segunda-feira, 23 de junho de 2014

World Cup of Literature (WCL) premia Chico Buarque pelos dotes literários





Um dia antes da estreia do Brasil na Copa do Mundo, Chico Buarque entrou em campo e conquistou, para o Brasil, a primeira vitória: bem, pelo menos a primeira na World Cup of Literature (WCL), realizada pelo Three Percent, um programa da Universidade de Rochester, nos EUA, voltado à divulgação da literatura estrangeira


Na medida em que a competição avança, mais juízes são envolvidos em um mesmo jogo. O perfil dos “árbitros” é variado, mas envolve pessoas ligadas ao mercado editorial, aos estudos acadêmicos, tradutores, livreiros e leitores de maneira geral.A competição funciona assim: dois livros - cada um representando um país - são colocados frente a frente, um “juiz” elabora um jogo (em formato de resenha) e define um placar final e o vencedor. O sistema é eliminatório e cada país que joga a Copa do Mundo tem um representante no projeto (veja ao lado alguns dos candidatos).

“Por que não usar o maior espetáculo do futebol para atrair atenção para a literatura internacional?”, diz o organizador do projeto e diretor da editora da Universidade de Rochester, Chad W. Post. Ele ainda tentou, na medida do possível, coincidir características da literatura de cada autor com o estilo da seleção atual de cada país.

“Por outro lado, Javier Marías, com Seu Rosto Amanhã, dá corpo à seleção espanhola na medida em que sua literatura tem tantos passes/sentenças ‘de lado’, o jeito que ele controla ‘a bola’, sua ambição, a construção até o ‘gol’”, continua.

O projeto que Post lidera é batizado “Three Percent” em uma referência à quantidade de traduções no mercado editorial americano (3% do total de publicações) - quando o assunto é ficção e poesia estrangeira, esse número passa a 0,7%. Número estranho ao leitor acostumado ao mercado brasileiro.

A Copa de Literatura Brasileira já realizou cinco edições desde 2007. Em 2013, o campeão foi Diário da Queda, de Michel Laub, em uma decisão equilibrada contra O Sonâmbulo Amador, de José Luiz Passos.

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