quarta-feira, 1 de outubro de 2014

LANCELOT - O PRIMEIRO CAVALEIRO: 20 ANOS DEPOIS, O FILME AINDA PRENDE E EMOCIONA



Zapeando os canais fechados, numa tarde dessas, vi a chamada para "Lancelot – O primeiro cavaleiro”, produção que está prestes a completar duas décadas, estrelado por um dos maiores nomes do cinema de todos os tempos, Sir Sean Connery, tendo como coadjuvantes Julia Ormond e Richard Gere


O filme baseia-se na história do Rei Arthur que galga o posto ao herdar o trono de seu pai e, para unificar seu reino, criou a Ordem da Távola Redonda, reunindo os melhores cavaleiros de todos os lugares. Os cavaleiros que quisessem ter um assento nesta Távola tinham que conquistar o espaço, conseguido por meio de uma ação nobre.

Um dos cavaleiros mais famosos da Távola Redonda era o boêmio e espirituoso Lancelot (Richard Gere) que, tempos atrás, tinha salvado a bela Guinevere do ataque de um ex-cavaleiro, Sir Malagant (Ben Cross), eles se apaixonam à primeira vista. Só que a donzela está a caminho de Camelot para se casar com o rei Arthur (Sean Connery), e assim segue seu caminho. Pouco tempo depois, Lancelot é nomeado cavaleiro do rei mas não conta a ele que conhece sua futura noiva. No reencontro com Guinevere (Julia Ormond), os dois precisam decidir entre o verdadeiro amor e a lealdade ao rei.

Além da soberba interpretação de Sean Connery, o filme (o qual já vi incontáveis vezes), sempre me chamou à atenção pela suntuosidade dos cenários e a ambientação da história na época em que aconteceu. A sala onde acontece a reunião dos Cavaleiros da Távola Redonda com o Rei Arhur, a bateria de perigosos testes e provas a que os candidatos a cavaleiros têm que se submeter, enfim, a narrativa é bastante envolvente.

Mas a parte emblemática do filme, fica por conta do funeral do Rei Arthur e o ineditismo do sepultamento. O corpo do rei é colocado em uma espécie de jangada de madeira, rodeado de pequenos feixes de lenha e, de forma majestosa, segue mar adentro em direção a Avalon. Quando a barca já está em mar aberto, um arqueiro põe fogo na ponta de uma flecha e a lança em direção à jangada que começa a arder em chamas.

Quantas pessoas, antes de partir, revelaram o desejo de ter o seu corpo cremado e as cinzas jogadas ao mar? Nesse belíssimo ritual, a cremação já acontece no meio do mar, com o vento inflando as chamas e queimando também a terra que veio junto à madeira. Temos aí os elementos da mandala emoldurando um espetáculo simplesmente apoteótico.

O Rei Arthur deixa ainda uma profecia no ar: “Um Rei que se foi e um Rei que será”.


Euriques Carneiro

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