sábado, 30 de agosto de 2014

Festival Internacional de Cinema de Brasília (BIFF) tem filmes europeus como destaque





"Eu sou sua" e "Mãe, eu te amo" fazem parte da mostra competitiva e concorrem a R$ 100 mil em prêmios na III edição do Festival Internacional de Cinema de Brasília (BIFF)
A história de Mãe, eu te amo, rodado na Letônia, se passa em torno de Raimonds, um adolescente de 12 anos, que após tentar esconder uma nota ruim na escola, entra em uma onda de mentiras. Ele passará por maus bocados para salvar um saxofone e escapar da bronca da mãe.

Eu sou sua, filme Norueguês, mostra a vida de Mina. Uma mãe solteira que mora com Felix, seu filho de seis anos. À procura de um novo amor, ela conhece Jesper, um diretor de filme sueco e eles se apaixonam perdidamente. O longa de estreia é de Iram Haq, que trabalhou durante muitos anos como atriz de teatro e televisão.

Para Haq, é uma história sobre o desejo de ser amado. "É sobre como encontrar amor quando você não sabe o que isso significa e sobre o que acontece com as pessoas que nunca foram amadas pelos seus pais", conta a jovem cineasta, que não esconde os traços autobiográficos de sua obra.

Empolgada por ter o seu filme dentro do Biff, Haq espera que as pessoas possam se identificar com a personagem Mina. "A vergonha domina tantas pessoas, mas tudo o que ela quer é ser amada", conclui.

A mostra apresentará 35 filmes da Europa, Ásia, América Latina e Estados Unidos, entre os dias 28 de agosto e 6 de setembro. Destes, 12 concorrem a R$ 100 mil em prêmios.

Fonte: CB

Grupo Guizado Duo encerra projeto Ouvindo e Fazendo Música e mostram o seu novo trabalho: "O voo do dragão"





Cá estamos nós a falar da diversidade cultural do nosso Brasil, onde uma expressão idiomática bastante comum em determinada região, é totalmente desconhecida em outra, mesmo que bastante próxima, geograficamente falando
 

Uma dessas expressões é o “guisado”. Na Bahia, por exemplo, quase ninguém sabe o que significa, mas em Pernambuco, faz parte do cotidiano dos conterrâneos de Luiz Gonzaga. Mas o que seria o guisado? Nada demais... apenas o nosso velho conhecido “ensopado”. Não conhece também o ensopado? Carne cozida de boi, carneiro, porco ou frango. Simples assim!

Foi daí que dois músicos pernambucanos criaram o projeto Guizado Duo. Guilherme Mendonça, - ou Guizado, no meio artístico, - e Caetano Malta buscam fazer um som diferente, com incursões no hip hop, jazz, rock e outros sons experimentais.

É exatamente o Guizado Duo que encerra a programação do mês de agosto do projeto Ouvindo e Fazendo Música. O show acontecerá neste sábado, 30, às 17 h, no Museu do Estado de Pernambuco.

No projeto, o músico Guizado se apresenta ao lado de Caetano Malta. Neste terceiro disco eles se inspiraram no chamado Tão-te-king, nas artes marciais, especialmente o Kung-Fu, e também em filmes como GhostDog, de Jim Jamursh e Os Sete Samurais, de Akira Kurozawa.

Guilherme Mendonça, vulgo Guizado, agora é o Dragão de Fogo, munido de trompete, sampler e eletrônicos, que faz dueto com Caetano Malta, o homem dos sintetizadores – o seu novo aliado. Nome importante dos sons mais experimentais do indie nacional, o músico é conhecido por propor flertes do hip Hop instrumental com jazz, rock, dub e música eletrônica de vanguarda.

O projeto Ouvindo e Fazendo Música é uma ação do Ministério da Cultura, Governo do Estado de Pernambuco, Secretaria de Cultura de Pernambuco, Fundarpe, Museu do Estado de Pernambuco e apoio de empresas privadas, com preço simbólico de R$ 5,00. Estudantes e pessoas acima de 60 anos pagam R$ 2,50

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Enquanto se discute a criação de museu da memória afro descendente, ato de racismo é flagrado em estádio em Porto Alegre





Em jogo de futebol disputado na capital gaúcha, câmaras flagraram torcedores dirigindo insultos de cunha racista a um atletas em campo, sendo que pelos um deles foi identificado e sua conduta está conduzida à luz das leis que regem a matéria


Para discutir essas e outras questões afetas ao assunto, o seminário Rumo ao Museu Nacional da Memória Afro descendente, que aconteceu na Fundação Cultural Palmares, em Brasília, discutiu o desafio de contar a trajetória do negro no país. Segundo o presidente da fundação, Hilton Cobra, essa história tem sido negada nos relatos oficiais. Por isso, é necessário reunir vestígios e conhecimentos, e construir um museu que seja capaz não apenas de relembrar, mas de atualizar o passado à luz dos desafios do presente.

Na nossa sociedade, é difícil encontrar alguém que se declare racista, talvez homofóbico, machista, mas racista não, racismo não existe no Brasil. Afinal, somos um país resultado da mistura de povos e raças diversas, onde todos sabem (ou deveriam saber) conviver e respeitar essas diferenças.

O projeto do Museu Nacional da Memória Afro descendente está a cargo do Ministério da Cultura, e a expectativa é que o espaço seja inaugurado em três ou quatro anos. Para tanto, um terreno de 65 mil metros quadrados na capital foi doado pelo governo do Distrito Federal. Instituições vinculadas ao ministério, como a Fundação Casa de Rui Barbosa, organizaram-se em grupo e discutem a proposta museológica. Além disso, a ministra adiantou que está sendo preparado um edital para o desenho arquitetônico.

Ao todo, existem 16 museus no Brasil que tratam especificamente da questão racial. Mesmo assim, a avaliação dos participantes do seminário, que foi encerrado ontem (28), é que falta um órgão que tenha capacidade de expressar a relevância da negritude, em nível nacional, para a constituição da história do país. Essa lacuna, eles esperam superar com a construção do museu nacional. “Não existe uma nação rica e desenvolvida sem a preservação de suas matrizes culturais”, afirmou o presidente da Fundação Cultural Palmares.

Referência: EBC


35 anos da canção “O bêbado e a equilibrista” ou, o Hino da Anistia: um marco de luta contra o golpe de 64





Quando o golpe militar foi deflagrado, em 1964, a Música Popular Brasileira começava a atingir as grandes massas, ousando falar o que não era permitido à nação. Diante da força dos festivais da MPB, no final da década de sessenta, o regime militar vê-se ameaçado e a tesoura da censura agiu com mão de ferro, atingindo primordialmente os artistas engajados politicamente
O Brasil tinha na época, os movimentos de bases político-sociais mais organizados da sua história, com sindicatos, movimento estudantil, movimentos de trabalhadores do campo, movimentos de base dos militares de esquerda dentro das forças armadas, todos estavam engajados e articulados e a música era a válvula de escape de toda essa sociedade que começava a ser reprimida.

Movimentos como a Tropicália, com a sua irreverência mais de teor social-cultural do que político-engajado, passou a incomodar os militares. A censura passou a ser a melhor forma de a ditadura combater as músicas de protesto e de cunho que pudesse extrapolar a moral da sociedade dominante e amiga do regime. Com a promulgação do AI-5, em 1968, esta censura à arte institucionalizou-se e a MPB sofreu amputações de versos em várias das suas canções, quando não eram totalmente censuradas.

