sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Orquestra de crianças e adolescentes do Recife se apresenta para o papa Francisco


 / Michele Souza/JC Imagem


 A Orquestra Criança Cidadã, projeto social brasileiro que atua no resgate de crianças e adolescentes carentes da capital pernambucana por meio da música, se apresenta hoje (31) para o papa Francisco, na Itália

O concerto privado será na Sala Clementina, no Vaticano. O convite veio da organização Catholic Fraternity, associação privada de direito pontifício, a partir do pedido do Papa Francisco, que quer conhecer o trabalho da Orquestra Cidadã.

Sob a regência do maestro Nilson Galvão Jr., serão executadas obras como Concerto de Brandenburgo nº 3, de Bach, As Quatro Estações, de Vivaldi, e trechos da Serenata, composta por Tchaikovsky. Haverá ainda a participação especial da violinista japonesa Yoko Kubo.

Segundo o regente, o repertório é basicamente erudito e sacro. “Se eles permitirem, pretendemos fazer também algumas homenagens tocando um tango e o hino do São Lourenço, que é o time do papa Francisco”, disse.

O projeto Criança Cidadã nasceu há oito anos na comunidade do Coque, à época um dos bairros mais violentos da capital pernambucana, sendo idealizado pelo juiz de direito João Targino. Atualmente, ele atende a 170 jovens e crianças de forma gratuita.

De acordo com o maestro Nilson Galvão Jr., a música ajuda a formar o cidadão, despertando a sensibilidade, além de disciplinar as crianças e os jovens. “Tocar um instrumento de corda, um violino, um contrabaixo, um violoncelo, requer muita disciplina”, destacou.

São oferecidas ainda aulas de reforço, idiomas, informática e assistência psicológica.

Muitos dos que entraram no projeto ainda pequenos, cresceram e têm profissão. É o caso de João Pedro Lima, que toca violino. Ele começou na orquestra aos 10 anos e hoje, aos 18, é professor adjunto, tem carteira assinada e por meio de um convênio, pôde estudar música na Alemanha. “Ouvi falar do projeto por um primo e o meu primeiro pensamento foi não ir , mas mudei de ideia e hoje estou trabalhando como professor assistente em Ipojuca. Estou em Roma e este momento especial, de tocar para o papa Francisco, vou levar para toda a vida”, disse.

O maestro explicou que o projeto tem hoje três orquestras. A que vai tocar para o papa é formada por jovens e crianças que estudam música há pelo menos cinco anos. O mais jovem tem 11 anos.

Nilson Garcia Jr. disse que está difícil administrar a expectativa do grupo para o concerto de hoje. Para ele, esses meninos e jovens são artistas de verdade. “Mesmo que daqui a dois anos eles resolvam fazer arquitetura, direito ou administração, sabemos que não desperdiçaram seu talento”, acrescentou.

Além de os alunos selecionarem seis músicas para o papa, o repertório que prepararam inclui outras 16 composições extras. “Durante o nosso percurso na Itália, também acompanharemos a comunidade católica Canção Nova e, nessa comitiva, vamos executar alguns arranjos”, diz o maestro. Entre as obras que serão interpretadas, estão alguns temas brasileiros, como Aquarela do Brasil, Asa Branca e Lamento Sertanejo. “Será um momento valioso para a orquestra. Basta pensar que conseguimos passar pela peneira dos 5 mil pedidos anuais de grupos musicais que desejam tocar para o papa”, vibra Nilson, com base no número informado pelo cerimonial do Vaticano.

Após a passagem pela Itália, os meninos do Coque se apresentam em Lisboa, para o primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, no dia 4 de novembro.

Referências: EBC e JC online


Aniversário de 112 anos do nascimento de Drummond tem programação em SP





Para celebrar o aniversário de 112 anos do nascimento do poeta Carlos Drummond de Andrade, o Instituto Moreira Salles (IMS) organizou para esta sexta-feira, 31.10, uma intensa programação cultural. Chamado de
Dia D, o evento começa às 9h e se estende até às 22h. Um filme sobre a vida de Drummond, aulas abertas e leitura de poemas fazem parte das atrações 


O projeto teve início em 2011, com o objetivo de ser divulgado no dia 31 de outubro, data do nascimento de Drummond como parte do calendário cultural do país.O longa-metragem Vida e Verso de Carlos Drummond de Andrade, foi rodado este ano especialmente para o evento. Produzido pelo IMS, o filme se baseia na leitura dos textos de Drummond feita pelos escritores Joca Reiners Terron, Antonio Cicero, Alberto Martins e Afonso Henriques Neto. 

Trazendo fatos marcantes da vida do poeta, o longa apresenta leitura de poemas, trechos de cartas, diários, crônicas e ensaios críticos. O filme tem duração de uma hora, com roteiro e direção de Eucanaã Ferraz e fotografia de Walter Carvalho.

As exibições começam às 18h30 e vão até às 21h no Instituto Moreira Salles, Rua Piauí, número 844 - 1º andar. Na Livraria Cultura, na Avenida Paulista, número 2073, o filme pode ser visto das 9h às 22h. No campus provisório da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) em Guarulhos, Avenida Monteiro Lobato, 679 - Sala 420, o longa é exibido das 13h e às 17h30.

Além do filme, aulas e leituras feitas por especialistas em literatura dão um tom especial ao evento. Às 18h30, no IMS, o professor da USP Alcides Vilaça falará antes da exibição do vídeo. Na Livraria Cultura, às 19h, a professora, doutora pela USP, Ivone Dare dá aula sobre o livro Sentimento do mundo. Toda a programação é gratuita.

Fonte: EBC

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Tom Zé coloca a “Geração Y” contra a parede em primeira música do novo disco





Tom Zé lança oficialmente na próxima sexta, 31 de outubro, “Vira Lata na Via Láctea”. Apesar do verso fescenino inicial, o álbum não tem nada a ver com o show Canções eróticas de ninar, que apresentou em setembro, pois a sua intenção é se aproximar da geração da internet e das redes sociais
 

A proximidade de Tom Zé com a chamada Geração Y, também conhecida como a geração da internet, é inegável. Talvez porque as invencionices do maior inventor da Tropicália trouxessem um grau libertário e anárquico que pouco fosse compreendida nos anos 1970 e nas décadas seguintes. Não por acaso que, movido por eles, os jovens, que o alucinado mais lúcido de Irará, na Bahia, chega aos 78 anos recém-completados com um novo disco na praça, Vira Lata na Via Láctea.

E o Sobe o Som, espaço dedicado à música alternativa brasileira (quem mais alternativo do que Tom Zé?), estreia com exclusividade o primeiro single do trabalho, cujo título não poderia ser mais significativo: “Geração Y”. Tom se aproximou desta geração – e da posterior, é bom lembrar. Neste disco, traz gente como Tim Bernardes (O Terno), o pessoal da Trupe Chá de Boldo (banda de Gustavo Galo), a Filarmônica de Pasárgada e Tatá Aeroplano.

Em “Geração Y”, contudo, coloca a juventude contra a parede, discute a alienação dos “pós-humanos”, termo cunhado por Lucia Santaella, professora da PUC de São Paulo e autora de Navegar no Ciberespaço - O Perfil Cognitivo do Leitor Imersivo. “Quando eu fazia este disco, saíram várias reportagens sobre isso”, explicou Tom, sobre o nascimento da faixa e a proximidade com o público jovem. “Quando vou me apresentar, 90% do público é jovem. É impressionante essa loucura. Não tenho preocupação, quero dizer, não trabalho nessa direção. Talvez seja essa rebeldia consensual que é a minha companheira e cria, com eles, algum sinal ou fio de comunicação.”

Sexo, calcinhas, iPhone, iPods, laptops, ganham espaço nos versos sempre criativos de Tom Zé: “Vem depressa, porque / meu bem, meu bem, meu bem / Daqui a alguns anos / vamos ter de governar”, diz ele, cheio de ironia, antes de gritar: “PUTA, QUE TRAGÉDIA!”.

O álbum já está disponível para pré-venda no iTunes. Lá, é possível adquirir “Geração Y”, “Banca de Jornal” (com participação de Criolo) e “Salva a Humanidade” (com a Trupe Chá de Boldo). Os shows de lançamento já estão marcados e serão realizados no Sesc Vila Mariana, nos dias 31 de outubro, 1º e 2 de novembro

Brad Pitt encabeça elenco de “Corações de Ferro”, drama que narra as agruras de uma guerra





Trailer de “Corações de Ferro”, filme de guerra com Brad Pitt, ganha novo cartaz e dois vídeos de making of, com legendas em inglês. Estreia no Brasil está confirmada para fevereiro de 2015
 

Depois de sua presença marcante em Bastardos Inglórios, o ator Brad Pitt volta a estrelar um filme de guerra em Corações de Ferro. O longa traz Pitt no papel do Sargento Wardaddy, que precisa comandar uma perigosa missão às vésperas do final da Segunda Guerra Mundial.

