terça-feira, 6 de maio de 2014

Passeio por ilha da Patagônia chilena tem cultura regional, pinguins e até "churrasco" de mariscos



O folclore regional é bem peculiar e alimentado por histórias de bruxos e outras figuras da mitologia huilliche – povo indígena originário do arquipélago, os huilliche são ligados aos mapuche, mas possuem seus costumes e tradições peculiares

Ao chegar ao quilômetro 1093 da Rodovia 5 Sur – cujo início é em Santiago e leva ao sul do país –, na pequena localidade de Pargua, já é possível sentir outro Chile, menos seco, mais verde, resfriado pelos fortes ventos patagônicos. 

O povoado de Pargua somente bordeia o trecho da estrada que é literalmente interrompido pelo mar, onde uma balsa está pronta para transportar os visitantes ao outro lado da rodovia. Nos 2,2 quilômetros do Canal Chacao, há uma tensa e bela travessia, sacudida pela ventania, onde o viajante é escoltado por golfinhos, focas e pinguins, até a Ilha Grande de Chiloé.

O arquipélago é o salão de visitas da Patagônia Chilena, e o acesso difícil passa ao turista a sensação de cruzar um portal e entrar num mundo alternativo, ou ao menos bastante diferente das extremas paisagens andinas e dos áridos desertos do norte.

Um mundo de diversificada flora e fauna, embora suas principais atrações naturais estejam no mar. A maior parte dessa diversidade está ao redor da Ilha Grande, com seus 8,4 km2, mas também é possível encontrar surpresas nas quarenta ilhotas – todas de menos de 100 km2, e algumas que são verdadeiras rochas vulcânicas gigantes erguidas entre as ondas.

Pinguins e outros animais marinhos

O lado oeste do arquipélago é habitado por pinguins, focas, leões marinhos, lontras e diversas outras espécies. Os que podem se aventurar mar adentro encontrarão inclusive algumas espécies de baleias, como as azuis e cachalotes. As graciosas aves marinhas são mais acessíveis, e também as mais procuradas pelos turistas.

Entre setembro e fevereiro, durante seu período de acasalamento e procriação, os pinguins costumam ocupar a região nos arredores da cidade de Ancud (no norte da Ilha Grande, cerca de 20 km após a travessia da balsa), as chamadas praias ou ilhas “pinguineiras”. A mais procurada delas é a Praia de Puñihuil, onde os pinguins montam seus ninhos nas margens das pequenas ilhotas vulcânicas que formam uma barreira natural.

“Churrasco de mariscos”

“Nada é mais tipicamente chilote do que comer uma bela chochoca no café da manhã”, diz a senhora Mirta Guinao, que trabalha no Mercado da Rua Yumbel, em Castro, capital da província de Chiloé. Mirta é uma mulher chilota (nascida no arquipélago), e é dona de uma lanchonete que vende salgados típicos da região, na entrada do mercado. A chochoca é a estrela do seu cardápio, preferida tanto pelos locais quanto por turistas.

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