terça-feira, 30 de setembro de 2014

Sob a batuta do maestro João Omar, a Orquestra Sinfônica Juvenil da Bahia sedimenta-se como uma das maiores manifestações culturais de Vitória da Conquista BA







Desde 2012, a Orquestra Sinfônica Juvenil da Bahia já dispõe do seu espaço: a Arena Miraflores, nova casa de shows e eventos de Vitória da Conquista (BA), com capacidade para receber até 30 mil espectadores. A orquestra formada por 90 integrantes - crianças e jovens entre 11 e 25 anos é uma das joias da cultura de Conquista, a terceira maior cidade baiana com seus mais de 300 mil habitantes


A Arena Miraflores é um empreendimento idealizado em família. O pai, Marcelo Flores, é engenheiro de formação. A filha, Andrea Flores, formada em administração, desde sempre viveu a música com cabeça e alma.Vive e toca, agora, o mundo da música em suas manifestações e ramificações, sendo uma espécie de mecenas da cultura conquistense.

A Orquestra Conquista Sinfônica, entre outras frentes culturais, pretende formar uma orquestra jovem, bem como ministrar aulas de música para crianças e adolescentes vinculados à Rede de Atenção e Defesa da Criança e do Adolescente. O projeto prevê ainda que, além dos músicos que já fazem parte dela, agreguem-se os alunos que integram a Rede de Atenção, as pastorais, o projeto Conquista Criança e todos esses programas participem, porque muito deles guardam potencial para a música.

A iniciativa é avaliada positivamente pela Vara da Infância e Juventude, levando-se em conta que o projeto integra o compromisso de promover políticas públicas voltadas ao público jovem. 

Regente João Omar é "prata da casa"

Para o regente e coordenador da Orquestra, João Omar (músico e arranjador, filho de Elomar Figueira de Melo), a Orquestra Conquista Sinfônica figura a realização de um sonho que fortalecerá a formação de plateia já incentivada por meio dos eventos promovidos, assim como a valorização dos artistas locais. “Espero que essa ação venha a desenvolver bastante a música aqui na nossa cidade, oferecendo para a comunidade mais uma ferramenta de lazer e de conhecimento do repertório sinfônico mundial”, afirmou.

Recentemente, a Orquestra passou por um processo de reestruturação onde, além do processo de contratação de professores, um grupo de voluntários foi incorporado ao núcleo do projeto. “A gente vem ensaiando desde meados do ano passado. A ideia é constituir monitores para que eles também possam multiplicar o conhecimento. É um sistema colaborativo, e está agregando cada vez mais interessados. São músicos que tocam em igrejas, estudam sozinhos, ou participam de outros grupos e estão sem o auxílio técnico”, explicou o coordenador municipal de Cultura, João Omar. Em um segundo momento, esse grupo deve fazer a monitoria dos jovens que ingressarão na Orquestra.

Quando o assunto é eleição, Brasil e Venezuela dão um banho de tecnologia nos países do chamado “primeiro mundo”



As eleições norte-americanas de 2000 foram marcadas por trapalhadas e controvérsias que se tornaram alvo de piadas ao redor do planeta, incluindo a recontagem manual de votos exigida pelo candidato Al Gore em quatro condados da Flórida. Enquanto isso, no Brasil, a urna eletrônica garantia uma apuração rápida e confiável
O processo de votação, por meio da urna eletrônica utilizada nos dias atuais, foi primeiramente implementado nas eleições municipais de 1996. Após estudos quer validaram o processo, foi criado um sistema que automatizou 100% dos pleitos eleitorais, atendendo às exigências das normas eleitorais no que se refere ao respeito da expressão do voto, manifestada pelo eleitor, e à garantia do seu sigilo.
No desenvolver do processo, surge o sistema biométrico que, em síntese, é possibilitado ao eleitor registrar seu voto por meio de identificação individual. Esta se baseia em medidas biológicas e características comportamentais, que podem ser impressões digitais, íris, assinatura, geometria das mãos, dentre outras. Vale ressaltar que o sistema biométrico ainda é restrito a poucos municípios do país, mas em futuro próximo, certamente será estendido a todos os municípios brasileiros.
Evitando fraudes
É interessante observar que esse sistema evita uma série de fraudes, que marcaram inúmeros episódios no passado, além de impedir brincadeiras — como votar no Seu Creysson, por exemplo. Há casos famosos como o do rinoceronte Cacareco, que em 1958 obteve cerca de 100 mil votos para exercer a vereança em São Paulo. A urna eletrônica acabou, assim, com a possibilidade de parte da população manifestar sua descrença no processo eleitoral. Mas não eliminou um quase total desconhecimento do povo sobre o trabalho dos políticos depois de eleitos. As promessas de campanha, às vezes absurdas, ainda rendem dividendos, mas as mudanças nesse sentido passam necessariamente pelo amadurecimento e um maior conhecimento por parte da população votante.

Processo venezuelano

A Venezuela também tem um dos mais modernos sistemas de votação, reconhecido pela comunidade internacional. A urna venezuelana é composta por uma tela tátil, como se fosse um enorme aparelho celular touch screen, e uma pequena impressora. O partido que obteve mais votos nas eleições legislativas de 2008 escolhe onde posicionar seu espaço. Assim, situacionistas e opositores inundam a enorme tela com fotos dos dois candidatos juntas para facilitar a vida do eleitor.


Elogiado pelo renomado Centro Carter, comandado pelo ex-presidente dos EUA Jimmy Carter, o sistema eleitoral venezuelano promete ser blindado contra fraudes e erros, já que passou por duas simulações nacionais, 16 auditorias, sendo ainda observado por 245 acompanhantes internacionais e cerca de quatro mil observadores nacionais. 
Brasil X Venezuela

Existe porém, um fator que diferencia enormemente os processos eleitorais do Brasil e da Venezuela: enquanto no Brasil se tem uma democracia sólida e fortemente alicerçada da independência entre os três poderes, os venezuelanos debatem-se em meio a um sistema de governo onde os direitos são cerceados e um grupo político mantém-se no poder com mão de ferro.


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Decorridos quase um século da morte de Rosa Luxemburgo, ela tem conceito algo ambíguo por parte de estudiosos e teóricos da esquerda política


 Como o mundo encararia hoje a citação de Rosa Luxemburgo? “Há todo um velho mundo ainda por destruir e todo um novo mundo a construir. Mas nós conseguiremos, jovens amigos, não é verdade?”; “Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.”; e “Socialismo ou barbárie”

Rosa Luxemburgo, a líder de uma facção revolucionária do Partido Social-Democrata Alemão durante a Primeira Guerra Mundial, nasce em 5 de março de 1871, em Zamos, Polônia, região que à época estava sob controle russo.

A mais nova de cinco filhos de uma família judaica de classe média baixa, Luxemburgo passou a se interessar por política desde muito jovem. Em 1889, deixou a Polônia e o regime repressivo czarista de Alexander III, o predecessor do czar Nicolau II e foi para Zurique, Suíça, onde estudou ciências naturais e economia política.

Em 1898, Luxemburgo casou-se com um trabalhador alemão, Gustavo Lubeck, adquirindo então a cidadania alemã. Estabeleceu residência em Berlim, onde se filiou ao Partido Social-Democrata alemão, conhecido como SPD, na ocasião a mais importante organização do socialismo internacional de todo o planeta.

Nos anos que antecederam a Primeira Guerra Mundial, Luxemburgo adotou crescentemente posições firmes e decididas em sua ideologia, defendendo uma greve geral como catalisadora que radicalizaria a ação dos trabalhadores e daria lugar a uma revolução socialista internacional.

