sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Enquanto se discute a criação de museu da memória afro descendente, ato de racismo é flagrado em estádio em Porto Alegre





Em jogo de futebol disputado na capital gaúcha, câmaras flagraram torcedores dirigindo insultos de cunha racista a um atletas em campo, sendo que pelos um deles foi identificado e sua conduta está conduzida à luz das leis que regem a matéria


Para discutir essas e outras questões afetas ao assunto, o seminário Rumo ao Museu Nacional da Memória Afro descendente, que aconteceu na Fundação Cultural Palmares, em Brasília, discutiu o desafio de contar a trajetória do negro no país. Segundo o presidente da fundação, Hilton Cobra, essa história tem sido negada nos relatos oficiais. Por isso, é necessário reunir vestígios e conhecimentos, e construir um museu que seja capaz não apenas de relembrar, mas de atualizar o passado à luz dos desafios do presente.

Na nossa sociedade, é difícil encontrar alguém que se declare racista, talvez homofóbico, machista, mas racista não, racismo não existe no Brasil. Afinal, somos um país resultado da mistura de povos e raças diversas, onde todos sabem (ou deveriam saber) conviver e respeitar essas diferenças.

O projeto do Museu Nacional da Memória Afro descendente está a cargo do Ministério da Cultura, e a expectativa é que o espaço seja inaugurado em três ou quatro anos. Para tanto, um terreno de 65 mil metros quadrados na capital foi doado pelo governo do Distrito Federal. Instituições vinculadas ao ministério, como a Fundação Casa de Rui Barbosa, organizaram-se em grupo e discutem a proposta museológica. Além disso, a ministra adiantou que está sendo preparado um edital para o desenho arquitetônico.

Ao todo, existem 16 museus no Brasil que tratam especificamente da questão racial. Mesmo assim, a avaliação dos participantes do seminário, que foi encerrado ontem (28), é que falta um órgão que tenha capacidade de expressar a relevância da negritude, em nível nacional, para a constituição da história do país. Essa lacuna, eles esperam superar com a construção do museu nacional. “Não existe uma nação rica e desenvolvida sem a preservação de suas matrizes culturais”, afirmou o presidente da Fundação Cultural Palmares.

Referência: EBC


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