Em um número muito inferior do que seus inimigos, sua pequena equipe formada apenas por cinco homens terá de entrar na Alemanha nazista a bordo do tanque de guerra Fury. À medida que eles vão ficando mais vulneráveis, o grupo começa a debater se eles abandonam o tanque ou lutam até o fim. O elenco conta ainda com Michael Peña, Shia LaBeouf, Logan Lerman e Jon Bernthal.

A história se passa em abril de 1945 e David Ayer (Marcados Para Morrer)é quem dirige o filme. A ideia de Ayer é misturar o gênero de guerra com a ação característica dos seus filmes policiaisurbanos. A estreia de Fury nos EUAestá marcada para 14 de novembro. No Brasil, o filme chegará aos cinemas em 5 de fevereiro.

Corações de Ferro ganhou um novo cartaz e dois novos vídeos de making of (em inglês, sem legendas) trazendo equipe e elenco falando sobre o processo criativo do longa.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Programa Conexão Cultura Brasil abrem oportunidades no exterior que englobam cursos, estágios e residências artísticas voltadas para diversas áreas das artes, cultura e gestão cultural





Cerca de 20 instituições de ensino oferecem bolsas de intercâmbio no Programa Conexão Cultura Brasil, uma realização da Secretaria da Economia Criativa do Ministério da Cultura em parceria com Ministério da Educação e o Ministério das Relações Exteriores


São cursos, estágios e residências artísticas voltadas para diversas áreas das artes, cultura e gestão cultural, no período de janeiro a março de 2015. As bolsas envolvem 10 diferentes cidades do mundo, em países como Reino Unido, Espanha, Holanda, Itália e Brasil.Por meio de parceria com British Council, Neso, Embaixada da Itália, entre outras instituições, o Ministério da Cultura articulou mais de 80 oportunidades para estudantes brasileiros dentro do Edital Conexão Cultura Brasil #intercâmbio.

Para participar, os interessados devem seguir dois processos simultâneos: contatar a instituição de destino para apresentar a proposta de intercâmbio a fim de receber a carta convite na vaga desejada e realizar a inscrição no edital Conexão Cultura Brasil #intercâmbio no site do Ministério da Cultura até o dia 7 de novembro de 2014.

Bolsas de estudo na Espanha

Atua na área cultural e tem interesse em estudar na Espanha? O Ministério da Cultura, por meio da Secretaria da Economia Criativa, negociou 20 bolsas para 2015 junto à Universidade de Barcelona e à Complutense de Madrid. Os interessados em estudar em uma das instituições espanholas têm até o dia 7 de novembro para se inscrever no edital Conexão Cultura Brasil #Intercâmbios.

As duas universidades espanholas estão entre as instituições parceiras do edital, lançado no dia 31 de julho de 2014, e que conta com um investimento total de R$ 4 milhões. A expectativa é de que mais que 500 brasileiros recebam ajuda de custo para participar de eventos culturais e artísticos, festivais, cursos de arte, técnicos ou acadêmicos, assim como de eventos de negócios culturais, entre novembro de 2014 e março de 2015.

Barcelona

Na Universidade de Barcelona, há quinze (15) bolsas parciais (50% do custo da matrícula) destinadas aos brasileiros: cinco (5) vagas para o curso de Pós-Graduação em Cooperação e Gestão Cultural Internacional e dez (10) para o curso de Pós-Graduação em Turismo Cultural, ambos realizados em modalidade semipresencial.

O curso de Cooperação e Gestão Internacional, que abordará as bases estratégicas de cooperação cultural, desenho de projetos e gestão e análise cultural aplicada, ocorre entre dezembro de 2014 e julho de 2015. A segunda etapa será presencial, entre os dias 12 e 30 de janeiro de 2015. O curso de Turismo Cultural, que terá foco em uma perspectiva interdisciplinar, será entre janeiro e julho de 2015, com uma etapa presencial que se estende entre 9 e 20 de março de 2015.

Madri

Já na Universidade Complutense de Madri, a oferta é de cinco (05) bolsas. Três (03) dessas oportunidades são voltadas para interessados em compor um grupo de estudos e evento acadêmico sobre patrimônio imaterial.

O intercâmbio tem duração de um mês, tendo início em janeiro de 2015. As duas (02) vagas restantes destinam-se à realização de estágio profissional, entre janeiro e março de 2015, na La Cultora, plataforma cultural vinculada ao mestrado em Gestão do Patrimônio Cultural da universidade. Uma dessas vagas é para pesquisador da área de impactos econômicos do patrimônio cultural, e a outra, para profissional com interesse em apoiar tecnicamente os projetos de patrimônio incubados pela plataforma.

O romance inacabado de José Saramago "Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas", já está disponível para os leitores do Brasil



Alabardas, alabardas, o romance inacabado de José Saramago, foi lançado em agosto nas livrarias de Itália. O livro contém um texto do escritor italiano Roberto Saviano e outro do espanhol Fernando Gómez Aguilera. A capa é um desenho de Günter Grass, Prêmio Nobel de Literatura

"São poucos capítulos, mas o tema fica claro, o texto tem unidade", explica Pilar Del Río, tradutora para espanhol da obra do Nobel português. 

Os primeiros capítulos do romance incluem notas que o autor fez quando o começou a escrever. "Neles, José Saramago antecipa o andamento e o desenlace da história que pretendia contar", afirma em comunicado a Fundação José Saramago. O editorial é assinado pela presidente da Fundação José Saramago, a viúva do escritor, Pilar Del Río, que afirma que a publicação do texto "será mais uma forma de repúdio à violência".

"Alabardas, alabardas, Espingardas, espingardas", título inspirado nuns versos de Gil Vicente, tem como protagonista o funcionário de uma fábrica de armas que vive um conflito moral decorrente de seu trabalho, explica a mesma fonte.

O livro será publicado simultaneamente em português, italiano, espanhol e catalão, na Europa e na América, adianta a Fundação, que tem sede na Casa dos Bicos, em Lisboa.

José Saramago, falecido em junho de 2010 na ilha espanhola de Lanzarote, publicou, entre outras obras, "A Jangada de Pedra", "Levantados do Chão", "O Homem Duplicado", "Ensaio sobre a Cegueira" e o romance inicial "Clarabóia", editado postumamente, em 2011.

O autor foi distinguido com vários prêmios nacionais e internacionais, como o Grande Prêmio de Novela e Romance da Associação Portuguesa de Escritores, o Prêmio Camões e o Nobel da Literatura, em 1998.

Com preço bastante acessível, o livro pode adquirido no Brasil por cerca de R$ 20,00, nas melhores livrarias ou pelo ecomerce.

domingo, 26 de outubro de 2014

Como capital mais importante da Região Norte e contando com uma população de mais de 2 milhões de habitantes, Manaus comemorou 345 anos

Principal centro financeiro da Região Norte, com mais de 2 milhões de habitantes, Manaus completa 345 anos. Capital do Amazonas, o nome lembra a tribo indígena dos Manáos, que habitava a região, e cujo significado é 'mãe dos deuses

Um belo espetáculo na Arena da Amazônia celebrou os 345 anos de Manaus. Um show especial durante a realização da última noite do Boi Manaus, na Arena da Amazônia. A queima de fogos deu o pontapé ao som de toadas clássicas e canções sobre a cidade interpretadas por grandes nomes da música regional.

História

A história de Manaus começou em 1669 com a Fortaleza de São José da Barra. Na época, o local era considerado estratégico no território brasileiro e foi ocupado para garantir o domínio da coroa portuguesa e impedir a invasão de holandeses.

O crescimento econômico e populacional só se intensificou no final do século 19, quando a matéria-prima das indústrias mundiais era a borracha e o Amazonas, um de seus principais produtores. Foi aí que começou a migração de brasileiros de outras regiões. Com o aumento da economia e da modernidade, Manaus ganha o apelido de Paris dos trópicos.

Hoje já não é a borracha que move a economia de Manaus. A cidade tem um dos parques industriais mais importantes do país. De acordo com informações da Suframa, Superintendência da Zona Franca de Manaus, cerca de 600 indústrias geram mais de meio milhão de empregos nos segmentos de eletroeletrônicos, motocicletas e similares.

Manaus é reconhecida pelo patrimônio arquitetônico e cultural, as festas típicas e como destino para quem aprecia o ecoturismo.Contando também com inúmeras atrações artísticas e culturais, a capital amazonense já não é mais a mesma de antes.
Citemos apenas algumas dessas atrações:
Fachada do Teatro Amazonas

TEATRO AMAZONAS

Nas visitas monitoradas (de segunda a sábado, das 9h às 17h), os guias apresentam a sala de espetáculos (capacidade para 701 pessoas) e outros ambientes, como o quarto dos cavalheiros.

