quarta-feira, 6 de agosto de 2014

LANÇADO O PROJETO “PARA NÃO PERDER A MEMÓRIA- D. ZICA 100 ANOS” NO CENTRO CULTURAL CARTOLA

zica


As escolas públicas do Rio de Janeiro recebem a exposição itinerante chamada ‘Para Não perder a Memória: Dona Zica 100 anos’. Dona Zica, a matriarca do samba, nasceu em fevereiro de 1913 e morreu em janeiro de 2003, aos 89 anos


O Centro Cultural Cartola – Museu do Samba Carioca e a Petrobras lançaram no dia 4 de agosto, a exposição itinerante “Para Não Perder a Memória – D. Zica 100 anos”, que vai percorrer oito escolas da rede municipal de ensino, localizadas na região de Mangueira, Zona Norte da cidade do Rio.

O Coquetel de lançamento do projeto, que apresentará aos alunos fotos que contam a história do samba, das origens aos dias atuais; acontecerá às 16h, na sede do Centro Cultural Cartola. Ao todo, mais de cinco mil alunos, com idade entre 9 e 17 anos, terão acesso à programação.

Serviço:

§ Lançamento do projeto ​”Para Não Perder a Memória – D. Zica 100 anos”

§ Data: 04/08/2014

§ Horário: 16h

§ Local: Centro Cultural Cartola – Rua Visconde de Niterói, 1296, Mangueira


Dona Zica & Cartola

Dona Zica da Mangueira teria completado 100 anos no dia 06.02.2013. Nascida no bairro da Piedade e moradora do Morro da Mangueira desde os 4 anos de idade, era uma espécie de matriarca e mãe dos mangueirenses – o que lhe deu sempre a prerrogativa de não ser apenas “a mulher do Cartola”. Aliás, chegou lá antes dele, que viria ao morro só em 1919, quando a família não pôde se manter em Laranjeiras, e teve de mudar para o morro, ainda pouco habitado. Não eram tempos fáceis para os famílias de ex-escravos.

Na Mangueira, Zica e Cartola se conheceram e ficaram muito amigos, mas não mais do que isso (se é que isso é pouco). Ela se casou, teve 6 filhos, enviuvou, enquanto ele também teve sua vida afetiva, um tanto mais desastrada. Casou, ficou viúvo, cedo e sem filhos (descobriu mais tarde que era estéril). A tristeza da viuvez é tida como a possível razão que o fez sumir da Mangueira, a ponto de se considerar que ele, coautor do primeiro samba-enredo da escola, tinha morrido.

Cartola foi descoberto, tempos mais tarde, por um jornalista que era uma enciclopédia do samba carioca, Sérgio Porto, mais conhecido pelo pseudônimo Stanislaw Ponte Preta. Saindo de um bar, Sérgio deu com ele numa calçada de Ipanema, lavando e tomando conta de carros.

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