Antes mesmo de deflagrado o AI-5, alguns representantes incipientes da MPB já eram vistos pelos militares como inimigos do regime, entre eles, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Taiguara e Geraldo Vandré. A intervenção de Caetano Veloso era mais no sentido da contracultura do que contra o regime militar. Juntou-se a isto a provocação de Caetano Veloso na antevéspera do natal de 1968, ao cantar “Noite Feliz” no programa de televisão “Divino Maravilhoso”, apontando uma arma na cabeça. O resultado foi a prisão e o exílio dos dois baianos em Londres, de 1969 a 1972.

Em 1975, o álbum “Jóia” trazia na sua capa Caetano Veloso, sua então mulher Dedé e o filho Moreno, completamente nus, com o desenho de algumas pombas a cobrir-lhe a genitália. Censurada, o álbum foi relançado com uma nova capa, onde restaram apenas as pombas.
Já Geraldo Vandré tornou-se o inimigo número um do regime militar com a canção “Caminhando (Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores)”, que ficou com o polêmico segundo lugar no Festival Internacional da Canção, em 1968, mas atingiu o primeiríssimo lugar como hino contra a ditadura militar, cantado por toda a juventude engajada do Brasil de 1968. Esta canção, afirmam alguns analistas de história, foi uma das responsáveis pela promulgação do AI-5. Ficou proibida de ser cantada e executada em todo país. Só voltaria a ser ressuscitada em 1979, após a abertura política e a anistia, quando Simone a cantou em um show, no Canecão.

Numa época em que a liberdade de expressão é cerceada, nada mais criativo que expressar desejos e anseios através da música e foi esse o mote para que várias músicas se tornassem hinos e verdadeiros gritos de liberdade aos cidadãos oprimidos e sem possibilidade de se expressar como desejavam. Através de letras complexas e cheias de metáforas, elas traduziam tudo o que sentiam.

Além disso, os festivais de MPB, promovidos pela TV Excelsior e, posteriormente, pela TV Tupi, auxiliaram na divulgação das canções tornando-as ainda mais populares.

Os terríveis anos da ditadura perseguiu a exaustão diversos artistas, mas poucos foram tão cerceados como Chico Buarque de Holanda. A sua obra sofreu respingos da censura em todas as vertentes, tanto nas canções de protesto, quanto nas que feriam os costumes morais da época. Após inúmeros cortes e mutilações nas suas canções, ele acabou exilado na Itália, de 1969 a 1970, mas Chico Buarque sofreria com a perseguição da censura mesmo após o retorno ao Brasil.

Em 1970, recém chegado do exílio, o compositor enviou a música “Apesar de Você” para a aprovação da censura, tendo a certeza que a música seria vetada. Inesperadamente a canção foi aprovada, sendo gravada imediatamente em compacto, tornando-se um sucesso instantâneo. Já se tinha vendido mais de 100 mil cópias, quando um jornal comentou que a música referia-se ao presidente Médici. Revelado o ardil, o exército brasileiro invadiu a fábrica da Philips, apreendendo todos os discos, destruindo-os. Na confusão, esqueceram de destruir a matriz.
Em 1973 Chico Buarque sofreria todas as censuras possíveis. A peça “Calabar, ou o Elogio à Traição”, escrita em parceria com Ruy Guerra, foi vetada pela censura.

“O bêbado e a equilibrista”: o Hino da Anistia


Com o início da abertura política que ganhou o pomposo titulo de “lenta, gradual e progressiva” até chegar na “ampla, geral e irrestrita”, muita água passou por baixo da ponte e muitas arbitrariedades foram cometidas. Foi quando surgiram canções “Não chores mais”, de Gilberto Gil e “O bêbado e a equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc, que se tornaria o maior sucesso do disco Essa mulher, de Ellis Regional, ganhando o apelido de “Hino da Anistia”.

Embora tenha se tornado um marco do momento político brasileiro, O bêbado e a equilibrista nasceu para homenagear Charles Chaplin, que havia morrido dois anos antes do lançamento, em 1977. Além de classificar a composição como o casamento perfeito da dupla João e Aldir, Elis acreditava que a canção era o retrato do Brasil de então. “Grande parcela da população anseia encontrar um Carlitos desses e sonha não ver mais nem Marias nem Clarices chorando”, defendia ao citar versos do samba que podem fazer referência a Clarisse Herzog, mulher do jornalista Vladimir Herzog, morto por maus-tratos nas dependências do DOI-Codi em 1975.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

10ª edição do Festival de Inverno de Vitoria da Conquista BA tem início em 29.08 e a banda mineira Skank é o grande destaque da estreia


 



Pelo décimo ano consecutivo, o município de Vitória da Conquista recebe o Festival de Inverno Bahia. Conhecida como “Suiça Baiana”, a cidade fica localizada a cerca de 510 km de Salvador e tem população, de 310.129 habitantes, o que o coloca no terceiro lugar entre os maiores municípios do interior do Nordeste, ao lado de Caruaru PE


Em relação à estrutura do Festival de Inverno da Bahia, o evento deverá contar com o palco principal, barracão do forró, camarotes, tenda eletrônica, camarotes corporativos, palco do rock entre outras estruturas já presentes em edições anteriores.

O Festival de Inverno da Bahia 2014 em Vitória da Conquista já divulgou as datas e a programação do evento. Este ano, a 10ª edição da festa acontece nos dias 29, 30 e 31 de agosto no Parque de Exposições Teopompo de Almeida na tradicional Vitória da Conquista e promete ser o melhor Festival da história e um dos melhores da temporada no país, atraindo aproximadamente 60 mil pessoas.

Com o objetivo de atingir uma divulgação nacional, o evento poderá ter os três dias transmitidos para todo o Brasil através do canal de TV Multishow, ao vivo e com qualidade HD. Segundo o gerente executivo da TV Sudoeste, Cauto Freitas, a equipe já está em negociação para conseguir a transmissão.

A programação completa do Festival de Inverno da Bahia ainda não foi divulgada, mas algumas bandas já foram confirmadas. Confira as atrações :

29 de agosto

Skank

Ira!

Gilberto Gil

30 de agosto

CPM 22

Natiruts

Vanessa da Mata

31 de agosto

Luan Santana

Paralamas do Sucesso

Capital Inicial


Opinião do Artecultural

O Festival de Inverno de Conquista é um dos maiores redutos da cultura baiana e sempre se notabilizou pela qualidade das atrações que costumam abrilhantar o evento nestes dez anos de edição.

O que se percebe nas últimas edições contudo, é uma deterioração na qualidade de algumas atrações que fogem flagrantemente da tradição e do propósito inicial do Festival de Inverno. Na edição que se inicia amanhã, 29, a nota destoante é a presença do cantor autointitulado ‘new sertanejo’, Luan Santana. O que faz esse rapaz ao lado de Gilberto Gil, Skank e Paralamas do Sucesso, por exemplo? Seria uma decisão do grupo promotor do evento, a Rede Bahia?

