domingo, 26 de outubro de 2014

Com acervo recolhido em diferentes regiões da Bahia, o Museu Arqueológico da Embasa (MAE) abriga peças de grande valor histórico





Para quem mora ou visita a capital da Bahia e quer sair do circuito praia/axé music, uma opção cultural é uma visita ao MUSEU ARQUEOLÓGICO DA EMBASA, onde estão expostos peças como louças, cerâmicas, artefatos indígenas e utensílios em metal e vidro descobertos em cidades baianas


Inaugurado em 29 de maio de 2006, o Museu Arqueológico da Embasa (MAE) é composto por um acervo de peças encontradas onde a empresa executou obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário. A Embasa, através do museu, presta importante contribuição para a preservação do acervo cultural.

As pesquisas arqueológicas começaram em 1996, quando iniciaram as obras de esgotamento sanitário em Porto Seguro. Tais descobertas devem ser creditadas, em parte, ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que condicionou a realização de várias obras de saneamento básico, numa área toda tombada pelo próprio instituto - ao desenvolvimento paralelo de pesquisas arqueológicas realizadas pela equipe de arqueólogos da Universidade Federal da Bahia (UFBA), sob coordenação do professor de Antropologia Carlos Etchevarne.

O MAE começou a ser montado com as coletas encontradas pelo casal de arqueólogos do Centro de Estudos de Ciências Humanas (CECH), Ivan e Nadja Dórea, contratados pela empresa, nas escavações em Pedra do Cavalo, Praia do Forte, Cachoeira, São Félix, Lençóis, Brumado, Vila de Igatu e, em Salvador, nos bairros do Comércio, Gamboa, Santo Antônio Além do Carmo e Centro Histórico. 


Além das localidades citadas acima, foram liberadas pelo CECH e incorporadas ao acervo do MAE, peças de Cristalândia, Brumado e da Rua da Misericórdia no Centro Histórico de Salvador. Através do contrato firmado com a arqueóloga Leila Almeida da UFBA, novas peças foram abrigadas no museu, provenientes das localidades de Lagoa da Torta (Igaporã), Riacho de Santana e Barra do Choça, interior baiano. As pesquisas realizadas nos sítios históricos foram em conjunto com engenheiros e operários responsáveis pela implantação de serviços inerentes à empresa.

Entre as peças reconstituídas e em exposição, encontram-se balas de canhão (Comércio), sifão em porcelana (Cachoeira), pilões e machados de pedras pré-históricos e roca ou roda de fiar (Cristalândia), xilo-fósseis (Cachoeira e Muritiba), moedas (Vila de Igatu), Moenda de cana-de-açucar e ralador de mandioca (Lagoa da Torta). 


Fazem parte também do acervo, publicações antigas, relógio antigo de parede, hidrômetros, balanças para pesagens de produtos químicos, dentre outros equipamentos. O MAE também conta com uma reserva técnica com vários fragmentos e peças encontradas nos locais pesquisados pelas equipes arqueológicas.
  • Museu Arqueológico da Embasa
  • 71 3241-8135
  • Seg a sex, 8h às 12h e 13h30 às 17h
  • Grátis

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