meireles, agora um lugar para ficar antes, durante e depois dos concertos”, destacou João Guilherme Ripper.

Editor Aécio Amado

Fonte: EBC

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Poesia marginal inspira performances teatrais na Casa França-Brasil





Idealizado pela diretora de cinema e teatro Christiane Jatahy, a convite da Casa França-Brasil, o projeto In Drama tem apresentado, a cada ano, intervenções artísticas inspiradas na literatura e em sintonia com as exposições em cartaz no espaço cultural


A performance que abre o evento, do coletivo Pequena Orquestra, terá mais duas apresentações, amanhã (28) e sábado (29), em sinergia com a exposição Histórias Frias e Chapa Quente, da dupla de artistas plásticos Dias&Riedweg, em cartaz na Casa França-Brasil até domingo (30). As obras que integram a mostra relatam a influência dos tempos da guerra fria no contexto cultural e político de hoje. Desde ontem (27), 
a terceira edição do projeto traz ao público criações inéditas de artistas do teatro e da dança baseadas na antologia 26 poetas hoje, organizada pela professora Heloisa Buarque de Hollanda e lançada em 1975, reunindo a poesia marginal que rompeu com os ícones literários da época, em que o país vivia sob a ditadura militar.

Também conhecidos como Geração Mimeógrafo”, porque seus poemas eram difundidos de forma artesanal e circulavam para um público restrito, os poetas reunidos na antologia dos anos 1970 hoje são referência na literatura brasileira. Entre outros nomes, integram a lista dos 26 poetas o hoje acadêmico Antonio Carlos Secchin, Francisco Alvim, Chacal, Geraldo Carneiro, Roberto Piva, Roberto Schwarcz, José Carlos Capinam e os já falecidos Torquato Neto, Ana Cristina César, Cacaso e Waly Salomão.

“Quando fomos chamados para fazer parte do In Drama, decidimos não partir para uma reprodução ou leitura cênica das obras apresentadas como base da criação. Por isso, criamos uma obra nova, que comporta conceitos de nossos trabalhos anteriores”, explica o ator Michel Blois, um dos integrantes do Pequena Orquestra.

O resultado é a performance Moradores da Cidade Vazia, em que três personagens – um poeta, um policial e uma velha – decidem permanecer em um Rio de Janeiro despovoado. Com seis anos de atuação na cena teatral carioca, o grupo atualmente é responsável pela ocupação do Teatro Ipanema, na zona sul da cidade.

As apresentações seguintes do In Drama III, também inspiradas na antologia poética, a cargo dos coreógrafos Marcelo Evelin (Demolition Inc.) e Cristian Duarte (Projeto Lote#) serão, respectivamente, nos dias 18, 19 e 20 dezembro, e 22, 23 e 24 de janeiro de 2015. As performances serão inéditas e integradas à exposição Cirandar Todos, do artista plástico José Damasceno, que estará em cartaz nesses dois meses no centro cultural.


Na primeira edição, o In Drama ocupou a Casa França-Brasil de novembro de 2011 a fevereiro de 2012 com performances de seis artistas inspiradas em diferentes peças de Nelson Rodrigues. Já na segunda edição, em 2013, a segunda etapa do projeto abriu espaço para criações baseadas nas crônicas de A Descoberta do Mundo, de Clarice Lispector.

O prédio que desde 1990 abriga a Casa França-Brasil, em estilo neoclássico, foi projetado pelo arquiteto Grandjean deMontigny, integrante da missão artística francesa trazida ao país por dom João VI. Abrigou a primeira praça de comércio da cidade e mais tarde a Alfândega e um tribunal. Em 1938, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A recuperação do prédio e sua transformação em espaço vinculado à relação cultural entre o Brasil e a França se deu por iniciativa do antropólogo Darcy Ribeiro, na época secretário estadual de Cultura do Rio.

As performances do In Drama III serão apresentadas sempre às 19h, com entrada franca e distribuição de senhas uma hora antes. A Casa França-Brasil fica na Rua Visconde de Itaboraí, 78, no centro do Rio.

Fonte: EBC

A língua é a mesma, mas o modo de falar e os regionalismos distinguem português brasileiro do africano




Camba? Kumbu? Kota? A maioria dos brasileiros certamente não sabem, mas essas são palavras da língua portuguesa que se fala em Angola, país da costa sudoeste da África colonizado por portugueses

Esses são termos usados para designar, respectivamente, “amigo”, “dinheiro” e “pessoa mais velha e respeitável”, e são uma pequena amostra de como a língua portuguesa tem variações que podem torná-la incompreensível até mesmo para seus falantes.

Há também casos de palavras que existem no português brasileiro e que podem gerar confusão em uma conversa com um angolano. “Geleira”, por exemplo, que no Brasil significa uma grande massa de gelo formada em lugares frios, em Angola, significa “geladeira”.

Angola é apenas um dos oito países de língua portuguesa espalhados pelo globo. Além do Brasil, de Portugal e de Angola, o português é a língua nacional de Cabo Verde, da Guiné-Bissau, de Moçambique, São Tomé e Príncipe e do Timor Leste, localizado no arquipélago indonésio, entre a Ásia e a Oceania.

Cada lugar tem um falar distinto, que torna o português, assim como outras línguas globais, um idioma rico e diversificado. Em alguns países, o português apresenta variações de sotaque e vocabulário, como é o caso das diferenças na forma de se expressar dos falantes do Nordeste, Sul e Sudeste do país.

O escritor e linguista Marcos Bagno, professor do Instituto de Letras da Universidade de Brasília (UnB), explica que a língua portuguesa foi levada para vários lugares do mundo por meio das conquistas marítimas de Portugal. Aos poucos, essa língua foi assumindo características próprias em cada comunidade.

“O que ainda nos mantém mais ou menos em contato fácil é a língua escrita formal, que é mais conservadora e tenta neutralizar as diferenças entre os modos de falar característicos de cada país”, destacou. “Faço parte de um grupo cada vez maior de pesquisadores que afirmam que, sim, o português brasileiro é uma língua diferente do português europeu, depois de mais de 500 anos de divergência.”

Recentemente, houve um movimento da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para aproximar a escrita desses países. O resultado foi a assinatura de um acordo internacional para a implantação de uma ortografia unificada. Todos os oito países assinaram e sete deles já ratificaram o documento. Apenas em Angola, o acordo encontra barreiras políticas.


Segundo o professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Gilvan Müller, que foi diretor executivo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa da CPLP por quatro anos (entre 2010 e 2014), o acordo ortográfico, o aumento do fluxo de pessoas entre esses países e a expansão do sistema educacional dos países da África e do Timor Leste deverão ajudar no crescimento do número de falantes.