Nada contra o Sr. Luan Santana e as suas músicas açucaradas, mas é claramente “um pássaro fora do ninho” em meio a representantes do POP e da MPB. Parece um carma nordestino, trazer para as nossas manifestações culturais representantes sem qualquer identificação com os nossos valores. Só para exemplificar: na Festa de Peão de Barretos, nomes como Targino Gondim e Adelmário Coelho, por exemplo, são convidados? E no festival de Pirinópolis GO, alguém já viu a presença de Geraldo Azevedo, Alceu Valença ou Daniela Mercury?

É assim que a “banda toca”: os eventos realizados no Sul e Sudeste são blindados para os valores locais e não se vê ‘forasteiros’ que não tenha identificação com o evento. Enquanto nós...

Euriques Carneiro

10ª edição do Festival de Inverso de Vitoria da Conquista BA tem início em 29.08 e a banda miniera Skank é o grande destaque da estreia


 



Pelo décimo ano consecutivo, o município de Vitória da Conquista recebe o Festival de Inverno Bahia. Conhecida como “Suiça Baiana”, a cidade fica localizada a cerca de 510 km de Salvador e tem população, de 310.129 habitantes, o que o coloca no terceiro lugar entre os maiores municípios do interior do Nordeste, ao lado de Caruaru PE


Em relação à estrutura do Festival de Inverno da Bahia, o evento deverá contar com o palco principal, barracão do forró, camarotes, tenda eletrônica, camarotes corporativos, palco do rock entre outras estruturas já presentes em edições anteriores.

O Festival de Inverno da Bahia 2014 em Vitória da Conquista já divulgou as datas e a programação do evento. Este ano, a 10ª edição da festa acontece nos dias 29, 30 e 31 de agosto no Parque de Exposições Teopompo de Almeida na tradicional Vitória da Conquista e promete ser o melhor Festival da história e um dos melhores da temporada no país, atraindo aproximadamente 60 mil pessoas.

Com o objetivo de atingir uma divulgação nacional, o evento poderá ter os três dias transmitidos para todo o Brasil através do canal de TV Multishow, ao vivo e com qualidade HD. Segundo o gerente executivo da TV Sudoeste, Cauto Freitas, a equipe já está em negociação para conseguir a transmissão.

A programação completa do Festival de Inverno da Bahia ainda não foi divulgada, mas algumas bandas já foram confirmadas. Confira as atrações :

29 de agosto

Skank

Ira!

Gilberto Gil

30 de agosto

CPM 22

Natiruts

Vanessa da Mata

31 de agosto

Luan Santana

Paralamas do Sucesso

Capital Inicial


Opinião do Artecultural

O Festival de Inverno de Conquista é um dos maiores redutos da cultura baiana e sempre se notabilizou pela qualidade das atrações que costumam abrilhantar o evento nestes dez anos de edição.

O que se percebe nas últimas edições contudo, é uma deterioração na qualidade de algumas atrações que fogem flagrantemente da tradição e do propósito inicial do Festival de Inverno. Na edição que se inicia amanhã, 29, a nota destoante é a presença do cantor autointitulado ‘new sertanejo’, Luan Santana. O que faz esse rapaz ao lado de Gilberto Gil, Skank e Paralamas do Sucesso, por exemplo? Seria uma decisão do grupo promotor do evento, a Rede Bahia?

Nada contra o Sr. Luan Santana e as suas músicas açucaradas, mas é claramente “um pássaro fora do ninho” em meio a representantes do POP e da MPB. Parece um carma nordestino, trazer para as nossas manifestações culturais representantes sem qualquer identificação com os nossos valores. Só para exemplificar: na Festa de Peão de Barretos, nomes como Targino Gondim e Adelmário Coelho, por exemplo, são convidados? E no festival de Pirinópolis GO, alguém já viu a presença de Geraldo Azevedo, Alceu Valença ou Daniela Mercury?

É assim que a “banda toca”: os eventos realizados no Sul e Sudeste são blindados para os valores locais e não se vê ‘forasteiros’ que não tenha identificação com o evento. Enquanto nós...

Euriques Carneiro

Ministério da Cultura instala grupo de trabalho para regulamentar Lei Cultura Viva





A ministra da Cultura, Marta Suplicy, instalou hoje (27) o grupo de trabalho (GT) Cultura Viva, que se reuniu durante todo o dia para discutir aPolítica Nacional de Cultura Viva. O GT será responsável pela regulamentação da Lei Cultura Viva, que vai aprimorar e simplificar a gestão da cultura no Brasil


O Programa Cultura Viva, desenvolvido desde 2004 pelo Ministério da Cultura (MinC), virou Política Nacional de Cultura Viva, no mês passado, com o objetivo de estimular e fortalecer uma rede de criação e gestão cultural. A base do trabalho serão os pontos de Cultura - entidades não governamentais, sem fins lucrativos, que desenvolvem ações culturais 
continuadas nas comunidades locais.

“O Ponto de Cultura é o símbolo da raiz brasileira. Lá nós temos a representação mais genuína do que o povo brasileiro produz na área da cultura. Daí a importância do Cultura Viva ser regulamentado e ter uma simplificação de suas regra;, é a forma de dar robustez a todas as pessoas que trabalham com cultura e não têm como criar uma musculatura”, disse Suplicy.

A ministra destaca ainda a criação do Cadastro Nacional de Pontos de Cultura. “O nosso país é um continente, e é muito difícil detectar as coisas novas que acontecem. Os pontos fazem chegar ao ministério o que nem tínhamos ideia. E mesmo aqueles que não recebem mais aporte do governo podem se manter como pontos de Cultura e, a partir daí, se alavancar”, acrescentou.

Atualmente, existem cerca de quatro mil pontos de Cultura, e a meta da política é alcançar 15 mil até 2020.

Segundo Márcia Rollemberg, da Secretaria da Cidadania e Diversidade Cultural do MinC, a expectativa é que a regulamentação esteja pronta até o fim do ano. “É um programa que atinge os fazedores de cultura, que fala pelos segmentos mais excluídos historicamente e, agora, a regulamentação tem que dar conta de tornar essa política universal. Que a gente possa trabalhar com o conjunto dos grupos tradicionais - ciganos, afros, coletivos de jovens e idosos, por exemplo - e mostrar que a cultura é um elemento fundamental no desenvolvimento da sociedade”, disse ela.

Para a secretária, a Lei Cultura Viva é uma politica nacional de base comunitária, com quatro desafios para sua regulamentação: a participação social em si, a simplificação dos procedimentos, a visibilidade e comunicação e o fomento.

Os integrantes do GT discutem também o Marco Regulatório de Organizações da Sociedade Civil, que cria regras para parcerias entre governo e sociedade civil, e o Decreto Presidencial nº 8.243/14, que institui a Política Nacional de Participação Social, em avaliação no Congresso Nacional.

O grupo é composto por representantes do MinC, Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes das Capitais e Regiões Metropolitanas, Poder Legislativo, grupo de trabalho Interministerial para o novo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, dos pontos de Cultura e da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Fonte: EBC

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

O Canal do Panamá, a mais importante via marítima do planeta, chega ao centenário





No último dia 15 de agosto, a inauguração oficial do Canal do Panamá completou 100 anos. Mas, apesar de essa assombrosa estrutura ser superfamosa, o que é que você sabe sobre ela — além do fato de ela estar localizada no Panamá?


