quinta-feira, 27 de março de 2014

Um dos mais brilhantes momentos artísticos do Brasil foi abruptamente sufocado pela ditadura militar



Quando o Brasil vivia uma grande efervescência artística em meados dos anos 60, a festa foi interrompida pela ditadura militar, especialmente com a promulgação do AI5 

No início da década de 1960, o Brasil passava por um momento de grande efervescência artística e intelectual. A nação discutia e propunha soluções para os problemas que afligiam o país. Produzia-se uma arte engajada, com pretensões de mudar a realidade social. 

É nesse período que surgem nomes como Chico Buarque, Gilberto Gil e Caetano Veloso na música; Glauber Rocha e Cacá Diegues no cinema; José Celso Martinez, Marieta Severo e Augusto Boal no teatro, Cacá Diegues entre muitos outros.

Nas palavras do cineasta Cacá Diegues, “Nós estávamos todos completamente contagiados com a ideia otimista do Brasil, que o Brasil ia ser um grande país”. Mas a história tomou outro rumo e este processo foi interrompido com o golpe militar de 1964. No começo, a ditadura usou as leis previstas na Constituição para conter ideias contrárias ao regime. Mas, a partir de 1968, com oAto Institucional-5, a censura tornou-se instrumento de repressão política, perseguindo os que não se calavam.

Para o jornalista e escritor Ignácio de Loyola Brandão, “o golpe foi a grande castração de uma geração inteira.” Por mais de 20 anos, a ditadura atormentou e tirou a liberdade de expressão de toda a nação. Foi somente a partir de 1978, com o fim do AI-5, que a censura começou a abrandar, tendo seu fim com a promulgação da Constituição de 1988.

Fonte: EBC

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