segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Livros de Chimamanda Ngozi Adichie e outros lançamentos literários debatem a temática racial no Brasil e no mundo





Obras como Meio Sol amarelo e Americanah, de autoria do nome maior da literatura contemporânea, Chimamanda Ngozi Adichie disseca conceitos fundamentais tais como identidade, nacionalidade, raça, diferença, solidão e amor. A recente Americanah parte de uma história de amor para construir um romance de ideias tão universal quanto implacável. Uma incontestada obra-prima


O romance Meio Sol amarelo, de Chimamanda Ngozi Adichie, foi lançado no Brasil em 2008, porém a autora nigeriana demorou para ser descoberta por aqui. Após proferir a palestra O perigo de uma única história, na Inglaterra, Chimamanda foi ganhando espaço em terras brasileiras que, em 2011, recebeu Hibisco roxo. Hoje, conhecida mundialmente, a escritora é ícone do feminismo negro e teve seu discurso We should all be feminists (Todos nós deveríamos ser feministas, em livre tradução) sampleado na música ***Flawless, da diva pop Beyoncé.

A obra mais recente, Americanah, não abandona o tema do feminismo, mas também passeia por encontros e desencontros amorosos e, acima de tudo, pelas questões raciais e imigracionistas nos Estados Unidos. A narrativa conta a história de Ifemelu, uma jovem nigeriana que vai estudar nos EUA e que, 15 anos depois, se torna uma famosa graças ao blog Raceteenth ou Observações diversas sobre negros americanos (antigamente conhecidos como crioulos) feitas por uma negra não americana. Nos seus escritos, Ifemelu narra — de maneira detalhada e com um humor ácido — os conflitos entre estadunidenses, afro-americanos e imigrantes africanos.

Eleito como um dos 10 melhores livros de 2013 pela New York Times Book Review e vencedor do prêmio National Book Critics Circle Award, Americanah vai virar filme. Lupita Nyong’o, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante por Doze anos de escravidão, comprou os direitos para o cinema. A atriz queniana afirmou ter ficado encantada com a história de Ifemelu e Obinze. Além de produzir o longa-metragem, Lupita deve interpretar a protagonista da história.

Sobre Chimamanda

Chimamanda Ngozi Adichie nasceu na Nigéria, em 1977, tendo ido estudar para os Estados Unidos aos dezenove anos. Os seus contos apareceram em diversas publicações e receberam inúmeros galardões como o da BBC Short Story Competition em 2002 e o O. Henry Short Story Prize em 2003. A Cor do Hibisco, o seu primeiro romance, foi distinguido com o Hurston/Wright Legacy Award 2004 e o Commonwealth Writers’ Prize 2005, tendo também sido finalista do Orange Broadband Prize 2004 e nomeado para o Man Booker Prize 2004. 

Meio Sol Amarelo, já publicado pela ASA, venceu, em 2007, o Orange Broadband Prize, o Anisfield-Wolf Book Award e o PEN "Beyond Margins Award". Americanah venceu o Chicago Tribune Heartland Prize 2013. A escritora foi também distinguida, em 2008, com um Future Award na categoria de Jovem do Ano e recebeu uma bolsa da MacArthur Foundation, considerada a "bolsa dos génios", no valor de 500 mil dólares. A sua obra encontra-se traduzida em trinta e uma línguas.

Referência: Correio Braziliense

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