“Nesses países, uma parte muito grande da população não é falante do português. Eles falam outras línguas. Em Moçambique hoje, 50% da população não falam português. O português passa por um período de crescimento importante, porque finalmente esses países terminaram suas guerras civis, o sistema de ensino foi reestruturado e também os meios de comunicação. Pela previsão das Nações Unidas, todos os cidadãos falarão português nesses países a partir de 2050”, disse Müller.

O filólogo e acadêmico brasileiro Evanildo Bechara acredita que o português caminha para uma unificação escrita, mas que as formas de falar serão mais variadas no futuro. “Uma língua é uma multiplicidade de falares. A língua nunca é uniforme. Os países africanos ficaram independentes de Portugal apenas recentemente, por isso eles ainda falam como os portugueses. Mas a tendência é que, com o afastamento, cada um vivendo a sua cultura, vão nascer diferenças que não havia quando eles estavam sob a tutela portuguesa”, avaliou.

Para Bagno, o caminho inevitável é que o português falado nos diferentes países se diferencie cada vez mais. “Assim aconteceu com o latim, que se transformou nas diversas línguas românicas que existem hoje”, concluiu.

Desde o início do mês, a TV Brasil transmite, às 23h, a novela Windeck – Todos os Tons de Angola. A trama, ambientada em Luanda, é centrada nos bastidores da redação de uma revista chamada Divo. A novela é transmitida com áudio original, ou seja, os atores falam português de Angola. Com 140 capítulos, Windeck foi a primeira novela a ser produzida no país africano. A exibição, pela TV Brasil, recebe o apoio da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República.

Fonte: EBC

Anunciado o leilão de aquarela original de "O Pequeno Príncipe", com expectativa de arrecadação entre 400 mil e 500 mil euros





O único livro infantil de Antoine de Saint-Exupéry acabou virando uma das obras mais amadas de todos os tempos. O que poucos sabem é que o escritor deu vida à história não em Paris, mas em Nova York, aonde chegou em 1940, após a invasão nazista na França


Uma das ilustrações do original da famosa obra 'O Pequeno Príncipe', do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, irá a leilão no dia 9 de dezembro, em Paris, conforme anuncio da casa de leilão Artcurial. O desenho, - o primeiro de uma série, - utilizado para ilustrar a edição original do livro está estimado entre 400 mil e 500 mil euros e pode compor o acervo de endinheirados em qualquer canto do planeta.

Realizado em tinta aquarela e com medida de 21,2 x 23,9 cm, leva a assinatura do autor e está reproduzido na página 17 da publicação original. A aquarela representa o personagem do astrônomo turco que descobre o asteroide B 612, o planeta do Pequeno Príncipe, apontando com o dedo para uma série de fórmulas matemáticas.

O livro foi publicado em 1943 na cidade de Nova York, onde o manuscrito e outros desejos originais da obra ainda são conservados, na biblioteca Morgan. O escritor e piloto faleceu em 1944 sob circunstâncias que até hoje não foram esclarecidas.

Alguns desenhos que serviram para produzir a primeira edição foram levados à França por sua viúva Consuelo, nascida em El Salvador.

“O Pequeno Príncipe”

Em abril de 1943, logo após o livro ser publicado, Saint-Exupéry enfiou os manuscritos e desenhos de O Pequeno Príncipe em um saco de papel marrom e os entregou a sua amiga Silvia Hamilton. "Eu gostaria de lhe dar algo esplêndido", disse a ela, "mas isso é tudo o que tenho". Ele tinha 44 anos quando morreu durante uma missão militar.

O Pequeno Príncipe não foi publicado na França, terra natal do autor, até dois anos após a sua morte. Mesmo nos Estados Unidos, o sucesso inicialmente foi apenas moderado. Em 1968, The Morgan Library, em Nova York, adquiriu os manuscritos. Uma recente exposição explorou o processo criativo de Saint-Exupéry por meio dos escritos que excluiu da versão final — o original tem quase o dobro do tamanho livro publicado.


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

O astro do pop Prince retira-se das redes sociais e, até a tarde desta quarta-feira (26/11), serviço de música streaming Spotify era a única conta ativa do cantor





Cantor famoso pelos gestos excêntricos, encerrou as contas nas redes sociais, retirou as músicas da página do Soundcloud e deixou apenas três vídeos no YouTube. Tudo isso depois de apenas um ano da sua estreia nas redes sociais


No início da semana, as páginas de Facebook e Twitter acabaram e ontem, 25, foi a vez do Instagram de Prince terminar, segundo o The Guardian. Mas Prince não ficou por aqui. As músicas foram retiradas no Soundcloud e no You Tube, na conta do Vevo, sobram apenas três vídeos: uma entrevista e duas versões do tema 'Breakfast Can Wait'. 
A relação com a internet nunca foi fácil, tendo o cantor chegado a dizer, em 2010, que "a internet está completamente acabada". No entanto, acabou por ter conta nas redes Facebook, Twitter e Instagram. Em outubro, até foi promovido uma sessão de perguntas e respostas, mas Prince apenas respondeu a uma questão.

Segundo o jornal britânico os representantes do cantor norte-americano não deram qualquer explicação para o súbito desaparecimento da internet do autor de temas de sucesso como 'Purple Rain' ou 'Cream'.

Atitudes polemicas
Os músicos costumam usar as redes sociais para divulgar seu trabalho, mas o "Kid de Minneapolis" sempre se mostrou cético sobre a contribuição do Twitter e do Facebook e não oculta seu desprezo pela indústria fonográfica.

Em 1992, o cantor assinou com a Warner Bros, mas rompeu o contrato anos mais tarde, aborrecido com a forma com que se sentiu tratado pelo selo.

No entanto, este anos, voltou a assinar com a mesma gravadora para lançar suas mais recentes produções, "Art Official Age" e "Plectrumelectrum".

O Oscar do cinema independente, Spirit Awards, terá em 2015 dois brasileiros na lista de concorrentes



Mauricio Zacharias (O Amor é Estranho) concorre com os autores do novo filme de Tim Burton pelo título de melhor roteiro. Já Juliano Salgado disputa o prêmio de documentário por O Sal da Terra. Birdman tem o maior número de indicações: seis

O brasileiro Mauricio Zacharias concorre ao Spirit Awards 2015 na categoria de melhor roteiro, pelo filme O Amor É Estranho. Responsável pelo texto de produções como Madame Satã, O Céu de Suely (ambos dirigidos por Karim Ainouz) e Deixe a Luz Acesa (em parceria com Ira Sachs, também co-autor de Love is Strage, no original), ele terá como concorrentes os experientes Jim Jarmusch (Amantes Eternos), Dan Gilroy (O Abutre), os autores do novo filme de Tim Burton, Grandes Olhos, Scott Alexander e Larry Karaszewski, e J. C. Chandor (por A Most Violent Year).

Aclamado pela crítica norte-americana, O Amor É Estranho também concorre como melhor filme, ator (John Lithgow) e ator coadjuvante (Alfred Molina). No longa, exibido no último Festival do Rio, os dois vivem um casal. Ao resolver oficializar a união de mais de 40 anos, George (Molina) é demitido da escola onde leciona e os dois entram em crise.

