segunda-feira, 2 de junho de 2014

Palco da desenfreada paixão de Quasímodo por Esmeraldo, a espetacular Catedral de Notre-Dame em Paris continua tão bela quanto aquela descrita por Victor Hugo, em 1831



Na Paris do século XV, a cigana Esmeralda dança em frente à catedral de Notre Dame. Ao redor da jovem e da igreja, dançam outros personagens inesquecíveis - como o cruel arquidiácono Claude Frollo, o capitão Phoebus, a velha reclusa Gudule e, claro, o disforme Quasímodo, o corcunda que cuida dos sinos da catedral. A trama arrebatadora de Victor Hugo, muito mais que imortalizou a Catedral de Notre-Dame em Paris, uma das joias da rica arquitetura da cidade de Paris

Quem não conhece a famosa história do sineiro da Catedral de Notre-Dame em Paris? Seja pelo livro de Victor Hugo (“Notre-Dame de Paris”, 1831) ou pela clássica animação dos estúdios Disney (“O Corcunda de Notre Dame”, 1996), qualquer um sonha em visitar uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico, que começou a ser construída em 1163 e tem mais de 850 anos. Localizada na Île de la Cité, Notre-Dame (Nossa Senhora) tem esse nome em homenagem à Maria, mãe de Jesus Cristo.

De tão suntuosa e dotada de tanta riqueza arquitetônica, tem-se a impressão que só a capacidade descritiva de Dan Brown pode passar para o leitor com fidedignidade a cadeia de detalhes que forma a Catedral. Para visitar a parte interna, basta que respeite alguns costumes como tirar o chapéu e tentar manter o silêncio dentro do espaço que ecoa cada passo. O passeio é gratuito. Os quase 200 vitrais – alguns deles os maiores já construídos na história – e o órgão – original do século 14 – são de tirar o fôlego de qualquer pessoa independente da sua crença, pois ali, o que menos importa é a religião professada pelo visitante. Um dos lustres originais da construção é uma atração à parte.

Diferente da primeira fila, a organizada entrada para as torres pode levar horas. Localizada ao lado da catedral e normalmente espalhada por todo o imenso espaço que cerca Notre-Dame, a linha de pessoas parece não ter fim. Vale cada segundo de espera, mas prepare-se, essa não é a parte mais difícil. Depois de desembolsar até 8,50 euros (cerca de R$30,00), você vai encarar uma subida de 386 degraus.

O espaço apertado, sem ventilação, abarrotado de gente somado aos degraus desgastados pelo volume de pessoas que passaram por ali nos últimos anos pode desestabilizar qualquer esportista. Ao chegar ao topo, é possível entrar em um apertado espaço de madeira para conferir de perto os imensos sinos. De uma torre à outra, passa-se por um apertado corredor onde é possível avistar – além das incríveis gárgulas – a famosa Torre Eiffel.

Quando o passeio está prestes a terminar depara-se com o quê? Escadas! É a hora de subir em uma das duas torres que compõem a imagem arquitetônica da catedral. É de lá que é possível ver o teto, a divisão do Rio Sena que rodeia a construção e muitos outros detalhes de um dos monumentos mais visitados do mundo.

Depois de tudo isso, a descida é gratificante, mas não é rápida e nem tampouco fácil. A recompensa está ao comprar um dos tradicionais crepes de chocolate nas ruas que cercam Notre-Dame e degustá-lo observando as dezenas de estátuas – diferentes umas das outras – que completam a arquitetura da catedral.

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