sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A importância do turismo de eventos para o incremento da atividade na Região Norte





Sem dispor de uma indústria forte, o turismo é uma das áreas mais importantes do Norte do Brasil. Das cinco regiões, ela foi a que mais demorou a ser habitada e “urbanizada” e, ainda hoje, a grande maioria daquele território apresenta florestas e uma variedade de fauna e de flora que não podem ser vistos em outros lugares do Brasil e do mundo


Tamanha exuberância faz desse privilegiado naco do Brasil uma potência na área de ecoturismo, um tipo de turismo que tem como atração os recursos naturais de uma região. Essa atividade tem como premissa uma exploração sem causar danos ao ambiente e prevê algumas máximas cunhadas por especialistas da área: “do ambiente visitado, nada se leva e nada se deixa...”, ou “aqui, deve-se deixar apenas rastros, leve só saudades e tire só fotografias...”. Nesse segmento de turismo, a Floresta Amazônica e o seu inesgotável manancial de fauna e flora é o maior atrativo.

Diversificação

Apesar do enorme potencial do ecoturismo, o incremento da atividade na Região Norte não pode depender apenas desse segmento. Uma outra atração da Região Norte é o polo industrial de Manaus (Zona Franca de Manaus), que também atrai muitas pessoas, pois tem a oferecer um grande mix de mercadorias, com preços muito menores do que em outros lugares do país.

A redução dos preços só é motivada porque a ZFM é uma área de livre comércio, onde não há a cobrança de impostos de produtos comprados no exterior. A Zona Franca de Manaus foi criada em 1967, para que houvesse incremento nas atividades industrial e comercial na região Norte.

Apesar da atração exercida pela Zona Franca, uma das opções para turbinar o fluxo de visitantes, é o turismo de eventos. Com inúmeras atrações naturais, a realização feiras, exposições, workshops e outros eventos do gênero, traria um novo alento para o turismo da região.

Turismo de eventos

É sabido que, quem viaja para participar desses projetos, quer unir o trabalho ao lazer nas horas vagas. Assim, enquanto o visitante participasse de eventual Salão do Automóvel, por exemplo em Manaus ou Belém, para citar duas das mais importantes cidades daquela região, teria as inúmeras opções de lazer dessas cidades e do entorno delas, para preencher as horas de ócio.

O que fazer então para atrair a modalidade do turismo de eventos para a região mais longínqua do país? Dotá-la de infraestrutura é o passo inicial. Amplos e confortáveis centros de convenções, rede hoteleira de qualidade, melhoria dos serviços públicos como segurança e mobilidade urbana, amplo programa de treinamento do staff envolvido e preços competitivos. Como se trata de um distancia considerável para os principais capitais do sul e sudeste, que hoje centralizam esses eventos, há que se criar diferenciais e atrativos extras para que os promotores saiam do eixo Rio/São Paulo e possam sediar as atrações fora dessa rota.

O potencial é praticamente inesgotável, mas para que haja essa mudança é necessário, além dos investimentos, uma mudança de cultura na região fazendo com que os nativos enxerguem o turista como um elemento de suma importância para a cadeia produtiva local. Com a palavra, poderes públicos constituídos, entidades de classes e, principalmente, o povo do Norte que é o elo mais importante dessa corrente.

Euriques Carneiro


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