sexta-feira, 18 de abril de 2014

Na linha de ‘Jogos Vorazes’, Divergente é mais uma franquia de aventura voltada aos adolescentes



Baseado na primeira parte da trilogia best-seller da jovem autora americana Veronica Roth, o longa dirigido por Neil Burger é relativamente semelhante a ‘Jogos Vorazes’, cujos dois primeiros filmes foram sucessos mundiais de bilheteria. Foi o bom desempenho da saga de Katniss Everdeen, aliás, que levou a mesma distribuidora, a Lionsgate, a apostar alto no filme ‘Divergente’ 

Na futurística Chicago, quando a adolescente Beatrice (Shailene Woodley) completa 16 anos ela tem que escolher entre as diferentes facções que a cidade está dividida. Elas são cinco, e cada uma representa um valor diferente, como honestidade, generosidade, coragem e outros. Beatrice surpreende a todos e até a si mesma quando decide pela facção dos destemidos, escolhendo uma diferente da família, e tendo que abandonar o lar. Ao entrar para a Dauntless, ela torna-se Tris e vai enfrentar uma jornada para afastar seus medos e descobrir quem é de verdade. Além disso, Tris conhece Four, um rapaz mais experiente na facção que ela, e que consegue intrigá-la e encantá-la ao mesmo tempo.

Na esteira das adaptações de livros infanto juvenis para o cinema, Divergente – já em cartaz – é mais uma franquia de aventura voltada aos adolescentes. Baseado na primeira parte da trilogia best-seller da jovem autora americana Veronica Roth, o longa dirigido por Neil Burger é relativamente semelhante a ‘Jogos Vorazes’, cujos dois primeiros filmes foram sucessos mundiais de bilheteria. Foi o bom desempenho da saga de Katniss Everdeen, aliás, que levou a mesma distribuidora, a Lionsgate, a apostar alto no filme ‘Divergente’.

Como em ‘Jogos Vorazes’, a protagonista é uma garota independente e corajosa em um futuro pós-apocalíptico. A Chicago onde Tris (Shailene Woodley) mora é uma distopia disfarçada. Após uma grande guerra, a solução foi dividir a sociedade para se manter a paz. A população, então, é distribuída em cinco castas, a partir de personalidades bem definidas: membros da ‘Erudição’ estudam, integrantes da ‘Abnegação’ fazem trabalhos voluntários, os da ‘Audácia’ trabalham como policiais, e assim por diante.

O problema é que, no teste vocacional que determina sua melhor facção, Tris se descobre ‘divergente’ – ou seja, fora dos padrões. Ela tem um pouco de cada uma das personalidades, o que a torna uma ameaça ao sistema. Por não se encaixar em nenhuma categoria, a jovem rebelde esconde segredos e descobre intrigas no Estado que a governa.

Não bastassem as metáforas óbvias do enredo, como uma sociedade oprimida e uniformizada por classes, muito do que o filme tem de simplório é reforçado pela direção à la ‘Sessão da Tarde’. Com viradas previsíveis, é divertido, mas peca por se levar muito a sério. ‘Divergente’ não passa muito de ‘mais do mesmo’: mais um filme de ação longe de ser eletrizante, em meio a tantos outros.

Isso deve ter se refletido nas bilheterias. Em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos, em março, o filme não chegou nem perto da estreia de ‘Jogos Vorazes’ em 2012. Enquanto seu antecessor arrecadou US$ 152,5 milhões, ‘Divergente’ fez US$ 56 milhões.

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