Ela e seus companheiros da ala mais à esquerda do SPD opuseram-se duramente à participação da Alemanha na Guerra, vendo-a como um conflito imperialista que de modo algum iria beneficiar a população. Esta postura afastou-a da liderança do partido, que defendia o esforço de guerra na esperança de que a vitória germânica levaria a um conjunto de reformas.

Em dezembro de 1914, Luxemburgo e o socialista alemão Karl Liebknecht formaram a facção revolucionária do SPD chamada de Liga Spartaquista, em homenagem a Spartacus, escravo que, em 73 a.C., lidera uma rebelião de 78 escravos que escaparam da escola de gladiadores em Capua contra a classe dirigente da República Romana e que lutou durante dois anos no comando de 90 mil homens.

Como sua enérgica porta-voz, Luxemburgo publicou um livro em 1916, “A crise na Social-Democracia alemã” em que acusa a social-democracia de ter traído a classe operária alemã por endossar um esforço de guerra de cunho essencialmente capitalista e imperialista. A única solução para a crise, acreditava Luxemburgo, era uma revolução internacional de classe.

Após uma demonstração spartaquista em maio de 1916 contra a Guerra, Luxemburgo foi novamente presa, tendo permanecido na cadeia pelo restante da Primeira Guerra Mundial. Em seguida a sua libertação, em novembro de 1918, determinada pela decisão do chanceler germânico, Max von Baden, de libertar todos os prisioneiros políticos, Luxemburgo começou a transformar a Liga Spartaquista no Partido Comunista da Alemanha (KPD).

Mártir

Com sua morte, Luxemburgo tornou-se mártir da causa da revolução socialista internacional. Como sua companheira spartaquista, Clara Zetkin, escreveu: “Em Rosa Luxemburgo, o ideal socialista era uma paixão dominante e poderosa tanto da mente quanto do coração. Sacrificou-se pela causa, não somente no instante de sua eliminação e sim dia-a-dia, hora-a-hora, trabalhando e lutando durante muitos anos. Era a espada e a chama da revolução”.

São de Rosa Luxemburgo as famosas frases: “Há todo um velho mundo ainda por destruir e todo um novo mundo a construir. Mas nós conseguiremos, jovens amigos, não é verdade?”; “Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.”; e “Socialismo ou barbárie”.

Orquestra de Violões comemorou os 100 anos do Forte de Copacabana com apresentação gratuita





Formada por 25 jovens da rede pública de ensino, oriundos de diversas comunidades do Rio de Janeiro, a Orquestra Violões do Forte comemorou no último dia 27.09, às 18 horas, os 100 anos do Forte de Copacabana, com uma apresentação gratuita para o público visitante

Trata-se de um projeto de inclusão social implantado em 2011. “A gente começou com uma orquestra que seria a princípio só de violões, mas diante da repercussão grande na Alameda do Forte, que é o terceiro ponto turístico mais visitado do Rio, começou a aparecer muito convite e muitas crianças e adolescentes nos procuraram querendo participar e pedindo que colocássemos outros instrumentos”, disse à Agência Brasil a diretora executiva do Instituto Rudá e coordenadora do projeto, Márcia Melchior.

O evento teve como convidada especial a cantora Maria Creuza e repertório que vai da música erudita à popular. A orquestra é uma iniciativa conjunta do Instituto Rudá e do Comando do Forte de Copacabana e conta com apoio do Exército brasileiro.

Agora, além de violões, há também flautas, violinos, violoncelos, percussão e bateria. “E vamos aumentando. Hoje, somos 25, mas continua a procura”, completou. A fila de jovens que querem participar da orquestra soma mais de 100 pessoas e diante da grande procura, foi criada uma segunda banda, a Orquestra SindiRefeiçõesRJ, formada por alunos que não têm onde tocar e se apresentam em pontos culturais da cidade.

O sonho da diretora do Instituto Rudá e do Comando do Forte é implantar oficinas para que todas as crianças interessadas possam aprender música. São selecionados alunos da rede pública de ensino e de outros projetos sociais. Quando a Orquestra de Violões do Forte foi criada, a seleção envolveu jovens de cinco comunidades do Rio situadas no entorno do Forte de Copacabana (Pavão-Pavãozinho, Cantagalo, Chapéu Mangueira, Babilônia e Santa Marta). Hoje, o projeto reúne alunos de música desde a favela Santa Marta, em Botafogo, na zona sul da capital fluminense, até Parada de Lucas, na zona norte, além de Queimados, Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense; e São Gonçalo, na região metropolitana, entre outras.

O currículo dos pequenos músicos também inclui a participação em concertos didáticos do programa Lonas Culturais e nos projetos Construindo Cidadania nas Escolas e Mobilidade Sonora.

Ainda no âmbito das comemorações pelo centenário do Forte de Copacabana, a Orquestra Violões receberá, no próximo dia 16 de outubro, a Orquestra de Prefeitos de Schwarz-Tyrol, da Áustria. O grupo já se apresentou com o Trio Filarmônico de Viena, no Palácio da Cidade, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em 2012, e tocou também para o papa Francisco, durante a Jornada Mundial da Juventude, no ano passado.

Para Marlon Yuri, integrar a Orquestra de Violões do Forte teve um significado especial. Ele teve problemas com drogas na adolescência mas, graças às aulas de violão, conseguiu se recuperar. Hoje, é músico e dá aulas para crianças com deficiências. “Hoje, posso retribuir o que me ensinaram dando aulas para essas crianças, que precisam de estímulo, carinho e motivação”, externou Yuri.

Fonte: EBC

Parceria do maestro João Carlos Martins com a bateria da Vai Vai será reeditada no próximo dia 01.10, em são Paulo




Depois de se apresentar em Nova Iorque com a participação da bateria paulistana VAI-VAI em 2011, o maestro João Carlos Martins, reativa o projeto o Música no Pátio, no Shopping Pátio Higienópolis, tendo no repertório peças como “Jesus Alegria dos Homens” e “Ária da 4ª Corda”, de J. S. Bach, e de “Eine Kleine Nachtmusik”, de W. A. Mozart


O internacionalmente reconhecido maestro João Carlos Martins apresenta-se com a bateria da Escola de Samba Vai-Vai no encerramento do projeto Música no Pátio, no Shopping Pátio Higienópolis. O repertório da apresentação tem “Jesus Alegria dos Homens” e “Ária da 4ª Corda”, de J. S. Bach, e de “Eine Kleine Nachtmusik”, de W. A. Mozart. 

O público também ouvirá peças dos argentinos Carlos Gardel e Astor Piazzolla, um tributo ao compositor italiano Ennio Morricone e músicas dos brasileiros Heitor Villa-Lobos, Guerra Peixe e Adoniran Barbosa – os dois últimos em arranjos que têm o acompanhamento da bateria da escola de samba.

O espetáculo será exibido na próxima quarta-feira, 01.10, com entrada franca.

Parceria já se apresentou em Nova Iorque
A apresentação da próxima quarta-feira não será a primeira experiência do maestro ao lado da bateria da Vai Vai.Em 2011, o maestro João Carlos Martins já tinha dados mostra da sua inigualável versatilidade ao reger a Orquestra Filarmônica Bachiana Sesi-SP, ao se juntar aos integrantes da bateria da VAI-VAI no Lincoln Center, em Nova York

Foi a primeira vez que uma bateria de escola de samba participou de um concerto no grande teatro. Na primeira parte do repertório a Bachiana Filarmônica executou Vivaldi e Bach, peças que deixaram o maestro João Carlos Martins mundialmente conhecido. Na segunda parte, ao lado da bateria da VAI-VAI mostrou a influência rítmica africana no Brasil desde o século XVIII com músicas de Villa Lobos e outros grandes compositores brasileiros.

