quarta-feira, 7 de maio de 2014

Belo Horizonte respirará teatro em maio e, desde a última terça (6/5) está em cartaz o Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte, que terá 200 apresentações

A partir da última terça (6/5), a capital de Minas Gerais se tornou palco principal das artes cênicas no país. Atores, diretores e público se debruçam sobre Belo Horizonte para conferir o que há de melhor em teatro
A maratona de artes cênicas prevê 55 espetáculos que serão apresentados ao longo de três semanas. Entre eles, 18 atrações internacionais compõem o Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte (FIT).

Com refinada curadoria de Jefferson da Fonseca e Geraldo Peninha, dois conhecidos artistas da plateia mineira, o festival — com 20 anos de história — entrega uma vasta programação que ocupa não somente os principais palcos da cidade, mas também espaços alternativos. Uma tentativa de fomentar o panorama e atingir locais menos frequentados pela cultura cênica.

Atrações

A abertura do FIT, a cargo da Cia. Luna Lunera, dará o tom dos dias por vir. Além da montagem de Prazer, uma das peças mais comentadas da temporada, o local escolhido para receber o espetáculo foi à altura: o teatro Francisco Nunes, o mais tradicional espaço teatral de BH, fechado para reforma há anos. Motivo de celebração para os mineiros.

Os brasilienses, inclusive, tiveram a chance de conferir Prazer, no ano passado, em uma concorrida temporada pelo CCBB. Algumas outras atrações também são conhecidas do público da capital federal, principalmente em virtude da última edição do Cena Contemporânea, que catalisa as veias cênicas daqui. Cine monstro, de Enrique Diaz, passou pelo Cena e estará no FIT. Assim como a atração espanhola, Matéria prima, da Cia. La Tristura, o espetáculo mais elogiado do festival brasiliense e que, agora, submete-se ao crivo do público mineiro.

Esta 12ª edição do FIT (o evento acontece a cada dois anos) consolida a presença de BH entre as principais capitais interessadas no movimento teatral. Diferentemente de eventos similares, como o badalado Festival de Curitiba, o FIT prima pelo filtro artístico e social. “Não queremos atingir somente os iniciados no teatro. Nossa preocupação é mais ampla: dialogar com quem nunca assistiu a uma peça, chegar nas escolas, ajudar na formação de plateia”, destacou o curador, dramaturgo e ator Jefferson da Fonseca. Um cuidado raro e louvável.

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