A conclusão das obras demorou 10 anos, e a construção do canal permitiu que embarcações navegando entre os dois oceanos pudessem transitar com mais segurança e levassem a metade do tempo para realizar o trajeto.O canal foi criado para conectar o Oceano Atlântico ao Pacífico — com o objetivo de facilitar o comércio marítimo internacional —, e sua construção foi iniciada pelos franceses em 1881. Contudo, devido a uma série de problemas de engenharia e ao grande número de vítimas por conta de doenças tropicais, as obras foram paradas até que, em 1904, os EUA assumiram os trabalhos.

Funcionamento do canal

Atravessando o istmo do Panamá, o canal conta com bloqueios nas extremidades, assim como com três grupos de eclusas — um em Gatún e os outros dois em Pedro Miguel e Miraflores — que são abertas e fechadas durante as travessias. No primeiro grupo, que consiste em um par de eclusas paralelas em Gatún, as embarcações são elevadas ou rebaixadas em três níveis, totalizando nessa etapa 26 metros.

Cada eclusa desse primeiro grupo mede 300 metros de comprimento e conta com paredes com 15 metros de espessura na base e 3 metros no topo. Já a parede central entre as eclusas mede 18 metros de espessura e 24 metros de altura. Com respeito às portas, elas são feitas de aço maciço e contam com, em média, 2 metros de espessura e 19,5 metros de comprimento, alcançando 20 metros de altura.

Veja 15 fatos curiosos sobre o Canal do Panamá:

1 – A primeira pessoa a imaginar o canal foi o famoso explorador espanhol Vasco Núñez de Balboa que, no século 16, foi o primeiro europeu a chegar ao Pacífico;

2 – O território no qual o Canal do Panamá está localizado pertencia, originalmente, à Colômbia, mas passou para as mãos da França e depois para a dos EUA antes de eventualmente ser passado para o controle do governo panamenho, em 1999;

3 – O Canal do Panamá conta com 77,1 quilômetros de comprimento e o trânsito por ele leva entre 8 e 10 horas. Antes de existir, as embarcações tinham que viajar 20 mil quilômetros até contornar a extremidade sul da América do Sul;

4 – A enorme estrutura é considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno;

5 – Os trabalhadores envolvidos em sua construção tiveram que enfrentar doenças como a malária e a febre amarela, sem contar que foram obrigados a desbravar a vegetação local, se arriscando através de selvas e pântanos — e encarando todo tipo de criatura que habita esse tipo de ambiente;

6 – Durante a sua construção, houve épocas nas quais existiam mais de 43 mil pessoas trabalhando no canal;

7 – Estima-se que cerca de 20 mil operários faleceram durante a fase francesa da construção do canal, e outros 5,6 mil durante a fase norte-americana;

8 – Em 1915, um desabamento de terra fez com que o canal ficasse desativado durante vários meses;

9 – Anualmente, entre 12 e 15 mil embarcações transitam pelo canal, transportando o equivalente a US$ 9 trilhões em mercadorias;

10 – De acordo com as empresas que compõem o consórcio internacional responsável pela ampliação do canal, as obras geraram cerca de 30 mil empregos, com pico de 10 mil empregos diretos;

11 – O Canal do Panamá é o mais seguro de todos os principais canais do mundo — como o de Suez e o de Kiel, por exemplo —, somando 1 incidente a cada 4 mil embarcações que transitam através dele;

12 – Para poder viajar pelo canal, é necessário pagar uma taxa, calculada com base na carga transportada. A mais alta de que se tem notícia foi a de US$ 375.600 — ou quase R$ 855 mil — paga pelo navio de cruzeiro Norwegian Pearl em 2010, enquanto a mais baixa foi a de US$ 0,36 (ou pouco mais de R$ 0,80), paga por Richard Halliburton em 1928 para atravessar o canal a nado;

13 – Até o ano de 2008, mais de 815 mil embarcações já haviam passado pelo Canal do Panamá;

14 – Foram usados mais de 13,6 milhões de quilos de explosivos para abrir caminho para construção do canal;

15 – O primeiro navio a passar oficialmente pelo Canal do Panamá — no dia 15 de agosto de 1914 — foi uma embarcação chamada S.S. Ancon.

Após 34 anos do primeiro Mad Max, chegará em 2015 "Mad Max" em "Fury Road", que pretende ser a continuação do apocalíptico filme de George Miller





Mad Max é um filme apocalíptico estrelado por Mel Gibson e que, quando estreou em 1980, tinha como pano de fundo um futuro não muito distante e pós-apocalíptico, tendo o deserto australiano como palco de dias de caos onde gangues de motociclistas disputam o poder e aterrorizam a população por um pouco de gasolina


Em meio a essa guerra, Max Rockatansky (Mel Gibson), um policial que perde de forma trágica seu parceiro percebe ter que se preparar para proteger não somente a sua família, mas também a si mesmo. Um clássico da ação e da ficção científica.

Mad Max – o retorno

Para celebrar os 34 anos do clássico,vem aí "Mad Max" em "Fury Road" um dos filmes mais aguardados nos cinemas em 2015, que vinha revelando um pouco de si em pôsteres divulgados pela produtora, a Warner Bros. Recentemente o público da Comic-Con de San Diego, na Califórnia (EUA), pôde assistir com exclusividade ao primeiro trailer do filme, que foi divulgado na internet.

O trailer se inicia com a fala: "Meu nome é Max. Meu mundo é fogo e sangue". Em seguida, dá pitadas das incríveis cenas de ação que dão peso à franquia, tão aguardadas pelos fãs.

Dirigida por George Miller, o mesmo da trilogia das décadas de 1970 e 1980, a releitura da história pós-apocalíptica traz Tom Hardy interpretando o protagonista. A ideia de repetir Mel Gibson no papel de Max foi deixada de lado ao longo dos mais de 10 anos pelos quais o desenvolvimento do filme já se estende. Charlize Theron também integra o elenco.

A estreia está marcada para 15 de maio de 2015.