A parceria com a agremiação nasceu depois que Martins convidou a Escola para, juntos, executarem a primeira parte da Quinta Sinfonia de Beethoven durante a Virada Cultural de 2007, inspirado na apresentação que viu do também maestro Isaac Karabtchevsky com a escola de samba Mangueira.

Para o maestro João Carlos Martins: “Essa apresentação no Lincoln Center foi muito especial. Levei a bateria para mostrar o que a música tem em relação ao ritmo e o que o país teve de influência para chegar ao samba”. Os novaiorquinos desfrutaram desse encontro especial no Lincoln Center. Um pouco da nossa cultura para esquentar os tamborins!”

domingo, 28 de setembro de 2014

Festival movimentou a Maracangalha de Caymmi com rali e atrações artísticas diversas



A Maracangalha da célebre música de Dorival Caymmi não é uma ficção: existe mesmo e é um distrito do município de São Sebastião do Passe, na Região Metroplitana de Salvador, tendo como pontos turísticos a Praça Dorival Caymmi (em forma de violão, 1972), a Capela de Nossa Senhora da Guia (1963) e a Usina Cinco Rios (1912), e que chegou a produzir 300 mil sacas de açúcar por ano

Foi inspirado no local que Caymmi compôs o samba, que foi feito num fôlego só, assim, de uma vez, só porque, naquela tarde de julho de 1955, Dorival tinha transformado em palavras seu encanto pela sonoridade do nome do pequeno distrito, assim como a inusitada história que o levou a ficar com essa ‘fixação’ por Maracangalha. Já a Anália da canção, uma musa inspiradora da veia musical e cultural, foi liberdade criativa do autor.

Festival teve rali, 
teatro, dança e música

O Festival Cultural de Maracangalha, que movimentou neste domingo, 28, das 8h30 às 18h, o distrito eternizado por Dorival Caymmi, teve início com a largada do Grupo Toyers do Brasil para rali em trilha off road. A prova reproduziu o percurso feito pelo lendário capoeirista Besouro Mangangá.

Em seguida, um cortejo artístico seguiu da antiga usina de açúcar Cinco Rios até a praça Paulo Rosa, ao lado da Igreja Nossa Senhora da Guia, onde aconteceram as apresentações de teatro, dança e música, com estudantes e grupos de capoeira.

Um dos objetivos do festival, idealizado pela musicista Sônia Oliver, é dar visibilidade ao distrito, que já foi uma usina de açúcar, imortalizado pela canção de Dorival Caymmi na letra que revela: "Eu vou pra Maracangalha, eu vou/ Eu vou com chapéu de palha, eu vou...".

Sônia Oliver, que é uma das poucas maestrinas do Norte e Nordeste do Brasil, destaca que a proposta é reforçar a vocação turística da localidade, como mais uma opção de passeio cultural para moradores da capital e municípios vizinhos - uma vez que São Sebastião do Passé integra a Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Músico praticamente desconhecido no Brasil, Moacir Santos tem uma sólida reputação no exterior





Maestro, arranjador, compositor e saxofonista, com uma sólida reputação no exterior, o pernambucano oriundo do vale do Pajeu, Moacir Santos é um dos maiores nomes da música brasileira em todos os tempos, mas é quase um desconhecido no Brasil


Foi assim que o sambista e escritor Nei Lopes abriu o texto de apresentação do grande Moacir Santos para o CD “Ouro Negro” gravado em 2001. Moacir é aquele, lembrado por Vinicius de Moraes no Samba da bênção: “A benção maestro Moacir Santos que não és um só, mas tantos, tantos como o meu Brasil de todos os santos, inclusive meu São Se­bas­tião”. 
Moacir é aquele que espanta os músicos, que leva João Bosco a dizer de sua indignação no DVD de um show histórico em homenagem ao maestro, gravado ao vivo no SESC Pi­nheiros, São Paulo, em 2005, por não tê-lo conhecido antes. É de Bos­co a interpretação da curiosa “Odu­duá”. Diz a letra de Nei Lopes (e de mais alguém não identificado): “Diz, Oduduá, quem sou eu? Pra onde vou? De onde vim? Diz, Oduduá, sou de quem? Sou do ar, sou do chão? Diz se é um mal ou um bem represar a emoção!”. Um psicólogo não poderia ficar mais contente com essa chamada “crise de identidade”. Mas o que faz Moacir? Música, volta por cima. E ainda comenta: “Por uma incrível coincidência os letristas (no plural) da primeira versão não sabiam da minha história quando escreveram a letra. 
Só fui descobrir meu nome completo e a minha idade exata na década de oitenta, nos registros da igreja de Flores. Acho que os anjos contaram a eles”.“Só mesmo o destino, com os vários no­mes que tem, para transformar um filho do interior de Pernambuco, nascido menos de quatro décadas após a abolição da escravatura e órfão aos 3 anos de idade, em um dos músicos brasileiros mais reconhecidos, nacional e internacionalmente, em todos os tempos. Pois este é o resumo da história do maestro Moacir Santos, que aos 14 anos nem sabia ao certo sua idade nem a grafia de seu nome. E que, impulsionado por uma força estranha, veio vindo, do interior de Pernambuco para o Recife, do Recife para João Pes­soa, de João Pessoa para o Rio de Ja­neiro, do Rio de Janeiro para Los An­geles e de Los Angeles para o mundo.”

Foi também em 2005 o lançamento do CD “Choros & Alegria”, que contou com a participação do trompetista americano Wynton Marsalis, assim, numa faixa só, sem alarde. Moacir é aquele que te espanta, quando você pensa que já ouviu tudo de música brasileira, e se dá conta de que foi roubado, de que perdeu alguma coisa muito valiosa e delicada, e criativa, e sofisticada na harmonia, na melodia, no ritmo. Crise de lesa-majestade musical, por nos manterem ignorantes e durante tanto tempo que ainda dura. 
Até quando? Não deveria haver algo como a lei de segurança nacional que protegesse nosso patrimônio imaterial e cultural? Nem tanto, não precisamos do entulho autoritário, basta-nos o esforço de guardiães como o violonista Mario Adnet, o guitarrista Ricardo Silveira, e a flautista Andrea Ernest Dias, que não só resgataram o som de partituras perdidas da obra do maestro, como também vêm conseguindo tirá-lo do inacreditável esquecimento e anonimato, por meio de produções musicais, shows, discos, festival e livro. Gil, Djavan, Milton, Ed Motta, João Donato, Joyce, Muyza Adnet, sem esquecer de Simonal, nos ajudam a cantá-lo.

Maestro, arranjador, compositor e saxofonista — lembra Nei Lopes — Moacir José dos Santos nasceu em Flores do Pajeú, interior de Pernambuco, em julho de 1926. — Chegada a revolução varguista — continua —, “o negrinho Moacir era entregue, em sua Pajeú, aos cuidados de uma família branca remediada, que lhe propiciou instrução ginasial e musical.

Aos 14 anos, já dominando vários instrumentos de banda, além de banjo, violão e bandolim, fugiu de casa, em busca de novos horizontes. Em 1942 muda-se para o Crato, terra do Padre Cícero, de onde vai para Timbaúba e depois retorna a Recife, para tornar-se, ao tempo em que a influência americana começava a entrar de rijo no Brasil, o ‘saxofonista negro’, tipo Ben Webster, Coleman Hawkins, Lester Young, pelas mãos mercadológicas dos radialistas Antonio Maria e Jose Renato”.

