segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Com uma enxurrada de críticas negativas, “Isolados” estreou no dia 18.09 nos cinemas brasileiros

Filme que fez a abertura do 42º Festival Internacional de Gramado e último filme com o saudoso José Wilker em cena, ‘Isolados’ chega aos cinemas carregando um enorme peso, sobretudo por investir em um gênero que está engatinhando no cinema brasileiro

Brasileiro gosta de suspense e terror. Esta máxima tem acompanhado distribuidoras e profissionais do meio cinematográfico já há alguns anos, sustentada pelo bom desempenho de vários filmes do tipo nas salas nacionais, mesmo aqueles que não se saíram bem em sua terra natal (leia-se, Estados Unidos). Diante desta predileção pelo susto, sempre ficou a pergunta: por que não investir no gênero? Por mais que a sétima arte brazuca tenha representantes do medo, especialmente Zé do Caixão, pouquíssimos foram aqueles que conseguiram atingir o grande público. É esta a proposta de Isolados, novo trabalho do diretor Tomas Portella (Qualquer Gato Vira-Lata), que conta com Bruno Gagliasso e Regiane Alves como protagonistas.

Valendo-se de um elenco que conta com Regiane Alves e Bruno Gagliasso, que também assina como Produtor Associado, o filme chegou às salas de cinema com distribuição da Downtown Filmes e Paris Filmes, além de uma forcinha extra do Telecine. E fazendo uma participação especial e recebendo uma homenagem nos créditos, “Isolados” também contou com a presença do impagável José Wilker, falecido recentemente.

O resultado da empreitada de Tomas Portella e Equipe gerou opiniões as mais controversas. Um crítico especializado escreveu: “o longa atende às expectativas criadas com qualidade bastante convincente para os padrões do estilo cinematográfico e, acima de tudo, com uma direção e trabalho de arte fenomenais dignos de grandes produções”.

Só que outros membros dessa mesma crítica não viram o filme com bons olhos. Vejam a opinião de um deles, sobretudo quanto ao desempenho do protagonista: “Ao contrário do que acontece com alguns atores que resolvem encarar o cinema como um grande desafio a ser alcançado, é difícil crer que Bruno Gagliasso saia desse filme como um ator melhor ou pior do que já é. Está ali nas cenas a mesma cara de pastel que aparece em qualquer novela, com um tom a mais de dramaticidade pra encarnar um personagem que está sendo acuado e perseguido, mas que na prática, só de olhar pra cara dele, você sabe que ele não vai fazer nada que se aproveite. E considerando que ele aparece em 90% do filme, a menos que você seja fã do cara, não há muito o que esperar ali.” Outros cinéfilos não foram tão ácidos com a produção e até enxergam algum valor na história incomum e no desempenho de algumas estrelas do elenco.

A história é centrada no psiquiatra Lauro (Bruno Gagliasso) e sua namorada, Renata (Regiane Alves), que decidem passar férias em uma casa isolada na serra, porém o que parecia ser uma época de paz e sossego, acaba se tornando um pesadelo, quando uma sequência de ataques violentos na região se aproxima cada vez mais do casal. Isolados marca das últimas aparições do ator José Walker no cinema,com o celebrado ator fazendo uma participação no filme, como mentor de Lauro (Gagliasso).

Sentiu-se inclinado a ver o filme? Caso positivo, tire as suas conclusões e, ao final, decida quem razão, se o crítico que viu a película como “direção e trabalho de arte fenomenais dignos de grandes produções” ou que tachou o filme como um dos piores do cinema nacional.

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