terça-feira, 26 de agosto de 2014

A 66ª edição do Emmy tem a série 'Breaking Bad' como a grande vencedora





Série recebeu cinco estatuetas na noite de segunda-feira (25); "Modern family" e "Sherlock" tiveram, cada uma, três premiações que teve ainda como o momento mais emocionante da cerimônia a homenagem feita aos atores de TV que morreram nos últimos meses
Apresentado pelo ator e comediante Seth Meyers, a cerimônia do Emmy, premiação da TV americana, aconteceu na noite dessa segunda-feira (25) e consagrou as séries "Breaking bad", com cinco prêmios, "Modern family" e "Sherlock", cada um com três premiações. 
A série mais premiada da noite, "Breaking bad", mostra a saga de um ex-professor de química que vira fabricante de metanfetamina. Ela levou os prêmios de melhor roteiro, ator, atriz e ator coadjuvante, além de melhor série dramática.
"Modern family" foi consagrada com o Emmy de melhor série de comédia, melhor direção de série de comédia e o de melhor ator coadjuvante para Ty Burrel.
O prêmio de melhor ator de minissérie foi para Benedict Cumberbatch, da série "Sherlock". Além disso, a atração foi premiada com o Emmy de melhor ator coadjuvante em minissérie ou filme para TV e o de melhor roteiro de minissérie, filme ou especial dramático.
O momento mais emocionante da cerimônia foi a homenagem feita aos atores de TV que morreram nos últimos meses. Um vídeo foi exibido com imagens dos homenageados e no final, Billy Crystal discursou sobre Robin Williams. "É muito difícil falar sobre ele no passado, porque ele estava em nosso presente há quase 40 anos", concluiu.
Veja a lista dos principais vencedores:
Série Dramática
Breaking Bad  (AMC) - VENCEDORA
Downton Abbey (ITV/PBS)
Game of Thrones (HBO)
House of Cards  (Netflix)
Mad Men (AMC)
True Detective  (HBO)
Série Cômica
The Big Bang Theory (CBS)
Louie (FX)
Modern Family (ABC) - VENCEDORA
Orange is the New Black (Netflix)
Silicon Valley (HBO)
Veep (HBO)
Minissérie
American Horror Story: Coven (FOX)
Bonnie & Clyde (Lifetime)
Fargo (FOX) - VENCEDORA
Luther (BBC/BBC America)
Treme (HBO)
The White Queen (BBC/Starz)
Telefilme
Killing Kennedy (National Geographic Channel)
Muhammad Ali’s Greatest Fight (HBO)
The Normal Heart (HBO) - VENCEDOR
Sherlock: His Last Vow (Episódio de longa duração de série britânica – BBC/PBS)
The Trip To Bountiful (Lifetime)


Fonte: O TEMPO

Razão ou emoção? Esse embate existe ‘desde que o mundo é mundo’ e, apesar dos estudos, ainda não se chegou a uma conclusão


“A mente humana é como o pêndulo de um relógio que flutua entre a razão e a emoção. Nossa capacidade de tolerar , solidarizar-nos, doar-nos, divertir, criar,intuir,sonhar é uma das maravilhas que surgem desse complexo movimento. O amor é seu melhor fruto. Cuidado com os desvios desse pêndulo." (Augusto Cury)Quem de nós já não se deparou com uma estrada bifurcada onde um dos caminhos aponta para a razão e outra para a emoção? Quem ainda não se sentiu compelido a comprar aquele carro dos sonhos, mas ficou em dúvida se não deveria adquirir um carro mais simples e investir o restante na reforma da casa, por exemplo?

Diante de uma decisão, é melhor seguir a razão ou o coração? Diante dos dois caminhos, percebe-se que o melhor é perceber que estas experiências são interdependentes e nem sempre estão dissociadas e que nós, seres humanos, somos emocionais por excelência! A neurociência está nos provando que a ideia de que somos seres puramente racionais não era exatamente verdadeira.

Os estudiosos da Grécia antiga, afirmavam que a qualidade que torna o ser humano superior aos outros animais é a sua habilidade de racionalizar. Platão, no século IV a.C, apregoava que o homem deveria suprimir sua sensibilidade, suas emoções, pois elas o impedem de agir moralmente, ou seja, racionalmente. Para ele, filosofar era agir puramente de forma racional, sem se deixar levar pelo emocional.

Esta forma de pensar ganha uma nova força na França, no século XVII, com René Descartes, considerado o primeiro filósofo moderno. Ao contrário dos gregos antigos, que acreditavam que as coisas são simplesmente porque são, Descartes instituiu a dúvida: só se pode dizer que existe aquilo que puder ser provado, sendo o ato de duvidar indubitável. Assim, surgiu sua famosa frase: "Penso, logo existo". Mais uma vez o homem é estimulado a pensar, verificar, analisar, sintetizar, enumerar, e para tanto era preciso deixar as emoções de lado.

O ponto é que nosso cérebro emocional vem sendo depreciado no Ocidente há séculos e as nossas emoções foram se transformando numa espécie de bode expiatório de todas as más decisões tomadas.

Muitas vezes usamos de um mecanismo de defesa chamado racionalização, para não encarar os problemas de frente: criamos desculpas racionais para nossas dificuldades emocionais. Uma maneira fácil para distinguirmos se estamos tendo um pensamento racional, ou fazendo uma racionalização, é notar a diferença entre os dois: o pensamento racional busca "razões boas" enquanto que a racionalização cria "boas razões"...

No entanto, podemos refletir o quanto quisermos e pudermos, mas, quando chega o momento de decidir, não há como evitar o frio na barriga diante do salto no escuro... Primeiro, porque toda experiência é única - não temos como buscar garantias nas experiências alheias e depois, só quando nos tornamos o novo é que sabemos que cara ele tem.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Com Cordas, Gonzaga e Afins, Elba Ramalho arrebatou o público presente no Teatro Castro Alves, em Salvador


Elba Ramalho, falando de Cordas, Gonzaga e Afins "Vou reviver o velho Lula cantando e contando histórias que são minhas e de tantas outras pessoas que fizeram o caminho do sertão para o mar, tão ressaltado por ele em toda a sua obra"

Luiz Gonzaga sempre exerceu forte influência na carreira de Elba Ramalho, como de resto, a grande maioria dos artistas nordestinos. Em toda a sua obra, Gonzagão exaltou a cultura dos seus conterrâneos e plantou sementes que germinam cada vez que se pensa em mexer nelas. 

Foi nessa fonte que bebeu a paraibana Elba Ramalho e, em comemoração aos seus 35 anos de carreira, o homenageado é Gonzaga no seu novo trabalho ‘Cordas, Gonzaga e afins’, que vai ser gravado no próximo dia 23 de setembro no Teatro Luiz Mendonça, Parque Dona Lindu, em Recife PE. No DVD, além das músicas de Gonzaga, canções de figurinhas carimbadas da MPB como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Domiguinhos, Lenine, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho. 

Show em Salvador BA

Selecionado pelo Edital Nacional 2013 do Programa Natura Musical, o projeto pernambucano Cordas, Gonzaga e Afins estreou turnê nacional no dia 23 de agosto, às 21h, no Teatro Castro Alves, em Salvador, reunindo no palco a cantora Elba Ramalho, o grupo instrumental SaGRAMA, o quarteto de cordas Encore, o baterista Tostão Queiroga e os sanfoneiros Beto Hortis e Marcelo Caldi. O show em Salvador foi uma avant premiere da apresentação que resultará no DVD de comemoração dos 35 anos de carreira de Elba.

Elba Ramalho inovou no seu novo trabalho, trazendo uma roupagem armorial (uma referência a Ariano Suassuna), para as canções do “Mestre Lua” e o universo que o inspirava. Elba revive no palco seus momentos de atriz interpretando textos do dramaturgo Newton Moreno. Em Salvador, Elba surpreendeu a plateia entrando no palco do Teatro Castro Alves pela porta lateral cantando os sucessos do Mestre Lua e convidando os presentes para um mergulho no universo gonzaguiano. Os ingressos para a apresentação de Elba esgotaram-se desde o dia 20, frustrando um grande número de fãs que pretendiam ver o espetáculo da paraibana de Conceição do Piancó.

domingo, 24 de agosto de 2014

Se você busca apenas se divertir, “Os mercenários 3” é uma boa pedida

Barney (Sylvester Stallone) e sua trupe de mercenários resgatam Doc (Wesley Snipes), um dos integrantes originais do grupo, que estava preso há oito anos. Logo em seguida eles partem para cumprir uma missão, onde têm uma grande surpresa: o reencontro com Conrad Stonebanks (Mel Gibson), que Barney acreditava ter matado. Antigos colegas que se tornaram inimigos, Barney e Conrad agora se enfrentam em um grande duelo onde os demais mercenários são também envolvidos
Lá estão os sessentões ostentando o que resta da farta musculatura dos tempos de fortões do cinema. A exemplo dos dois primeiros filmes, lançados sempre em intervalos de dois anos (2010 e 2012), os roteiros criados pelo próprio Stallone, é o mote para reunir os maiores astros de ação das décadas de 80 e 90 em um mesmo filme.