Um parêntese. Antonio Maria, citado por Nei Lopes, deve ser o com­positor, não é? O dos versos fa­mosos, gravados por Nora Ney e Nat King Cole: “Ninguém me ama, nin­guém me quer, ninguém me cha­ma de meu amor”. Sempre me lembro de Isabel Câmara parodiando: “Nin­guém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama de Beau­de­laire”. Voltando ao Nei: “Moacir San­tos muda-se para João Pessoa, onde chega a sargento-músico da Po­lícia Militar. Na PRI-4, Rádio Ta­bajara, é chamado a integrar o conjunto que vai substituir a legendária orquestra de Severino Araú­jo, de mudança para o Rio, em 1948, já casado com Cleonice. In­gre­ssando na Rádio Nacional co­mo saxofonista, frequenta ,também, a grande escola dos bailes, cum­prindo o trajeto ‘banda de música-baile-rádio’ feito pela es­magadora maioria dos instrumentistas, arranjadores, regentes e chefes de orquestra afrodescendentes, responsáveis pela linguagem que dominou a vida musical brasileira dos anos de 1930 aos de 1960, no disco, no rádio, no cinema, nos shows e na nascente televisão”.

Aqui, uma pausa para bendizer as bandas militares, que garantem o sustento da dura vida dos músicos, e da Rádio Nacional, “mater et magistral” da cultura popular brasileira. Depoimento de Baden Powell: “Moacir foi maestro, por concurso, da Rádio Nacional. Todos os músicos profissionais, naquela época, iam estudar música ‘superior’ com ele. Era um professor sensacional, meio metafísico, explicava a harmonia, os intervalos entre as notas, as dissonâncias, usando como exemplo as estrelas. Fui estudar com ele essas ‘sabedorias’, ficamos muito amigos e por causa dessa amizade ele começou a me mostrar as composições que fazia no piano e não mostrava a ninguém. Tocava para mim as músicas e dizia: ‘Olha essa coisa que eu fiz, escuta essa outra’”.

E Moacir se explicava: “Sempre tive o anseio em produzir músicas com a catalogação erudita, como por exemplo ‘Opus 3, nº 1’. Quando Baden Powell foi estudar comigo e me convidou para participar do disco com o baterista americano Jimmy Pratt, na antiga Phillips, o engenheiro de gravação perguntou o nome da música e eu respondi: ‘Isso é uma coisa’… Aí me ocorreu a ideia de numerá-las”.

Foram muitas. Talvez a mais conhecida seja a ‘Coisa nº 5-Nanã’, me lembro do balanço da gravação de Simonal, e que talvez esteja nos ouvidos dos não-surdos com mais de 30 anos, quem sabe 40, o que é o tempo, se a música é boa? “Na­nã” deixa a marca da riqueza rítmica, da “levada Moacir Santos”, lembra o saxofonista Zé Nogueira. Gra­vada originalmente instrumental no LP “Coisas” (Forma), de 1965, “Nanã” é tema do filme “Gan­ga Zumba”, de Cacá Diegues. A­gradecendo aos músicos que a tocaram no CD Ouro Negro, Moacir diz: “Fico muito feliz de vocês terem gravado a versão original porque foi assim que ouvi e assim que fiz. É uma grande procissão”.

Moacir acreditava em anjos, mas não parecia supersticioso quanto ao cultivo da crença de muitos que acham que o estudo seca o talento. Voltando ao Nei: “Ao contrário de muitos de seus pares, Moacir Santos nunca descurou dos estudos. Forma-se em regência, estuda com mestres como Claudio Santoro, Guerra-Peixe, H. J. Koellreutter, de quem mais tarde seria assistente, e Ernst Krenek, com quem navega pelos mares do dodecafonismo. E tudo isto ao mesmo tempo que trabalha duro, em teatro de revista, como diretor musical de gravadoras e como funcionário da maior emissora do rádio brasileiro de então”.

Aqui, Nei Lopes se lembra da grandeza da Rádio Nacional: “Na Rádio Nacional — das radionovelas e dos programas de auditório — em 1951 Moacir Santos é promovido a arranjador e regente, ao lado de nomes como Radamés Gnatalli, Leo Peracchi, Lyrio Pani­calli, quase todos de origem italiana. E o reconhecimento de seu tra­balho vem, efetivamente, na década seguinte, quando, no final de 1960, é eleito por seus colegas da Rádio, ‘o músico do ano’. Na­que­la oportunidade, no célebre programa ‘Gente que brilha’, o saudoso radialista Paulo Roberto, a ele se referia como ‘modesto me­nino pobre do estado de Per­nam­buco que, com esforço, dedicação e talento, tornou-se um dos mais bri­lhantes maestros da grande equipe de músicos da Rádio Nacional’”.

Não era só o rádio, cinema também, e não um qualquer, mas o Cinema Novo brasileiro. O ma­estro compôs trilhas sonoras para filmes como “Seara Ver­me­lha”, “Ganga Zumba”, “Os Fuzis” e “O Beijo”. Além do tema de Na­nã, o filme “Ganga Zumba” tam­bém traz a “Coisa nº 8 — Na­ve­ga­ção”. Feito em parceria com Nei Lopes e Regina Werneck. De­le diz Moacir: “A inspiração vem de uma música de Luiz Gonzaga, ‘Vem, morena’, e um tema de um filme a­mericano, estrelado por Kirk Douglas, que tinha se­melhança com a de Gonzaga. Apenas três notinhas foram suficientes para que construísse o meu tema. Se essas notas me impressionam é o bastante”.

A inspiração para “Coisa nº 2”, tema de “O Beijo”, veio do encontro com uma moça: “Uma moça deixou cair uns desenhos no chão e eu a ajudei a pegar. Ela estudava artes plásticas; começou então a me mostrar seus trabalhos e um deles era a pintura de uma rosa. Ela disse: ‘Isso é Villa-Lobos’, apontando para a rosa. Mais tarde, em São Paulo, tive uma sensação parecida ao tocar um exercício simples, em si bemol, do método de ‘Czerny’. Lembrei da história do quadro ‘Villa-Lobos’. A inspiração veio dessa sensação”.

Nei Lopes afirma que a Bossa Nova o reconhecia como uma espécie de patrono. — Mas para Moacir Santos, seu trabalho mais importante feito no Brasil foi a trilha sonora do filme “Amor no Pacífico” (Love in Pacific), em cuja gravação teve a seu dispor uma grande orquestra composta por 65 excelentes músicos. E foi esse trabalho que lhe abriu o mercado internacional e determinou sua transferência para os Estados Unidos, em 1967. Nesse país, gravou discos solo, um deles indicado para o Grammy, deu aulas e compôs trilhas para cinema, construindo uma sólida reputação como compositor, arranjador e docente, membro da Associação de Profes­so­res de Música da Califórnia.

Nei toma partido, num imaginário confronto da Bossa Nova com a música de Moacir: “Se­gundo a crítica mais abalizada, Moacir Santos produziu, nas décadas de 60 e 70, a música popular mais sofisticada e ao mesmo tempo mais enraizada nas tradições afro-brasileiras. E essa impressionante trajetória do músico e do homem, desmente um vaticínio que veio de alguém que lhe disse, aos nove anos de idade, que ‘quem já toca de ouvido nunca vai aprender a tocar por música’”.

Moacir Santos morreu em Pasadena, Estados Unidos, 2006. Lá foi descoberto por Horace Silver, um dos gigantes do jazz, autor da extraordinária “Song for my father”. Horace Silver disse que essa canção foi uma resposta ao impacto que sentiu ao visitar o Brasil e conhecer seus músicos, sobretudo os da Bossa Nova.

