sexta-feira, 11 de julho de 2014

Sendo um dos estados que mais preservam a cultura e os costumes locais, Pernambuco já tem um espaço dedicado unicamente ao frevo





O Paço do Frevo transcende o universo de um ritmo eminentemente brasileiro, assim como o choro, o samba, o forró. O frevo é uma manifestação artística brasileira. Na verdade, é um sistema de manifestações que envolve profundo nível de sociabilidade e de cidadania e que já merecia um espaço dessa magnitude


Com curadoria de Bia Lessa, o complexo cultural destina-se à difusão da cultura do frevo, além da pesquisa, do lazer, da capacitação e do apoio profissional aos que atuam em favor dela. O edifício que sedia o Paço do Frevo é tombado pelo Iphan desde 1998 e está sendo totalmente recuperado. 

Até 1973, no imóvel, funcionava a Western Telegraph Company.O Paço do Frevo é um espaço para perpetuar a riqueza de um dos principais ícones da identidade pernambucana, reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio cultural e imaterial brasileiro. 

Além do viés de museu, o espaço dispõe de cursos de dança, música e oficinas de adereços, bem como um estúdio de gravação, um programa de pesquisas, um centro de documentação, uma rádio online e todo um processo e projeto de atendimento à comunidade, aos praticantes do frevo e à comunidade local.

O Paço do Frevo teve suas obras iniciadas em março de 2010, com investimentos na desapropriação do prédio e a compra de acervo, mobiliário e equipamentos. O espaço é uma referência cultural, arquitetônica e histórica para todo o País.

O frevo e suas vertentes

Este estilo pernambucano de carnaval é um tipo de marchinha bastante acelerada, que, ao contrário de outras músicas carnavalescas, não possui letra, sendo simplesmente tocada por uma banda que segue os blocos carnavalescos enquanto a multidão se diverte dançando.

Apesar de parecerem simples ao olhar, os passos do frevo são bem complicados, pois, esta dança inclui gingados, malabarismos, rodopios, passinhos miúdos e muitos outros movimenos quase que acrobáticos. Os dançarinos de frevo encantam com sua técnica e improvisação, sendo que esta última é bastante utilizada. Para complementar a beleza da dança, eles usam uma sombrinha ou guarda-chuva aberto enquanto dançam.

Apesar do frevo ser tipicamente tocado, em alguns casos, ele também pode ser cantado. Há ainda uma forma mais lenta de frevo, e esta, é chamada de frevo-canção. Quando se fala nessa manifestação cultural, 10 em cada 10 pernambucanos sabem de cor a letra de um dos mais conhecidos frevos de todos os tempos, de autoria bancário-compositor, Capiba:

Voltei Recife

Voltei, Recife
Foi a saudade
Que me trouxe pelo braço
Quero ver novamente "Vassoura"
Na rua abafando
Tomar umas e outras
E cair no passo

Cadê "Toureiros"?
Cadê "Bola de Ouro"?
As "pás", os "lenhadores"
O "Bloco Batutas de São José"?
Quero sentir
A embriaguez do frevo
Que entra na cabeça
Depois toma o corpo
E acaba no pé!

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