Juliano Salgado co-dirigiu com o cultuado cineasta Wim Wenders o documentário O Sal da Terra, sobre o pai, o renomado fotógrafo Sebastião Salgado. O filme recebeu o Prêmio Especial na mostra "Un Certain Regard" no último Festival de Cannes, onde estreou, e foi escolhido como o filme de abertura do Festival do Rio 2014.

Birdman é o líder
Cena de " O Amor É Estranho"
O maior número de indicações foi para a comédia dramática de Alejandro González Iñárritu(Babel) Birdman: seis. Além de melhor filme e diretor, a produção concorre nas categorias de ator (Michael Keaton), atriz coadjuvante (Emma Stone), ator coadjuvante (Edward Norton) e fotografia (Emmanuel Lubezki).

Boyhood – Da Infância à Juventude; O Abutre, suspense protagonizado por Jake Gyllenhaal; e a cinebiografia do pastor e ativista Martin Luther King, chamada Selma (nome de uma das cidades-chave das manifestações), não fizeram feio e ficaram com cinco indicações cada.

Maior premiação do cinema independente norte-americano, a 30ª edição do Spirit Awards acontecerá no dia 21 de fevereiro - exatamente na véspera do Oscar.

Fonte: Adoro Cinema

A Nederlander Worldwide Entertainment vai encenar o musical RENT em Cuba





De acordo com o The New York Times , o Nederlander Worldwide Entertainment anunciou que o musical RENT estará fazendo sua estreia em solo cubano, já no próximo mês de dezembro, quebrando um hiato de mais de 50 anos sem um espetáculo da Broadway na ilha de Fidel


A produção original de Rent aberto no Nederlander Theatre da Broadway, em 29 de abril de 1996, na sequência de um processo de tomada de história, sendo estendido para o New York Theatre Oficina do off-Broadway. O musical passou a ganhar vários prêmios de melhor musical, incluindo o Tony Award, de Nova York Drama Critics Círculo Award, prêmio Drama Desk e Outer Critics Circle Award. Dirigido por Andy Senor, Jr. , que atuou em RENT na Broadway, o show está programado para estrear na véspera de Natal no Bertolt Brecht Theater, para uma temporada prevista de três meses.

Além disso, RENT é um dos oito musicais para ganhar o Prêmio Pulitzer de drama. Ao todo, Rent ganhou quatro prêmios Tony, seis Secretária Prêmios Drama, dois prêmios Mundial do Teatro, e Obie Awards por seu criador, diretor e elenco inteiro.

A produção original encerrada em 7 de setembro de 2008 utilizou 5.124 performances e 16 previews. Rent é o nono show mais antigo na história da Broadway. Temporadas de Rent cruzaram o país quase continuamente desde o final de 1996, incluindo uma turnê de sucesso estrelado por membros do elenco original Adam Pascal e Anthony Rapp, em 2009.

Anos de negociação


A presença de RENT em Cuba só foi possível após anos e anos de tentativas e negociações entre o grupo de entretenimento Nederlander e o governo cubano. A produção é dividida entre o Nederlander e o Conselho Nacional de Artes Cênicas de Cuba no Teatro Bertolt Brecht, de Havana, com uma companhia de 15 atores cubanos.

Um diferencial na turnê de RENT em Cuba é o fato de a produção ter uma base na arte, já que a montagem com fins lucrativos, com ingressos a preços simbólicos e que sequer são suficientes para cobrir os custos. Tudo em nome da arte e da abertura do governo cubano para espetáculos produzidos nos EUA.

Inovação em exposição nos EUA: os visitantes se sentem em pleno front da Segunda Guerra Mundial




A Segunda Guerra Mundial foi a maior batalha que o mundo já viu. Em seus seis anos de duração (1939 a 1945), envolveu 72 países e mais de 100 milhões de soldados, destruindo muitas cidades e causando a morte de milhões de pessoas


Muitos dizem que o culpado pela guerra foi o alemão Adolf Hitler. Tido como louco por uns, como monstro por outros, Hitler era líder do partido nazista, que dizia que só o povo alemão era bom e considerava todos os outros povos inferiores. Mas achar que só Hitler foi responsável por tudo que ocorreu é simplificar a história.

Na verdade, a guerra foi resultado de uma crise que vários países do mundo enfrentavam desde 1930. Para superar a pobreza e o desemprego, alguns desses países — a Alemanha, o Japão e a Itália — procuraram conquistar riquezas e terras de povos vizinhos. Assim, começaram a invadir e atacar diversas regiões, até que, no dia 1o de setembro de 1939, quando a Alemanha ocupou a Polônia, estourou a guerra. Durante o conflito, esses três países se aliaram, formando o grupo conhecido como Eixo.

Exposição detalhista

Para colocar o público em contato com esta parte sangrenta da história, 'A estrada para Berlim', que será aberta em dezembro em Nova Orleans, busca mostrar o significado da guerra às novas gerações. Com foco especial no público jovem, a missão do Museu Nacional da Segunda Guerra Mundial, sediado em Nova Orleans, é ilustrar o propósito, a execução e o significado duradouro da guerra global encerrada em 1945.

A mostra é a primeira de duas exposições planejadas para o amplo complexo do pavilhão “Campanhas da Coragem”. O evento “A Estrada para Tóquio” deve estrear em 2015.

O início da exibição é marcado por um cômodo montado para se parecer com uma cabana do norte da África e explica por que os Estados Unidos, depois de serem atacados pelo Japão na base de Pearl Harbor, no Havaí, começaram seu esforço de guerra não no oceano Pacífico, mas combatendo os nazistas no norte africano, uma campanha bem mais fácil de ser vencida.

A mostra disponibiliza ainda oito salas repletas de filmagens imitando o noticiário da época. Em outro setor, objetos do período, como uma peça de artilharia Howitzer e vestuários de inverno dos soldados alemães e norte-americanos, e plataformas interativas que permitem aos visitantes acompanhar a história de um soldado ou civil em particular de múltiplos pontos de vista durante a guerra.

Finalizando no que foi concebido para ser um retrato fiel de uma cidade alemã devastada por bombardeios, a intenção dos idealizadores não é de satanizar ou minimizar a vasta escala da destruição que a guerra causou, mas mostrar ao mundo que um novo evento da espécie pode significar o fim da raça humana no planeta.

Hoje é o último dia do Festival de Arte e Cultura da Diversidade, no Rio de Janeiro

Em parceria com a Superintendência de Saúde Mental, da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-RJ), e Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Instituto de Psiquiatria da UFRJ abriu na última segunda (24) a quinta edição do Festival de Arte e Cultura da Diversidade

O evento ocorre no Colégio Brasileiro de Altos Estudos da UFRJ (CBAE), na Urca, zona sul da cidade, até hoje, 26, incluindo atividades artísticas e culturais e debates sobre diversidades cultural, social e racial.