Oito anos depois de sua morte, admiradores se uniram e acabam de realizar o Festival Moacir San­tos, no Rio e em Brasília. A flautista Andrea Ernest Dias acaba de lançar a biografia do maestro: “Moacir Santos — Ou os Ca­mi­nhos de um Músico Brasileiro”, originalmente sua tese de doutorado. Lança também o CD “Muacy”, que repete a grafia do seu primeiro nome registrado no ser­tão pernambucano. Nesse disco, há muita coisa inédita do maestro.

Muitas homenagens já foram feitas a Moacir Santos, entre elas a condecoração pelo presidente Fernando Henrique Cardoso com a comenda da Ordem do Rio Branco, em 1996, no mesmo ano em que foi homenageado no Brazilian Summer Festival em Los Angeles. Mas sua música não toca no rádio, para o grande público. Uma vez, o maestro e querido amigo José Eduardo de Morais me disse que está para ser feito um estudo que mostre a influência exercida por Pixinguinha, que Zé Eduardo considera superior a Duke Ellington. Explicou: como muitos músicos populares não sabiam ler, nem escrever partitura, recorriam a Pixinguinha, que corrigia aqui e acolá a criação dos intuitivos, fazendo arranjos e melhorando as composições, exercendo uma influência subterrânea, não assinada. 
Nei Lopes, por sua vez, lembra a imensa influência de Moacir Santos, na transmissão de conhecimentos a músicos da estatura de Paulo Moura, Sérgio Mendes, João Donato, Raul de Souza, Dom Um Romão, Bola Sete, Roberto Menescal, Geraldo Vespar, Chiquito Braga, Dori Caymmi, e tantos outros. Penso que a influência de Moacir na música brasileira ainda está por ser apontada. Com a morte de Moacir Santos (morte, só se for no coração dos ingratos), seu nome chega até a lenda. Uma vez, o violonista Mario Adnet perguntou-lhe se era verdade que ele dera uma ajudazinha na composição do tema de “Missão Impossível”, do argentino Lalo Schifrin. O maestro não respondeu, só olhou pra cima, naquele jeito de ver anjo, num sorriso maroto.

Fonte: Jornal Opção

sábado, 27 de setembro de 2014

Acredite: 20 litros de água podem custar o mesmo que um carro popular




Foi-se o tempo em que a Perrier era símbolo máximo de luxo. É claro que ela não virou também uma água qualquer, porém já não tem mais o seu posto de favorita absoluta entre os mais sofisticados e endinheirados

Tudo começou há cerca de dez anos, quando começaram a surgir as águas funcionais - que possuem algum tipo de benefício (além da hidratação, é claro) ao organismo - e as águas saborizadas que invadiram o mundo inteiro. Grandes fabricantes viram nesse mercado uma verdadeira fonte de atenção (e lucro) e focaram em pesquisas e obtenção de águas realmente especiais vindas de lugares com nascentes de água puríssima e ricas em minerais e nutrientes. 

Existem algumas ainda mais raras, como a Kona Nigari que é obtida a 1000 metros de profundidade na costa do Havaí e dessalinizada para se tornar uma bebida tão desejada que chega a custar 4 mil reais um galão de 4,5 litros.

Há quem condene o consumismo exagerado ao se pagar cerca de R$ 1 mil por um litro de água, mas o fato é que existem pessoas dispostas a sacar o cartão de crédito para poder degustar as melhores águas disponíveis no mercado. Abaixo, uma pequena amostra do que há de melhor no planeta quando o assunto é o "líquido precioso":

Bling - É uma das mais caras e exclusivas do mundo – aqui no Brasil custa R$ 100 a garrafa de 300 ml, em média. As garrafas são chiquérrimas, feitas com Swarovski. Passa por um processo de purificação de nove etapas, que incluem ozônio, ultravioleta e microfiltragem.

Oxigizer - A proposta da marca austríaca é uma mistura extravagante de H2O mineral e oxigênio, pois oferece 35 vezes mais oxigênio do que as águas convencionais. Um líquido de elevada pureza.

Finé - Luxo e “avant-garde” é o que japoneses procuram intensamente, mesmo quando o papo é H2O. Sua fonte, com mais de mil anos, encontra-se escondida 600 metros abaixo da faixa vulcânica de Fuji, sem qualquer tipo de exposição exterior.

Elsenhan - O frasco parece perfume. Sua fonte, na Inglaterra, é protegida do meio ambiente por uma espessa camada de calcário, que se transforma num filtro natural de purificação.

Voss – País de Origem: Noruega. Proveniente dos aquíferos gelados de sua terra natal, é protegida por grossas camadas de rocha e areia, não é filtrada industrialmente.

Evian – País de Origem: França. Emerge em um túnel de montanha e é alimentada pela neve derretida e chuva naturalmente filtrada pela areia glacial, que por sinal encontra-se rodeada de argila, protegendo-a ainda mais. Possui boa composição mineral e sabor.

Fiji – País de Origem: Ilhas Fiji. Começou a ser engarrafada direto da fonte. Fornece a água com um perfil mineral único, incluindo a sua alta concentração de sílica. Assumiu um compromisso rigoroso com a qualidade e mãos humanas não entram em contato com o produto.

Gerolsteiner – País de Origem: Alemanha. Originária de regiões vulcânicas passa por reservatórios rochosos há 200 metros abaixo da terra. Através do processo de lixiviação, minerais e ácido carbônico elevam as quantidades de cálcio, bicarbonato e magnésio na água tornando-a riquíssima em nutrientes.

Ferrarelle – País de Origem: Itália. Naturalmente efervesceste rica em minerais como cálcio, potássio, magnésio e flúor. No entanto, não tem sabor mineral e sem salinidade desagradável. É engarrafada em recipientes de vidro em vez de plástico, que protege o seu sabor e pureza e diminui o impacto sobre o meio ambiente.

Perrier – País de Origem: França. A água e carbonatação são capturadas separadamente e recombinados no processo de engarrafamento para preservar o sabor espumante natural da água. É comercializada como uma alternativa saudável para refrigerantes e cocktails e está disponível em uma variedade de sabores.

Hildon – País de Origem: Reino Unido. A origem da água começa nas chuvas, que se infiltra através das colinas de giz, funcionando como um sistema de filtragem natural único, protegendo a água de poluição e dotando-a de altos níveis de cálcio. Assim que atinge a fonte ela é imediatamente engarrafada sem tratamento químico. Naturalmente baixo teor de sódio.

Mountain Valley Spring Water – País de Origem: Estados Unidos. Tem uma composição mineral única, que se acredita ter propriedades medicinais que podem ajudar a aliviar doenças crônicas. Esta água com gás é leve e limpo, com um delicado equilíbrio do pH para premier gosto.

São Géron – País de Origem: França. É o produto de um processo de filtração de 1.100 anos Excepcionalmente rica em cálcio e magnésio, tem sido muito utilizado como um tratamento para problemas digestivos, diabetes, anemia e até mesmo gota.

Volvic – País de Origem: França. Em 1965, o Ministério da Saúde francês autorizou o engarrafamento de água. Emerge durante todo o ano a partir de sua fonte protegido à temperatura constante de 8,8 graus Celsius.

Pesquisas apontam que o açaí, muito mais que um alimento nutritivo, tem propriedades tarapêuticas





O açaí é mais do que um hábito alimentar, ele é identidade, comida, música clássica e popular, romance, aterro de rua, remédio, quadrinha popular, mito, cor de gente, cobertura na agricultura, vassoura, corante, pintura de quadro e outras novas significações que vêm surgindo. Daí a importância atribuída ao fruto sagrado do Pará
    


O Açaí, fruto típico de uma palmeira amazônica, ganhou o mundo. É vedete nas lanchonetes de cidades litorâneas do Brasil, em quiosques de Los Angeles e Nova Iorque (EUA) e até em Paris (França). Açaí, típico da região Amazônica, fruto do açaizeiro (Euterpe oleracea, família Palmae) é fartamente utilizado no preparo de sucos, vinhos, doces, licores e sorvetes. 