ENCONTRO DAS ÁGUAS


Com diferentes velocidades, temperaturas e níveis de acidez, as águas dos rios Negro e Solimões correm cerca de 6 km lado a lado antes de se transformarem no gigantesco Rio Amazonas. 

PALACETE PROVINCIAL


Cinco museus ocupam o Palacete Provincial, que funcionou como sede da polícia do Amazonas: a Pinacoteca tem quadros, fotos e gravuras de artistas locais.

Com acervo recolhido em diferentes regiões da Bahia, o Museu Arqueológico da Embasa (MAE) abriga peças de grande valor histórico





Para quem mora ou visita a capital da Bahia e quer sair do circuito praia/axé music, uma opção cultural é uma visita ao MUSEU ARQUEOLÓGICO DA EMBASA, onde estão expostos peças como louças, cerâmicas, artefatos indígenas e utensílios em metal e vidro descobertos em cidades baianas


Inaugurado em 29 de maio de 2006, o Museu Arqueológico da Embasa (MAE) é composto por um acervo de peças encontradas onde a empresa executou obras de abastecimento de água e esgotamento sanitário. A Embasa, através do museu, presta importante contribuição para a preservação do acervo cultural.

As pesquisas arqueológicas começaram em 1996, quando iniciaram as obras de esgotamento sanitário em Porto Seguro. Tais descobertas devem ser creditadas, em parte, ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que condicionou a realização de várias obras de saneamento básico, numa área toda tombada pelo próprio instituto - ao desenvolvimento paralelo de pesquisas arqueológicas realizadas pela equipe de arqueólogos da Universidade Federal da Bahia (UFBA), sob coordenação do professor de Antropologia Carlos Etchevarne.

O MAE começou a ser montado com as coletas encontradas pelo casal de arqueólogos do Centro de Estudos de Ciências Humanas (CECH), Ivan e Nadja Dórea, contratados pela empresa, nas escavações em Pedra do Cavalo, Praia do Forte, Cachoeira, São Félix, Lençóis, Brumado, Vila de Igatu e, em Salvador, nos bairros do Comércio, Gamboa, Santo Antônio Além do Carmo e Centro Histórico. 


Além das localidades citadas acima, foram liberadas pelo CECH e incorporadas ao acervo do MAE, peças de Cristalândia, Brumado e da Rua da Misericórdia no Centro Histórico de Salvador. Através do contrato firmado com a arqueóloga Leila Almeida da UFBA, novas peças foram abrigadas no museu, provenientes das localidades de Lagoa da Torta (Igaporã), Riacho de Santana e Barra do Choça, interior baiano. As pesquisas realizadas nos sítios históricos foram em conjunto com engenheiros e operários responsáveis pela implantação de serviços inerentes à empresa.

Entre as peças reconstituídas e em exposição, encontram-se balas de canhão (Comércio), sifão em porcelana (Cachoeira), pilões e machados de pedras pré-históricos e roca ou roda de fiar (Cristalândia), xilo-fósseis (Cachoeira e Muritiba), moedas (Vila de Igatu), Moenda de cana-de-açucar e ralador de mandioca (Lagoa da Torta). 


Fazem parte também do acervo, publicações antigas, relógio antigo de parede, hidrômetros, balanças para pesagens de produtos químicos, dentre outros equipamentos. O MAE também conta com uma reserva técnica com vários fragmentos e peças encontradas nos locais pesquisados pelas equipes arqueológicas.
  • Museu Arqueológico da Embasa
  • 71 3241-8135
  • Seg a sex, 8h às 12h e 13h30 às 17h
  • Grátis

sábado, 25 de outubro de 2014

Utilizando o seu nome de batismo como mote, Lulu Santos lança 'Luiz Maurício', seu novo trabalho








Lulu Santos está na estrada há 21 anos, quando estreou no universo da música como integrante da banda de rock progressivo Vímana. O primeiro show foi há quatro décadas e, para comemorar, ele lança 'Luiz Maurício', o primeiro disco inédito em cinco anos

O nome de batismo é Luiz Maurício, mas todo mundo o conhece mesmo como Lulu Santos. “Foi minha avó quem deu o apelido quando eu era ainda criança. Lá em casa, Luiz Maurício era quem levava esporro. Sempre que acontecia alguma coisa errada, minha mãe já acusava: ‘Lu-iz Mau-rí-cio!’”, recorda o cantor, compositor e guitarrista, às gargalhadas.

No começo da carreira, o artista tocava ao lado de Luiz Paulo Simas, Fernando Gama e Candinho. Um ano depois, Ritchie e Lobão se juntaram aos roqueiros. Essa formação foi a mais conhecida. Após cerca de três anos no grupo com a chegada de Patrick Moraz (ex-Yes), Lulu foi expulso e a partir daí iniciou o trabalho solo.

Mas Luiz Maurício teve outro apelido durante a vida, além do que se tornou nome artístico. Ele mesmo, inclusive, já chegou a se chatear com o ‘Lulu’. “É que, em São Paulo, Lulu era nome de cachorro. Era vergonhoso, me sacaneavam. No Rio, me chamavam de Beethoven, por causa do meu cabelo”, diverte-se.

Inédito, após cinco anos

'Luiz Maurício' é o primeiro disco de inéditas de Lulu em cinco anos — seus lançamentos mais recentes foram seu volume dois do projeto Acústico MTV e uma homenagem a dupla Roberto Carlos e Erasmo Carlos. “Acho que não estava focado o suficiente. Para lançar um álbum, é preciso foco. Eu estava mais deixando a corrente me levar em relação à carreira. Com o reforço de atenção da mídia por causa da minha participação no programa de TV ,The Voice Brasil".

E vem aí mais um lançamento. No início deste mês, Lulu registrou em vídeo duas apresentações na Fundição Progresso. “Vai virar um DVD. Vou incluir alguma coisa de ‘Luiz Maurício’, mas é basicamente um show com meus sucessos”, descreve. “Não dá para fugir disso”. Você vai a um show dos Rolling Stones, e também é assim. É preciso ter uma responsabilidade com esse legado, as músicas que fazem parte da história das pessoas e todos querem ir ao show para cantar junto”.

Inspirado na série de livros Deixados Para Trás, “O Apocalipse” destaca a atuação de Nicolas Cage





De forma misteriosa, milhões de pessoas de todas as partes do mundo somem sem deixar vestígios, deixando tudo para trás, como roupas, óculos, joias, sapatos e até mesmo marca-passos e pinos cirúrgicos. O caos se instala no mundo inteiro, mas descobre-se que os cristãos foram enviados ao Paraíso, deixando para trás todos os pecadores


Com certo atraso, é verdade, Deixados Para Trás ganha uma versão digna de Hollywood. Rebatizado no Brasil para O Apocalipse, o filme tem Nicolas Cage como o piloto de avião Rayford Steele, que se une ao jornalista Buck Williams (Chad Michael Murray) para tentar encontrar respostas e uma saída para o caos que assola o mundo. Vic Armstrong é o diretor. Jordin Sparks,Cassi Thomson e Quinton Aaron também estão no elenco. 

O filme estreou no Brasil no dia 9 de outubro.Deixados Para Trás é uma série de livros de Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins. De cunho religioso, as obras tratam do arrebatamento. Com milhões de cópias vendidas e traduzidos para dezenas de línguas, os livros chegaram às telas no ano 2000 em Deixados Para Trás, primeiro de três filmes de baixo orçamento que fizeram sucesso nas locadoras de vídeo.

História

Após uma longa ausência, Chloe (Cassi Thomson) decidiu visitar os pais. Ela andava irritava com a mãe, Irene (Lea Thompson), que há cerca de um ano insistia na pregação religiosa a todos à sua volta. Ainda no aeroporto ela encontra por acaso com seu pai, Rayford (Nicolas Cage). Não demora muito para que Chloe perceba que ele arquitetou a viagem para ter um encontro com uma das aeromoças, o que a deixa bastante decepcionada.

Também no aeroporto ela conhece Buck (Chad Michael Murray), que se interessa por ela mas embarca no voo que será pilotado por Rayford. Durante a viagem, algo repentino acontece em todo o planeta: milhões de pessoas simplesmente desaparecem, sem deixar vestígios. A situação causa um pânico geral.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Membro de família de escritores, Evaldo Cabral de Mello é eleito para ocupar a cadeira 34 da ABL





Primo de Gylberto Freire e irmão de João Cabral de Mello Neto, o recifense Evaldo Cabral de Mello é considerado um dos mais destacados historiadores brasileiros, especializado no estudo do período de domínio holandês em Pernambuco, no século XVII

O historiador pernambucano Evaldo Cabral de Mello é o novo ocupante da Cadeira 34 da Academia Brasileira de Letras (ABL), vaga desde 18 de julho deste ano, com a morte do romancista e cronista baiano João Ubaldo Ribeiro. Na eleição realizada na tarde desta quinta-feira (23/10), no Petit Trianon, sede da academia, no centro do Rio, ele recebeu 36 dos 37 votos possíveis. Votaram 20 acadêmicos presentes e 16 por carta.