O festival é o prosseguimento do trabalho em conjunto com o Hip Hop é Redução de Danos, atualmente em sua quarta edição. Ele objetiva debater temas considerados importantes para saúde mental, entre eles autonomia, direitos e acessibilidade, conforme informou a psicóloga Carmen Lúcia Feitosa, articuladora de Saúde Mental da Coordenação de Área Programática da Zona Sul (Cap2.1), ligada à Secretaria Municipal de Saúde.

A programação é diversificada. Pela manhã, ocorreu a oficina de arte ‘Com o que sonham as crianças?’, coordenada pelos centros de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil, da Rede de Saúde Mental. Entre outras atividades, inicialmente houve debates sobre cultura, direitos e autonomia, além da apresentação de atores com síndrome de Down.

Ontem (25), foi a vez do show da Banda Harmonia Enlouquece e dos blocos carnavalescos Tá Pirando, Pirado, Pirou e Loucura Suburbana e ainda adaptação do texto O inspetor-geral, de Nicolai Gogol, pelo grupo de teatro do Instituto Benjamin Constant. Outras atrações incluem rodas de capoeira e samba, musicais, poesia, debates sobre educação, direitos, geração de renda e acessibilidade.

Na manhã de hoje, ocorrerá uma oficina de grafitagem. Paralelamente, haverá o lançamento do Manual de Direitos e Deveres dos Usuários e Familiares em Saúde Mental e Drogas.

Carmen Lúcia Feitosa adiantou que, das mesas de debates, sairão documentos que contribuirão para aperfeiçoar o trabalho dos serviços de saúde. “A ideia é que tenhamos cada vez mais recursos e ações voltados para o público que queremos incluir em nossos serviços. Em cada unidade de saúde, pensamos ter esse trabalho de forma integral”, acrescentou.

O público preferencial das discussões são pacientes de saúde mental e do Programa de Redução de Danos, que engloba dependentes de drogas, pessoas hipertensas e diabéticas e as que tenham desenvolvido síndromes como hipertensão e pânico.


Fonte: EBC

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

“Pititiu”: mais um baiano que trilha o caminho da boa música

Pititiu e Asa Filho, no Palco do Cidade da Cultura

Nascido Ademicio Portela de Miranda, ele é conhecido no meio musical e por seu público apenas como PITITIU, esse filho de Oliveira dos Brejinhos é radicado em Feira de Santana desde o início dos anos 90. Chegado a um forró pé de serra, ele mostra a sua arte em Feira de Santana e região, sempre focado na música regional e de raiz

Intérprete de voz marcante, compositor e instrumentista, versado no violão, iniciou sua carreira em 1986 em bandas com objetivo de fazer bailes, pois sempre teve uma influência bastante aberta sobre a música. Pititiu afirma que teve uma formação bastante eclética e que sofreu influência musical de várias vertentes, até por ter vivido sua adolescência em uma época de muita efervescência criativa na música brasileira.

Quando jovem, tocava nos meios de comunicação, do rock, ao iê iê, iê, a bossa nova, a música regional, a tropicália, tudo isso somado a influência internacional da época. Pititiu, decidiu trilhar o próprio caminho após participar de várias bandas famosas do interior da Bahia como "Flor de Cactos", "Mach Five", Export Press", entre outras. Atualmente, canta acompanhado da Banda que realiza um trabalho harmônico com o seu e que ganhou o nome "Tropa de Xote", fazendo um trocadilho com o famoso batalhão da polícia, mas deixando claro a vocação do grupo e o seu apego à música do Nordeste;

No palco da “Cidade da Cultura”

Pititiu é presença constante no palco de um dos melhores espaços artísticos de Feira de Santana, o “Cidade da Cultura”, casa de shows brilhantemente pilotada por Asa Filho, também grande músico, agitador cultural e contador de ‘causos’. Numa das apresentações de Pititiu na "Cidade da Cultura", Asa Filho o anunciou de forma poética: "O pássaro que canta, Pititiu, volta ao nosso palco neste sábado, cantando e declamando lamentos sertanejos e de sua vivência em Oliveira dos Brejinhos."

Pititiu já gravou alguns Cds e, como todos os artistas, busca o reconhecimento do seu trabalho, mas sempre respeitando as suas origens e sem fazer concessões a estilos de gosto duvidoso que busca apenas estar na mídia, mas sem agregar valor à cultura. O “pássaro que canta” busca o seu lugar ao sol a partir de um trabalho autêntico, como é identificado pelos seus pares. Participou de vários festivais, sempre ficando entre os finalistas, em dois festivais "Vozes da Terra" e no Festival de MPB de Ibotirama, foi agraciado como melhor intérprete.

Voltando ao palco da Cidade da Cultura no último sábado, 22, ele se fez acompanhar da sua banda, - destaque para o excelente sanfoneiro, Kikito, - onde dedilhou o melhor de Luiz Gonzaga, Petrúcio Amorim e Flávio José. Durante a sua apresentação, ele arrancou aplausos dos presentes ao interpretar de forma magistral uma das mais belas canções de Jurandy da Feira, “Terra, Vida e Esperança”, que fez enorme sucesso na voz de Gonzagão.

Esse é o Pititiu: uma figura simples, afável, sem estrelismos e bem típica do povo ‘camaradeiro’ do Nordeste. Sucesso, Pititiu!
Fotos e texto: Euriques Carneiro

domingo, 23 de novembro de 2014

Decorridos 50 anos do surgimento dos garotos de Liverpool, o grupo ainda influencia o comportamental das pessoas e já inspira a primeira Mestra em Beatles



Dezembro de 1963. Chega às lojas o compacto simples 'Please Please Me/From Me To You'  e foi essa música que despertou a curiosidade dos ouvintes porque era diferente e não se encaixava no contexto da época, realçada pelo fato dos compositores serem eles mesmos, aqueles tais de Lennon-McCartney, dois dos integrantes da banda
Estava claro que tinha uma sonoridade peculiar. A partir daí tudo começou a mudar. Mas foi I Want to Hold Your Hand que causou furor ao redor do mundo gerando a grande paixão, que se mantém até hoje, mais de meio século depois.

Ultrapassar a barreira do tempo e do espaço pode estar entre os grandes desafios da humanidade. Mas não para aquela que é considerada por muitos a maior banda de todos os tempos: os Beatles. Com 13 discos de estúdios lançados ao longo de oito anos – há mais de 50 anos – John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr são até os dias atuais fonte de influência musical e comportamental para todas as gerações, nos quatro cantos do mundo. 

“Os Beatles não são apenas atuais. Em termos musicais, eles são eternos”, resume o professor do Departamento de Música da Universidade de Brasília, Sérgio Nogueira – há tempos um estudioso do quarteto de Liverpool. “E, na medida em que foram ultrapassando fronteiras, caindo como bomba nos EUA e invadindo tanto o Ocidente como o Oriente, obtiveram, como polemizou Lennon, uma popularidade maior que a de Jesus”, acrescentou. 