O açaizeiro é uma palmeira tipicamente tropical, encontrada no estado silvestre e faz parte da vegetação das matas de terra firme, várzea e igapó. A palmeira também é explorada na região para a extração do palmito. Conhecido por ter uma polpa com grande poder nutritivo, a fruta é consumida no mundo todo em bebidas, mix de frutas, sorvetes e cápsulas.

Na região amazônica, o suco feito com a polpa é conhecido como “vinho de açaí”. Consumido geralmente com farinha de tapioca, faz parte da alimentação local. Hoje, o estado que lidera a produção é o Pará, com quase 90% do mercado, mas o açaí é apreciado em toda a região amazônica e recentemente tem sido também consumido pelos estados do Sul e Sudeste do Brasil, principalmente por academias e atletas.


Bom para a Saúde

O mais recente resultado da pesquisa traz nova boa notícia aos consumidores do açaí. Em artigo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, os cientistas descrevem que os antioxidantes contidos no fruto são absorvidos pelo organismo humano. O estudo envolveu 12 voluntários, que consumiram açaí em polpa e na forma de suco, esta última contendo metade da concentração de antocianinas – pigmentos que dão cor às frutas – do que a versão em polpa. Os dois alimentos foram comparados com sucos sem propriedades antioxidantes, usados como controle.

Amostras do sangue e da urina dos participantes foram tomadas 12 e 24 horas após o consumo e analisadas. Segundo os pesquisadores, tanto a polpa como o suco apresentaram absorção significativa de antioxidantes no sangue após terem sido consumidos. "O açaí tem baixo teor de açúcar e seu sabor é descrito como uma mistura de vinho tinto e chocolate. Ou seja, o que mais podemos querer de uma fruta?", disse Susanne Talcott, principal autora do estudo, do qual também participaram cientistas das universidades do Tennessee e da Flórida.

Segundo ela, trabalhos futuros poderão ajudar a determinar se o consumo do açaí pode resultar em benefícios para a saúde com relação à prevenção de doenças. O grupo do qual faz parte tem estudado a ação do açaí contra células cancerosas. “Nossa preocupação é que o açaí tem sido vendido como um superalimento. E ele definitivamente tem atributos notáveis, mas não pode ser considerado uma solução para doenças. Há muitos outros bons alimentos e o açaí pode ser parte de uma dieta bem balanceada”, disse Susanne.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Câmara Brasileira do Livro divulga os finalistas da primeira fase do 56º Prêmio Jabuti





A Câmara Brasileira do Livro (CBL) realizou, nesta terça-feira (23/09), a apuração da primeira fase do 56º Prêmio Jabuti. O resultado está disponível no site www.premiojabuti.org.br. Nesta primeira fase, foram classificados os finalistas de cada uma das 27 categorias integrantes do Prêmio. A lista foi validada pelo Conselho Curador e pela Auditoria Parker & Randall

“As premiações nas áreas da literatura sempre têm uma influência muito grande no mercado e nas compras governamentais, principalmente as das categorias do Jabuti. Hoje, cumprimos mais uma importante etapa do Prêmio”, comenta Marisa Lajolo, curadora do Prêmio Jabuti.O júri, formado por especialistas de cada categoria, foi indicado pelo Conselho Curador do Prêmio, composto pelos seguintes membros: Marisa Lajolo, Antonio Carlos Sartini, Frederico Barbosa, Luis Carlos Menezes e Márcia Ligia Guidin.

A segunda fase, que irá acontecer em 16/10, avaliará e atribuirá notas a todas as obras finalistas da primeira fase. As três obras que receberem a maior pontuação dos jurados, nesta fase, serão consideradas vencedoras em sua categoria, em primeiro, segundo e terceiro lugares.

A cerimônia de entrega do Jabuti está de casa nova em 2014. Depois de oito anos sendo realizada na Sala São Paulo, o Prêmio Jabuti chegará às mãos dos vencedores no Auditório Ibirapuera, no dia 18 de novembro. Neste dia, também serão revelados vencedores do Livro do Ano – Ficção e Livro do Ano – não Ficção.

Na lista de finalistas de melhor livro infantil estão algumas estreias, como a de Miriam Leitão com 'A perigosa vida dos passarinhos pequenos' e Julian Fúks, com 'Menina de papel'.

A premiação

Os laureados em todas as categorias que compõem o prêmio receberão o troféu Jabuti e o valor de R$ 3,5 mil. Os vencedores do Livro do Ano – Ficção e Livro do Ano – não Ficção serão contemplados, individualmente, com o prêmio de R$ 35 mil, além da estatueta dourada.

Brasília, a “capital do rock” também tem espaço para o autêntico forró ‘pé de serra”



A Capital Federal com sua babel de sotaques tem atrações para todos os gostos. Conhecida como a “Capital do Rock”, ela também oferece atrações como aquele clássico forró pé-de-serra que muita gente gosta de ouvir e/ou dançar. Para os amantes desse ritmo eminentemente nordestino, Brasília oferece vários espaços, a exemplo da Arena do Forró

Criado com o objetivo de realizar semanalmente um evento direcionado aos amantes do forró pé de serra em Brasília, o projeto do Forró existe desde 2004, sempre com muita música ao vivo. Para comemorar os 10 anos de atividades a casa convidou duas bandas especiais, que fazem parte da história do projeto: “Xote e o Mundo” e “Zabumbazul” tocam músicas de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Gilberto Gil e Trio Nordestino, além de composições próprias, relembrando o começo da carreira no início dos anos 2000.

Para iniciantes no ritmo

Brasília oferece diversos lugares para aprender a dançar forró, um ritmo musical que ganhou grande espaço com o passar dos anos e hoje faz muita gente mexer o corpo para dançar. A principio a dança pode ser um pouco complicada, pois exige movimentos rápidos, mas nada que algumas aulas para deixar o seu corpo com uma ginga a mais, não resolva.

Mas, se você não quer desembolsar algumas centenas de reais para pagar aulas de forró, os vídeos disponíveis via internet pode ser uma opção. Hoje em dia no Youtube existem diversos clipes que ensinam os passos básicos de forró. Se você é iniciante no baião, xote e arrasta-pé, vale a pena conferir e ir se familiarizando com o ritmo musical e a ginga dos forrozeiros.

Você não vai querer começar a dançar forró e já fazer todas aquelas coreografias e malabarismos que são comuns aos ases desse ritmo então, vai começar com os passos básicos. Uma dica: procure um parceiro que já saiba dançar e deixe-se levar, simplesmente. Daí, é só uma questão de tempo para que possas rodopiar nos salões, ao som dos maiores sucessos de Luiz Gonzaga, Dominguinhos,Jackson do Pandeiro e outros mestre do forró.

Os fãs do AC/DC estão ansiosos: novo álbum do grupo, ‘Rock Or Bust’, sai em novembro



‘Rock Or Bust" traz 11 faixas inéditas, sendo que o primeiro single, “Play All”, começa a ser conhecido em uma campanha publicitária neste sábado, dia 27 e turnê mundial deve passar pelo Brasil no Rock In Rio

O novo álbum do AC/DC se chama “Rock Or Bust”, tem 11 faixas e vai ser lançado no dia 28 de novembro, na Austrália, e no dia 2 de dezembro, nos Estados Unidos. Mas já a partir do próximo sábado, dia 27, trechos do primeiro single desse disco, “Play Ball”, começam a ir o ar na mídia americana, em uma campanha da Liga de Baseball.