Considerado um dos mais destacados historiadores brasileiros, Evaldo Cabral de Mello nasceu em 1936, no Recife, e atualmente reside no Rio de Janeiro. Também diplomata, carreira que exerceu a partir de 1962, serviu nas embaixadas do Brasil em Washington, Madri, Paris, Lima e Barbados, nas missões do país em Nova York e Genebra e nos consulados gerais em Lisboa e Marselha, na França.

Como historiador, especializou-se no período do domínio holandês em Pernambuco, no século 17, tema de sua primeira obra, Olinda Restaurada (1975), e de vários outros livros, como Rubro Veio (1986), O Negócio do Brasil (1998) e Nassau, Governador do Brasil Holandês (2006).

Mostrando a veia da família voltada para as letras, Evaldo Cabral de Mello é irmão do também poeta e diplomata João Cabral de Mello Neto (1920-1999), que entrou para a ABL em 1968. É primo do sociólogo e escritor Gilberto Freyre (1900-1987).

A Cadeira 34 teve como primeiro ocupante João Manuel Pereira da Silva, que escolheu como patrono o sacerdote e poeta Sousa Caldas. Além do fundador e de João Ubaldo, ocuparam a Cadeira o Barão do Rio Branco, Lauro Müller, dom Aquino Corrêa e os jornalistas Raimundo Magalhães Jr. e Carlos Castello Branco.

Perdas irreparáveis para a cultura nacional

A ABL perdeu este ano Ivan Junqueira, João Ubaldo Ribeiro e Ariano Suassuna. Para a vaga do primeiro, foi eleito, no último dia 9, o poeta maranhense Ferreira Gullar. Na próxima quinta-feira (30), será escolhido o ocupante da Cadeira que pertencia a Suassuna. Quatro nomes disputam a vaga do romancista e dramaturgo paraibano, entre eles o jornalista Zuenir Ventura.

Referência: EBC

EUA devolvem pinturas ao Peru, mas cerca de 5 mil peças encontradas em Machu Picchu, continuam em território americano desde 1911





Após batalha que durou vários anos, Museu de Arte de San Antonio recebeu na última quarta-feira (22), duas pinturas da era colonial que haviam sido roubadas, devolvidas pelos Estados Unidos. Peru encarou a recuperação das obras de arte como um "triunfo moral" para o país


O comprador das pinturas, que não será formalmente indiciado, perdeu o dinheiro que pagou por elas. Após receber denúncia, a agência investigou o paradeiro das obras roubadas e, valendo da prerrogativa de poder apreender obras de arte levadas ilegalmente aos EUA, especialmente aquelas que foram declaradas roubadas ou perdidas, chegou ao proprietário e fez a apreensão.
Datadas do século XVIII , as pinturas foram furtadas do altar de uma igreja peruana em 2001 e vendidas anos depois por uma casa de leilão do Estado do Texas a um colecionador particular. As imagens, que representam são Vicente Ferrér e Santo Antônio Abade, foram estimadas em cerca de US$ 10 mil cada.

Outras obras peruanas a serem devolvidas pelos EUA

Cerca de 5 mil peças encontradas em 1911 em Machu Picchu pelo arqueólogo Hiram Bingham, professor de Yale, foram emprestadas formalmente pelo Peru após sua descoberta, pelo período de um ano, para fins de estudo e restauração.

Os apelos para que sejam devolvidas estão sendo feitos desde 1920, mas elas ainda estão no Museu Peabody, em New Haven (Estados Unidos) e a Universidade de Yale, que abriga o museu e sequer uma autorização para que arqueólogos peruanos possam ter acesso a elas é concedida.

Um acordo finalmente foi realizado em fevereiro de 2011, sob reserva da construção em Cuzco de um museu dedicado ao local inca. O acordo prevê ainda a manutenção no Museu Peabody das mais belas peças na forma de um empréstimo permanente.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

São Paulo sedia mostra antológica de Salvador Dalí, centrada em seu período surrealista mas que destaca também a evolução de sua carreira e como desenvolveu seu estilo





Mestre do surrealismo, conhecido por retratar sonhos e fantasias e também por manter um exótico bigode extremamente fino e com as pontas levantadas para o alto, o artista catalão Salvador Dalí (1904-1989) está sendo homenageado desde domingo (19), em São Paulo, com uma mostra no Instituto Tomie Ohtake


O conjunto de peças é formado por 24 pinturas, 135 trabalhos entre desenhos e gravuras, 40 documentos, 15 fotografias e quatro filmes. O espectador terá contato com a produção de Dalí desde os anos 1920 até seus últimos trabalhos em um universo onírico, fantasioso e cheio de simbolismo e cores.O Instituto Tomie Ohtake trouxe para São Paulo a maior retrospectiva do artista espanhol Salvador Dalí. 

Com curadoria de Montse Aguer, diretora do Centro de Estudos Dalinianos da Fundação Gala-Dalí, a mostra que está em cartaz desde o último domingo (19), apresenta 218 peças do mestre surrealista, incluindo a valiosa tela em óleo sobre madeira ‘O Spectro do Sex Appeal’ (1934), além de ‘Desnudo’ (1924), que pertenceu a Federico García Lorca; ‘Homem com a cabeça cheia de nuvens’ (1936), de profunda carga simbólica, com referência explícita a René Magritte e ‘O piano surrealista’ (1937), fruto de sua colaboração com os Irmãos Marx.

Telas do período de sua formação como pintor, como ‘Retrato de meu pai e casa de Es Llaner’, de 1920, ‘Retrato de minha irmã’, de 1925, e ‘Autorretrato cubista’, de 1926, que exemplificam sua busca e metamorfose em seus trabalhos questionando a realidade. Já da fase surrealista estão expostos ‘O Sentimento de Velocidade’, (1931), ‘Monumento imperial à mulher-menina’ (1929), ‘Figura e drapeado em uma paisagem’ (1935) e ‘Paisagem pagã média’(1937).

Produção de filmes

Além de telas, o artista também produziu filmes com Luís Buñuel e Alfred Hitchcock como ‘O cão andaluz’ (1929) e ‘A idade do ouro’ (1930); e ‘Quando fala o coração’ (1945), além da animação surrealista em parceria com Walt Disney. No acervo, documentos, fotografias, manuscritos e ilustrações de ‘Dom Quixote de La Mancha’, de Miguel de Cervantes, e ‘Alice no País das Maravilhas’, de Lewis Carrol, além de expressivo material do Centro de Estudos Dalinianos. Títulos como ‘Imaculada Conceição’ (1930), de André Breton e Paul Eluard, e ‘Onan’ (1934), de Georges Hugnet. As raridades tiveram seus frontispícios assinados por Salvador Dalí e retratam as bases do surrealismo na literatura.

SERVIÇO:
Exposição Salvador Dalí
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Coropés 88) – Pinheiros SP
Visitação: 19 de outubro de 2014 a 11 de janeiro de 2015- (de terça a domingo, das 11h às 20h)
Informações: (11) 2245 1900

Exposição A Persistência da Memória é aberta no Banco Central do Brasil





O Banco Central do Brasil (BC) abriu, na última terça-feira (21), as portas para a visitação do módulo Entre a Figuração e a Abstração, o segundo da exposição A Persistência da Memória


Para alternar as obras expostas, a mostra foi dividida em seis módulos. Brasil Brasileiro foi o primeiro módulo e apresentou um panorama das artes no país, entre a Semana de Arte Moderna de 1922 e a crise econômica de 1929. Ainda serão expostos quatro módulos: O Poder da Arte;Anos Rebeldes; Da Multiplicidade de Formas e Conceitos; e A Persistência da Memória, que encerra a exposição.Obras com valor histórico inestimável podem ser conferidas pelos próximos quatro meses, no Museu de Valores do Banco Central. Nessa etapa, parte importante do cenário político e cultural do país no século 20 é apresentada pela arte.

As obras estão expostas em ambiente que simula o espaço físico destinado ao armazenamento seguro do acervo, quando as peças não estão em exibição. Para a curadora Gisel Azevedo, a exposição é apresentada de maneira conceitual por "mostrar diferentes artistas em um período de tempo onde esteve presente o conflito entre a realidade, retratada na figuração, e o choque com o subjetivo do artista na abstração".

O único artista ainda vivo que tem obras na exposição, Maciej Babinski. esteve na abertura do evento. Hoje, aos 83 anos, Babinski relembrou sua trajetória desde que saiu da Polônia, e o momento em que pintou, há 60 anos, os quadros abstratos que fazem parte do acervo do BC. "Aqui estão os poucos quadros abstratos que pintei na minha vida, ainda com vinte e poucos anos de idade. E estão bem conservados", destacou.