De acordo com a professora de Teoria e Tecnologia da Comunicação da Universidade Católica de Brasília, Rafiza Varão, além de ser a primeira banda cujo sucesso atingiu proporções mundiais, os Beatles estão entre os primeiros músicos responsáveis por fazer com que o culto às personalidades passasse a permear o imaginário do público, utilizando os meios de comunicação como poderosos aliados.

Tese de mestrado

Mary-Lu Zahalan-Kennedy, uma canadiana de Oakville, ex-candidata a Miss Canadá e aos prêmios Juno de música, tornou-se a primeira pessoa a obter um mestrado em Beatles, conferido pela Hope University de Liverpool, terra natal daquela que é uma das mais famosas e influentes bandas musicais de todos os tempos.

Mary-Lu Zahalan-Kennedy faz parte dos 12 alunos admitidos no primeiro mestrado em "The Beatles, Música Popular e Sociedade", que a Universidade criou em 2009. Mary-Lu tem 53 anos e, segundo o jornal britânico Metro, foi das primeiras pessoas a inscrever-se no curso e também a primeira a concluí-lo oficialmente.

A agora mestre em Beatles disse ao mesmo jornal estar "muito orgulhosa" por ter terminado o mestrado: "O curso foi um desafio, foi agradável e proporcionou-me um grande conhecimento do impacto que os Beatles tiveram e ainda têm hoje em dia, em todos os aspectos da vida", explicou.

Além de promover a análise das composições da banda, o mestrado aborda a influência dos Beatles na música popular e na história e cultura ocidentais.

Referência: EBC

Centenário da morte de Augusto dos Anjos é mote para exposição em São Paulo



O paraibano Augusto dos Anjos é tido como o herdeiro brasileiro da poesia do horror já que nos seus versos pode-se constatar o paradoxo da coragem e da esperança
Augusto dos Anjos colocou seu nome na história da literatura brasileira como o poeta crítico das agruras da existência humana. É fato que muitos outros artistas também usaram do verso para expressar um tom criticante da realidade nacional (Castro Alves, por exemplo). Mas o que torna a obra de Augusto dos Anjos tão relevante é a maneira peculiar com que se manifesta sua genialidade. Nos seus poemas, encontramo-nos constantemente diante de um artista que não teme adentrar o abjeto, o vil, o ignóbil do humano.

Agora, quando se celebra os cem anos da morte de Augusto dos Anjos motivam Exposição Esdrúxulo! na Casa das Rosas, na Avenida Paulista, região central da capital. O poeta nascido na Paraíba, morreu com apenas 30 anos em Minas Gerais em 1914. O único livro, de composições de tom pessimista, teve como inspiração a própria vida, como sugere o título: Eu. Somente a Ingratidão — esta pantera — Foi tua companheira inseparável! , diz um dos versos mais famosos do autor.

Por isso, a vida do poeta é o tema do primeiro dos cinco eixos que formam a exposição. Uma vida muito curta e sofrida, enfatiza o curador Júlio Mendonça. Nessa parte, o visitante poderá ver reproduções de documentos que marcam momentos importantes da trajetória do poeta. A partir daí, a obra do poeta é apresentada em 23 poemas. “Os mais marcantes, representativos da poesia dele”, explica o curador.

A morte é o segundo eixo da exposição. “Agora, sim! Vamos morrer reunidos”, escreveu o autor no verso inicial de Vozes da Morte. A consciência da finitude e as referências diretas a morte são constantes na obra do poeta. “Já o verme — este operário das ruínas —“, diz um verso de Psicologia de um vencido, “há-de deixar-me apenas os cabelos, na frialdade inorgânica da terra!” fecha o poema que traz outras característica de sua obra: a escatologia. O tema também integra uma ala a parte da mostra.

É explorada ainda a relação da obra do poeta com a ciência. “Vive em contubérnio com a bactéria, livre das roupas do antropomorfismo”, refletia o autor em o Deus-Verme. O uso de termos científicos, especialmente da biologia foi outro traço do escritor. Mendonça explica que nisso o poeta antecipava tendências na arte. “Uma das coisas que principalmente dos anos 1960 para cá foi se tornando mais clara é que o poeta antecipou certos elementos da poesia moderna, que os modernistas iriam criar a partir de 1922”, ressaltou o curador.

Ao final, um espaço cênico brinca com a popularidade do artista que no início do século 20, quando ainda estava vivo, era visto como excêntrico. “Muito lido e apreciado por pessoas do país inteiro. Seu único livro teve muitas edições. E muita gente se recorda de certos versos dele muito claramente, tem gravado na memória alguns versos que ficaram muito famosos”, comenta

O poeta de necrotério

Augusto dos Anjos foi um poeta singular. Baudelairiano de primeira linha, ele produziu aqueles poemas longos, cheios de um materialismo brutal e pessimista. O tema geral é a morte. Para o gosto atual, são versos cansativos, fora de propósito. Mas dos Anjos impressiona. As quadras iniciais do célebre "As Cismas do Destino", um poema gigante, com exatas 105 estrofes, traz um grande enigma. Para quem não sabe, a casa do Agra, que abre o poema, tem tudo a ver com o clima: é o necrotério.

Morto aos 30 anos, Augusto dos Anjos não gozou em vida de nenhum reconhecimento público. Segundo Otto Maria Carpeaux, a notoriedade póstuma do poeta lhe foi garantida por leitores populares. Diz Carpeaux: "A abundância de estranhas expressões científicas e de palavras esquisitas em seus versos atraiu os leitores semicultos que não compreenderam nada de sua poesia e ficavam, no entanto, fascinados pelas metáforas de decomposição em seus versos assim como estavam em decomposição suas vidas." Por causa disso, conclui, dos Anjos é um dos poetas mais lidos do Brasil.

sábado, 22 de novembro de 2014

Vinte anos após o seu lançamento, elenco de 'Um Sonho de Liberdade' se reúne para assistir ao lendário filme




Os atores e equipe de produção se reuniram para assistir ao premiadíssimo filme, indicado a 7 Oscars e que estreou há 20 anos alcançando grande sucesso


Para celebrar a estreia do filme, os atores e a equipe de produção se reuniram no Samuel Goldwyn Theater em Beverlly Hills para assistir ao filme e lembrar de momentos da gravação.
 

De acordo com o The Hollywood Repórter, Morgan Freeman (indicado a Oscar de melhor ator pelo filme) contou que aceitou o papel sem saber qual seria seu personagem. Lançado em 1994, o filme conta a história de Andy (Tim Robbins) que é acusado pela morte de sua mulher e do amante dela.

Revelando detalhes curiosos do filme, Tim Robbins contou que a cena em que seu personagem escapa da prisão e cai direto no esgoto foi realmente gravada com cocô, só que de vaca.

