domingo, 3 de agosto de 2014

Sanfoneiros e admiradores se reuniram no Recife nos 25 anos da morte de Luiz Gonzaga



Em 13.12.2012, o Brasil comemorou os 100 anos de nascimento de Luiz Gonzaga e relembrou ontem, 02 de agosto, o legado deixado por um dos maiores ícones da história artística brasileira. Não sem consistentes motivos, a obra de Gonzaga é lembrada mesmo após 25 anos de sua morte. As suas músicas lideram nas rádios o número das mais tocadas até hoje

Há 25 anos, Luiz Gonzaga deixava saudades aos brasileiros. Para celebrar essa data, o Cais do Sertão recebeu pela primeira vez a Vigília Gonzaguiana. O encontro começou cedo, às 5h da manhã, com a concentração dos sanfoneiros de todo o Estado para homenagear o Rei do Baião. Em seguida às 7h, foi realizado um ato religioso com o Padre Reginaldo Veloso. Tudo ao som de muito forró, em um palco montado no local. Cerca de 50 sanfoneiros participaram da vigília.

Acrescentam-se o ineditismo; a forma como ele conseguiu representar através de um estilo a cultura, os costumes, o jeito de seu povo. Causou revolução no imaginário brasileiro quanto ao nordeste, aproveitando o bom momento dos meios de comunicação à época e apresentando o sertão como um dos vários “brasis”.

Luiz Gonzaga morreu em Recife, em 2 de agosto de 1989 mas a sua obra se perpetuará na história , fazendo jus ao título de NORDESTINO DO SÉCULO XX que o Brasil lhe outorgou. Músicas famosas? Inúmeras, da mais conhecida de todas, Asa Branca (Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga), passando por Vozes da Seca (Luiz Gonzaga e Zé Dantas), - inscrita nos anais do Congresso Nacional, simbolizando a luta do seu povo contras as agruras da seca, - até “Nem se despediu de mim”, do seu conterrâneo João Silva, morto recentemente.

Em data tão especial, o Artecultural relembra uma das joias raras gravadas por Luiz “Rei do Sertão” Gonzaga, entre muitas que ele imortalizou e que marca a fé do sofrido povo do Nordeste: “Ave Maria Sertaneja”. Com uma pérola dessas no nosso cancioneiro, causa-me espanto ver as rádios do nordeste tocar a Ave Maria de Gounod, de Bach e até de duplas sertanejas e ignorando o hino de fé e louvor a Nossa Senhora, entoado de forma tão eloquente.

Ave Maria Sertaneja

Quando batem as seis horas
de joelhos sobre o chão
O sertanejo reza
A sua oração

Ave Maria
Mãe de Deus Jesus
Nos dê força e coragem
Pra carregar a nossa cruz

Nesta hora bendita e sã
Devemos suplicar
A Virgem Imaculada
Os enfermos vir curar

Ave Maria
Mãe de Deus Jesus
Nos dê força e coragem
Pra carregar a nossa cruz !


Euriques Carneiro

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