domingo, 19 de outubro de 2014

Faltam alguns meses para a cerimônia de premiação do Oscar 2015, mas já tem muita gente pensando no prêmio máximo do cinema mundial

São várias as películas que, antes mesmo de serem lançados, já estão cotados para figurar nas principais listas de melhores do ano. Seja por causa do diretor ou de algum ator envolvido, pelo potencial da história ou simplesmente porque os estúdios de Hollywood investirão pesado no longa-metragem

Com o fim do Festival de Cinema de Toronto acabou-se os grandes festivais anuais que costumam tecer uma linha estranha e errática sobre o Oscar. Em 2014, Berlim, Cannes, Veneza e Toronto falharam em apresentar aquele filme em que os cinéfilos jogariam todas as fichas como favorito não apenas para indicações às categorias principais do Oscar, mas para sair do Dolby Theatre, em 22 de fevereiro, com várias estatuetas nas mãos.

Em 2015, se depender da crítica, “Boyhood”, de Richard Linklater, se mantém como o grande longa do ano e nome certo no Oscar. Mas precisamos lembrar que o drama, filmado ao longo de 12 anos, foi um lançamento de médio porte nos Estados Unidos, rendendo US$ 22 milhões nas bilheterias em cerca de 800 salas –um sucesso, considerando que o orçamento girou em tornou de US$ 4 milhões. 


Os votantes da Academia são mimados ou estão espalhados pelo mundo. Por isso, o Oscar muitas vezes privilegia filmes-espetáculo, grandioso, em detrimento de pérolas indies, ainda mais porque o longa falhou em conquistar o Urso de Ouro de Berlim –Linklater ficou com o Urso de Prata de direção.

Ainda assim, com o terreno tão infértil e nenhuma grande produção arrebatadora em Toronto,“Boyhood” tem grandes chances de emplacar em melhor filme, direção e ator (Ella Coltrane), ator coadjuvante (Ethan Hawke) e atriz (Patricia Arquette).

É o mesmo caso de “O Grande Hotel Budapeste”, que abriu o festival germânico, ganhou as bilheterias e os críticos, mas os especialistas sempre deixaram de lado de uma possível corrida ao Oscar por causa do geralmente ocupado segundo semestre do ano. Não foi o que aconteceu. O longa de Wes Anderson passeou tranquilo enquanto os festivais se revezavam. Tem o selo alternativo de grande estúdio por trás (Fox Searchlight) e o fato de ser seu filme mais popular. Não é loucura pensar em melhor filme, direção, ator (Ralph Fiennes) e roteiro –direção de arte e figurino são barbadas.

A verdade é que a corrida ao Oscar está incerta como não víamos há muito tempo, o que promete um boa briga até o anúncio dos vencedores em 2015.

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