terça-feira, 17 de junho de 2014

Comédia escrita pelo dramaturgo norte-americano David Hirson, “A Besta” estreia em São Paulo



La Bête, ou A Besta, é uma comédia escrita pelo dramaturgo norte-americano David Hirson (nascido em 1958). O espetáculo estreou na Broadway em 1991 com grande sucesso e recebeu entre outros prêmios, o Olivier Award de melhor comédia, em 1992. Sua última e mais importante montagem aconteceu em 2010, no West End de Londres, com Mark Rylance no elenco

O elenco destaca-se também Celso Frateschi, reconhecido por sua atuação em dramas, agora em uma de suas primeiras incursões na comédia. E ainda Priscila Fantin que além de atuar na TV e no cinema também investe em sua carreira no teatro há alguns anos. Ao todo, são dez atores na peça que fala sobre teatro, faz uma homenagem a arte e leva o público às gargalhadas.A montagem de 2010 foi um grande sucesso de público e crítica, ficou vários meses em cartaz e, de lá, seguiu para a Broadway, com o mesmo elenco. 

Em terras brasileiras, a direção coube a Alexandre Reinecke, que completa 30 anos de carreira e conta 50 peças no currículo, tendo atuado em 10 e dirigido 40. Para comemorar sua 40ª direção teatral, Reinecke fez a junção de grandes mestres da comédia e do teatro, reunindo no mesmo elenco: Hugo Possolo (Parlapatões), Ary França (Ornitorrinco) e Iara Jamra (Pó de Minoga), de grupos de extrema importância no cenário nacional.

Inspirada em Molière e sua trupe, a farsa é ambientada na França, em 1654, na propriedade de uma Princesa (Priscila Fantin), a patrocinadora da companhia de teatro. A história fala do conflito entre dois homens: Elomire (Celso Frateschi) nome que é um anagrama do nome de Molière, o diretor da companhia, artista sério e respeitado; e Augusto Valério (Hugo Possolo), um comediante popular, canastrão e vaidoso. Ocorre que Valério caiu nas graças da Princesa patrocinadora e ela insiste para que ele passe a integrar a trupe.

Apesar de Elomire rejeitar furiosamente a ideia de incorporar Valério, a companhia é obrigada a encenar uma de suas peças, o que vai gerar uma transformação no futuro de seus artistas. É um texto a um só tempo requintado e hilário, que dá aos atores oportunidade de esbanjar talento nos monólogos cômicos em que defendem suas ideias e coloca uma discussão surpreendente sobre arte erudita, arte popular, preconceito e entretenimento.

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