segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Biografia autorizada de Sophia Loren mostra sua infância marcada pelos horrores da II Guerra Mundial, um dos episódios mais marcantes da sua trajetória



Algumas pessoas acreditam em predestinação. Outras atribuem tudo à lógica, à razão, ou seja, as coisas acontecem em função de uma ação efetiva, de um intenso trabalho. A história da atriz italiana Sophia Loren pode ser considerada como um exemplo de quando essas duas circunstâncias se embaralham, se misturam
De uma infância atribulada, imersa em sofrimento, ao estrelato. Essa frase pode resumir a trajetória dessa italiana que teve o mundo aos seus pés. Na verdade, Sofia (nome original) tinha tudo para ser apenas mais uma mulher que passaria a vida, ou o pouco tempo a ela concedido, em meio a todo o tipo de sacrifício. Seria uma entre milhões de sobreviventes apenas. Talvez até menos.

Senão vejamos: a história começa no dia 20 de setembro de 1934, quando na clínica Regina Margherita, em Roma, Romilda Villani dá à luz a uma menina, a quem deu o nome de Sofia. O pai, Ricardo Scicolone, a muito custo confirmou seu relacionamento
com Romilda. Mas sem apoiá-la em nada. Romilda foi obrigada a cuidar sozinha de Sofia. Isso, porém, seria apenas o começo.

Pouco tempo depois do nascimento da filha, Romilda tomou, inadvertidamente, uma medicação que provocou a interrupção da lactação. Sofia tomou leite de vaca até contrair uma alergia. Como não se alimentava, sugeriram a Romilda que deixasse a filha morrer, pois ninguém a responsabilizaria. Afinal, Sofia estava "em pele e osso". Mesmo com a filha à beira da morte, Romilda não desistiu, deixou Roma, retornando para a sua casa, em Pozzuoli, cidade próxima a Napoli.

Com seis anos de idade, o medo a consumia quando o zunido das bombas se fazia ouvir. A população da cidade, todas as noites, procurava algum abrigo mais seguro que suas residências. Sofia e a família refugiavam-se em um túnel de uma ferrovia. Em uma ocasião, na correria, feriu-se no queixo, com um objeto afiado.

Após resistirem a meses de bombardeio, os moradores de Pozzuoli foram forçados a sair da cidade. Sem nenhum lugar para ir, a família de Sofia foi para Napoli, onde conseguiram abrigo após muito implorarem para alguns parentes distantes. Alí, Sofia presenciaria mais horrores da guerra: seus olhos de criança transformaram-se em testemunhas dos horrores da guerra. Presenciou assassinatos de cidadãos inocentes, viu jovens obrigados a lutar em favor do exército alemão.

Após a guerra, Sofia e a família retornaram a Pozzuoli. Começava, então, outra etapa importante de sua vida.

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