terça-feira, 15 de julho de 2014

Ainda surfando em uma onda originada há quase meio século, 'Planeta dos macacos: O confronto' lidera bilheterias nos EUA

A saga original que teve início com o clássico de 1968 e ficou imortalizada pela cena de Charlton Heston na praia em frente a Estátua da Liberdade, teve alguns altos e muitos baixos, mas a história conseguiu ser passada de uma forma satisfatória, tendo em vista os parcos recursos disponíveis na época

O filme de Franklin J. Schaffner que se tornaria um clássico da ficção científica, impressionou pela forma como nos apresentou aquele astronauta perdido em um planeta inóspito, habitado por macacos de comportamento humano que escravizavam seres humanos primitivos. O ritmo do longa é lento, os recursos tecnológicos são escassos, mas o roteiro consegue nos envolver no drama do personagem de Charlton Heston, querendo que ele fuja o quanto antes dali.

O impacto acontece quando se descobre a verdade. A grande questão é que simpatizamos com os chimpanzés Zira e Cornelius, que estão do lado do "olhos brilhantes"George Taylor, e nutrimos certa raiva do orangotango Dr. Zaius pelas tentativas de esconder a verdade que está em sua frente. 

Ainda assim, quando ele lê a carta onde mandam eles temerem os seres humanos e controlá-los, pois eles podem destruir o planeta, não deixa de nos atingir. E quando a cena fatídica da Estátua da Liberdade aparece e Taylor grita: "Os miseráveis destruíram tudo", temos quase a certeza de que Zaius era quem estava com a razão.

"Planeta dos macacos: O confronto”

A mais nova película "Planeta dos macacos: O confronto", aproveita o filão sobre macacos altamente inteligentes que lutam contra humanos por domínio, foi muito além de uma simples sequência e alcançou o topo da bilheteria dos Estados Unidos e Canadá, desde a estreia nos cinemas.

"Planeta dos macacos" adicionou outros US$ 31 milhões nos mercados internacionais para uma estreia global de US$ 104 milhões, de acordo com o estúdio 20th Century Fox, unidade do 21st Century Fox que fez o lançamento. Críticos aplaudiram a sequência, com 91% das críticas no site Rotten Tomatoes recomendando o filme.

Chris Aronson, presidente das distribuições norte-americanas do 20th Century Fox, disse que a estreia foi "a bilheteria perfeita. É raro quando críticos e audiência gostam da mesma propriedade, mas não é apenas um sucesso de verão. Há reflexão e inteligência neste filme", que custou US$ 170 milhões.

O filme "Planeta dos macacos" em 3D retoma a história do filme de 2011 "Planeta dos macacos: A origem" 10 anos depois. Andy Serkis volta como César, macaco inteligente que lidera sua espécie e negocia suas interações com os poucos humanos que sobreviveram ao vírus mortal.

Pelo visto, o filme original que está próximo de completar meio século de vida e detém uma multidão de aficionados ao redor do planeta, ainda tem bala na agulha para inúmeras sequências abordando a saga original e capacidade de gerar milhões de dólares para os seus produtores.

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