sábado, 23 de agosto de 2014

Morre "Pepe, El Misonero" (O Missionário) um ícone entre as tartarugas das ilhas Galápagos


Tartaruga-pepe



Dentre as milhares de tartarugas das ilhas Galápagos (Equador), "Pepe, El Misonero" (O Missionário) era considerada a mais popular entre seus habitantes, um macho de estimados 63 anos com uma história muito especial que se tornou um ícone do arquipélago

A tartaruga gigante "Pepe, o missionário", um símbolo das Galápagos, morreu, informou na esta sexta-feira o diretor de Ecossistemas do Parque Nacional das ilhas equatorianas. "Pepe", que passou muito tempo da sua vida em cativeiro, ganhou fama como num dos animais mais fotografados das Galápagos.

"Vários dos seus órgãos foram lentamente falhando", explicou Victor Carrion , indicando que a tartaruga, que morreu de causas naturais, também sofria de excesso de peso. O diretor do Parque, Arturo Izurieta, homenageou a tartaruga na sua conta na rede social Twitter: "Depois de 60 anos de vida, 'Pepe, o missionário' vai permanecer nas nossas memórias para sempre".

No tocante à idade de Pepe, existem informações divergentes. Fonte do parque disse que inicialmente se pensava que teria entre 60 e 70 anos, mas que os resultados da autópsia vieram revelar que era mais velho, sendo a sua idade estimada em 100 anos. Arturo Izurieta esclareceu no 'post' que "o desaparecimento de Pepe não coloca a sua subespécie em perigo", pois existem cerca de 2.000 exemplares que ainda vivem no seu habitat natural.

“George, o solitário”


Em junho de 2012, "George, o solitário", a última tartaruga gigante de sua espécie a habitar Galápagos, também morreu de causas naturais, após tentativas frustradas para que se reproduzisse.

George, com idade estimada em mais de 100 anos, tornou-se símbolo da conservação animal. Ele era o único sobrevivente da espécie "Chelonoidis abigdoni", originário da ilha Pinta, onde foi encontrado em 1972.

As ilhas Galápagos foram declaradas Patrimônio Natural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) há três décadas.

A região ainda abriga 11 espécies de tartarugas gigantes, depois do desaparecimento das espécies das ilhas Fernandina ("Chelonoidis fhantastica") e Santa Fé ("Chelonoidis spp").

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