terça-feira, 26 de agosto de 2014

Razão ou emoção? Esse embate existe ‘desde que o mundo é mundo’ e, apesar dos estudos, ainda não se chegou a uma conclusão


“A mente humana é como o pêndulo de um relógio que flutua entre a razão e a emoção. Nossa capacidade de tolerar , solidarizar-nos, doar-nos, divertir, criar,intuir,sonhar é uma das maravilhas que surgem desse complexo movimento. O amor é seu melhor fruto. Cuidado com os desvios desse pêndulo." (Augusto Cury)Quem de nós já não se deparou com uma estrada bifurcada onde um dos caminhos aponta para a razão e outra para a emoção? Quem ainda não se sentiu compelido a comprar aquele carro dos sonhos, mas ficou em dúvida se não deveria adquirir um carro mais simples e investir o restante na reforma da casa, por exemplo?

Diante de uma decisão, é melhor seguir a razão ou o coração? Diante dos dois caminhos, percebe-se que o melhor é perceber que estas experiências são interdependentes e nem sempre estão dissociadas e que nós, seres humanos, somos emocionais por excelência! A neurociência está nos provando que a ideia de que somos seres puramente racionais não era exatamente verdadeira.

Os estudiosos da Grécia antiga, afirmavam que a qualidade que torna o ser humano superior aos outros animais é a sua habilidade de racionalizar. Platão, no século IV a.C, apregoava que o homem deveria suprimir sua sensibilidade, suas emoções, pois elas o impedem de agir moralmente, ou seja, racionalmente. Para ele, filosofar era agir puramente de forma racional, sem se deixar levar pelo emocional.

Esta forma de pensar ganha uma nova força na França, no século XVII, com René Descartes, considerado o primeiro filósofo moderno. Ao contrário dos gregos antigos, que acreditavam que as coisas são simplesmente porque são, Descartes instituiu a dúvida: só se pode dizer que existe aquilo que puder ser provado, sendo o ato de duvidar indubitável. Assim, surgiu sua famosa frase: "Penso, logo existo". Mais uma vez o homem é estimulado a pensar, verificar, analisar, sintetizar, enumerar, e para tanto era preciso deixar as emoções de lado.

O ponto é que nosso cérebro emocional vem sendo depreciado no Ocidente há séculos e as nossas emoções foram se transformando numa espécie de bode expiatório de todas as más decisões tomadas.

Muitas vezes usamos de um mecanismo de defesa chamado racionalização, para não encarar os problemas de frente: criamos desculpas racionais para nossas dificuldades emocionais. Uma maneira fácil para distinguirmos se estamos tendo um pensamento racional, ou fazendo uma racionalização, é notar a diferença entre os dois: o pensamento racional busca "razões boas" enquanto que a racionalização cria "boas razões"...

No entanto, podemos refletir o quanto quisermos e pudermos, mas, quando chega o momento de decidir, não há como evitar o frio na barriga diante do salto no escuro... Primeiro, porque toda experiência é única - não temos como buscar garantias nas experiências alheias e depois, só quando nos tornamos o novo é que sabemos que cara ele tem.

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