O filme

Em 1946, Andy Dufresne (Tim Robbins), um jovem e bem sucedido banqueiro, tem a sua vida radicalmente modificada ao ser condenado por um crime que nunca cometeu, o homicídio de sua esposa e do amante dela. Ele é mandado para uma prisão que é o pesadelo de qualquer detento, a Penitenciária Estadual de Shawshank, no Maine. Lá ele irá cumprir a pena perpétua. Andy logo será apresentado a Warden Norton (Bob Gunton), o corrupto e cruel agente penitenciário, que usa a Bíblia como arma de controle e ao Capitão Byron Hadley (Clancy Brown) que trata os internos como animais. Andy faz amizade com Ellis Boyd Redding (Morgan Freeman), um prisioneiro que cumpre pena há 20 anos e controla o mercado negro da instituição.

Dirigido com competência por Frank Darabont, “Um Sonho de Liberdade” prende a atenção do espectador desde seus primeiros minutos, quando acompanhamos o julgamento de Andy ao mesmo tempo em que vemos os momentos prévios ao crime. Acertadamente, por um bom tempo a narrativa não esclarece se ele de fato matou ou não a esposa e o amante, encerrando o flashback segundos depois de ele descer do carro. Por isso, e também pelo jeito reservado de Andy, carregamos esta dúvida até o momento em que Tommy (Gil Bellows) conta a história verdadeira, já próximo ao terceiro ato. 

Ainda assim, criamos empatia pelo personagem, talvez pelo seu comportamento na prisão, por ele ser perseguido inicialmente e, principalmente, pela empatia com Red. Aliás, é curioso notar como quando “Um Sonho de Liberdade” tem início e vemos Andy indo para a prisão, mantemos uma pequena esperança de que ele seja inocente e consiga sair de lá. Mas, com o passar do tempo, passamos a desistir desta ideia, até por causa de pequenos momentos que esvaziam esta possibilidade, como as risadas de Andy e Red ao falarem sobre o martelo. E quando já não esperamos mais pela fuga, Andy surpreende a todos e o impacto é muito maior.

Quadro “Jimsom Weed/Flor Branca Nº1”, pintado em 1923, pintado por Georgia O'Keeffe alcança a cifra de R$ 110 milhões em leilão da Sotheby’s





A obra atingiu um recorde de pintura mais cara feita por uma artista mulher em um leilão e representa o triplo do valor da peça “Sem título”, de Joan Mitchell, que até então ocupava o posto de "mais cara pintada por uma artista mulher"


Aqueles que dispõem de elevados saldos na conta bancária e que também são amantes da arte, não hesitam em assinar o cheque na hora de arrematar uma obra de reconhecido valor histórico. Esse foi o caso do quadro Jimsom Weed/Flor Branca Nº1, pintado em 1923 pela artista norte-americana Georgia O'Keeffe, conhecida como mãe da pintura moderna dos Estados Unidos.

Até então não detentor de grande fama, a obra foi arrematada por U$ 44.4 milhões (cerca de R$ 110 milhões) na última quinta-feira (20), em um leilão da Sotheby's de Nova York. As informações são da revista People.

O valor pago pela obra representa um recorde para a casa de leilões, pois equivale ao triplo do valor da peça Sem título, de Joan Mitchell, que até então ocupava o posto de "mais cara pintada por uma artista mulher", vendida por US$ 11.9 milhões (cerca de R$ 28 milhões). O quadro de O'Keeffe pertencia ao Museu de Santa Fé, no México, e o seu destino ainda é desconhecido.

História de O’Keeffe


Georgia O'Keeffe nasceu em 15 de novembro de 1887, a segunda de sete filhos, cresceu em uma fazenda em Sun Prairie, Wisconsin. Na infância estudou em casa, a suas habilidades foram rapidamente reconhecidas e encorajadas pelos professores que teve na época escolar. Quando terminou a escola, em 1905, O'Keeffe resolveu traçar seu caminho como artista.

Seu interesse por arte foi renovado quatro anos depois quando fez um curso de verão para professores de arte na University of Virginia, Charlottesville, ministrado por Alon Bement do Teachers College, Columbia University. Bement apresentou a O'Keeffe as então revolucionárias ideias dos colegas noTeachers College, o artista e professor de artes Arthur Wesley Dow.

Anos mais tarde, O’Keeffee mudou de Nova Iorque para seu amado Novo México, onde as deslumbrantes vistas e paisagens tinham inspirado seu trabalho desde 1929. Ela morou em sua casa em Ghost Rach, a qual ela comprou em 1940, e na casa que comprou em Abiquiu em 1945. O’Keeffe continuou a trabalhar com óleo até o meio dos anos 70, quando problemas de vista a forçaram a abandonar a pintura. Embora ela tenha continuado a trabalhar com lápis e aquarela até 1982, ela também produziu objetos em argila até sua saúde falhar, em 1984. O’Keeffe morreu dois anos depois, aos 98 anos.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Capoeira de roda será reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade



Dança, luta e símbolo de resistência, a capoeira de roda será reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) 

No dossiê de candidatura, de 25 páginas, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) enumera uma série de ações para difundir a modalidade e propõe medidas de salvaguarda orçadas em mais de R$ 2 milhões, como a produção de catálogos e encontros. O documento destaca que o registro vai favorecer a consciência sobre o legado da cultura africana no Brasil e o papel da capoeira no combate ao racismo e à discriminação. O dossiê lembra que a prática chegou a ser considerada crime e foi proibida durante um período da história.

Hoje, a capoeira é praticada até fora do país.Na semana que vem, em Paris, o Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural e Imaterial da Unesco anuncia sua decisão. Foram feitos 46 pedidos de registro pelos Estados-Membros, sendo que 32 foram recomendados pelo órgão técnico do comitê, entre os quais está o da capoeira – o único apresentado pelo Brasil e um dos três bens da América Latina na lista.

“A capoeira é uma manifestação cultural de muitas dimensões. É ao mesmo tempo luta, dança e jongo, tão ligada à nossa história, à nossa sociedade, que é um pouco do que é o povo brasileiro”, explicou a diretora do Departamento do Patrimônio Imaterial do órgão, Célia Corsino.

Já reconhecida como patrimônio cultural pelo Iphan desde 2008, a capoeira envolve os praticantes por meio do canto, dos instrumentos típicos como o berimbau e o atabaque, em uma roda, onde os golpes se confundem com a dança. Uma prática que é, ao mesmo tempo, jogo e brincadeira.

“A capoeira não é só um jogo, a capoeira é muito mais do que isso, a história da capoeira se confunde com a própria história do país, já foi utilizada até em guerra, como a do Paraguai”, diz mestre Paulinho Salmon, capoeirista e professor por mais de 50 anos. Ele faz parte de um comitê de mestres de capoeira no Rio que discute medidas de salvaguarda com o Iphan.