Nos filmes anteriores marcaram presença Mickey Rourke, Bruce Willis, Jean Claude Van Damme e Chuck Norris. Já na terceira aventura da série, além de Gibson e Ford, mais dois veteranos se unem ao grupo: Wesley Snipes e Antonio Banderas - que já interpretaram vilões que lutaram contra Stallone em O Demolidor (1993) e Assassinos (1995), respectivamente.

Cabe a Banderas roubar a cena interpretando o paranoico e falante Galgo – claramente inspirado no personagem Burro, da animação Shrek -, ele volta a mostrar o seu lado comediante e passa a impressão que se diverte com o papel o tanto quanto o expectador. Aliás, a diversão é clara entre todos os atores da produção, o que acaba contagiando o público.

 Contrariando as convicções sobre o ego de Sylvester Stallone, ele não se importa de servir de escada para os outros, apesar de ser um ator multimilionário e consagrado, dentro das suas limitações dramáticas.


Para a versão número 4, vários nomes são cotados para participar, entre eles Pierce Brosnan e Steven Seagal, que já foram cotados para participar desta terceira aventura e são dados como certo para a próxima. Confirmado mesmo só o ex-lutador de luta livre Hulk Hogan, que fez o anúncio no perfil nas redes sociais.

Quem procura filmes com profundidade e conteúdo dramático deve passar longe dos cinemas onde o filme está sendo exibido. Se este é o seu caso, procure por filmes de Fellini, Almodovar ou Woody Allen, mas se quer diversão,ver muita pancadaria e tiros à vontade, pode entrar, pegar a pipoca e o refrigerante pois a diversão é garantida.

Euriques Carneiro


“Companhia de Jesus”: a controversa ordem fundada por Inácio de Loyola e que tem como seu expoente máximo o Papa Francisco





 Desde a eleição do Papa Francisco, boa parte de historiadores de religião e até curiosos sobre o assunto vêm dando ênfase à corrente católica Companhia de Jesus, fundada por Inácio de Loyola no século XVI e que até hoje é motivo de muita controvérsia sobre a linha de atuação do grupo conhecido como “jesuítas” Quando busquei as informações sobre os jesuítas para construir esta matéria, deparei-me com uma imensa variedade de opiniões sobre a ordem religiosa, algumas bem pouco auspiciosas.

Sendo os jesuítas padres da Igreja Católica que faziam parte da Companhia de Jesus, a ordem foi criada logo após a Reforma Protestante
(século XVI), como uma forma de barrar o avanço do protestantismo no mundo. Portanto, esta ordem religiosa foi criada por Loyola no contexto da Contra-Reforma Católica e lançou suas bases na capela de Montmartre em Paris a partir de 1534 com seis outros companheiros, entre eles São Francisco Xavier.

Para que tenha uma ideia do quanto à posição dos jesuítas é controversa em relação à posição do Papa Francisco, vejam o depoimento do Pe. Miguel Yáñez, sacerdote jesuíta, professor de Teologia Moral na Universidade Gregoriana, que teve Bergoglio como diretor espiritual, formador e depois colega no Colégio Máximo dos jesuítas.

Para a Companhia de Jesus, ter um papa jesuíta é embaraçoso. Por um lado, sua popularidade colocou também a Companhia no centro da atenção dos fiéis e do público em geral. Por vezes, na sua história, a Companhia teve uma aura um pouco misteriosa: já falaram tantas coisas dos jesuítas, até a expulsão dos reis Bourbon e a supressão por um Papa.

Após o Concílio Vaticano II, muitos jesuítas se tornaram um incômodo para os governantes devido às suas denúncias de injustiças, e alguns deles acabaram sendo mártires. Mas também no interior da Igreja, alguns jesuítas tiveram uma atitude crítica em relação à hierarquia e ao magistério. Mas hoje, no entanto, o próprio Papa é jesuíta.

A Companhia teve a surpresa de ver um filho seu como chefe da Igreja pela primeira vez na história. É uma novidade deste tempo que deu um impulso para continuar a caminhada.”
 Obediência ao Papa

Atualmente é uma das principais ordens religiosas masculinas católicas, organizada em 91 províncias - o Papa Francisco foi por seis anos provincial da Argentina - com cerca de 19 mil membros contra aproximadamente 36 mil em 1964.

Muitas vezes caracterizado por uma frase atribuída erroneamente ao Santo Inácio de Loyola, "perinde ac cadaver" (dócil como um cadáver), os jesuítas acrescentam aos tradicionais votos de pobreza, castidade e obediência, um quarto voto de obediência incondicional ao Papa.

Nada obstante, essa posição não os impediu de terem tido relações complicadas com o papado. Seu superior geral - desde 2008 o padre Adolfo Nicolau - foi apelidado de "Papa negro" por causa da cor de sua vestimenta e sua suposta influência oculta.

Encontro com jovens jesuítas

No último dia 17.08, o Papa Francisco decidiu se encontrar com os jesuítas da Sogang University, de Seul. E o fez de surpresa, comunicando à comunidade apenas 24 horas antes. O papa entrou e foi acolhido por um grande aplauso. Todos se apresentaram um por um no fim, mas no início também por tipologia de atividades: os jovens em formação, depois os noviços e depois aqueles que lidam com o apostolado espiritual, o apostolado juvenil. Foi verdadeiramente uma grande festa.

O papa desfrutou muito desse clima e, apesar de falar absolutamente de improviso, o discurso foi simples e poderoso, todo centrado em uma palavra – consolação – que, para os jesuítas, é uma palavra fundamental: a consolação espiritual. Ele disse que nós somos ministros de consolação, que às vezes na Igreja experimentam-se cansaço, às vezes feridas, às vezes as pessoas experimentam feridas também por parte de ministros da Igreja. E repetiu aquela expressão que ele tinha me comunicado na entrevista sobre a Igreja como um "hospital de campanha". Ele a repetiu, a confirmou. Essa é a sua visão da Igreja.

Euriques Carneiro

sábado, 23 de agosto de 2014

Morre "Pepe, El Misonero" (O Missionário) um ícone entre as tartarugas das ilhas Galápagos


Tartaruga-pepe



Dentre as milhares de tartarugas das ilhas Galápagos (Equador), "Pepe, El Misonero" (O Missionário) era considerada a mais popular entre seus habitantes, um macho de estimados 63 anos com uma história muito especial que se tornou um ícone do arquipélago

A tartaruga gigante "Pepe, o missionário", um símbolo das Galápagos, morreu, informou na esta sexta-feira o diretor de Ecossistemas do Parque Nacional das ilhas equatorianas. "Pepe", que passou muito tempo da sua vida em cativeiro, ganhou fama como num dos animais mais fotografados das Galápagos.

