quinta-feira, 13 de março de 2014

Programação da II BIENAL BRASIL DO LIVRO E DA LEITURA, foi lançada em grande estilo em Brasília



Com a presença de representantes brasileiros, embaixadas, autores, comunidade educacional e cultural, foi lançado o extenso programa da II BIENAL BRASIL

O Cine Brasília ontem deixou de lado um pouco de sua vocação de templo do cinema para acolher a comunidade dos livros. No local, foi feito o anúncio oficial da programação da II BIENAL BRASIL DO LIVRO E DA LEITURA, em solenidade que contou com a presença do Secretário de Cultura do DF, Hamilton Pereira, do Secretário Adjunto de Educação, Jaci Braga Nunes, da Subsecretária de Políticas do Livro e da Leitura, Ivana Torres, do Secretário Geral do Instituto Terceiro Setor – ITS, Eduardo Cabral, do coordenador geral da BIENAL, Nilson Rodrigues, representantes de diversas embaixadas, integrantes de outras áreas do Governo do Distrito Federal, membros da comunidade acadêmica, cultural e educacional.

A noite teve início com o lançamento do II Concurso Estudantil, que vai premiar 12 textos, em duas diferentes categorias - conto/crônica e poesia -, escritos por alunos das redes pública e particular do Distrito Federal. Representando a comunidade educacional, subiram ao palco a Coordenadora da Regional de Ensino de São Sebastião, Edilene Abreu, a Professora do Centro de Ensino Médio nº 1 também de São Sebastião, Eneide Sartine e os alunos Gabriel Silva Lima, Fabrício Silva e Laiane Camila, todos da mesma escola. Eles representaram os milhares de alunos que devem se inscrever para concorrer aos prêmios e à inclusão num livro a ser lançado pelo Concurso com os 80 melhores textos.

Convidado a falar em nome de todos os países que têm escritores convidados para a II BIENAL BRASIL, o Segundo Secretário da Embaixada da Argentina, Lucas André Gioja, começou citando o escritor argentino Jorge Luis Borges, que costumava dizer que “o paraíso é uma infinita biblioteca”. Gioja celebrou o fato de a iniciativa ter representantes de quase todas as línguas do planeta.

“Era necessário colocar Brasília novamente no centro das atenções”. Assim o coordenador geral da II BIENAL BRASIL relatou o início da empreitada que gerou a ideia de uma bienal em Brasília. “Fomos bem sucedidos. Em 2012, tivemos mais de 200 mil visitantes e este ano queremos mais”. Segundo Nilson Rodrigues, o que faz a diferença do evento brasiliense é a relevância do conteúdo. Disse: “Nós sempre programamos debates sobre alguns dos mais pungentes temas contemporâneos. Eles são a alma da Bienal”. Nilson ainda disse que o evento vem se somar a outras iniciativas que colocam Brasília como protagonista da cena nacional. E listou eventos como o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o Cena Contemporânea –Festival Internacional de Teatro de Brasília, o Porão do Rock e o BIFF – Festival Internacional de Cinema de Brasília. O coordenador também destacou o fato de o evento ter entrada franca.

O público aplaudiu o anúncio de que a Secretaria de Educação irá investir R$ 4 milhões em livros para as escolas e disponibilizar 100 ônibus para deslocar os alunos para participarem das atividades da II BIENAL. Segundo ele, os alunos serão orientados a adquirir os títulos pensando não só em seu gosto pessoal, mas também nos colegas, já que a obra não ficará em seu poder; ao contrário, fará parte da biblioteca escolar. “Queremos formar acervo para as bibliotecas escolares”. Braga Nunes avisou que um Caderno Pedagógico será distribuído a todas as unidades escolares, com orientações para a participação no evento.

Foi lembrado ainda que o lançamento da programação estava ocorrendo exatamente no Dia do Bibliotecário, 12 de Março, um bom indício para a II BIENAL, afinal, disse ele, “o bibliotecário faz a ponte entre o livro e o leitor”. O pensamento inicial norteador do evento era trabalhar a partir do tema “A Literatura e o Feminino”, que está bem presente na programação. Mas depois os organizadores perceberam que, com a passagem dos 50 Anos do Golpe Militar, era preciso ajudar o Brasil a digerir maduramente o processo que produziu tantos traumas na vida do País.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Seu comentário será publicado após análise.
Obrigado!