Os pedidos dos mestres para proteger a capoeira e seu aval para registrá-la como patrimônio da humanidade também foram levados em conta no dossiê entregue à Unesco. Entre eles, a possibilidade de a capoeira se tornar disciplina obrigatória nas escolas e nos encontros de troca de conhecimento. Segundo mapeamento do Iphan, a modalidade é praticada por todo o país.

No documento que recomenda o registro, o comitê técnico da Unesco destaca que a capoeira nasce da resistência contra a discriminação e favorece a convivência social entre pessoas diferentes. “[A roda] funciona como uma afirmação de respeito mútuo entre comunidades, grupos e indivíduos e promove a integração social e da memória da resistência à opressão histórica.”

No pedido, o Iphan também cita ações como o registro nacional da capoeira de roda como um bem cultural, a criação de grupos de trabalho, encontros e o prêmio Viva Meu Mestre, desenvolvidos com a sociedade civil e órgãos de governo. Para o futuro, como patrimônio da humanidade, são sugeridas medidas para promover a capoeira, contextualizá-la como legado africano no Brasil, além de mapear as rodas e seus mestres.

Conhecido como um dos maiores portos de desembarque de africanos, o Brasil organiza para 2015 o pedido de registro como patrimônio da humanidade do Cais do Valongo, no centro do Rio de Janeiro. Estima-se que o país tenha recebido 40% de todos os africanos escravizados que chegaram vivos às Américas e, desses, cerca de 60% entraram pelo Rio de Janeiro, segundo o antropólogo e fotógrafo Milton Guran, do Comitê Científico Internacional do Projeto Rota do Escravo da Unesco. O Cais do Valongo é considerado sagrado por religiões de matriz africana.

Fonte: EBC

Samba e Bossa Nova: movimentos oriundos da música chegam ao mercado hoteleiro



A Samba Hotéis, nova administradora hoteleira já está no mercado brasileiro com duas marcas genuinamente nacionais: Samba e Bossa Nova. Em 2014 foram abertos três empreendimentos: o Guaratuba Beach Club by Bossa Nova, no Paraná, o Samba Village Orlando, nos Estados Unidos, além de outro hotel Samba na praia da Ferradura, em Búzios

Os hotéis serão temáticos? “Cada marca possui seu tema. Focamos principalmente nas áreas de recepção e restaurante, onde o hóspede terá ali representado toda a alegria do Samba ou Bossa Nova, com serviços e entretenimento especiais. Nos apartamentos e outras áreas, o cliente terá o tema presente através de fatores sensoriais e de atendimento, desta forma não o deixamos cansativo como um hotel temático, mas sim de forma simples, agradável e remetendo aos temas principais”, responde Castro.
A Samba Hotéis é dirigida pelo hoteleiro Guilherme Castro, que explica como a ideia surgiu. "Realmente, quando iniciamos o planejamento estratégico, notamos a carência no que se refere à utilização de valores genuinamente brasileiros. Por ter uma formação em História e Turismo, percebi uma grande oportunidade, pois o mercado está repleto de marcas similares, que muitas vezes confundem o cliente. E, aproveitando o crescimento da marca Brasil no mundo, principalmente com os eventos da Copa do Mundo e Olimpíadas, vimos que seria o momento certo para lançar a marca”, diz o executivo.

Quais serão os principais diferenciais? “Realizamos um amplo estudo mercadológico sobre o fator decisório para a escolha de um hotel e concluímos que o foco no atendimento seria o DNA da empresa, obviamente com atendimento e treinamentos refletindo a cultura brasileira. Ao contrário, nossa proposta é ter foco total no que gera valor ao cliente, em nossos serviços e forma de atuação. Se você pensar em qual meio de hospedagem ficou nos últimos seis meses, é provável que não se lembre do nome porque em praticamente nenhum deles existe um diferencial competitivo. Realmente ficamos torcendo para sermos bem recebidos e o padrão básico acaba sendo o diferencial”, explica.

A empresa tem como premissa que, seja num Samba ou em um Bossa Nova, os hóspedes poderão esperar bom atendimento, colaboradores treinados e felizes e um serviço que acompanhará as mudanças do mercado. A direção afirma que este é real compromisso, pois só assim pode-se conquistar o cliente e dar o devido retorno ao investidor.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

2015 marcará os 70 anos do julgamento dos nazistas por crimes perpetrados na 2ª Grande Guerra



Apesar dos esforços, muitos perpetradores da criminalidade nazista nunca foram julgados ou punidos. Em muitos casos, muitos dos que cometeram ou ordenaram os crimes nazistas fugiram ou simplesmente voltaram às suas vidas e profissões normais na sociedade alemã. A perseguição aos criminosos de guerra alemães e de outros países do Eixo continua ainda hoje 

O nazismo alemão criou uma das maiores atrocidades da humanidade, os campos de concentração para extermínio de judeus, identificados como grande problema do mundo na visão de Hitler. Ao final da Segunda Guerra Mundial, mais de seis milhões de judeus foram mortos, após sofrerem com trabalhos forçados, experiências médicas bizarras e com torturas variadas.

O Julgamento aponta inicialmente para a abertura dos primeiros processos contra os 24 principais criminosos de guerra da Segunda Guerra Mundial, dirigentes do nazismo, ante o Tribunal Militar Internacional (TMI), entre 20 de novembro de 1945 e 1º de outubro de 1946, na cidade alemã de Nuremberg.

Declaração de Moscou

A lei é uma das formas de obtenção de justiça após a ocorrência de um genocídio. Quando a Segunda Guerra Mundial teve fim, cortes judiciais estrangeiras e nacionais efetuaram julgamentos de acusados de crimes de guerra. No início do inverno de 1942 os governos das forças Aliadas anunciaram sua decisão de punir os criminosos de guerra do Eixo. Em 17 de dezembro de 1942, os líderes dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e União Soviética emitiram a primeira declaração conjunta registrando oficialmente o assassinato em massa de judeus europeus e informando sua decisão de processar os responsáveis por crimes contra populações civis.

Assinada pelos ministros das relações exteriores dos governos dos Estados Unidos, Reino Unido e União Soviética em outubro de 1943, a Declaração de Moscou dizia que durante o tempo de duração de qualquer armistício as pessoas consideradas responsáveis por crimes de guerra deveriam ser devolvidas aos países nos quais os crimes haviam sido cometidos, onde seriam julgadas de acordo com as leis da nação em questão. Os “grandes” criminosos de guerra, cujos crimes não poderiam ser atribuídos a nenhuma área geográfica específica, seriam punidos de acordo com decisões conjuntas dos governos Aliados. 

Após a Guerra, os julgamentos dos principais oficiais alemães perante o Tribunal Militar Internacional (TMI), o mais conhecido dos tribunais que julgavam crimes de guerra, aconteceram em Nuremberg, na Alemanha, perante juízes que representavam as forças Aliadas. O tribunal de Nuremberg decretou 12 condenações à morte, 3 prisões perpétuas, 2 condenações a 20 anos de prisão, uma a 15 e outra a 10 anos.