"Vários dos seus órgãos foram lentamente falhando", explicou Victor Carrion , indicando que a tartaruga, que morreu de causas naturais, também sofria de excesso de peso. O diretor do Parque, Arturo Izurieta, homenageou a tartaruga na sua conta na rede social Twitter: "Depois de 60 anos de vida, 'Pepe, o missionário' vai permanecer nas nossas memórias para sempre".

No tocante à idade de Pepe, existem informações divergentes. Fonte do parque disse que inicialmente se pensava que teria entre 60 e 70 anos, mas que os resultados da autópsia vieram revelar que era mais velho, sendo a sua idade estimada em 100 anos. Arturo Izurieta esclareceu no 'post' que "o desaparecimento de Pepe não coloca a sua subespécie em perigo", pois existem cerca de 2.000 exemplares que ainda vivem no seu habitat natural.

“George, o solitário”


Em junho de 2012, "George, o solitário", a última tartaruga gigante de sua espécie a habitar Galápagos, também morreu de causas naturais, após tentativas frustradas para que se reproduzisse.

George, com idade estimada em mais de 100 anos, tornou-se símbolo da conservação animal. Ele era o único sobrevivente da espécie "Chelonoidis abigdoni", originário da ilha Pinta, onde foi encontrado em 1972.

As ilhas Galápagos foram declaradas Patrimônio Natural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) há três décadas.

A região ainda abriga 11 espécies de tartarugas gigantes, depois do desaparecimento das espécies das ilhas Fernandina ("Chelonoidis fhantastica") e Santa Fé ("Chelonoidis spp").

Frustrada aventura para refazer a trilha de "Na Natureza Selvagem" e grupo é resgatado de floresta





O filme “Na Natureza Selvagem”, do cineasta Sean Penn, é baseado no livro escrito por Jon Krakauer, em 1996, que relata a vida selvagem e as viagens de Christopher McCandless pela América do Norte e ainda hoje inspira aventureiros que querem fazer a mesma trilha


Um grupo de voluntários do departamento de incêndio teve que resgatar três homens em uma floresta do Alasca, nos Estados Unidos, que tentavam reproduzir a trilha feita por Chris McCandless, no filme “Na Natureza Selvagem”.

De acordo com o jornal The Guardian, o trio caminhou por dias para tentar chegar ao destino final, mas o nível alto do rio impediu o feito. Um dos aventureiros caiu durante a caminhada e se feriu com um machado. Os três jovens foram resgatados por um grupo de voluntários do departamento de incêndio.

No filme, baseado em uma história real, a trajetória de dois anos do protagonista, Chris, termina no Alasca, quando ele fica preso na floresta e vive em um ônibus abandonado. O personagem tem um final trágico: morre depois de comer uma planta venenosa. Devido à repercussão que o filme de Sean Penn trouxe para o local, o serviço de resgate frequentemente é acionado para atender pessoas na trilha.

Em 2010, uma mulher morreu ao tentar cruzar o rio Teklanika. A suíça, de 29 anos, queria conhecer o lugar onde o personagem do filme acampou. Em 2013, um jovem do Arizona foi encontrado morto em uma floresta, após abandonar seu carro, seus documentos e dinheiro. O filme “Na Natureza Selvagem” é baseado no livro escrito por Jon Krakauer, em 1996 ·.

Historia

Início da década de 90. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um jovem recém-formado, que decide viajar sem rumo pelos Estados Unidos em busca da liberdade. Durante sua jornada pela Dakota do Sul, Arizona e Califórnia ele conhece pessoas que mudam sua vida, assim como sua presença também modifica as delas. Até que, após dois anos na estrada, Christopher decide fazer a maior das viagens e partir rumo ao Alasca.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Bienal do Livro começa nesta sexta-feira (22), no Anhembi, em SP





Começa hoje (22), no Pavilhão de Exposições do Anhembi, o maior evento do setor literário da América Latina, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que reúne as principais editoras, livrarias e distribuidoras de livros do país


Este ano, a bienal vai apresentar mais de 400 atividades para o público, entre literatura, música, quadrinhos, teatro, dança, circo e cinema. A mostra ocorre até o dia 31 de agosto no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na zona norte da capital paulista.O tema desta 23ª edição é Diversão, Cultura e Interatividade: Tudo Junto e Misturado. Segundo os organizadores, a expectativa é atrair mais de 750 mil pessoas, público que visitou a última edição do evento.

A novidade este ano é a parceria fechada com o Sesc São Paulo para a programação cultural do evento. “A cultura e, no nosso caso, especialmente a literatura, permite diluir as diferenças sociais e econômicas, agregando valor e estimulando o contato com os livros, música, dança e outras expressões artísticas e intelectuais”, disse Karine Pansa, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), que organiza a mostra.

Fazem parte das atividades encontros e bate-papos com escritores consagrados, na Arena Cultural. A mostra tem ainda uma área voltada à gastronomia, chamada Cozinhando com Palavras. No espaço Escola do Livro, haverá cursos, workshops e palestras sobre criação, produção, promoção e venda de livros. No Salão de Ideias serão abrigadas 34 mesas de discussões e recebidos 120 convidados, entre eles, os romancistas Cristovão Tezza, Patrícia Melo, Luiz Ruffato, Milton Hatoum e Elias Khoury, além do escritor, cartunista e desenhista Ziraldo.

No Anfiteatro, vão ocorrer mais de 40 espetáculos de teatro, música, dança, circo e cinema, baseados no mundo da literatura. Entre as peças está Imago-Uma Lua n'Água, uma homenagem ao centenário de nascimento do escritor argentino Júlio Cortázar. Entre os filmes está A Fantástica Fábrica de Chocolate, de Mel Stuart, que será acompanhado pelo CineConcerto da Trupe Chá de Boldo. Neste espaço também ocorrerão espetáculos literários, como o showSolidão no Fundo da Agulha, com o escritor Ignácio de Loyola Brandão e sua filha, a cantora Rita Gullo, contando curtas histórias, marcadas por músicas que fazem parte de sua memória afetiva.

As crianças e os jovens também terão um lugar exclusivo, chamado de Espaço Imaginário, uma área de 650 metros quadrados que vai receber 100 atrações, entre elas, a premiada ilustradora Maria Eugenia, o jovem talento do cartum e da tirinha nacional João Montanaro, o desenhista da Marvel Luke Ross e o escritor Pedro Bandeira.

Para participar da maior parte dessas atividades será preciso retirar senhas, com meia hora de antecedência. A Bienal estará aberta de segunda a sexta-feira, das 9h às 22h e aos sábados e domingos das 10h às 22h. O preço dos ingressos varia de R$ 6 a R$ 14. Quem quiser chegar ao local utilizando transporte público, haverá ônibus gratuito saindo da Estação Portuguesa/Tietê de metrô todos os dias da semana e saindo da Estação Palmeiras/Barra Funda somente aos finais de semana. Mais informações podem ser obtidas no site www.bienaldolivrosp.com.br.

