segunda-feira, 17 de março de 2014

Mostra de cinema ambiental tem produções de 30 países



O evento é uma iniciativa da organização não governamental (ONG) Ecofalante, um coletivo formado em 2003 por educadores, comunicadores e cineastas e, neste ano, serão premiados dois filmes latino-americanos, um escolhido pelo público e outro pelo júri

O evento é uma iniciativa da organização não governamental (ONG) Ecofalante, um coletivo formado em 2003 por educadores, comunicadores e cineastas. Neste ano, serão premiados dois filmes latino-americanos, um escolhido pelo público e outro pelo júri. Estão programados debates com diretores e com o homenageado da edição, o jornalista Washington Novaes.

Começa na quinta-feira (20) a terceira edição da Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental. Durante os sete dias de festival serão exibidos mais de 60 filmes - longa, média e curta-metragens de 30 países. As películas estão agrupadas em cinco eixos temáticos: cidades, campo, economia, energia e povos e lugares. A mostra está dividida em sete pontos de exibição na capital paulista.

Além de um festival de cinema, a proposta da Ecofalante é ser uma oportunidade para o debate de temas ligados ao meio ambiente. “Ela nasceu com a ideia de ser uma plataforma de informação e conhecimento que, por meio do audiovisual, pudesse discutir temas absolutamente relevantes para a nossa vida. Temas ligados a sustentabilidade, meio ambiente, cidadania, conservação e políticas públicas”, ressalta o diretor da mostra, Chico Guariba.

O festival apresenta obras que dificilmente seriam exibidas nas salas comerciais. “A gente achava importante que aqui, em São Paulo, um dos centros de decisão econômica do país, tivesse uma mostra que trouxesse esses filmes que não chegavam ao Brasil”, destacou Guariba.

Os filmes são selecionados a partir de festivais de cinema em todo o mundo. Ele disse que, a princípio, a Ecofalante era voltada para a produção documental. No entanto, a ficção tem se aproximado cada vez mais dos temas ambientais. “A pauta do cinema, de maneira geral, caminha também na ficção muito fortemente para discutir questões prementes da relação entre homem e a natureza”, explica o diretor.

O longa-metragem japonês Terra da Esperança, por exemplo, fala sobre uma família que vive em uma região atingida por um acidente nuclear. Como apenas a metade das terras desses camponeses está dentro do raio de evacuação obrigatória, eles têm que decidir entre acompanhar os vizinhos, ir para um abrigo ou permanecer em casa.

A energia nuclear também é tema de alguns documentários que fazem parte da mostra. Três deles tratam direta ou indiretamente do acidente ocorrido na Usina Nuclear de Fukushima, no Japão. “São filmes importantes que atualizam as informações sobre um desastre que não tem proporções, que a gente conhece muito pouco do que está acontecendo”, pontua Guariba.
Fonte: ebc 

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