Para a gravurista profissional e também professora da Universidade de Brasília, Cíntia Falkerbach, a exposição é importante para firmar a identidade da arte no país, além de proporcionar o acesso à obras únicas. "Ter acesso a um acervo tão rico como esse do Banco Central, mantém viva uma parte da história que já passou", disse Falkerbach.

Fonte: EBC

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Leilão para (muito) poucos: relógio de bolso pode alcançar a marca de R$ 42 milhões na Sotheby’s




Em 2013, um relógio Panerai foi arrematado pela soma de 348.000 euros em um leilão promovido pela Sotheby’s, mas no próximo mês, a mesma casa leiloará um modelo Patek Philippe de 1932, considerado o relógio mais famoso do mundo 



Panerai

Os relógios Panerai vintage são, normalmente, responsáveis por leilões emocionantes, onde os colecionadores mais aficionados apostam em peças únicas e na raridade dos relógios produzidos durante a história da marca florentina.

Os relógios Panerai não foram, de fato, produzidos para venda pública antes de 1993, data em que a primeira coleção destinada ao mercado foi apresentada. Todas as peças históricas raras Panerai foram produzidas por encomenda militar entre 1936, o ano do primeiro relógio Radiomir produzido para auxiliar os comandos da Marinha Real Italiana nas missões subaquáticas, e a década de 50. Esta raridade, combinada com o intemporal e com o design ainda atualizado dos relógios é o fator determinante para o aumento contínuo do valor dos modelos Panerai, não apenas vintage, mas também muitos dos que são agora produzidos em edições limitadas e fielmente inspirados em modelos do passado.

O Luminor vendido no leilão da Sotheby’s, referência 6152/1, datado de cerca de 1955, está equipado com uma caixa de aço inoxidável, com o clássico dispositivo de proteção da coroa que também caracteriza os Luminor de hoje, com um movimento mecânico de corda manual, fundo aparafusado e com um grande mostrador preto com indexes e números nos pontos cardeais. Este modelo é único e distingue-se pelo bisel rotativo em policarbonato, transparente com pequenos pontos pretos ou marcadores luminescentes. O aro removível, um material nunca antes visto, indica que este relógio é, provavelmente, um protótipo que nunca avançou para produção.

Patek Philippe

Graves, Patek Philippe (Foto: Divulgação/ Sotheby's)

Há quem não ache normal o fato de alguém pagar R$ 42 milhões por um relógio, mas as pessoas que participarão de um leilão promovido pela famosa casa Sotheby's no próximo mês, pensam diferente.

Entre os produtos oferecidos nesse leilão, está o "Henry Graves Jr. Supercomplication", também conhecido como "Graves", um relógio de bolso da década de 1930. Ele foi fabricado pela Patek Philippe, uma das mais tradicionais marcas de relógio do mundo, e será leiloado no mesmo mês em que a empresa comemora 175 anos. A expectativa, segundo a revista Forbes, é que ele seja vendido por US$ 17 milhões (cerca de R$ 42 milhões). A página oficial da Sotheby’s se refere à peça como "o relógio mais famoso do mundo".

"Ele possui 24 funções, incluindo um mapa do céu noturno sobre de Nova York. O Supercomplication é o relógio mais complexo já feito sem a ajuda de computadores. Na verdade, o Supercomplication manteve esse título por 56 anos, até que a Patek Philippe lançou o Calibre 89 - com 33 funções - em 1989", diz a Sotheby's. O Calibre 89, no entanto, teve a ajuda de computadores para sua criação.

A rara peça foi a leilão pela primeira vez pela Sotheby's, em 1999. Naquela época, foi vendida por US$ 11 milhões e se tornou o mais caro relógio já leiloado, recorde que ainda conserva. O comprador não quis se identificar, como é comum nesses casos.

O Olho de Hórus, que simboliza força e poder, entre outros atributos, representa o olhar aberto e justiceiro de um dos deuses egípcios da mitologia: o deus Hórus





Olho de Hórus, também conhecido como udyat, é um símbolo que significa poder e proteção. O olho de hórus era um dos amuletos mais importantes no Egito Antigo, e eram usados como representação de força, vigor, segurança e saúde.


Tinha cabeça de falcão e os olhos representavam o Sol e a Lua. Matou Seth, tanto por vingança pela morte do pai, Osíris, como pela disputa do comando do Egito. Hórus (ou Heru-sa-Aset, Her'ur, Hrw, Hr ou Hor-Hekenu) é o Deus dos céus , muito embora sua concepção tenha ocorrido após a morte de Osíris . Hórus era filho de Osíris.

Após derrotar Seth, tornou-se o rei dos vivos no Egito. Perdeu um olho lutando com Seth, que foi substituído por um amuleto de serpente, (que os faraós passaram a usar na frente das coroas), o olho de Hórus, (anteriormente chamado de Olho de Rá, que simbolizava o poder real e foi um dos amuletos mais usados no Egito em todas as épocas. Depois da recuperação, Hórus pôde organizar novos combates que o levaram à vitória decisiva sobre Seth.

O olho que Hórus feriu (o olho esquerdo) é o olho da Lua, o outro é o olho do Sol. Esta é uma explicação dos egípcios para as fases da lua, que seria o olho ferido de Hórus.

Alguns detalhes do personagem foram alterados ou mesclados com outros personagens ao longo das várias dinastias, seitas e religiões egípcias. Por exemplo, quando Heru (Hórus) se funde com Ra O Deus Sol, ele se torna Ra-Horakhty. O olho de Horus egípcio tornou-se um importante símbolo de poder chamado de Wedjat, que além de proporcionar poder afastava o mau-olhado, pois segundo os egípcios os olhos eram os espelhos da alma.

Toda essa Lenda do Egito, parte do bisneto de Noé chamado de Ninrode. O neto de Cam fortificou a torre de Babel e tomou posses das terras das outras tribos, como a de sem e Jafé, ele era esposo de Isis, Ísis era uma mulher bela e esposa de Ninrode, esse era neto de Cam o filho de Noé. Segundo a Bíblia Ninrode, neto do amaldiçoado Cam, foi o fundador da Babilônia, Egito e da torre de Babel.

Quem é quem afinal?

Ninrode: deus sol, uma alusão a lúcifer o antigo portador da luz ou Osíris pelos egípcios.Esse é o deus católico que ninguém conhece.

Sem: simboliza Set o deus mal dos egípcios, pois Set matou Osíris pela mitologia egípcia.

Ísis: Simboliza a Virgem Maria, Diana de Éfeso etc... é a rainha dos céus ou Lua esposa do Sol.

Thamuz: Simboliza Cristo, mas é Hórus o deus egípcio de um olho só, porque ao ser morto perdeu um de seus olhos. (Hórus é aquele que tem o olho que tudo vê em cima da pirâmide Illuminati e maçônica).

A Maçonaria e os Illuminatis

Sendo duas vertentes que sempre detiveram boa parte do poder financeiro do mundo, a Maçonaria e os Illuminatis usaram dessas regalias para adorar seus deuses e acabaram propagando as crenças e símbolos em filmes, logotipos de empresas, até mesmo no Dolar americano.

O Olho que tudo vê é o olho de Lucifer, o olho que espia toda a terra querendo acusar os justos. Para os maçons, e os Illuminatis o olho é como se fosse o portal para a sabedoria e o ocultismo.

Atualmente, o olho de Hórus também é utilizado como símbolo contra a inveja e o mau-olhado, além de proteção, e por isso é bastante usado sua imagem para fazer tatuagens, em diversas partes do corpo. É bastante comum ver o olho de Hórus na forma de pingentes. Além do olho de Hórus, o ankh, hieróglifo que simboliza a vida, também é popularmente usado como amuleto e em tatuagens.

Existe uma lenda, de que o olho de Hórus é composto por duas partes, o olho esquerdo, e o direito, onde o olho esquerdo simboliza a lua, e o direito, o sol. A lenda volta ao Egito, onde, em uma luta o deus Seth arrancou o olho esquerdo de Hórus, que acabou sendo substituído por um amuleto, que deu origem então ao que hoje é conhecido como o olho de Hórus.

Após estrelar, "Apolo 13", Tom Hanks estreia na literatura em conto de ficção científica

Tom Hanks, em 'Apolo 13'



O ator e diretor norte- americano Tom Hanks decidiu narrar histórias na literatura e, no conto “Alan Bean plus four”, ele relata a expedição para a lua de quatro amigos a bordo de uma nave espacial caseira, em uma referência ao filme ‘Apolo 13’, estrelado por ele
 


Depois de escrever alguns roteiros de longa-metragem, o ator e diretor Tom Hanks agora conta histórias também na literatura. Ele se junta a Jesse Eisenberg, Tina Fey e outros como um dos colaboradores da prestigiada revista norte-americana The New Yorker.