A nota triste é que, segundo a sucursal da gravadora do grupo na Austrália, o guitarrista e integrante fundador Malcolm Young (o mais à direita, na foto) não vai mesmo voltar a tocar com o AC/DC, por conta do tratamento de uma doença que o impede de atuar. Este será o primeiro disco da banda sem o guitarrista. O texto também confirma que o AC/DC vai sair em turnê mundial para promover o álbum “Rock Or Bust” e também para comemorar o aniversário de 40 anos de atividades da banda.

No giro, Malcolm será substituído, como havia sido especulado, por seu sobrinho, Stevie Young, que já tocou no lugar de Malcolm, na turnê do álbum “Blow Up Your Video”, pelos Estados Unidos, em 1988, quando o titio teve que dar um tempo para se livrar da dependência do álcool.

Stevie Young também tocou nas gravações do novo disco, no Warehouse Studio, em Vancouver, British Columbia, Canadá, com o cascudo produtor Brendan O’Brien. A mixagem é de Mike Fraser. A formação atual tem, além de Stevie, Brian Johnson (vocal), Angus Young (guitarra), Cliff Williams (baixo) e Phil Rudd (bateria). O disco mais recente do AC/DC é “Black Ice” lançado em 2008.

Essa nova turnê do grupo vai varar o ano de 2015 e deve passar pelo Brasil em setembro. O AC/DC é uma das arações cogitadas para a edição comemorativa de 30 anos do Rock In Rio.

Fonte: Mundo do Rock

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

"Queria que ele pudesse ver o que criamos", diz Vin Diesel ao divulgar a 7ª versão de ‘Velozes & Furiosos’ com foto de Paul Walker


Na última terça-feira, 23, Vin Diesel publicou duas imagens inéditas dele no filme Velozes e Furiosos 7. Em uma delas, o ator aparece em cena ao lado de Paul Walker, integrante do elenco da franquia que morreu no final do ano passado em acidente automobilístico

Vin Diesel divulgou duas imagens novas de Velozes & Furiosos 7. Uma delas traz o ator ao lado de Paul Walker, morto em novembro de 2013. Na legenda, ele diz que o estúdio Universal Pictures apresentou o trailer para o elenco e aproveitou para relatar como foi a experiência.

"A Universal veio nos visitar para nos mostrar o trailer de Velozes & Furiosos 7. Sem palavras... Foi incrível. Eu também devo dizer que foi algo emotivo e agridoce... Todos nos esforçamos para deixar Pablo [maneira como o ator se refere a Paul Walker] orgulhoso, mas cara, eu queria que ele pudesse ver o que criamos e o quão longe nós chegamos", escreveu Diesel.

O filme chegará aos cinemas nacionais um dia antes do lançamento internacional, na quinta-feira, 2 de abril de 2015 e estará nas telonas de todo o mundo na sexta, 3. Além de Vin Diesel (Dominic Toretto) e Tyrese Gibson (Roman Pearce), Velozes e Furiosos 7 é dirigido por James Wan (Jogos Vorazes) e conta novamente com Dwayne Johnson (Luke Hobbs).

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

"Não existe mais espaço para grandes reportagens", diz Fernando Morais, um dos principais biógrafos do país





O jornalista e escritor Fernando Morais é autor de dez livros. Destes, apenas quatro são biografias. O que, no entanto, não impediu que o autor ficasse conhecido como um dos principais biógrafos do país. “Não me importo com a imprecisão. No fundo, faço o que todo jornalista gostaria de fazer no cotidiano das redações: apurar com exaustão o assunto, dispor de tempo para escrever da melhor maneira possível e dispor de espaço para publicar”, explica o autor, que já recebeu três vezes o Prêmio Esso de Jornalismo 


Nessa terça-feira (24), Morais participou do programa Espaço Público, da TV Brasil, e falou sobre algumas das obras que escreveu. Com dez livros publicados, o mineiro é o autor das biografias Chatô, o Rei do Brasil, sobre Assis Chateaubriand, que foi dono de um império da comunicação no Brasil; Olga, que conta a vida da guerrilheira comunista Olga Benário, companheira de Luís Carlos Prestes; e O Mago, sobre o escritor Paulo Coelho.

Com 68 anos de idade e 53 de carreira, o jornalista e escritor Fernando Morais conta que está pensando em parar de escrever obras de fôlego. Mas, no momento, ainda não. Ele está escrevendo um livro sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O livro do Lula não é uma biografia, é uma fatia da vida dele que vai da cadeia em 1980 até o fim da Presidência. Depois não quero mais. É um trabalho monumental fazer entrevistas”.

Para o seu primeiro livro, A Ilha, de 1976, sobre Cuba após a revolução, Morais lembra que passou três meses no país em 1975 para fazer uma reportagem. “Cuba é um fenômeno. É provável que nossos tataranetos olhem para Cuba, como um país paupérrimo, que conseguiu acabar com a fome, com o analfabetismo, com essas tragédias que ainda temos num tremendo país como é o Brasil. Os inimigos da Revolução Cubana diziam que essas conquistas se deviam à União Soviética. A União Soviética acaba em 1990 e Cuba continuou mantendo padrões de educação e saúde reconhecidos pelo mundo porque conseguiram fazer uma revolução voltada para os interesses dos pobres. O bloqueio [econômico] continua sendo uma brutalidade contra Cuba”.

Em sua última obra, de 2011, Os Últimos Soldados da Guerra Fria, o escritor mostra a história de espiões cubanos nos Estados Unidos, no início da década de 1990, infiltrados em grupos anticastristas sediados na Flórida. O motivo dessa operação era colher informações para evitar ataques terroristas ao território cubano. Eles foram condenados e estão presos nos Estados Unidos.

“Esse julgamento é uma brutalidade jurídica. É um processo que tem repúdio do mundo inteiro. Há entre os manifestantes [contra a prisão] dezenas de prefeitos e vereadores de várias partes dos Estados Unidos, inclusive do Partido Republicano, apoiando a libertação dos cubanos porque sabem que é uma indecência jurídica”.

Para Morais, não existe mais espaço para grandes reportagens na imprensa brasileira. “Os editores dizem que as pessoas querem coisas curtinhas, uma página, e acabou. As pessoas querem saber, os jornais é que não querem investir nisso.”

Ele conta que cogita a ideia de fazer um pequeno livro, após terminar a obra sobre Lula, sobre o programa espacial brasileiro. “É um negócio fascinante, uma aventura impressionante. A importância que isso tem para a história do Brasil. Vão lançar um segundo satélite com a China em dezembro”.

Morais disse ainda que os grandes veículos de mídia deveriam "assumir as posições" no período eleitoral. "É uma mídia envergonhada.” Ele também fez críticas à classe política. “O Parlamento acabou se transformando muito em um instrumento de construção de carreiras pessoais não exatamente políticas, mas carreiras empresariais. Tem um universo de gente hoje no Congresso Nacional que usa o mandato para sustentar negócios, que usa a política para fazer negócios.”

O escritor foi entrevistado pelos apresentadores Florestan Fernandes Jr., Paulo Moreira Leite e a jornalista Tereza Cruvinel. O programa pode ser visto na internet.

