quarta-feira, 23 de julho de 2014

O mundo celestial recebeu Ariano Suassuna do jeito que ele sempre quis e mereceu


Ariano acabou de chegar ao céu e foi festivamente recebido por hóspedes novatos, como João Ubaldo Ribeiro e Rubem Alves, assim como por moradores mais antigos como seu conterrâneo Augusto dos Anjos, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Patativa do Assaré e outros notáveis que para lá se mudaram há algum tempo

Para celebrar a sua chegada, foi montada uma nova versão celestial para o seu “Auto da Compadecida” e, tendo em vista que o tempo de lá é diferente do tempo de cá, não tem uma duração previamente determinada como no filme exibido aqui na terra.

Os produtores e agitadores culturais de plantão ao lado do Criador, também já estão montando a estrutura para que os habitantes daquela dimensão possam ser brindados com quantas aulas-espetáculo sejam necessárias. Como lá existem habitantes de várias localidades, ele foi chegando e avisando: “não troco meu oxente pelo OK de ninguém, fui claro meus amigos?”

No portal celestial e nos corredores foram colocados quadros com as inúmeras frases criadas pelo maior defensor da cultura nordestina de todos os tempos.

Euriques Carneiro

“Depois que eu vi num hotel em São Paulo um show de rock pela televisão, nunca mais eu critiquei os cantores medíocres brasileiros. Qualquer porcaria como a Banda Calypso ainda é melhor que qualquer banda de rock.”

“Não tenho medo de andar de avião como muitos dizem. O que eu tenho é tédio. Não aguento mais olhar aquelas aeromoças fazendo um teatro mímico para mostrar aos passageiros como usar às máscaras de oxigênio em caso de despressurização, e a porta de emergência.”

“Na pré-história, os cavalos comiam só mato e os homens começaram a comer carne. A evolução trouxe a raça humana até aqui e os cavalos continuam sendo vegetarianos até hoje. É por isso que nunca parei de comer carne.”

Um comentário:

  1. O BLOG veio para ficar, e mais ainda assessorado por pessoas ávidas por cultura, como você, Euriques Carneiro, que por felicidade minha, é meu primo. Mas, não me isenta, e muito menos me deixa "suspeita", para elogiar tamanha lisura, lhaneza e coesão na escrita. A sua homenagem ao Mestre Suassuna, ligando-o a outros da mesma linhagem, como João Ubaldo Ribeiro e Rubem Alves foram de extremo bom gosto e sincero; Amei. Parabéns!Cleuza

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