Hanks, que protagonizou o filme Apollo 13, em 1995, se inspirou no filme para escrever o conto de ficção. Alem dos vários termos técnicos que fazem parte da experiência do ator, uma linguagem coloquial e bem-humorada é usada para aliviar o texto. Ele brinca ainda com temas da contemporaneidade, como as selfies e o uso de tablets para ver série.

O conto Alan Bean plus four relata a expedição para a lua de quatro amigos a bordo de uma nave espacial caseira. Hanks, que protagonizou o filme Apollo 13, em 1995, se inspirou no filme para escrever o conto de ficção. Alem dos vários termos técnicos que fazem parte da experiência do ator, uma linguagem coloquial e bem-humorada é usada para aliviar o texto. Ele brinca ainda com temas da contemporaneidade, como as selfies e o uso de tablets para ver séries.

Sobre influências para escrever textos literários, Tom Hanks listou para aThe New Yorker os nomes de Chaim Pook e Alan Furst. “A ficção deles é baseada na não ficção, mas tudo a respeito do comportamento humano”, justifica o ator, em entrevista à imprensa internacional, que não descarta mais histórias pela frente.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Com “Garota Exemplar”, David Fincher arrebata público e crítica fazendo do filme um absoluto sucesso





O mundo da fantasia de Hollywood parece superar qualquer indício de crise e exibe a cada ano suas cifras surpreendentes. Agora é a vez do diretor David Fincher o seu ‘Garota Exemplar’, a adaptação do livro de Gillian Flynn, que arrecadou mais de US$ 200 milhões em bilheteria mundial, conquistou a crítica e segue no topo nos cinemas mundo afora

Nick Dunne (Ben Affleck) é um jornalista de Nova York que busca por Amy (Rosamund Pike), sua esposa, que desapareceu no dia do seu quinto aniversário de casamento. O marido procura a polícia, mas logo se torna o principal suspeito. À medida que as revelações sobre o caso se desenrolam, fica claro que a verdade não é o forte do casal.

David Fincher promete repetir nas telas de cinema o sucesso que Garota exemplar teve nas prateleiras das livrarias. O sucesso de bilheteria mostra a opinião do público, mas ele também embeveceu a crítica especializada e os depoimentos abaixo funcionam como termômetro da adaptação cinematográfica:

1) “Quem amou o livro vai sair do cinema com um sorriso sarcástico.” Entertainment Weekly

2) “É um filme perversamente hipnótico, que redime a fé do espectador nos estúdios de cinema (mas não na polícia local, nos tabloides ou até mesmo no casamento).” Time Out New York

3) “O filme é extremamente envolvente – embora deixe o espectador nauseado e inseguro sobre o que pensar a respeito de homens, mulheres, casamento e uma possível intimidade dado o exemplo de pessoas tão perturbadas.” New York Magazine/ Vulture

4) “De uma precisão cirúrgica, macabramente engraçado e totalmente hipnotizador durante os 149 minutos de duração, esse thriller psicológico tenso e abrangente é o exemplo de uma união excepcional entre diretor e matéria-prima, e expressa com exatidão o cinismo de Fincher com relação à era da informação e seu fascínio pelo terror e violência escondidos sob a superfície do estilo de vida norte-americano contemporâneo.” Variety

5) “Um thriller que inicialmente convida o espectador a torcer pela mulher e acreditar que o homem é a fonte de todo o mal. Mas, se o casamento é um mistério, então a verdade está no cruzamento dos fatos. O público fica torcendo para que o casal consiga emergir ileso desse conflito.” The Guardian

6) “Sim, Garota exemplar é um mistério envolvente que atravessa uma narrativa divertida repleta de reviravoltas e surpresas, nem todas fáceis de engolir. Mas é também uma reflexão ácida sobre a morte do jornalismo, da mutabilidade do sistema judiciário, da crise econômica e, à frente de tudo isso, da insanidade do casamento.” Total Film

7) “Você provavelmente não descobrirá o que vai acontecer até que finalmente aconteça.”Village Voice

8) “Muitas histórias resumem-se a três palavras que o protagonista usa para se fazer a pergunta: Quem sou eu? Em Garota exemplar, Fincher vira essa dinâmica do avesso de forma dramática, fazendo Nick e Amy Dunne se perguntar: Quem é você? O resultado é sensacional.” Digital Spy

9) “É sobretudo uma deliciosa armadilha para os espectadores: o que começa com um suspense mortal do estilo ele-disse, ela-disse, dá uma guinada brusca e se transforma no tipo de conflito que talvez Brian De Palma pudesse ter criado em seu sótão 20 anos atrás.” Daily Telegraph

10) “Garota exemplar evolui simultaneamente como uma sátira mordaz da cobertura midiática sobre violência doméstica como entretenimento de massa.” Screen International

Depois de algum tempo afastado dos romances, o titânico Tony Bellotto volta com “Bellini e o Labirinto”





Já faz tempo que os fãs de Remo Bellini não topam com o detetive pelas livrarias do país. Ao menos não na seção de lançamentos, perseguindo pistas pelos inferninhos de São Paulo, a trilha de My Baby’s Goneecoando ao fundo e Dora Lobo com uma nova missão em mãos


Tony Bellotto iniciou sua carreira literária em 1995 com um romance policial que originou a personagem Remo Bellini, um improvável investigador particular residente na cidade de São Paulo, ouvinte voraz de blues e – como uma espécie de requisito exigido pelo gênero – um homem incompreendido e desejado por diversas mulheres.

Criado pelo escritor e músico Tony Bellotto, o último caso do personagem foi “Bellini e os Espíritos”, lançado no distante ano de 2005. Desde então, ele escreveu três livros (Os Insones, No Buraco e Machu Picchu, nenhum deles com o detetive), manteve a agenda de shows com o grupo de rock Titãs e também a apresentação do ‘Afinando a Língua’, um programa sobre língua portuguesa exibido pelo Canal Futura. Mas como diria Bellini, “existe uma qualidade indispensável ao detetive: a paciência”. E é para os pacientes que agosto chega com uma boa notícia: o ilustre frequentador do Luar de Agosto voltou.

Três de seus oito romances apresentam o detetive Bellini. Uma dedicação comum aos escritores da narrativa policial que escolhem uma personagem-chave para suas histórias e, romance após romance, aprofundam suas dimensões, ampliam o universo que os envolve, não raro apresentando visões diferentes de pressupostos que o leitor imaginava imutáveis.

Narrativa mostra um escrito maduro

“Bellini e o Labirinto” demonstra a evolução narrativa de Bellotto, que entrega ao seu público um romance bem executado tanto em sua estrutura policial quanto na narrativa madura e equilibrada. Além de uma história investigativa, a trama utiliza-se de uma vertente comum nas sequências policiais, a de introduzir o próprio detetive como elemento da investigação, não sendo mais o policial um ser à parte que produz luz em acontecimentos de maneira imparcial. Ao dividir o foco entre a investigação padrão e o drama da personagem, a história duplica de intensidade.

Em “Bellini e O Labirinto”, Bellini deixa os becos pouco indicados de São Paulo e viaja até Goiânia para investigar o desaparecimento de um famoso cantor sertanejo, mas, conforme adentra as investigações, descobre que nem tudo parece óbvio, algo que toda boa narrativa policial carrega em suas linhas.

Dentro de um labirinto narrativo, esta obra parece o início de uma nova fase, claramente mais madura, do autor, ciente das tensões necessárias para compor um bom romance. Após diversas histórias entre altos e baixos, Bellini e o Labirinto situa-se em seu melhor, ainda que seja cedo demais para batizar esta obra de provável Cabeça Dinossauro – em referência aos álbuns dos Titãs – de sua carreira literária.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Após o pomposo livro de fotos vendido pelo acintoso preço de R$ 4.500, Roberto Carlos lança um outro, igualmente sem conteúdo mas com preço mais condizente com a realidade do país





Roberto Carlos estava rindo à toa no lançamento do seu livro de fotos e não era para menos: uma multidão de súditos famosos — como Luan Santana, Emerson Fittipaldi e Tom Cavalcante — foi prestigiar o Rei. A festa, no entanto, não era aberta para os mortais comuns pois cada livro custa a bagatela de R$ 4,5 mil, preço surreal para a imensa maioria dos mortais comuns


Roberto Carlos lançou em abril, uma edição de colecionador com tiragem limitada de 3 mil exemplares e preço de R$ 4.500, com mais de 400 páginas, o livro “Roberto Carlos” (Editora Toriba), que foi divulgado durante entrevista coletiva que o cantor deu na décima edição do cruzeiro temático “Emoções em alto mar”.