Referência: EBC

Estúdios Disney são processados pela autora de 'Frozen' por suposto plágio





A autora de “Frozen”, Isabella Tanikumi entrou com processo contra os estudos Disney, onde exige mais de R$ 600 milhões por direitos autorais por alegado plágio da sua própria história em “Frozen”
 

Ainda figurando em um certo anonimato em se tratando de autora pouco conhecida, Isabella Tanikumi está processando a Disney por afirmar que Frozen se baseia em sua própria história. O que parece uma brincadeira, pode custar caro. Isabella Tanikumi está pedindo mais de R$ 600 milhões por direitos autorais em ação indenizatória, numa das maiores ações já intentadas contra o famoso estúdio de entretenimento.

Segundo o site TMZ, Tanikumi acusa a Disney de plagiar a história, personagens e acontecimentos de seu livro, Yearnings of the Heart, lançado por ela em 2010. O livro fala de seu nascimento na região de Andean, na América do Sul, a sobrevivência ao famoso Terremoto de Áncash, que ocorreu em 1970, e sobre a morte de sua irmã.

A história de Frozen, lançado em 2013, narra a história da princesa Elsa que machuca sua irmã, Anna, acidentalmente, com um raio congelante. Anna, porém, demonstra seu amor sacrificando sua vida pela irmã. Até hoje, o filme já arrecadou mais de US$ 1,2 bilhão em todo o mundo, sendo uma das maiores bilheterias da Disney.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

A reforma da pirâmide do Museu do Louvre já foi iniciada e a previsão é que esteja aberta novamente à visitação até o final de 2016 ou início de 2017





A pirâmide do Louvre, uma estrutura de vidro e metal, medindo 20,6 m de altura sobre uma base quadrada de 35 metros cada lado, sempre foi uma das maiores atrações do museu e sua fama foi multiplicada quando Dan Brown ambientou no monumento, o clímax do seu livro o Código Da Vinci 


A pirâmide do Louvre é um projeto do arquiteto sino-americano Ming Pei. Inaugurada em 1988, está situada na praça central do museu, a Cour Napoléon, e funciona como entrada principal.Um mito diz que o número de placas de vidro da pirâmide é exatamente 666, número associado a satã, ou “a besta do Apocalipse” e esse mito foi confirmado na obra de Dan Brow, que foi levado ao cinema tendo Tom Hanks como protagonista. Na realidade, de acordo com informações oficiais do museu, a pirâmide possui 673 placas.

Reforma até 2017

A famosa pirâmide do museu do Louvre, está no centro de uma grande obra de reestruturação até o final de 2016 ou início de 2017. O espaço foi criado para receber 4,5 milhões de pessoas por ano, mas atualmente, recebe mais de nove milhões de visitantes - e quase 70% deles estão no lugar pela primeira vez.

"O visitante é nossa prioridade. É justo que haja um lugar que o atenda, no centro do museu. Então, é imperativo intervir", explicou o diretor do Louvre, Jean-Luc Martinez. O projeto "Pirâmide" foi confiado ao estúdio de arquitetura Search e foi aprovado pelo próprio Pei - que aos 97 anos não pode viajar a Paris. Martinez acrescenta que tem "trabalhado com ele, em respeito ao seu trabalho, e para nós tem sido uma grande sorte".

O museu investirá 53,5 milhões de euros (R$ 162,4 milhões) na obra, financiados em grande parte com os ingressos vinculados ao projeto "Louvre Abu Dhabi", e 10% do valor foi dado por diversas pessoas.

Nos quase três anos, durante o qual o museu permanecerá aberto, serão repensados todos os espaços dedicados ao público. "O objetivo é fazer o possível para que o visitante encontre mais conforto e que o pessoal do museu trabalhe em condições ótimas", ressaltou o diretor.

Para diminuir o tempo de espera nas filas para ingressos, foi criado um novo acesso aos visitantes por baixo da Cour Richelieu. Uma nova bilheteria abrirá no local da atual livraria e serão realizadas novas formas de informação, com a revisão dos sinais de orientação e a reorganização dos armários e dos serviços.

Construção controversa

A construção deste edifício provocou um grande debate. O argumento da turma do contra era que esta forma futurista, com um estilo internacional, estava fora do contexto clássico do museu. A turma a favor considerava que o choque entre o contemporâneo e o clássico era interessante.

A grande pirâmide é uma estrutura de vidro e metal, medindo 20,6 m de altura sobre uma base quadrada de 35 metros cada lado. Ela possui 603 losangos e 70 triângulos de vidro.

Quem já viu o monumento mais de uma vez, garante que é como se estivesse vendo-a pela primeira vez. Uma construção perfeita, maravilhosa do exterior ou do interior.

Um detalhe divertido e perigoso é a tarefa de limpar os painéis de vidro. Uma história complicada, onde alpinistas se encarregam desta tarefa altamente escorregadia e que exige perícia e coragem.

Novas atrações da Broadway estão fazendo com que a temporada seja pródiga para artistas afro-americanos

LaTanya Richardson, Denzel Washington, Sophie Okonedo
Denzel Wasshington, em "A Raisin in the Sun", na Broadwaay



Esta temporada da Broadway tem sido rica em funções para artistas afro-americanos e as audiências estão respondendo, do embalado Brooks Atkinson Theatre, onde o musical "After Midnight", a sala do Circle in the Square , onde Audra McDonald está apresentando Billie Holiday


NEW YORK - No início de um domingo do mês, 56 pessoas tomaram um ônibus em um subúrbio de Washington, DC, para fazer a viagem a Broadway, apenas para ver uma peça. A viagem, que durou todo o dia, era parte de uma festa beneficente organizada por membros da Alpha Kappa Alpha Sorority, a mais antiga irmandade feminina Africano-Americano de mulheres com ensino superior.Os passageiros iam de uma criança menor de 6 anos, até avós. Havia frequentadores da Broadway veteranos e novatos no universo do teatro.

O ônibus estava cheio - apesar de ser Domingo de Ramos, – e a viagem, que terminou perto de 23:30 h, ser longa. Qual o fator para atrair tantos para fazer a viagem para o norte para ver uma matinê de um mezanino, em pleno feriado religioso? Simples: um título "A Raisin in the Sun" e um nome: Denzel Washington.

"Acho que todos se divertiram. Todo mundo no ônibus ficou satisfeito. Eles tiveram um bom tempo e gostei da peça", disse Garlette Jordan, um trabalhador e membro da fraternidade de agentes federais que ajudou a planejar a viagem. "É claro, Denzel era a atração principal."

Atrações variadas

Com o devido respeito ao Sr. Washington, não é só ele. Esta temporada da Broadway tem sido rica em funções para os afro-americanos e as audiências estão respondendo, do embalado Brooks Atkinson Theatre, onde o musical "After Midnight", comemora anos de Duke Ellington no Cotton Club, para o Círculo muito cheio na Praça, onde Audra McDonald está interpretando Billie Holiday.

Cantores negros e atores estão sendo apresentados em todo fases da Broadway, alguns em papéis escritos para os afro-americanos, como Terence Archie que interpreta uma temível Apollo Creed, em "Rocky", Joshua Henry, como um soldado negro no musical "Violet" e Brandon J. Dirden, como o reverendo Martin Luther King Jr. na peça histórica "All the Way".

Outros estão em papéis pretos não tradicionais, como James Monroe Iglehart, como o Genie maníaco em "Aladdin"; Nikki M. James vivendo Eponine e Kyle Scatliffe, fazendo sua estreia na Broadway como Enjolras, em "Les Miserables"; e LaChanze e Jerry Dixon no novo musical "If / Then". No início desta temporada, Condola Rashad viveu Juliet Romeo, antagonica de Orlando Bloom.

É uma época muito rica Broadway também. Nem todas as estações do ano são ricas como essa, mas há trabalho para todos neste ano.