domingo, 1 de junho de 2014

Norte-americana Stacey Kent revela seu amor à bossa nova em novo disco


Stacey Kent e Marcos Valle

A cantora Americana Stacey Kent está já tinha demonstrado a sua paixão pela Bossa Nova No seu 10º álbum. “The Changing Lights” é um reflexo da grande paixão de Stacey Kent pela musica brasileira, muito em particular pela Bossa Nova e por autores como Jobim, Marcos Valle, João Gilberto, Vinicius, Luiz Bonfá, Sergio Mendes, entre outros
Diz-se nos bastidores da MPB que foi Dans mon île, canção do francês Henri Salvador, que inspirou Tom Jobim nas suas primeiras composições bossanovistas. A doce voz do músico nascido em 1917 na Guiana Francesa e falecido em 2008, aos 90 anos, em Paris, e sua cadência musical teriam sido as primeiras notas que deram origem à bossa nova. Se foi concebida na França e nasceu de fato nesta terra Tupiniquim, o brasileiríssimo gênero – essa identidade ninguém tira – é revisitado hoje por artistas das mais diversas localidades e se encontrou perfeitamente nos últimos nos trabalho da cantora norte-americana Stacey Kent.

Seja cantando em inglês ou português, língua que aprendeu em 2008 com o intuito de entender as letras das canções pelas quais se apaixonou, Stacey sabe se apropriar junto a seu violão da malemolência nacional, foco de seu último disco, lançado em julho do ano passado, mas divulgado in loco pela cantora no Brasil na última semana.

Intitulado de Changing lights, o registro traz 15 faixas, entre inéditas e clássicos de outros compositores, sendo sete delas em português. Mais uma vez, O barquinho e A tarde ganham um leve sotaque gringo, mas que não as descaracteriza de sua brasilidade.

O saxofonista britânico Jim Tomlinson (também marido e produtor de Stacey e para quem ela dedica o disco da mesma forma que agradece) encabeça o time de músicos formado por Graham Harvey (piano e teclados), John Parriceli (violão), Jeremy Brown (baixo), Matt Homes (bateria), Joshua Morrison (bateria), Raymundo Bottencourt (ganzá). Um dos nomes capitais da bossa nova, Roberto Menescal empunha o seu violão em O barquinho (composição sua) e A tarde (parceria de Jim com Antonio Ladeira).

A paixão de Stacey pela música brasileira e pelo próprio Brasil veio cedo, aos 14 anos, quando descobriu e se deliciou com o clássico disco Getz/Gilberto (1964), antológica parceria do saxofonista americano Stan Getz com o cantor e violonista João Gilberto. O amadurecimento dessa paixão e o conhecimento aprofundado em relação ao Brasil por Stacey é notável no disco.

Referência: jconline

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