Mostrando o seu lado intolerante, o cantor afirmou: “Não é uma biografia” mas, em seguida defendeu mais uma vez o direito de opinar sobre o relato de sua vida e disse que teve total envolvimento com o processo de edição. “Nem precisava da minha autorização, mas eles me perguntaram sobre todas as fotos. Tudo que foi publicado foi visto por mim. Acho que todos deveriam ter esse cuidado”, afirmou.

Novo livro, mas com conteúdo similar
Roberto Carlos mantém a linha e agora disponibiliza para os seus súditos dispostos a consumir e pagar muito caro por qualquer rabisco sobre o cantor, um livro de fotos que pretende ser a edição "coffee table" (livro de mesa) de "Roberto Carlos".

O livro, bem menos pomposo, traz a denominação de o "único livro autorizado por Roberto Carlos" e sai em versão para mortais, mas ainda muito cara para aqueles fãs menos abastados: custa R$ 249,00. O "autorizado" vai por conta da proibição, por parte de Roberto, de outras obras sobre sua vida, como uma biografia feita pelo jornalista Paulo Cesar Araújo, vetada em 2007. O cantor apoiou-se no Código Civil brasileiro, que permite o veto a esse gênero de livro sem autorização.

Texto? Nenhum. Informações sobre a vida do astro? Nem uma linha. São cerca de 300 fotos do Rei: poses de galã das antigas, registros com amigos e outras ‘raridades’ reunidas no volume. O livro é dividido em cinco seções: "Uma Vida", "Amor", "Aventura", "Fé" e "Amigos e Família".

Os textos se resumem às letras das canções. Roberto, como sempre, não os permitiu. Fotos com bebidas alcoólicas e as cores roxa e marrom também ficaram de fora deste livro de capa azul, tudo culpa do TOC. O sobejamente conhecido transtorno obsessivo-compulsivo do cantor atrasou em cinco anos a publicação. 

Os editores que acompanharam o trabalho dizem que Roberto mudava de ideia constantemente em relação às fotos presentes no livro, ora suprimindo para, em seguida, autorizar. Mas no dia seguinte, mudava de ideia e voltava à estaca zero.

Para os dispostos a pagar o preço menos inacessível, tem ainda o problema da semi-mobilidade: não dá para sair por aí com o livro debaixo do braço - são 2,5 kg, um verdadeiro trambolho, - mas pelo menos não é necessário andar com uma mochila para transportá-lo, como era preciso com o anterior, com o absurdo peso de 12 kg. Diferentemente da edição de luxo, esta não foi impressa na Itália, mas numa gráfica tupiniquim.

A edição anterior teve tiragem limitada e única de 3.000 exemplares, dos quais mil foram vendidos a artistas e personagens endinheirados das elites nacionais. Já a nova versão teve 5.000 exemplares iniciais, mas pela legião de admiradores, uma nova tiragem deve sair em breve.

Richard Gere diz que viver um morador de rua em "Time Out of Mind" foi um dos maiores aprendizados da sua carreira





Richard Gere chegou ao Festival Internacional de Cinema de Roma para apresentar o seu novo filme, "Time Out of Mind", no qual ele interpreta George, um homem sem-teto que vive nas ruas de Nova York e que se torna ‘invisível’ não só para os habitantes da metrópole, mas para si mesmo


Há uma pergunta inebriante no centro de Oren Moverman 's "Time Out Of Mind": o que é que nos faz real, para existir verdadeiramente para aqueles que nos rodeiam?Isto não é uma questão existencial, mas um inquérito sobre os valores que colocamos sobre aqueles que nós escolhemos para observar.

É o um emprego, o que nos permite contribuir para a indústria e a sociedade?Ou talvez seja uma rede de amigos e familiares que fornecem o líquido de humanidade que nos rodeia?George Hammond (Richard Gere) não tem nenhuma dessas coisas, o que torna o invisível, não só para os moradores da metrópole de Nova York ao seu redor, mas para si mesmo.

É o governo que não teve força suficiente para dar serviços de alguém ou de reconhecimento de documentação?Ou é um emprego, o que nos permite contribuir para a indústria e a sociedade?Ou talvez seja uma rede de amigos e familiares que fornecem o combustível de humanidade que nos rodeia?George Hammond (Richard Gere) não tem nenhuma dessas coisas, o que torna o invisível, não só para a metrópole de Nova York que lhe redeia, mas para si mesmo.

Já se passaram anos desde que George teve um teto sobre sua cabeça de forma consistente e ele, teimosa e ingenuamente, descreve seu status como "entre lugares".Quando o filme começa, ele está mais uma vez nas ruas, iniciando a narrativa a partir do banheiro de um apartamento vazio, onde ele encontrou um lugar tranquilo para dormir: na banheira.

Reunindo suas posses, o resto do filme de Moverman segue George para as ruas de Manhattan, enquanto ele luta para encontrar abrigo e juntar dinheiro suficiente para alimentar seu hábito de beber, ao fazer movimentos preliminares para se reconectar com sua filha (Jena Malone), e colocar sua vida de volta juntos.

E enquanto o filme de Moverman, eventualmente, fornece os detalhes de seu declínio, o cineasta não está preocupado com a forma como a vida de George desmoronou, tanto quanto como o seu declínio tem afetado ele, e o que isso significa no dia-a-dia do lado de fora, olhando movimentada metrópole.

domingo, 19 de outubro de 2014

Faltam alguns meses para a cerimônia de premiação do Oscar 2015, mas já tem muita gente pensando no prêmio máximo do cinema mundial

São várias as películas que, antes mesmo de serem lançados, já estão cotados para figurar nas principais listas de melhores do ano. Seja por causa do diretor ou de algum ator envolvido, pelo potencial da história ou simplesmente porque os estúdios de Hollywood investirão pesado no longa-metragem

Com o fim do Festival de Cinema de Toronto acabou-se os grandes festivais anuais que costumam tecer uma linha estranha e errática sobre o Oscar. Em 2014, Berlim, Cannes, Veneza e Toronto falharam em apresentar aquele filme em que os cinéfilos jogariam todas as fichas como favorito não apenas para indicações às categorias principais do Oscar, mas para sair do Dolby Theatre, em 22 de fevereiro, com várias estatuetas nas mãos.

Em 2015, se depender da crítica, “Boyhood”, de Richard Linklater, se mantém como o grande longa do ano e nome certo no Oscar. Mas precisamos lembrar que o drama, filmado ao longo de 12 anos, foi um lançamento de médio porte nos Estados Unidos, rendendo US$ 22 milhões nas bilheterias em cerca de 800 salas –um sucesso, considerando que o orçamento girou em tornou de US$ 4 milhões. 


Os votantes da Academia são mimados ou estão espalhados pelo mundo. Por isso, o Oscar muitas vezes privilegia filmes-espetáculo, grandioso, em detrimento de pérolas indies, ainda mais porque o longa falhou em conquistar o Urso de Ouro de Berlim –Linklater ficou com o Urso de Prata de direção.

Ainda assim, com o terreno tão infértil e nenhuma grande produção arrebatadora em Toronto,“Boyhood” tem grandes chances de emplacar em melhor filme, direção e ator (Ella Coltrane), ator coadjuvante (Ethan Hawke) e atriz (Patricia Arquette).

É o mesmo caso de “O Grande Hotel Budapeste”, que abriu o festival germânico, ganhou as bilheterias e os críticos, mas os especialistas sempre deixaram de lado de uma possível corrida ao Oscar por causa do geralmente ocupado segundo semestre do ano. Não foi o que aconteceu. O longa de Wes Anderson passeou tranquilo enquanto os festivais se revezavam. Tem o selo alternativo de grande estúdio por trás (Fox Searchlight) e o fato de ser seu filme mais popular. Não é loucura pensar em melhor filme, direção, ator (Ralph Fiennes) e roteiro –direção de arte e figurino são barbadas.

A verdade é que a corrida ao Oscar está incerta como não víamos há muito tempo, o que promete um boa briga até o anúncio dos vencedores em 2015.

TV Cultura terá mais três canais e outros canais da TV fechada priorizam programação voltada aos diversos segmentos das artes

Novidades na área da cultura: canais de TV fechada apostam em longas, curtas-metragens, documentários, atrações sobre cinema, artes visuais, música erudita, literatura e MPB, enquanto a TV Cultura anuncia mais três canais ainda em 2014

Diferentemente da tevê aberta, que precisa atender a um público extremamente amplo e variado ao mesmo tempo, a tevê fechada aposta na segmentação de canais como diferencial. Assim ela consegue agradar a grupos específicos e torná-los cativos. Você sabe o que quer ver e sabe onde vai encontrar. Os canais Curta! e Arte 1 surgiram com uma programação toda voltada para a cultura.

