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terça-feira, 11 de março de 2014

O cinquentenário do golpe militar de 64 é marcado pelo lançamento de livros exposição



Para que não nos esqueçamos jamais do período que deixou marcas profundas e dolorosas no País, uma boa safra de livros e duas exposições relembram os tempos macabros da ditadura militar que sangrou o país por cerca de duas décadas

O golpe militar de 64 está fazendo 50 anos, trazendo uma ótima oportunidade para se debruçar sobre esse período negro da história do país. Não há o que se comemorar, mas datas redondas dão motivo a balanço e reflexão sobre eventos históricos importantes ou traumáticos. 1964 teve estes dois componentes.

Entre os lançamentos mais significativos estão 1964: o Golpe, de Flávio Tavares (L&PM), Ditadura e Democracia no Brasil - 1964: 50 anos Depois, de Daniel Aarão Reis (Zahar) e Ditadura à Brasileira: 1964-1985 - a Democracia Golpeada à Esquerda e à Direita, de Marco Antonio Villa (LeYa).

O jornalista Elio Gaspari fez uma releitura e incorporou dados novos à série Ditadura (Envergonhada, Escancarada, Derrotada e Encurralada), atualizando um dos mais expressivos movimentos escritos anti-golpe, que estará disponível também no formato digital. Os e-books têm a vantagem adicional da visualização de vídeos e documentos.

Em sua apresentação ao volume 1 de As Ilusões Armadas - a Ditadura Envergonhada, Gaspari nota que a atualização da obra se fazia necessária por dois motivos: a divulgação das atas de duas reuniões do Conselho de Segurança Nacional, em julho de 1968, e a evidência de que o golpe contra o governo de João Goulart já vinha sendo tramado no gabinete do presidente John Kennedy, desde 1962. Um áudio registrado em 7 de outubro de 1963, portanto 46 dias antes do seu assassinato em Dallas, mostra Kennedy como um "campeão desse projeto". Ou seja, a derrubada do governo brasileiro eleito democraticamente, perpetrada por militares, bem ao gosto de países do América do Sul.

Exposições

Ainda abordando o cinquentenário do Golpe, o CCBB, a mostra "Resistir É Preciso...", organizada pelo Instituto Vladimir Herzog, que relembra a luta de intelectuais, artistas, sindicatos, jornalistas e estudantes pela volta da democracia no país. Entre obras de arte e documentos históricos, a exposição apresenta ao público a militância dos artistas ao denunciar abusos e crimes da ditadura.

Em destaque, obras de Sérgio Freire, Flávio Império, Sérgio Ferro e Takaoka, produzidas no período de cárcere, ilustrações de Rubem Grilo de publicações como o Pasquim e Opinião, fotografias de Luis Humberto e Orlando Brito, entre outras.

O Instituto Moreira Salles dedica parte de sua programação de 2014 para discutir os 50 anos de golpe militar no Brasil. Entre as atrações, a exposição "Em 1964" reúne obras de literatura, fotografia, cinema e música presentes no acervo do IMS e que marcaram esse período.

O que: "Resistir É Preciso..."

Quando: 12 de fevereiro a 7 de abril de 2014. De quarta a segunda, de 9h às 21h.

Onde: CCBB Rio - Rua Primeiro de Março, 66 - Centro.

Quanto: Entrada gratuita.

Mais informações: http://culturabancodobrasil.com.br


O que: "Em 1964"

Quando: 9 de fevereiro a 23 de novembro de 2014. De terça a domingo, das 11h às 20h.

Onde: Instituto Moreira Salles - Rua Marquês de São Vicente, 476 - Gávea.

Quanto: Entrada gratuita.

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