quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Se você procura um destino que reúna águas cristalinas, cachoeiras, grutas, cavernas e piscinas naturais com belezas paradisíacas, não hesite: vá a Bonito MS





Para quem viaja muito, torna-se difícil eleger o melhor passeio já feito, mas dificilmente ouve-se alguém falar que já foi em Bonito e não gostou. Divino, maravilhoso, deslumbrante, são adjetivos comuns para definir a passagem por aquela jóia do Mato Grosso do Sul


Na matéria abaixo, quem quer conhecer ou deseja voltar a Bonito, vai ter acesso a um apanhado geral com as principais dicas sobre a cidade e sugestões de passeios que podem ser incluídos em qualquer roteiro.
Já existem voos regulares partindo do Rio ou São Paulo direto para o aeroporto de Bonito, mas como na cidade as opões de locadoras de carro são parcas, pode-se optar por desembarcar no aeroporto de Campo Grande, alugar um carro por lá mesmo e seguir viagem pela BR-060 até Guia Lopes da Laguna, de onde sai uma estrada bem sinalizada para Bonito.


São quase 300 km de estrada e a maior parte da viagem é em linha reta, numa estrada bem asfaltada e tranquila. Antes de partir, é importante que você cheque bem se o combustível é suficiente para toda a viagem e, obviamente, todas as condições mecânicas do seu carro. Isto porque no retorno, após várias aventuras off-road, se você precisar de uma simples calibragem de pneus pode ter dificuldades.

A estrada é deserta e a paisagem mais comum é formada por pasto, bois, vacas de todos os tipos e raros sinais de vida humana. Nas proximidades da cidade de Bonito a sinalização é muito boa e é difícil errar o caminho. São 2 horas de reta e basta seguir as placas. A partir daí, viaja-se por alguns trechos em estrada de terra, mas com boa conservação.

Como circular em Bonito
Todos os passeios ficam em reservas ecológicas, longe da cidade, então, quase nada se faz a pé. Pra quem não gosta de dirigir, existem opções de traslado que podem ser combinadas diretamente com os hotéis, tanto na chegada, quanto nos passeios, embora essa opção possa limitar suas opções.

Mesmo não gostando de dirigir, no caso de Bonito vale a pena estar de carro, pois no caminho de cada passeio, vai sempre surgir uma surpresa diferente. O contato com a natureza é intenso e 10 em cada 10 visitantes vai querer parar na estrada pra fotografar animais silvestres e paisagens incríveis nos seus caminhos e somente de carro você terá esta independência.

Quando visitar

Pode-se visitar a cidade em qualquer época do ano, mas segundo o portal da cidade de Bonito, a melhor época de visita é entre os meses de dezembro e março, durante o período de chuvas. Teoricamente, nesta época os rios e cachoeiras estão mais caudalosos, a vegetação mais verde e os animais aparecem com mais frequência, porque há alimento de sobra. Por outro lado, entre os meses de junho e setembro a cidade entra em um período de seca e seus rios ficam muito mais cristalinos. É tudo uma questão de opção pessoal.

Opções de hospedagem

Bonito está muito bem preparada para receber turistas, tem um centro de informações muito organizado na entrada, conta com ruas bem pavimentadas, praças, um paisagismo urbano bem cuidado e um charme todo especial.

Bonito não é mais aquele vilarejo que foi um dia. A cidade é bem acolhedora e tem o seu lado boêmio, com bares e restaurantes de todos os tipos, desde os mais simples, até restaurantes moderninhos e sofisticados. Mas não se deve esperar uma noite super agitada, porque este não é o foco do turismo da região. Em Bonito o barato é dormir cedo e acordar nas primeiras horas do dia para curtir bastante a natureza exuberante que estará aguardando por você.

Como quase não se faz nada a pé durante o dia, não vai fazer muita diferença escolher o hotel do centro ou um pouco mais afastado. Para aqueles mais “ecológicos”, existem hotéis que ficam dentro de reservas, com suas próprias opções de flutuações (o grande barato de Bonito), cachoeiras e rios… Alguns deles ficam bem distantes da cidade, mas experts recomendam um meio-termo.

É comum na noite de Bonito, contar com a companhia de lobos, cotias e pássaros, que ficavam observando de longe, meio tímidos, mas em total harmonia com o ambiente.

Outras dicas

Ficou claro que, em Bonito o contato com a natureza é intenso e constante. Ninguém deve se assustar se, ao estar sentado descansando no parque municipal, uma arara pousar em cima da sua mesa e tentar roubar seu lanche. Ou então, avistar um jacaré nadando em um açude no meio da estrada, um lobo guará rondando seu chalé ou uma anta gigantesca com um filhote atravessando seu caminho no meio de uma flutuação… Em Bonito estas coisas são absolutamente comuns! Mas ninguém deve esquecer que está em contato com a natureza mais pura e, dessa forma, nem tudo são flores. Entre os afazeres, está preparando para se proteger dos mosquitos e de todo tipo de insetos que infestam o local. E nunca é demais lembrar: eles estão no habitat natural deles e o intruso ali é o visitante.

Protetor solar e repelente são itens essenciais em todos os passeios, exceto nas flutuações, onde eles são proibidos. O ecossistema na nascente dos rios é tão frágil, que os repelentes e protetores solares não são permitidos, mas como você estará dentro d’água, não vai fazer muita diferença. Exceto na trilha que leva até a flutuação.

Se puder levar uma câmera subaquática, leve! Você fará as melhores fotos da sua vida… e leve um cartão de memória com gigas suficientes para registrar tanta coisa legal!

O Artecultural lhe deseja uma ótima viagem!

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