Enquanto o Curta! abarca diferentes campos das artes através de longas, curtas-metragens e documentários, o Arte 1 tem programas variados voltados ao cinema, artes visuais, música erudita, literatura e MPB.

A princípio pode parecer que esses canais se dirigem a pessoas que frequentam cinema, teatro, museu e galeria de arte, mas na verdade eles buscam uma linguagem acessível e interessante, que também atraia aqueles que dão os primeiros passos no mundo das artes. O Divirta-se Mais apresenta algumas das melhores atrações desse universo.

TV Cultura


Em recente debate sobre a “Programação da TV Pública”, o Rio Content Market, foi anunciada a abertura de mais três canais da Tv Cultura, sendo dois para a TV fechada e um na plataforma digital. Os canais a cabo terão programação voltada para a exibição de conteúdo musical e documentários. Já o canal digital será provido de conteúdo educacional, com foco no ensino fundamental. 

Ainda em 2014 vão ser abertos três novas faixas que vai precisar de conteúdo nas áreas da arte e da cultura. O projeto pretende recuperar o acervo de música da TV Cultura, que é enorme, mas também produzir conteúdos novos, que se vai buscar junto aos produtores independentes. Com os novos canais, vão ser necessários produtos de qualidade para manter uma programação de 24 horas para todos os canais à disposição do público.

Referência: CB

sábado, 18 de outubro de 2014

Duas décadas depois da unificação, a Alemanha tornou-se uma nação renovada, que respira originalidade e efervescência cultural

Museu em Nurembergue é dedicado à cultura alemã



A Alemanha se reinventou fortalecida pelas suas contradições, com um lado ocidental de estilo mais tradicional, enquanto a porção oriental assumiu o papel de palco principal dos movimentos criativos e underground. Esse espírito inquieto atrai não só milhares de visitantes como novos moradores e estudantes de todo o mundo, que aproveitam a diversidade cultural da locomotiva da União Europeia

A história cultural da Alemanha no final do século XIX e início do século XX está intimamente ligada ao processo de unificação nacional. O nascimento do 2º Reich (Império Alemão) provocou grande debate interno, necessário para o entendimento dos caminhos que a arte germânica percorreu até metade do século XX

As contribuições da Alemanha para o patrimônio cultural mundial são incontáveis, o que leva alguns autores a acreditar no "Gênio Alemão", celebrado no romantismo, uma das fases da história da arte onde a Alemanha teve uma proeminência invejável. País conhecido por muitos como das Land der Dichter und Denker (a terra dos poetas e dos pensadores), a Alemanha foi o berço de vultos importantíssimos na história da arte, com destaque especial para a música clássica

Música contemporânea

Nos anos 1970, a música alemã não tinha muito prestigio internacional, pois no topo das paradas musicais estavam apenas canções estrangeiras, notadamente da língua inglesa. Tudo isso mudou mesmo em meados dos anos 80, quando o Euro Musica estourou na Alemanha, grandes bandas de sucesso são: Modern Talking, com o seu primeiro hit que alcançou número um em vários países "You're my heart, you're my soul", Sandra Cretu com seu enorme sucesso "Maria Magdalena", C.C. Catch, com seu êxito mundial "I can lose my heart tonight", quase todos com uma coisa em comum: a maioria dos hits eram produzidos por Dieter Bohlen e eram cantados em inglês.

Nos anos 90, houve a queda de algumas bandas citadas acima: Nos Modern Talking ambos os membros brigaram, C.C. Catch entrou em depressão e Sandra Cretu continuou com sucesso até 1993, quando caiu em uma fase ruim, com menos sucesso. Muitas bandas foram criadas, mas com estilos diferentes como Blue System (criação de Dieter Bohlen depois dos Modern Talking) e Thomas Anders (ex-vocalista dos Modern Talking)

Já no final dos anos 90, houve novamente um estouro mundial, mas não com bandas novas e sim com as pioneiras da Euro disco/Euro dance, Modern Talking retorna, C.C. Catch sai de uma longa depressão e volta a cantar, Bad Boys Blue lança um álbum com sucessos antigos remisturados. Atualmente, os membros do Moderno Talking não estão mais juntos, C.C. Catch anda promovendo inúmeras tournées, Bad Boys Blue acabou de lançar um novo álbum e Sandra Cretu aparece em inúmeros canais de televisão, fazendo inúmeros shows pela Europa.

Artes Plásticas
No renascimento, Albrecht Dürer foi um dos nomes maiores. Max Ernst, no surrealismo; Franz Marc, na arte conceptual; Joseph Beuys no neo-expressionismo George Baselitz. Com o advento do nazismo, muitos intelectuais fugiram da Alemanha, devido às suas convicções políticas ou por serem de descendência judia. Os efeitos desta fuga ainda se faz sentir hoje na Alemanha.

O papel da cultura na Alemanha unificada
Em novembro de 1989, uma multidão eufórica pôs abaixo os 155 quilômetros do muro que, desde 1961, separou simbolicamente o Ocidente do bloco comunista durante os duros tempos da Guerra Fria. Entre as hercúleas tarefas da unificação, estava a inserção das culturas dos dois países que, a partir daquela data, tornavam-se uma só nação.

Vinte anos depois da unificação, no coração da cidade, os sinais da nova Berlim vão muito além das poucas ruínas que restaram de pé. O Potsdamer Platz exibe escombros do muro só para turista ver. Antes quase abandonado por conta da divisão da cidade, o centro agora exibe reluzentes prédios, como o complexo da Crysler e o Sony Center, que dão a dimensão do ritmo de mudança que a cidade se impôs.

O apreço pela cultura que era compartilhado por ambas Alemanhas ganhou uma nova dimensão com a capital unificada. A cidade possui intensa agenda cultural, com peças, exposições e concertos, aproveitando o grande número de teatros espalhados pelos dois lados da cidade. Os números falam por si: são 170 museus, oito orquestras sinfônicas e três companhias de ópera permanentes.

Com a tolerância levada a sério, existe uma postura divertida frente aos espetáculos mais inusitados e bizarros. Às vezes tudo é oferecido por um mesmo clube dependendo do dia da semana. Um das casas mais baladas é o Panoramabar, às margens do rio Spree. Os amantes do jazz também desfrutam de um circuito próprio de casas de shows, como o Yorckschlösschen, que atrai os melhores músicos da cena europeia e norte-americana.

Tascheles, o famoso edifício "okupa" invadido por artistas e agitadores sociais em 1990 para impedir sua demolição, continua de pé e ainda sedia artistas, que ali trabalham e expõem suas obras. Na ocupação, esses coletivos criaram uma comunidade com regras e estilo de vida alternativos. O Mitte, bairro onde se situam ateliês, reflete a renovação urbana sofrida na região e que aos poucos vai perdendo seu jeito alternativo com crescimento do comércio atraído pelos artistas.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Exposição “As mulheres de Ziraldo” mostra bumbuns femininos em telas de mais de dois metros










Ao contrário do que muito pensam, não se trata de nome artístico. Ziraldo Alves Pinto, mineiro de Caratinga, nasceu no dia 24 de outubro de 1932, advogado de formação, mas cartunista, chargista, pintor, dramaturgo, caricaturista, escritor, cronista, desenhista, humorista, colunista e jornalista, por opção e, acima de tudo, paixão

Às vésperas de completar 82 anos de idade, Ziraldo é um colecionador de fatos comemorativos. Em 2014, ele completa 64 anos de carreira e 34 da criação de seu personagem mais famoso: o inesquecível Menino Maluquinho. Para celebrar tantos marcos significativos, o multifacetado artista estreou no último dia 15.10 a exposição 'As mulheres de Ziraldo', no Rio. 

A exposição é composta por 16 telas de quase dois metros de altura inspiradas em mulheres que fascinam o autor: as famosas Marilyn Monroe e Betty Grable e os tipos anônimos das garotas de Ipanema, que o artista costuma admirar da janela do apartamento onde mora na Lagoa. A mostra fica em cartaz até o dia 29 de novembro na Galeria Scenarium, no Centro.

Como ponto de partida para as telas, Ziraldo afirmou que, há três anos, resolveu colocar as mulheres de sua imaginação em grandes dimensões e em cores vivas. Desde então, o projeto foi tocado aos poucos. Em parte, devido ao gosto de Ziraldo pela vagareza, e, de outro lado, por suas mãos terem hoje menos firmeza do que o artista gostaria e que os seus mais de 80 anos permitem.

Com atividades múltiplas como pintar, escrever, alem das charges e cartuns, não é de espantar que, a essa altura da vida, ele acumule tantos projetos ao mesmo tempo. Além da mostra, o que anda ocupando sua mente é um novo livro da coleção “Os meninos e os planetas”. A publicação já está nos últimos retoques e deve ser lançada no Natal. Será o sétimo livro da coleção, que, a cada edição, relaciona uma criança com um planeta do sistema solar.