Fonte: EBC

Uma das mais belas praias do Nordeste, sedia o "Fest & Bossa Jazz"





Neste final de semana os caminhos da Bossa Nova e do Jazz a Tibau do Sul (RN), onde está acontecendo o "Fest & Bossa Jazz. O festival está na quinta edição e oferece ao público atrações de jazz, blues e bossa nova, além de workshops musicais e oficinas socioambientais


Em 2014, o Festival chega à sua quinta edição, reconhecido como o Maior Festival de Jazz Gratuito do Nordeste, oferecendo ao público do Rio Grande do Norte e região, além de inúmeros turistas brasileiros e estrangeiros, 20 grandes atrações de Jazz, Blues, Bossa Nova e boa Música Instrumental, workshops musicais, oficinas sócio ambientais, palestras e feira de artesanato.

Realizado com patrocínios de empresas privadas e contando com o apoio da Lei Câmara Cascudo de Incentivo à Cultura, conta ainda com incentivos culturais de de vários órgãos públicos e institucionais.

O Fest Bossa & Jazz acontece na Praia da Pipa (município de Tibau do Sul), RN, de Quinta-Feira, 20 de Agosto, até Domingo, 24 de Agosto, com uma estrutura especialmente desenvolvida para abrigar o evento, em uma área de 18000 m², em meio à natureza exuberante da região e com fácil acesso pela rua principal do vilarejo, próximo a hotéis, pousadas e restaurantes.

Visando divulgar e valorizar o talento de jovens artistas que desenvolvam trabalhos musicais nos estilos Jazz, Bossa Nova, Blues ou Música Instrumental no Rio Grande do Norte, a produção do Fest Bossa & Jazz criou na edição passada um segundo palco denominado "Novos Talentos do RN". Em uma iniciativa da produção do festival, este palco passará a ser chamado, a partir deste ano, de "Palco Manoca Barreto Novos Talentos do RN" em homenagem ao grande músico, professor e incentivador da música instrumental no estado, Manoca Barreto, falecido no dia 25 de novembro do ano passado.

Aproveitando a geografia e o perfil turístico da cidade, a produção do evento traz novamente um dos grandes sucessos das edições passadas, a Bossa & Jazz Street Band, para fazer todas as noites um trajeto da praia principal até a área do festival, convidando moradores e turistas para o início das apresentações e entretendo o público nos intervalos entre os shows, e neste ano, apresentando-se pela manhã, na principal rua do vilarejo e acesso à praia do centro.

O Fest Bossa & Jazz é membro fundador da ABRAFEST (Associação Brasileira dos Produtores de Festivais de Música Instrumental, Jazz & Blues). Associação concebida nos bastidores da edição 2010 do Rio das Ostras Jazz & Blues a partir do encontro de alguns produtores de Festivais de Música Instrumental em nosso país.

Ao trocarem impressões sobre a realização de eventos desta natureza e porte e, principalmente, ao relatarem as dificuldades neste processo, viram a importância da criação de uma associação onde todos poderiam unir forças em prol de festivais cada vez melhores.

Hoje são membros da ABRAFEST os seguintes festivais:


Festival Jazz & Blues - Guaramiranga/Fortaleza - CE
Rio das Ostras Jazz & Blues - Rio das Ostras - RJ
Vijazz Festival - Viçosa - MG
Bourbon Street Fest - São Paulo - SP
Bourbon Festival Paraty - Paraty - RJ
Festival República Blues - Brasília - DF
Phoenix Jazz - Praia do Forte - BA
Fest Bossa & Jazz - Natal & Praia da Pipa - RN

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O mês de agosto de 1989 foi particularmente amargo para a arte e a cultura nacionais: no dia 02, perdemos o Rei do Baião, Luiz Gonzaga e 19 dias depois, o Rei do Rock, Raul Seixas





Para os seus fãs ele é o eterno “Maluco Beleza”. Roqueiro dos bons, cuja sonoridade misturou o melhor da musicalidade baiana e o requinte da MPB, Raul Seixas, até hoje, provoca marcas incontestáveis de talento, reflexão e antagonismos poéticos típicos dos artistas revolucionários. Sua morte não foi o seu fim, foi apenas o modo com que fechou para sempre o seu protagonismo em vida, pois a sua mensagem permanece mais do que viva e circulante, dos bares às universidades, das rodas de viola aos shows mais sofisticados


Nesta quinta-feira (21), a morte do pai do rock completa 25 anos. Para homenagear Raul Seixas um grupo de artistas se apresentou no projeto “Toca Raul!” onde nomes como Marcelo Nova, Nasi, Edgar Scandurra, Plebe Rude, Jerry Adriani, Nação Zumbi, Cachorro Grande estiveram presentes no dia de 19 de agosto, na Fundição Progresso (RJ). O resultado do encontro musical estará em breve à disposição do público através do DVD.

O show da última terça-feira fez parte do projeto “O Baú do Raul”, criado em 1992, com o fito de reunir amigos do cantor em um lugar intimista para homenageá-lo com suas músicas. A ideia cresceu, virou turnê, viajou por cidades como Rio, São Paulo, Salvador, Vitória e Cabo Frio, dando origem a um livro, CD e DVD avidamente devorado pelos fãs incondicionais do ‘Maluco Beleza’.

Baú do Raul

“Artistas de várias gerações, antigos fãs e jovens. Principalmente os jovens, que nunca viram o artista ao vivo, que eram apenas crianças quando os sucessos de Raul Seixas eram executados nas rádios, reuniram-se em uma homenagem começando ali, espontaneamente, a mitificação de um dos mais criativos artistas do nosso tempo”, explica Kika Seixas, ex-mulher do artista e responsável pelo projeto. Desde o primeiro show, no Rio de Janeiro, já participaram no Baú artistas como Toni Garrido, Pitty, Gabriel o Pensador, Caetano Veloso, Sandra de Sá e Marcelo Nova.

Neste capítulo dessa longa história, o projeto volta a reunir Os Panteras, primeira banda de Raul, e Jerry Adriani, responsável por levá-lo ao Rio de Janeiro pela primeira vez.

Entrevista

Raul concedeu uma entrevista emblemática um ano antes de partir, onde falou sobre os dias em que ficou preso pela ditadura no ano de 1974, sobre os rumos do rock, da música, da cultura e da política no Brasil. Raul também fala sobre a saúde, que já começava a comprometer na época, e do disco Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum, que havia sido lançado na época.

Raul mostrava descontentamento com o momento do Brasil. “O Brasil está passando por uma fase dificílima. É um absurdo, tá muito fraco em matéria de pulso e infraestrutura”, dizia.

Com bandas como Ultraje a Rigor, RPM e Titãs fazendo sucesso, Raul Seixas se mostrou um profundo crítico à cena musical brasileira da época. “O rock & roll no Brasil era baseado nas versões internacionais. Hoje é bem mais ingênuo, mais pobre de harmonia em relação ao tropicalismo. Inútil, nu com a mão no bolso. Há uma falta de cultura musical. A juventude está mal informada mesmo. Deve ser uma grande conquista de quem queria isso”, disse.

Raul também falou sobre os boatos de que a sua saúde não estava boa: “Muita coisa de jornal, de noticiazinha, de notinha. Já me assassinaram um monte de vezes. Tive problemas de diabetes. Ela descompensa. Fui internado numa clínica em Santo Amaro. Disseram que tô morrendo. E tô aqui”. Esse era o Raul Seixas: irreverente quando queria e ácido quando era necessário!

Referência: EBC