quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Apesar da lei federal nº 11.904 prever acessibilidade física para todos os mais de 3.300 museus brasileiros, apenas o MHN RJ atende a regulamentação





Um destaque altamente positivo: o Museu Histórico Nacional é o primeiro museu brasileiro a oferecer ao deficiente auditivo guia multimídia com linguagem em libras (Linguagem Brasileira de Sinais) e, ressalte-se, é o primeiro e único museu brasileiro a oferecer os itens de acessibilidade


Viabilizado com recursos do Ministério do Turismo, esta nova iniciativa dispõe de áudio guia gravado em três línguas (português, inglês e espanhol), que possibilita ao visitante guiar-se no Museu, observando peças do acervo e detalhes da arquitetura.

O roteiro também procurou contemplar peças e histórias não necessariamente abordadas pelas legendas tradicionais à disposição do público, oferecendo um diferencial àqueles que requisitam o áudio guia. Esses, por exemplo, têm acesso a uma narração mais aprofundada do Combate Naval do Riachuelo, episódio da Guerra do Paraguai, magistralmente retratado por Vitor Meireles, bem como do único atentado a um Presidente da República ocorrido no Brasil, no caso contra o Presidente Prudente de Moraes, em 5 de novembro de 1897, às portas do Museu Histórico Nacional, então Arsenal de Guerra.

Ao todo são 40 equipamentos de áudio e dois especiais, com tela de TV para os deficientes auditivos. A duração do áudio guia em português é de 1h 23min. A versão em espanhol tem a duração de 1h 11min e a versão em inglês 1h 05min. O serviço é disponibilizado ao visitante no valor de R$ 8,00 (oito reais).

Acessibilidade e educação

A falta de itens de acessibilidade nos museus nacionais foi discutida em palestra no Ibram, no dia 22 agosto, passado. O censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010, revelou que quase ¼ da população brasileira (23,9%) tem algum tipo de deficiência, o que representa cerca de 45,6 milhões de pessoas. O estudo revelou a necessidade de uma nova política de educação no Brasil que possa atender essa enorme parcela da população que está deixando de ser atendida nos museus em todo o país.

A Coordenação de Espaços Museais, Arquitetura e Expografia (Cemae/DPMUS/Ibram), informou que o projeto de Requalificação Arquitetônica e Expográfica dos Museus do Ibram, realizado pelo instituto, em parceria com a UFRJ e a Faperj, resultou em um diagnóstico sobre condições de acessibilidade em museus do Rio de Janeiro. O próximo passo é estender o projeto para outros museus do país.

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