terça-feira, 30 de setembro de 2014

Quando o assunto é eleição, Brasil e Venezuela dão um banho de tecnologia nos países do chamado “primeiro mundo”



As eleições norte-americanas de 2000 foram marcadas por trapalhadas e controvérsias que se tornaram alvo de piadas ao redor do planeta, incluindo a recontagem manual de votos exigida pelo candidato Al Gore em quatro condados da Flórida. Enquanto isso, no Brasil, a urna eletrônica garantia uma apuração rápida e confiável
O processo de votação, por meio da urna eletrônica utilizada nos dias atuais, foi primeiramente implementado nas eleições municipais de 1996. Após estudos quer validaram o processo, foi criado um sistema que automatizou 100% dos pleitos eleitorais, atendendo às exigências das normas eleitorais no que se refere ao respeito da expressão do voto, manifestada pelo eleitor, e à garantia do seu sigilo.
No desenvolver do processo, surge o sistema biométrico que, em síntese, é possibilitado ao eleitor registrar seu voto por meio de identificação individual. Esta se baseia em medidas biológicas e características comportamentais, que podem ser impressões digitais, íris, assinatura, geometria das mãos, dentre outras. Vale ressaltar que o sistema biométrico ainda é restrito a poucos municípios do país, mas em futuro próximo, certamente será estendido a todos os municípios brasileiros.
Evitando fraudes
É interessante observar que esse sistema evita uma série de fraudes, que marcaram inúmeros episódios no passado, além de impedir brincadeiras — como votar no Seu Creysson, por exemplo. Há casos famosos como o do rinoceronte Cacareco, que em 1958 obteve cerca de 100 mil votos para exercer a vereança em São Paulo. A urna eletrônica acabou, assim, com a possibilidade de parte da população manifestar sua descrença no processo eleitoral. Mas não eliminou um quase total desconhecimento do povo sobre o trabalho dos políticos depois de eleitos. As promessas de campanha, às vezes absurdas, ainda rendem dividendos, mas as mudanças nesse sentido passam necessariamente pelo amadurecimento e um maior conhecimento por parte da população votante.

Processo venezuelano

A Venezuela também tem um dos mais modernos sistemas de votação, reconhecido pela comunidade internacional. A urna venezuelana é composta por uma tela tátil, como se fosse um enorme aparelho celular touch screen, e uma pequena impressora. O partido que obteve mais votos nas eleições legislativas de 2008 escolhe onde posicionar seu espaço. Assim, situacionistas e opositores inundam a enorme tela com fotos dos dois candidatos juntas para facilitar a vida do eleitor.


Elogiado pelo renomado Centro Carter, comandado pelo ex-presidente dos EUA Jimmy Carter, o sistema eleitoral venezuelano promete ser blindado contra fraudes e erros, já que passou por duas simulações nacionais, 16 auditorias, sendo ainda observado por 245 acompanhantes internacionais e cerca de quatro mil observadores nacionais. 
Brasil X Venezuela

Existe porém, um fator que diferencia enormemente os processos eleitorais do Brasil e da Venezuela: enquanto no Brasil se tem uma democracia sólida e fortemente alicerçada da independência entre os três poderes, os venezuelanos debatem-se em meio a um sistema de governo onde os direitos são cerceados e um grupo político mantém-se no poder com mão de ferro.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!