Auschwitz

O complexo dos campos de concentração de Auschwitz foi o maior de todos aqueles criados pelo regime nazista.

Anne Frank

Anne Frank foi uma entre o total de 1 milhão de crianças judias assassinadas durante o Holocausto. Seu nome completo era Annelies Marie Frank, nascida a 12 de junho de 1929 em Frankfurt, Alemanha, filha de Otto e Edith Frank.

Os Refugiados

Entre a ascensão nazista ao poder, em 1933, e a rendição da Alemanha nazista, em 1945, mais de 340.000 judeus deixaram a Alemanha e a Áustria.


O Bloco Ilê-Aiyê, patrimônio cultural da Bahia, já cruzou fronteiras e obteve reconhecimento internacional

As palavras do líder do Ilê-Aiyê, Vovô, parecem ditar uma espécie de ‘missão’, como aquelas que costumar estar na recepção de inúmeras empresas: “Somos o afro pioneiro do Brasil e temos como visão sermos um bloco de referência que, com muita
competência e muito saber, expande na
contemporaneidade a tradição aprendida”
(Vovô)


Bloco afro, fundado em novembro de 1974, no bairro de Curuzu-Liberdade, em Salvador. É considerado o segundo bloco afro em termos de idade, mais novo apenas que o bloco Filhos de Ghandi, o primeiro a ser fundado, ainda na década de 1940. Ilê-Aiyê significa, em dialeto afro, "O mundo" ou "A Terra da Vida" ou ainda "Festa do ano-novo", referência à festa profano-religiosa que os negros sudaneses realizavam na Bahia. Suas cores são o vermelho e o branco.

Os temas sempre contam uma história de um povo ou de um país da África negra, como Congo, Nigéria, Camarões, Watusi, Gana, Zimbabwe, Dagons, Daomé, Ruanda e Mali. O bloco também promove "A Noite da Beleza Negra", considerada a maior festa depois do carnaval, vindo a influenciar outros blocos afros, como Agbara Dudu, do Rio de Janeiro, que também a promove. O ponto alto deste encontro é a escolha da "Deusa de Ébano", que desfilará no carnaval representando o bloco, semelhante à Rainha da Bateria das Escolas de Samba cariocas. Seus destaques na bateria são os surdos e repiques.

O Ilê-Aiyê passou de bloco afro à Instituição, assim como outro bloco afro, o Olodum, sendo também reconhecido nacional e internacionalmente pelos trabalhos que desenvolve junto às comunidades carentes, mantendo suas atividades o ano inteiro, objetivando conscientizar as pessoas e, principalmente, o povo negro, de sua importância. Jetinha e Vovô, dois integrantes do Ilê-Aiyê, participaram da fundação do bloco afro Agbara Dudu, do Rio de Janeiro.

Padrinho de peso
Caetano Veloso e o lendário Riachão

O Ilê é o padrinho do bloco carioca. No ano de 1997, a banda (que pertence ao bloco) participou da coletânea "Tropicália - 30 anos", ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Margareth Menezes, Carlinhos Brown, Gal Costa, Asa de Águia, Armandinho, Pepeu Gomes, Daniela Mercury, Didá Banda Feminina, Araketu, Banda Eva, Banda Cheiro de Amor, Lazzo e Virgínia Rodrigues. Neste CD, a banda interpretou "Batmakumba" de autoria de Gilberto Gil e Caetano Veloso. Em 2002, o grupo participou do disco "Do lundu ao axé" produzido por Paulinho Boca de Cantor e Edil Pacheco. Neste CD, também com a participação de Daniela Mercury, Lazzo e Moraes Moreira, o grupo interpretou "Depois que o Ilê passar". Neste mesmo ano, junto com a cantora Margareth Menezes, fez o fechamento da 4ª Edição do Festival do Mercado Cultural da Bahia, apresentando a "Missa do Rosário dos Pretos".

O laureado bloco Ilê Aiyê já foi premiado diversas como o melhor bloco afro do Carnaval baiano, prêmios concedidos por críticos especializados. A discografia do Ilê Aiyê, batizada com o nome de “Canto Negro”, é composta por 04 CDs, sendo que o 1º e o 2º, na forma original em vinil, foram remasterizado em CD. O Cd “IV Canto Negro” lançado em 1998 e produzido pelo produtor musical Arto Lindsay foi gravado em homenagem aos 25 anos do bloco com musicas que fizeram sucesso ao longo da trajetória da Banda. Mixado nos Estados Unidos. Numa crítica feita por Caetano Veloso recebeu os adjetivos de “fundamental” “obrigatório” “fonte de prazer e deleite”.

A Banda Aiyê já deixou sua marca em participações nos CDs de diversos artistas consagrados no mundo da música e projetos musicais: Bjork (Finlandia), Yerba Buena (Cuba – EUA), Nass Marraketh (Marrocos), Daniela Mercury (Brasil), Arto Lyndsay (EUA), Martinho da Vila (Brasil), Projeto Salvador Negro Amor (Brasil), Teatro Villa Velha (Trilhas do Vila), Banda Mel, Igreja Rosário dos Pretos, Virgínia Rodrigues, 100 Anos de Tropicália (promovido pela Bahiatursa), Simone Sampaio, Morais Moreira, Arto Lindsay.

A DANÇA AFRO é uma das características fundamentais do Ilê Aiyê. O corpo de dançarinos é formado por aproximadamente 30 pessoas que são coordenadas pela Diretora e Estilista: DETE LIMA. A cada ano este número cresce, pois os (as) adolescentes oriundos (as) da Band’Erê são incorporados (as) ao grupo. Além disso, após o concurso da Deusa do Ébano, novas dançarinas se enquadram neste seleto grupo. Elementos da ancestralidade africana, guardados pelos Terreiros de Candomblé, são as bases que sustentam a dança afro do Ilê. Fundamentada no Ijexá, a dança afro encanta a todos que apreciam esta arte.

O jornalista Ben Ratliff , que esteve em Salvador no carnaval/99, escreveu uma matéria no dia 21/03, na capa do segundo caderno do suplemento Arts & Leisures, do jornal americano New York Times, com o título de “Hewing to both musical and racial roots in Brazil” (cortando as raízes musical e racial no Brasil) e estampa para o mundo a foto dos timoneiros da Band’ Aiyê.

A Band’ Aiyê está umbilicalmente ligada ao Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê, sendo formada exclusivamente por artistas afro descendentes que têm demonstrado que a música baiana não é feita só de axé music. Atualmente, comandada pelos cantores Iana Marucha, Jiauncy, Iracema Kiliane, Marcos Costa e Juarez Mesquita, a Band’Aiyê tem levado a música afro-baiana para grandes palcos do mundo.