terça-feira, 12 de agosto de 2014

Quebrando barreiras no fechadíssimo mercado hollywoodiano, Rodrigo Santoro ocupa seu espaço no mercado cinematográfico americano





Ele ainda está longe dos dotes artísticos de um Sean Connery ou da mega estrela Tom Hanks, mas saindo de um mercado ainda incipiente no mundo do cinema como o brasileiro, Rodrigo Santoro se firma como um nome emergente na meca da sétima arte


Ator bem-sucedido no Brasil e no mundo, com visual sempre impecável e atuação elogiada, Rodrigo Santoro vem conquistando a crítica internacional e consolidando sua carreira. "O que está mudando em Hollywood é um reflexo do que está acontecendo no mundo. Com a globalização, as fronteiras estão cada vez mais sutis", diz Santoro em recente entrevista.

Aos 38 anos, ele percebe que as oportunidades para os latino-americanos "estão muito mais abertas" do que há dez anos, quando chegou aos Estados Unidos e a indústria do cinema era "muito mais estereotipada".

Rodrigo lembra que, quando pegava um roteiro para ler, já procurava nomes como "Juan", "José" ou "Raul", para encontrar seu personagem. Mas quando recebeu o roteiro da comédia "O Que Esperar Quando Você Está Esperando" (2012), surpreendeu-se. A produtora estava propondo que um estrangeiro interpretasse o protagonista, Alex, que, a princípio, era americano.

Mas a projeção internacional desse ator nascido em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, começou com "Bicho de Sete Cabeças" (2000), que foi exibido em vários festivais do mundo, como Suíça e França; e "Abril Despedaçado" (2001), aclamado no Festival de Veneza. A abertura da indústria cinematográfica aos estrangeiros não se limita aos atores. Técnicos, diretores e câmeras, também vivem "um momento muito rico", afirma o ator.

Gramado 2014

Santoro foi uma das estrelas do Festival de Gramado, mesmo não estando em qualquer filme exibido neste ano. O ator foi agraciado com o Troféu Cidade de Gramado, uma das honrarias concedidas pelo festival aos destaques do cinema brasileiro, entregue ontem à noite.

Assediado pelo público e também pelos fotógrafos, Santoro subiu ao palco do Palácio dos Festivais, bastante emocionado. "É uma verdadeira viagem no tempo", disse após ver o clipe exibido, com cenas dos filmes em que atuou. "Pelo menos para mim, já parece muito tempo. Ver tudo isso me lembra que cinema é o que mais amo fazer na vida. E ouvir que minha jornada contribuiu para o cinema nacional é uma honra." "Grande parte do público acha que artista é glamour, mas é esse tipo de incentivo que recebo aqui que valida os caminhos que percorri e faz valer a pena acreditar", complementou.

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