terça-feira, 19 de agosto de 2014

Filme que catapultou Judy Garland ao estrelato, o clássico do cinema “O mágicode Oz” completa 75 anos e ganha uma homenagem no Oscar


O magico de Oz



L. Fran Baum publicou, em 1901, sua obra mais singular: O Maravilhoso Mágico de Oz. Antes do seu falecimento, em 1919, foram produzidas dezenas de adaptações fílmicas inspiradas nos contos do mundo de Oz, mas nenhuma delas foi tão significativa para a história do cinema quanto a versão de 1939


Em 2014, o clássico “O Mágico de Oz”, dirigido por Victor Fleming, completa 75 anos de seu lançamento que serão comemorados na cerimônia da entrega do Oscar no dia 2 de março. Protagonizado por Judy Garland, o filme foi indicado em seis categorias da premiação em 1939, ganhando como melhor trilha sonora original e melhor música original. Na categoria de melhor filme, perdeu para outro clássico: “E o Vento Levou”.

Com orçamento de US$ 2,7 milhões, o longa arrecadou US$ 3 milhões, - uma fábula para a época, - em seu primeiro lançamento nos cinemas quando o público pôde conhecer a história de Dorothy Gale, uma garota que vive no Kansas com seus tios Henry (Charley Grapewin) e Em (Clara Blandick) e seu cãozinho Totó.

Um tornado leva Dorothy até a Terra de Oz. Sua casa cai em cima da Bruxa Má do Leste, o que atrai a atenção dos munchkins, os moradores do local. Dorothy e Totó recebem a ajuda de Glinda, a Bruxa Boa do Sul, que os guia pela estrada dos tijolos amarelos, a qual os levaria até o Mágico de Oz que os ajudaria a voltar para casa.

Produção e curiosidades

O processo de produção do filme foi conturbado. Depois do trabalho insatisfatório de Richard Thorpe como diretor, George Cukor foi contratado como diretor temporário, sendo substituído mais tarde por Victor Fleming. Logo após assumir a direção, Fleming teve de abandoná-la após ser chamado para dirigir “E o Vento Levou”, filme que competiu com “O Mágico de Oz” no Oscar. As cenas restantes eram em preto e branco e ficaram por conta de King Vidor.

Com técnicas inovadoras na produção, O Mágico de Oz foi também um dos primeiros longas-metragens a utilizar o sistema Technicolor para colorir o filme, mesclando trechos em preto e branco propositalmente para induzir o espectador a entender situações diferenciadas da vida da personagem central: sua realidade em tons de cinza e o mundo imaginário, cheio de cor.

O Mágico de Oz é um dos clássicos absolutos da sétima arte cuja relevância é confirmada a cada cópia restaurada e adaptações derivadas. No ano passado, ganhou uma versão em Blu-ray quádrupla, celebrando os seus 75 anos, que incluía cópias restauradas e em 3D e mostrava que o espetáculo visual do filme continua impressionante em novas mídias e em alta definição. Já a influência do longa pode ser vista mesmo em adaptações bastante diferentes da criação original de L. Fran Baum, como a minissérie de 2007, com Zooey Deschanel fazendo uma moderna Dorothy, e Wicked, o musical baseado no livro de 1995 escrito por Gregory Maguire.

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